sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Camarones Orquestra Guitarrística - Espionagem Industrial [2011]


Qualquer um que reclame ou há anos vem reclamando sobre a baixa variedade de estilos e bandas voltadas ao rock instrumental no Brasil talvez precise rever seus conceitos tamanha a profusão de artistas que tiveram seus trabalhos lançados na última década. Se antes a música instrumental parecia refúgio de indivíduos que buscavam por um som conceitual e amarrado de forma experimental em sua essência, hoje o que não faltam são projetos que atendem todos os gostos e demandas musicais, com grupos cada vez mais voláteis e que mesmo sem pronunciar uma única palavra sabem como cativar seu público.

Assolados pela mesma efervescência que toma conta de bandas como Pata de Elefante e Retrofoguetes, o grupo potiguar Camarones Orquestra Guitarrística faz de seu novo registro uma sucessão de acertos e composições instrumentais que bebem de forma entusiasmada do bom e velho rock. Composto de 17 músicas, Espionagem Industrial (2011, DoSol) converge em seus pouco mais de 50 minutos de duração, tudo que o grupo de Natal, Rio Grande do Norte vem acumulando em quase quatro anos de apresentações e um repertório sempre movido por composições intensas. 

Mesmo partilhando de certa similaridade entre as composições – que não poupam em confortar os ouvintes em espessas camadas de guitarras e batidas projetadas para levantar o ouvinte do chão – cada música do disco conta com algum elemento de diferenciação, que inclui desde travessias pelo Ska (Ula-Ula), Stoner Rock (Rock de Roqueiro), Dance Punk (Peggy Lucura) e até surf music (Surfando em Boa Viagem). Convidado para assumir a produção do disco, Chuck Hipolitho (Vespas Mandarinas) surge como um verdadeiro artesão, proporcionando certa conexão entre as faixas e proporcionando limpidez às mesmas.

Dividido em duas partes (ou lados), na primeira “metade” do registro temos a banda apresentando 11 canções extremamente acessíveis e que flertam com uma tendência mais pop em diversos momentos. Faixas que aos poucos vão construindo pequenos ou grandes versos no cérebro do ouvinte, gerando uma experiência de interatividade involuntária enquanto a dançante Peggy Loucura, a pesada Bronx ou mesmo a sossegada Delayte vão aos poucos soltando suas bem desenvolvidas emanações, canções que mesmo “indisponíveis” de letras e vozes falam em alto e bom tom.

Para a segunda metade do álbum, o quinteto – composto por Ana Morena (baixo), Anderson Foca (tecladista e co-produtor do disco), Karina Monteiro (guitarra), Leo Martínez (guitarra) e Xandi Rocha (bateria) – não apenas investe na mesma sonoridade carregada de referências que delimita a totalidade do “Lado A”, como chega cercado por um número mais do que suficiente de grandes representantes do rock alternativo atual. Dos cariocas do Canastra na música Camastra aos sergipanos do The Baggios nas faixas Terror em Burzaco eBaggiones, por todos os lados as pequenas parcerias transformam o álbum em um trabalho ainda mais vasto e delicioso de ser apreciado.

Voltado para agradar os mais distintos público, Espionagem Industrialinviabiliza a propagação de sons demasiadamente densos ou experimentações musicais que possam tornar complexa a audição do trabalho. Cada mínimo acorde, batida ou harmonia que se projeta através do disco parece se limitar em agradar ao ouvinte, sem que para isso sejam necessárias longas transições instrumentais ou exercícios acústicos tomados por uma fluência virtuosa. Básico, porém fugindo do óbvio, o disco parece ser a trilha sonora perfeita para animar conversas empolgadas entre amigos enquanto alguns goles de cerveja gelada são bebericados.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra lançam CD e DVD

Projeto "A Curva da Cintura" combina rock com composições confluindo entre a poesia e a urbanidade

A amizade de longa data de Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra fez estreitar ainda mais a relação musical entre eles. Livres para encaminhar seus próprios projetos, sobretudo depois que se desligaram de suas respectivas bandas - Arnaldo dos Titãs, na década de 1990, e Edgard do Ira!, em 2007 -, os dois foram se esbarrando pelos palcos (e pelos discos) da vida nas últimas duas décadas. 

Em 2008, Arnaldo e Edgard, ao lado de Taciana Barros, Antonio Pinto e dos filhos do quarteto, criaram o elogiado projeto infantil Pequeno Cidadão e, com o grupo, têm cruzado o Brasil fazendo shows. Além disso, Edgard, em paralelo aos seus próprios trabalhos, voltou a gravar e excursionar com Arnaldo no mais recente disco dele, o Ao Vivo Lá Em Casa, lançado em 2010. A proximidade fez com que eles criassem ainda um show só com voz, guitarra e bumbo eletrônico, em que cantam e tocam suas parcerias.

Desse formato de show, com o qual se apresentam desde 2009, surgiu a vontade de fazer um disco de inéditas e que levasse o nome dos dois. Mergulharam em um processo de composição e, quando estavam com o repertório praticamente pronto, eis que aparece um terceiro elemento que não estava no script: o músico Toumani Diabaté, de Mali (àfrica), e sua kora, uma espécie de harpa com 21 cordas, tradicional na àfrica Ocidental. Dessa nova configuração, que deu origem a uma tríade, nasceu o projeto A Curva da Cintura, que inclui CD e DVD (com direito a documentário sobre os bastidores).

Antes de descrever como e onde se deu esse projeto, vale contar de que maneira Toumani atravessou o caminho da dupla brasileira. Em 2010, Arnaldo e Edgard foram convidados para dividir o palco com o instrumentista maliense no festival Back2Black, no Rio. Eles gostaram da ideia e foram pesquisar mais sobre aquele ilustre - e para eles, até então, desconhecido - convidado. 

– Eu não só não conhecia a música dele como não conhecia também a kora – afirma Arnaldo. 

– Fui buscar material na internet para ver de que se tratava.

Apesar de os três pertencerem a origens, sonoridades e idiomas diferentes, o entrosamento daquele encontro abriu precedentes para confabulações futuras. A troca de e-mails evoluiu para a formalização do convite para que Toumani participasse do projeto que, a princípio, só era dos dois. O passo seguinte foi Arnaldo e Edgard viajarem até Bamako, capital do Mali, onde conviveram com o simpático Toumani e seus músicos, dentro e fora do estúdio, durante duas semanas, no ano passado. O entendimento entre o trio se deu por intermédio da língua inglesa e da música. Naturalmente, Toumani contribuiu para o álbum com alguns temas, como Kaira e Rio Seco.

A Curva da Cintura testa a combinação da guitarra meio rock&roll de Edgard e das composições confluindo entre a poesia e a urbanidade de Arnaldo com a docilidade sonora da kora. De fato, a composição deles foi preservada, abrindo espaço apenas para uma musicalidade atípica e, por que não, inusitada a eles. Para quem quiser ouvir as músicas do disco em versão redux, sem a kora de Toumani, Arnaldo e Edgard vão continuar com a formação minimalista nos shows da dupla. Para a audição da versão original, Toumani deve participar de alguns shows aqui no Brasil neste ano.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Matanza - Odiosa Natureza Humana [2011]



*Tiago El Cid Cardim

Os cariocas do Matanza passam por uma situação bastante atípica não apenas para o rock brasileiro, mas também no que diz respeito ao mundo da música como um todo. Fundador e principal compositor da banda, o guitarrista Donida ficou de saco cheio da dinâmica das turnês, da obrigação de ter que subir aos palcos, de ter que cair na estrada. Mas ao invés de abandonar o grupo, como era esperado, ele permaneceu como compositor e músico de estúdio.

No recente “Odiosa Natureza Humana”, seu quinto álbum de estúdio (e o quarto de inéditas), ele assina a maior parte das canções e registra a violência das seis cordas – só que, nas apresentações ao vivo, ele será devidamente substituído por Maurício Nogueira, ex-integrante da ótima banda Torture Squad. O resultado acabou sendo prejudicado? Muito pelo contrário. Em “Odiosa Natureza Humana”, ouvimos um Matanza mais afiado e pesado do que nunca, com seu country-hardcore ganhando ainda mais temperos thrash metal e letras que refletem o mal-humor e a ironia sobre os rumos da humanidade. Dá para dizer até que “Odiosa Natureza Humana” é o disco mais sombrio do grupo, aquele que carrega menos fé e esperança no que o ser humano anda fazendo em suas andanças neste maltratado planetinha azul. Fúria em estado bruto.

Novamente com produção de Rafael Ramos, “Odiosa Natureza Humana” foi gravado ao vivo no estúdio Tambor e registrado em apenas três dias. E um detalhe: todo o trabalho em fita de rolo, sem qualquer tipo de trucagem digital. Coisa raríssima na nossa indústria fonográfica, o expediente mostra-se bem efetivo já na abertura, com a politicamente incorreta “Remédios Demais”, estrelada por um protagonista que anda fazendo das suas ao volante e passa por cima de quem estiver pela frente. Praticamente colada na primeira faixa, “Em Respeito ao Vício” então inaugura oficialmente a seqüência de petardos que dão pouca ou nenhuma chance para respirar – e tampouco para acreditar na raça humana (repare na letra: “mundo horrível, gente desprezível, a quem vou me justificar”).

O grande momento de “Odiosa Natureza Humana”, contudo, vem lá pela metade da bolacha – começando pela “negative vibrations” faixa-título, cujo trabalho vibrante e brilhante de baixo e bateria embalam a letra que já começa assim: “se todo mundo fosse embora / e só eu ficasse aqui / eu teria nessa hora / um bom motivo pra sorrir / se tudo desaparecesse / e não ficasse mais ninguém / somente num dia desses / eu passaria muito bem”. A dobradinha se completa de maneira perfeita com a poderosa “Carvão, Enxofre e Salitre” – na opinião deste que vos escreve, o grande ápice do disco, talvez uma das melhores canções da discografia do grupo.

Não dá para deixar de falar sobre “Tudo Errado”, um crossover daqueles que o Matanza faz com precisão, com uma guitarra cavalgando de maneira alucinante e convidando para o bate-cabeça e para a roda de pontapés. Por falar em guitarra, aliás, repare ainda na gigantesca e monumental palhetada metálica da guitarra em “Saco Cheio e Mau-Humor”, que tem lá um jeitão meio Metallica das antigas, em especial no refrão. O clássico clima Velho Oeste pode ser conferido em faixas como “Escárnio”, talvez uma das letras mais inspiradas do álbum, sobre como, no dia do juízo final, de nada vão adiantar os carrões, mansões e mulheres acumulados por certos calhordas ao longo da vida.

Um dos poucos alívios para o tom mais pessimista do disco é “Ela Não me Perdoou”, uma espécie de continuação não-oficial das simpáticas “Ela Roubou Meu Caminhão” (do disco “Santa Madre Cassino”) e “Bota com Buraco de Bala” (do álbum “Música para Beber e Brigar”). Naquele clima “dor de cotovelo from hell”, a canção é um divertido retrato sobre uma mulher teimosa e tão sem paciência quanto o próprio estereótipo do brigão vivido pelo vocalista Jimmy, que se recusa a perdoar o que quer que o personagem da música tenha feito e ainda responde à serenata com uma pedrada no meio da testa. Mas acordando sem lembrar o que fez, devidamente acometido por uma dor de cabeça, ele vai para o bar e esquece que esta mulher existe em “Melhor Sem Você”. E assim como em “A Arte do Insulto”, o disco “Odiosa Natureza Humana” se encerra com um ode etílico. Mas ao invés de uma balada de inspiração celta, “O Bebum Acabado” é um country envenenado do tipo que dá até para dançar alegre e contente - mas sem se esquecer que a letra diz “não penso mais sobre a vida / não mais me ocupo com Deus / a mim basta a bebida / que serve a todos os problemas meus”. Matanza à décima potência, senhoras e senhores. Saúde!

Formação:
Jimmy London – Vocal
Donida – Guitarra
China – Baixo
Jonas – Bateria


Tianastácia - Na Boca Do Sapo Tem Dente [2003]




Lançado em 2003, "Na Boca do Sapo tem Dente" é o quinto álbum da banda; mostra o sexteto atento à evolução de seu som, de seu público e de si próprio. Com quase oito anos de carreira, os músicos deixam claro que o passar dos anos só deixou boas marcas em suas vidas, além de tê-los aproximado ainda mais. O amor e a crítica social constituem o tema das composições. Algumas parcerias foram fundamentais para a conclusão do CD, como a de Rogério Flausino e Márcio Buzelin(Jota Quest) em "O Sol"; de Paulinho Santos(Uakti) em "Sapo Antunes", "Aldeia" e "Desperdícios"; e de Tom Zé em "Sapo Antunes". A produção é de Carlo Bartolini, mais uma vez, junto com Ronaldo Villas e o próprio Tianastácia. O trabalho foi feito de forma independente e, mais tarde, foi lançado pela EMI.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Raimundos - Roda Viva [2011]



*Fabiano Cruz

O Raimundos foi uma das bandas nacionais que fizeram muito barulho nos anos 90, alcançando uma grande parcela de fãs de Rock com suas músicas pesadas, sujas e desbocadas que misturavam o Hardcore com a música de diversas partes do país de uma forma genial e, como todas outras bandas, caiu nas “garras” da mídia, mudando seu som visceral a algo mais leve para as rádios (leia-se: “MTVzou-se), teve uma drástica mudança de formação, com Rodolfo, vocalista original, se tornando evangélico e perdeu a mão em seus últimos álbuns. Nada que uma banda nacional nunca tenha passado em sua carreira nas, agora revitalizado, o Raimundos vem tentando – e de certo modo conseguindo – resgatar muito do que foi no passado, principalmente nos primeiros discos, fazendo shows e mais shows Brasil afora.

E não teria outra maneira melhor do que se levantar lançando um disco ao vivo de um registro atual, mais precisamente na casa Kazebre em São Paulo. Hoje contanto com Digão (vocal e guitarra), Canisso (baixo), Marquim (guitarra) e Caio Cunha (bateria), o Raimundos levou fãs e mais fãs, lotando a casa, e tornando esse disco ao vivo bem forte e natural. A banda fez um set list bem equilibrado, tocando bastante sons do que foi outrora, em músicas rápidas e pesadas e com letras geniais – para muitas pessoas, pura sem-vergonhice: Bê A Bá, Esporrei na Manivela, Pitando No Kombão, Tora Tora, entre outras, sendo que foi intercaladas com as mais “sossegadas” – entre aspas, porque aqui ao vivo ficaram com uma pegada bem forte – de sua época “MTV”, músicas que rodaram as rádios e televisão com clipes, como Me Lambe, Pão da Minha Prima e A Mais Pedida. O público participa muito, chegando a cantar junto com Digão estrofe por estrofe, principalmente em clássicos do Rock Nacional como Puteiro Em João Pessoa e Eu Quero Ver o Oco. O resgate do que a banda foi outrora é muito bem vista no jingle Jaws, um Hardcore sujo que tem a identidade da banda.

A produção ficou perfeita, com os sons bem limpos, e a banda transparece que deu tudo de si em palco, pois a pegada está bem forte, principalmente na “cozinha”, onde Canisso e Caio literalmente “voam baixo”. Outro destaque é Digão, que está cantando muito, que foi bem acertado ele tomar as vozes da banda do que contratarem algum outro vocalista. Lançado também como DVD, não teria outra forma melhor da banda dar a volta por cima do que com esse trabalho ao vivo que soa forte; resta agora eles lançarem algum trabalho de estúdio à altura de seus primeiros trabalhos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Canto dos Malditos na Terra do Nunca [2006]


Yandex 320kbps


Esse blog recebe mensalmente algumas dezenas de acessos atrás dessa banda e por isso decidi disponibilizar esse álbum.

O nome dessa banda baiana são homenagens ao livro "Canto dos Malditos", de Austregésilo Carrano Bueno (que inspirou o filme Bicho de Sete Cabeças); e à "Terra do Nunca" (Neverland) de "Peter Pan". A banda fundada em 2003 gravou dois EP's antes desse álbum e por ironia acabou cerca de um ano depois de lançado o álbum oficial. Segundo a banda o fato de não conseguirem mudar para São Paulo acabou por dar um fim na banda.


Formação:
Andréa Martins - vocal
Danilo - guitarra e vocal de apoio
Helinho - guitarra
David - baixo
Léo - bateria

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Terra Celta - Folkatrua [2011]

Download 320kbps


Segundo álbum dessa banda paranaense sem igual. Quem teve a oportunidade de assisti-los ao vivo só pensa em repetir a dose mais vez e outra e outra e.....

Abaixo vai um release que achei no site da banda:

"Misture melodias celtas tradicionais, rock, MPB, folk, rap, moda de viola, baião e outros estilos, adicione pitadas generosas de bom humor e letras satíricas, e sirva tudo em apresentações divertidas e contagiantes. É com essa receita que o Terra Celta vem criando uma nova linguagem musical, uma linguagem sem tribos, rótulos ou definições onde não existem limites para que as apresentações tornem-se sempre animadas algazarras. 

Há 4 anos na estrada o grupo hoje formado por Elcio Oliveira (vocal, violino, gaita de foles, Nyckelharpa), Alexandre Garcia (acordeom), Edgar Nakandakari (banjo, mandolin, flautas), Luiz Fernando Sardo (bateria, percussão), Eduardo Bracalion (guitarras e violão) e Bruno Guimarães (baixo) leva aos expectadores músicas da Escócia e Irlanda, além de composições próprias, com letras que enaltecem o que deve ser enaltecido.....a Cerveja, a Alegria e as Donzelas, não exatamente nesta ordem...   

Nos shows há interação total entre a banda, público, garçons, tecnicos de som, etc...transformando o recinto hora em um animado pub irlandês, hora em um navio pirata até parar num programa de auditório! Em meio a essa algazarra bacana todo mundo, canta, dança, bate palmas e se diverte...
e no dia seguinte parece que passou um caminhão por cima! hehehehe!!!

BEM VINDOS...

A TERRA CELTA!"

Entrevista com Raimundos, 03/01/2012, no Agora é Tarde

Polysom inaugura loja virtual

Restaurada e reinaugurada em 2009 depois de ficar meses fechada, a fábrica de discos de vinil Polysom acaba de inaugurar um site exclusivo de vendas.

A loja virtual traz todos os LPs lançados pela Polysom, como “Secos e Molhados” (Secos e Molhados), “Tábua de Esmeraldas” (Jorge Ben), “Estudando o Samba” (Tom Zé), “Cabeça Dinossauro” (Titãs), “Nós Vamos Invadir sua Praia”(Ultraje a Rigor), “Seiva” (Rancore), “Fome de Tudo” (Nação Zumbi), “Onde Brilhem os Olhos seus” (Fernanda Takai) e “A Trupe Delirante no Circo Voador” (Pitty), entre muitos outros.

Além dos discos, também estão à venda camisetas, canecas, adesivos e squeezes com a logomarca da Polysom. A loja pode ser acessada no endereço www.lojapolysom.com.br.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Entrevista com Madame Saatan, 03/01/2012

Publicado no site Whiplash.net em 03/01/2012

*Ben Ami Scopinho

Não é mistério que o paraense MADAME SAATAN sempre teve grande facilidade em atingir um público consideravelmente amplo. Seu mais novo álbum, “Peixe Homem”, oferece canções mais diretas e muito mais pesadas, resultado de uma estadia na capital paulista que já dura alguns anos. E um álbum que não nega a musicalidade brasileira em meio a tanta distorção chamou a atenção do Whiplash.net, que foi conversar com a vocalista Sammliz, que revelou muitos detalhes da atual fase da banda. Confiram aí:

Whiplash.net: Olá pessoal. Primeiramente, parabéns pelo segundo álbum! Já faz algum tempo que vocês saíram do Pará para montar base na capital paulista... O quanto esse novo ambiente influenciou o processo de composição de “Peixe Homem”?

Sammliz: Maravilha falar com vocês da Whiplash.net, e obrigada desde já pela entrevista. Bem, estamos a quase quatro anos em SP e durante esse tempo muita coisa aconteceu conosco. Passamos por muitas situações bacanas e incríveis, mas também por dificuldades, já que afinal sempre tem aquele período de ajuste quando se passa por uma grande mudança.

Samm: Costumo dizer que o primeiro ano foi de euforia, o segundo um tanto sombrio e o terceiro, que é este que está se encerrando, o de renascimento. “Peixe Homem” é um álbum que fala sobre mudanças, as nossas e as dos outros ao redor, e ele soa mais pesado porque durante esse processo a gente ficou mais ‘cascudo’ mesmo. Não que a cidade, que por sinal adoramos, tenha nos embrutecido e sim porque a vida nela em algum momento nos tornou um pouco mais introspectivos durante algum tempo e isso foi estendido à música, fazendo ela ficar mais densa.

Whiplash.net: Algo gratificante é a forma como a musicalidade regional brasileira permanece sutil, mas profundamente ligada à sua proposta. Como rola o processo de composição, existe a preocupação em exibir esta faceta ou é um fruto natural da química entre vocês?

Samm: Não existe a preocupação em soar de forma que algumas das influências de sons de nossa região de origem apareçam nas músicas. Nunca houve. Realmente essas influências fazem parte de nós porque crescemos escutando e ainda fazemos isso normalmente.

Samm: Quando nos reunimos para os primeiros ensaios do que viria a se tornar o Madame Saatan, decidimos que a única coisa no som que seria imutável é que ele seria pesado mas que de resto estávamos livres para deixar que outros elementos se apropriassem dele, se assim desejássemos. Não há uma fórmula em nosso processo de composição, às vezes um de nós dá uma idéia de riff, uma linha de baixo, levada de bateria ou eu levo uma música para todos arranjarem. Às vezes escrevo parte da letra na hora e outras vezes gravo o ensaio e escrevo depois.

Whiplash.net: Suas letras possuem uma profundidade poética que não se observa frequentemente entre as bandas que optam pelo português. A que atribui todo esse apelo pelas paixões e dramas humanos?

Samm: Invariavelmente vivo e sinto as coisas de modo geral com muita intensidade e gosto do jogo das palavras entre luz e sombra, das metáforas. Tenho certo fetiche pela forma não linear de escrever e os dramas humanos, e logo os meus, são fonte infinita para escrever.

Whiplash.net: Vocês optaram por arranjos mais diretos, mas o quanto a produção de Paulo Anhaia (Charlie Brown Jr., Velhas Virgens) e a masterização de Alan Douches (Aerosmith, Misfits) influenciaram no áudio final de “Peixe Homem”?

Samm: Definitivamente, o Paulo era o cara para fazer esse disco conosco, rolou uma empatia de imediato. Ele, além de ser um excelente produtor, técnico de estúdio e saber tudo da mágica da mixagem, é um ótimo músico e diretor vocal. Tudo fluiu muito bem e ele forçou a banda a compor e produzir com mais gás, que era exatamente o que estávamos precisando, já que afinal foi um ano de espera até finalmente entrarmos em estúdio. Tivemos que fazer um intensivo para desenferrujar e Paulo nos ajudou na busca pelos timbres, fechou alguns arranjos conosco e exigiu muito mais ‘punch’ de todos nós nesse trabalho.

Whiplash.net: O diretor norte-americano P.R. Brown, responsável por clipes de Slipknot, Smashing Pumpkins, Audioslave, etc, foi contratado para realizar o vídeo de “Respira”. Como é trabalhar com uma pessoa de cultura tão diferente e como foram as filmagens?

Samm: Trabalhar com P.R foi uma grande surpresa para nós. A história foi a seguinte: estávamos a procura de um diretor para fazer o clipe do primeiro single, já que a diretora dos dois clipes do primeiro disco, nossa antiga parceira, não ia poder fazer.

Samm: Procuramos aqui em São Paulo e nenhum dos que entramos em contato deu atenção para nós e os que deram cobraram preços que não poderíamos pagar. Alías, tinha que ser na base da ‘brodagem’ ou nada feito. Bernie, nosso produtor, resolveu fazer ele mesmo e pesquisando sobre o assunto deu de cara com o trabalho do P.R Brown. Como não tinha nada a perder achou ele no facebook e mandou uma msg que foi respondida dias depois pedindo maiores informações sobre a banda. Foram então enviadas duas músicas do material novo e um release contando nossa trajetória e ele simplesmente disse que tinha adorado tudo e queria muito vir ao Brasil trabalhar conosco.

Samm: E veio, bancando a própria passagem com as milhas que tinha. Muita gente pensou e pensa que pagamos uma fortuna para trazer o cara dos EUA, mas o fato é que ele simplesmente veio na parceria porque gostou muito do som da banda e já estava muito a fim de vir ao Brasil. Além do mais, não temos grana e não teríamos condições de pagar a fábula que algumas pessoas acham que gastamos trazendo ele, quem dera fosse assim.

Samm: P.R trouxe a tiracolo Jaron Presant, diretor de fotografia e velho amigo de outros trabalhos, que por sorte estava no Brasil e até as gravações realmente começarem, passamos uma semana em Belém fazendo a pré-produção, checando lugares possíveis para gravar e correndo atrás de equipamentos junto a uma ótima produtora local parceira (TV Norte). Em dois dias gravamos dois clipes em lugares como: Parque dos Igarapés, Ruínas de Murutucu e o bairro da Cidade Velha. Eles adoraram Belém e enfim, dessa história toda com certeza o melhor foi que fizemos um grande amigo. Paul é um dos caras mais legais que já conhecemos.

Samm: E, para aproveitar a vinda dele de tão longe, acabamos gravando outro clipe. “Até o Fim” foi feito como uma sequência de “Respira” e será lançado no começo de 2012.

Whiplash.net: Além de muito trabalho duro, qual o diferencial que permitiu que o Madame Saatan penetrasse até mesmo na mídia não especializada em rock pesado, um espaço disputado sem sucesso pela maioria das bandas do gênero?

Samm: É verdade, trabalhamos duro há oito anos entre ensaios, auto produção, estudos e trabalhos paralelos. Não foi e não é fácil, e tivemos a sorte de encontrar uma pessoa que vestiu a camisa da banda e entrou para o time para fazer a produção. A entrada de Bernie há quatro anos permitiu que delegássemos funções relacionadas à produção, que não tínhamos mais condições de desempenhar e a banda passou a ser administrada como uma espécie de empresa.

Samm: Sobre ela se infiltrar em espaços que normalmente uma banda pesada não entraria, bem, isso sempre foi algo que achamos importante porque nossa intenção é tocar para todo tipo de público. Gostamos da idéia de tocar na sexta em uma festa indie, no sábado em um evento em praça pública com artistas populares e no domingo em um festival de metal. Não temos frescura para tocar em nenhum lugar ou ficamos pensando que não vão entender ou gostar da gente no evento X de música brasileira só porque somos uma banda de metal com o nome do capiroto no meio. A gente sobe e toca como se não houvesse um amanhã e, acredite, as pessoas normalmente se entregam e depois chegam conosco e dizem que achavam que não gostavam de rock até então. É muito gratificante ouvir isso e conseguir fãs improváveis.

Samm: Eu acho que o metal/rock pesado pode e deve, sim, tentar chegar às massas e, na minha opinião, isso é bom para as bandas, músicos, público e tudo que cerca esse mercado. Minha missão, além de cantar (que é a coisa que mais gosto de fazer no mundo), é provocar sensações na platéia e quero que ela saia do show feliz, exausta ou ao menos encucada com a banda.

Whiplash.net: Samm, uma questão diz respeito à sua performance vocal, que remete à força de Ney Matogrosso. Você concorda com isso ou a influência pode ser outra?

Samm: Nossa, ainda não tinha ouvido isso e simplesmente adorei! Acho que o primeiro performer de rock que eu vi pela TV quando era criança foi o Ney, em um clipe ou algo assim, do Secos e Molhados e fiquei encantada com aquela figura. Realmente sou fã dele. Tenho muitas influências de cantoras de blues como Bessie Smith, Nina Simone, Aretha Franklin e Janis Joplin. Entre a infância e adolescência ouvi muito Queen e, portanto, Freddie Mercury ajudou a formar meu baú de referências vocais, assim como Robert Plant e Tina Turner.

Whiplash.net: O Rock´n´Roll nasceu como uma subcultura transgressora. Que novos artistas você acha que ainda honram o termo ‘transgressão’ em meio a tantos modismos deste séc. XXI?

Samm: Não acho que o rock esteja agindo mais sob o signo da transgressão, ele foi absorvido pelo business da indústria cultural, mas isso não importa porque sabemos de onde ele veio e onde esteve ‘perigosamente’ envolvido durante algumas épocas. Quando uns moleques resolvem formar uma banda para tocar seus três acordes de forma furiosa, sem se importar com o que estão massacrando nos canais de música e quando eles acreditam que um dia vão mudar, o mundo a centelha da transgressão é recriada. Os artistas que estão labutando no independente, aqueles que estão experimentando, fazendo o som que gostam e não o que a tal tendência do momento aponta, ainda trazem consigo, acesa vez ou outra, essa centelha.

Whiplash.net: Vocês estão encerrando o ano com um disco que está repercutindo de maneira muito positiva. Mas e para 2012, quais os planos?

Samm: Tivemos um ano de bastante trabalho e surpresas, ele está encerrando com o lançamento do nosso disco que está entrando em algumas listas de melhores discos nacionais de 2011 e não poderíamos estar mais felizes. Somos uma banda independente e passamos por muita coisa para conseguir esse resultado do qual nos orgulhamos muito. Tivemos muitos parceiros e amigos que nos ajudaram na empreitada e um público fiel e querido que está crescendo pelo Brasil à medida que vamos circulando mais, além daquele que sempre nos acompanhou e impulsionou desde o comecinho da banda em Belém.Temos enorme carinho e respeito por esse público em especial, que compareceu em peso em nosso show de lançamento há três meses atrás, (cerca de 5 mil pessoas) e ele sempre nos transmite força, carinho e respeito.

Samm: Em 2012 a meta é divulgar bastante o disco novo, circular pelo Brasil inteiro, tocar em festivais, produzir mais clipes, talvez mais músicas e se preparar para, quem sabe, finalmente uma ida à gringa que foi algo que quase fizemos com o disco anterior.

Whiplash.net: Pessoal, o whiplash.net agradece pela entrevista desejando boa sorte a todos. O espaço é do Madame Saatan para os comentários finais, ok?

Samm: Muito obrigada a todos vocês do Whiplash.net pelo espaço, é uma honra para nós do Madame Saatan figurar entre as bandas comentadas e entrevistadas por este que é um site referência de rock/metal no Brasil. Agradecemos também os colaboradores que postam resenhas de nossos shows e discos, assim como os leitores de carteirinha do Whiplash.net que nos enviam palavras de apoio. Beijão!


de: Whiplash

Kiko Loureiro - Fullblast [2011]



Em “Fullblast”, Loureiro forma um power trio com outros dois músicos de primeira linha. No baixo, seu parceiro de Angra, Felipe Andreoli – só para reforçar, favor não confundir com o repórter do “CQC”. E nas baquetas, um dos melhores e mais subestimados bateristas do mundo, Mike Terrana, que já passou pela cozinha de bandas como Rage, Masterplan e Axel Rudi Pell.


Mas é claro que o guitarrista transforma seus riffs nas grandes estrelas do álbum. “Headstrong”, a música que abre “Fullblast”, é uma paulada heavy metal bem familiar aos fãs do Angra. Mas aí vem “Desperado”, que tem seu temperinho étnico e que, lá pela metade, oferece um interlúdio quase bossa nova. Logo depois, já emenda “Cutting edge”, que para os ouvidos mais atentos carrega uma sonoridade meio thrash metal em um determinado momento. Eclético o suficiente para você? E olha que estamos falando apenas das três primeiras músicas do disco!



Totalmente despido de preconceitos, Loureiro deixa a porradaria de lado em “Excuse me”, se entregando a uma baladinha sutil, que chega a flertar com o pop. Pop dos bons, leia-se. Enquanto “A Clairvoyance” tem sua levada de quase música de salão, um romantismo sem vergonha de assumir aquele ladinho meio brega, "Se Entrega, Corisco!" é retorno direto aos tempos de “Holy Land”, com elementos do forró nordestino - daquele do magistral Jackson do Pandeiro, entrando de cabeça na raiz do negócio.



Logo depois da quase épica “Outrageous”, com seus ares de trilha sonora de superprodução hollywoodiana, surge “Mundo Verde” que é nada mais, nada menos do que um samba, daqueles bem intimistas e doces. Consegues imaginar um guitarrista de heavy metal fazendo claras referências ao também genial Paulinho da Viola? Pois é. Em “Fullblast” você vê. Ou melhor, escuta.



Talento Kiko Loureiro tem de sobra. Mas é sempre uma agradável surpresa ver um músico saído de um gênero tão acusado de cabeça-dura como o metal ter igualmente coragem para encerrar seu disco solo com o delicado dedilhado acústico de ares MPB da faixa “As it is, Infinite”. Sinal de que o guitarrista sabe reconhecer boa música, independente do rótulo que se queira dar a ela. E sinal de que ele também está disposto a fazer música boa, sem precisar ficar preso a rótulos babacas.

Morre compositor e produtor Piska, ex-Casa das Máquinas e Joelho de Porco

Piska ao lado da Gal Costa
Morreu na noite de sexta-feira (30/12) o ex-guitarrista do Casa das Máquinas e Joelho de Porco, Carlos Roberto Piazzolli, mais conhecido como Piska. Depois de participar de várias bandas de rock e tocar com Gal Costa e Ney Matogrosso, Piska se tornou compositor e produtor sertanejo, trabalhando algumas das mais famosas bandas do estilo.

Piska tinha 60 anos e sofreu falência múltipla dos órgãos, decorrente de problemas no fígado que já o acompanhavam há dois anos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Diapasão - EP [2008]

Download

O grupo Diapasão continua esbanjando talento e técnica desse belíssimo trabalho, primeiro após o álbum de estréia Opus I.

Formação:
Rodrigo Lana – Piano
Gustavo Amaral – Baixo
Fabiano Moreira – Bateria
Ayran Nicodemo – Violino
Leandro César – Violão
Alexandre Andrés - Flautas

Zero - Carne Humana [1987]

Mega 320kbps


Atendendo a um pedido disponibilizo o segundo álbum da banda Zero. É nesse álbum que foi gravado o mega sucesso 'Quimeras' que tem um belo clipe.

Com uma super produção do Fantástico (é, eles ajudavam na época) o vídeo foi gravado no laboratório de eletricidade do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica, CEPEL, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. O cenário na verdade são as instalações da CEPEL com aparelhos que geram os raios e simulam tempestades elétricas.


Guilherme Isnard, vocal;
Eduardo Amarante, guitarra;
Ricky Villas-Boas, no baixo;
Freddy Haiat, teclados e
Malcolm Oakley, bateria.



A1 Algum Vício
A2 Quimeras
A3 Linha Da Vida
A4 Abuso Do Poder
A5 Medo De Voar
B1 Carne Humana
B2 Seu Planeta
B3 Game Over
B4 Sem Pudor
B5 A Luta E O Prazer

domingo, 1 de janeiro de 2012

Casa das Máquinas na calçada da fama !

Há trinta e sete anos na estrada, banda é reconhecida como um dos ícones do rock nacional
Publicado em 26/12/2011 

A Casa das Máquinas, banda formada originalmente em 1973 e, após alguns anos inativa, quando seus integrantes empreenderam trabalhos com outros músicos, reuniu-se novamente em 2007, e quatro anos depois de seu retorno triunfal, tem finalmente seu trabalho reconhecido e eternizado pela Rockwalk Brasil, a “Calçada da Fama” do rock nacional.

A cerimônia de captação das impressões das mãos de seus integrantes na placa de concreto mais famosa do país, marcou o último evento do ano da Rockwalk, realizado no dia 13 de dezembro de 2011, na cidade do Ribeirão Preto SP, por ocasião de uma apresentação da banda na cidade de Ribeirão Preto, onde a Rockwalk Brasil mantém seu QG base.

O encontro aconteceu nos escritórios da Rockwalk, durante uma tarde ensolarada de domingo. 
O grupo foi indicado na categoria “Músico”, ao lado de outras bandas como Capital Inicial, Roupa Nova, Mutantes, Ultraje A Rigor e Jota Quest, entre outras de igual importância para o projeto, reconhecidas por sua relevante contribuição para a preservação da memória do rock e demais segmentos da música brasileira.

Muito simpáticos e atenciosos, os músicos também deixaram, além da tradicional placa de concreto, seus autógrafos no quadro comemorativo oficial e na tradicional guitarra, objetos que passam a integrar o ilustre museu dos “Rockwalkers”, que já somam cerca de quarenta integrantes nas categorias “Músico” e “Especial”.

Casa das Máquinas é uma banda brasileira de rock and roll clássico e progressivo, fundada em 1973 quando José Aroldo Binda (Aroldo) e Luiz Franco Thomaz (Netinho), ex-integrantes da banda Os Incríveis, juntaram-se a Carlos Roberto Piazzoli (Pisca), além dos músicos Carlos Geraldo Carge (ex-Som Beat) e Pique (ex-tecladista de Roberto Carlos).

A banda gravou três álbuns pela Som Livre até interromper sua carreira de sucesso, em 1978, e retornaria aos palcos somente em 2007 para um revival no festival “Psicodália”; desde então, a retomada da estrada e do sucesso seria inevitável.

Seus maiores hits certamente são “Vou Morar no Ar” e “Casa de Rock”. 
Seu repertório original incluía músicas de Elvis Presley, Paul Anka, Chubby Checker e Neil Sedaka, entre outros, e suas apresentações traziam figurinos e maquiagem extravagante, um diferencial performático que destacava o grupo entre os demais da época.

Sua formação atual traz Mário Franco Thomaz (Marinho), na bateria e vocal desde 1975, Mário Testoni Jr. que também assume desde 1975 o órgão, teclados e piano, além de seu filho guitarrista Leonardo Testoni, o vocalista João Luiz e o baixista Fábio Cesar, estes, integrando o elenco somente a partir de 2010.

Considerada como um ‘dinossauro’ do rock nacional, o Casa das Máquinas segue sua trilha de sucesso preparando para 2012 muitas novidades, entre trabalhos inéditos e shows cada vez mais elaborados e inesquecíveis.