segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Centurias - Ninja [1988]

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A1 Animal
A2 Senhores Da Razão
A3 Guerra E Paz
A4 Arde Como Fogo / To Hell
B1 Ninja
B2 Fortes Olhos
B3 Metal Comando
B4 Cidade Perdida

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Centurias - Última Noite [1986]


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Por Ricardo Batalha no encarte do relançamento em CD

E São Paulo, alguns festivais organizados por verdadeiros abnegados se tornaram famosos por revelar várias bandas para a cena do Hard Rock e o Heavy Metal, entre eles a "Praça do Rock", que durante a década de 80 acontecia nas tardes de domingo no Parque da Aclimação.

Já aos 12 anos de idade eu fazia de tudo para estar sempre com o boletim azul para que tivesse a autorização de meus pais para assistir aos shows, além de ganhar um extra para comprar LPs usados ou novos na Baratos e Afins.

Mas, uma data em especial ficará marcada em minha memória: o dia em que vi o Centúrias na Praça do Rock.

Eu estava lá parado, sozinho, com aquela velha jaqueta jeans lotada de patches e buttons vendo o show do Abutre e à espera do Centúrias. Quando a banda subiu ao palco, foi algo indescritível, parecia que eu estava vendo o Judas Priest!

Depois disso, passei a estudar cada vez mais para poder conferir de perto a crescente cena nacional, que tinha grandes bandas como as veteranas Made In Brazil, Patrulha do Espaço e a nova geração como Harppia, Vírus, Abutre, Salário Mínimo, Cérebro, A Chave do Sol, Ave de Veludo, Ethan, Lixo de Luxo, Gozometal, Santuário, Nostradamus, Anacrusa, Mammoth, Ano Luz, Antítese, Korzus e, é claro, o grande Centúrias.

Outro grande momento foi conferir de perto o festival "Metal 4", com as bandas Centúrias, Salário Mínimo, Abutre e A Chave, realizado no Ginásio da Sociedade Esportiva Palmeiras, em São Paulo, Guardadas as devidas proporções, aquele tipo de evento era como se fosse o "Monsters Of Rock".

O Centúrias conseguiu a façanha de estar presente em um dos primeiros registros fonográficos da cena nacional, a coletânea "SP Metal 1", lançada pela Baratos e Afins. Depois disso, com o status de banda grande para os padrões da época, fazia por merecer um LP. Luiz Calanca da Baratos e Afins, que havia sido o idealizador da famosa coletânea, não perdeu tempo e deu a chance para Paulo Thomaz (baterista), Eduardo Camargo (vocalista), Adriano Giudice (guitarra) e Rubens Guarnieri (baixo), line-up da banda em 1985.

O quarteto entrou em estúdio no mês de outubro de 1985 e mesmo com todas as dificuldades encontradas com o precário equipamento que dispunham, conseguiram gravar um dos melhores álbuns de Hard Rock cantado em língua portuguesa, o LP "Última Noite" e, ainda, "Não Pense Não Fale", melhor composição da carreira da banda ao lado de "Portas Negras". 

Tempos depois, por diferenças musicais, o Centúrias mudou seus integrantes, restando somente o baterista demolidor Paulão do line-up original. Entraram César "Cachorrão" Zanelli (vocal), e os ex-Harppia Ricado Ravache (baixo) e Marcos Patriota (guitarra). Com esta formação a banda realizou outro trabalho antológico, o LP "Ninja", que continha as faixas "Senhores da Razão" e "Fortes Olhos", que faziam sucesso nos shows. E quem não se lembra daquele show chamado de "No Posers", ocorrido no Espaço Mambembe, em 1988. 

Felizmente, nessa época fiquei amigo de Paulo Thomaz, hoje um irmão.

Paulão sempre acreditou no potencial da banda, mas os tempos eram outros, o Trash Metal dominava, quase todas bandas nacionais cantavam em inglês e uma em especial surgia naquele momento, o Sepultura.

O Centúrias infelizmente encerrou suas atividades mas com este relançamento você poderá sentir em cada nota, base, solo, pegada de batera e em frase cantada por Edu ou Cachorrão, como era feio o Hard Rock e Heavy Metal. Uma coisa simples, pura e quase ingênua para os patrões atuais. Mas alguém discorda que a garra, paixão, sentimento e força da vontade sempre falam mais alto?



A1 Não Pense Não Fale
A2 Rock Na Cabeça
A3 Chama De Pouca Idade
B1 Duas Rodas
B2 Inferno Falso
B3 Última Noite

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Azul Limão - Imortal [2018]

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Ícone da cena metal na década de 1980, o Azul Limão lança mais um álbum de inéditas após Regras do Jogo, 2013. A luta é árdua mas Os Guerreiros do Metal anunciam que Nada Pode Me Parar pois és Imortal.


Trevas - vocal
Marcos Dantas - guitarra
Vinicius Matias - baixo
André Delacroix - bateria


1. Guerreiros do Metal
2. Nada pode me Parar
3. Paranormal
4. O Último Trem
5. Sexta Feira a Noite
6. Quem vai nos salvar
7. Mentiras
8. No Ar Rarefeito
9. Dois a Dois
10. Imortal

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Capital Inicial - Aborto Elétrico [2005]

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Aborto Elétrico é o álbum da banda de rock brasileira Capital Inicial. O álbum relembra os grandes sucessos da época da banda Aborto Elétrico. Foi lançado no ano de 2005.


1 Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você)
2 Love Song One
3 Fátima
4 Helicópteros No Céu
5 Química
6 Ficção Científica
7 Conexão Amazônica
8 Submissa
9 Que País É Esse?
10 Baader-Meinhof Blues Nº1
11 Anúncio De Refrigerante
12 Heroína
13 Despertar Dos Mortos
14 Veraneio Vascaína
15 Construção Civil
16 Geração Coca-Cola
17 Música Urbana
18 Benzina

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Capital Inicial - Sonora [2018]

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Por Mauro Ferreira em G1

Capital Inicial esboça movimento sutil no bom álbum 'Sonora', mas acaba parado no mesmo lugar


É injusto ignorar a real tentativa de renovação articulada pelo Capital Inicial no álbum Sonora, cuja edição em CD chega ao mercado fonográfico pela gravadora Sony Music a partir de hoje, 7 de dezembro, após série de singles apresentados paulatinamente desde maio deste ano de 2018.

Somente por ter confiado a produção do disco a Lucas Silveira, mentor da banda Fresno, o grupo brasiliense já expõe a vontade de esboçar (alguma) mudança no som.

Se o Capital Inicial acaba "parado de volta no mesmo lugar", para subverter o sentido de verso da letra da música Atenção (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Lucas Silveira), é mais pela força da natureza pop da própria banda e do repertório inédito composto pelo vocalista Dinho Ouro Preto com o habitual parceiro Alvin L e com adesões eventuais de Flávio Lemos, Kiko Zambianchi, Lucas Silveira e Thiago Castanho.

Formado por Dinho Ouro Preto (voz), Fê Lemos (bateria), Flávio Lemos (baixo) e Yves Passarell (guitarra), o Capital Inicial é grupo vocacionado para as arenas por conta do rock de cepa pop feito e tocado pelos músicos. Tudo vai mudar (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Kiko Zambianchi) é rock que exemplifica bem essa natureza pop, às vezes mais explícita, às vezes mais disfarçada em aura pretensamente punk.

A propósito, às vezes, como em Tempestade (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Thiago Castanho), o Capital faz simulacro do punk rock que Fê Lemos e Flávio Lemos tocavam na Brasília (DF) do início da década de 1980.

Rock gravado pelo Capital Inicial com o grupo CPM 22 e tocado com rapidez que justifica o título da composição de Dinho Ouro Preto e Alvin L, Velocidade mostra que, quase aos 40 anos de vida, o grupo insiste na juventude, para o bem e para o mal.

"Não me deixe ficar pra trás", implora Dinho Ouro Preto no refrão repetido sob o peso da batida de Invisível (Dinho Ouro Preto e Alvin L, Emmily Barreto e Thiago Castanho).

Rock encorpado com o toque heavy da banda potiguar Far From Alaska, Invisível se destaca no repertório autoral do álbum Sonora ao lado de Velocidade e da obra-prima do disco, Seja o céu (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Thiago Castanho), flash urbano de inquietude, lirismo romântico e efrão aliciante.

Entre baladas mais ou menos sedutoras como Só eu sei (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Thiago Castanho) e Nada vai te machucar (Dinho Ouro Preto e Alvin L), o Capital Inicial é o que pode ser. E são poucas as bandas de rock que conseguem chegar perto das quatro décadas de vida com a agenda cheia de shows feitos em grandes espaços.

Rock que abre o álbum Sonora com o reforço do toque da conterrânea banda brasiliense Scalene, Parado no ar (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Flávio Lemos) talvez seja, das 11 músicas do disco, a que melhor exponha o movimento sutil esboçado pelo Capital Inicial (mais de timbragem sonora do que de postura) neste bom álbum produzido por Lucas Silveira, parceiro e convidado do rock Universo paralelo.

"Não me trate mal / Como alguém que o tempo levou / Tão normais distantes / Nada mais nos move / Tanto faz estranhos / Tão iguais", pede Dinho Ouro Preto em Não me olhe assim (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Lucas Silveira). O recado está dado.


1. Parado No Ar
2. Atenção
3. Tudo Vai Mudar
4. Universo Paralelo
5. Seja O Céu
6. Nada Vai Te Machucar
7. Tempestade
8. Velocidade
9. Invisível
10. Só Eu Sei

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Os Incríveis - A Paz É Possível [2018]

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Os sonhos musicais dos Incríveis continuaram cada vez mais vivos e a música que alimenta essa banda, sempre instigante, se revigora neste primeiro trabalho autoral em 35 anos. 

Netinho, Sandro Haick, Leandro Weingaertner, Wilson Teixeira, Rubinho Ribeiro e Bruno Cardozo, lançam o CD “A Paz é Possível”, com canções próprias, inéditas e fenomenais. Numa época em que a música é descartável, Os Incríveis vem na contramão trazendo um CD conceitual, daqueles que ficarão pra história, e com as participações especiais de Hibiki Family, Filó Machado, Mestrinho, Amon Lima, Daniel D’Alcântara, Pepe Cisneros, Michel Leme, Laércio Da Costa e Quarteto Versão Brasileira.



01. A Paz é Possível
02. Boato
03. Orgulho Ferido
04. Lambreta
05. Santa Roça
06. Meu Par
07. Samadhi
08. Bailarinas
09. Intuição
10. Toda a Voz (Toda Voz)
11. São Leo
12. Roda de Bamba
13. Juliana
14. Ani Re Pitá

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Secos & Molhados [1974]

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Por Jorge Luiz em Músicas do Nordeste

Em 1974, com a popularidade altíssima, o grupo Secos e Molhados gravava o seu segundo e último álbum com a formação original. Mais elaborado e menos popular que o primeiro, como “definido” por Ney Matogrosso em declaração a Folha de São Paulo (Janeiro/2000), “Secos e Molhados II” é composto por músicas de temática social como “O Doce e o Amargo”, “Preto Velho” e “Tercer Mundo”. Com poucas palavras, a cabeça do grupo e compositor João Ricardo conseguia abordar temas profundos, como em “Não: Não digas nada”, em “Toada & Rock & Mambo & Tango & ETC” e no único hit do disco “Flores Astrais”, que são interpretadas com toda a expressividade da voz de Ney. O disco foi lançado no Programa Fantástico em agosto de 74, e infelizmente, no mesmo ano, dois integrantes do trio que era o “carro-chefe” do grupo saíram: Gerson Conrad e Ney Matogrosso.


A1 Tercer Mundo
A2 Flores Astrais
A3 Não: Não Digas Nada
A4 Medo Mulato
A5 Oh! Mulher Infiel
A6 Vôo
B1 Angustia
B2 O Hierofante
B3 Caixinha De Música Do João
B4 O Doce E O Amargo
B5 Preto Velho
B6 Delírio...
B7 Toada & Rock & Mambo & Tango & Etc

sábado, 15 de dezembro de 2018

Secos & Molhados [1973]

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Por Trás da Capa dos Secos & Molhados de 1973 

A capa dos Lp de estreia dos Secos & Molhados de 1973 está sempre presente nas listas das “melhores capas de discos” realizadas por críticos, imprensa e público. O jornal Folha de São Paulo chegou a eleger esta capa, como a “melhor capa de long play” de toda a história da música brasileira. Mas o que há por trás desta emblemática capa?

O grupo era formado por Ney Matogrosso, João Ricardo, Gérson Conrad e Marcelo Frias, este último o baterista que não aceitou integrar o grupo.

A capa do Lp já trazia uma síntese do poder criativo dos Secos & Molhados. A foto foi realizada pelo fotógrafo Antonio Carlos Rodrigues do jornal Última Hora do Rio de Janeiro. Em entrevista à Revista Bizz, Antonio definiu a sua criação como sendo fantástica e conta que a ideia surgiu após ele ver algumas meninas na praia com os rostos pintados. “Eu ainda não conhecia o grupo e quando fiquei sabendo do nome do grupo, montei uma mesa no meu estúdio com vários secos e molhados, coloquei a cabeça deles ali e os maquiei”.

Foi uma madrugada toda de trabalho e os quatro tiveram que ficar sentados em cima de tijolos e encarar um tremendo frio debaixo da mesa. Ney Matogrosso conta que “Em cima queimava, por causa das luzes”… ”comprei os mantimentos no supermercado, a toalha foi improvisada com plástico qualquer, a mesa era um compensado fino que nós mesmos serramos para entrarem as cabeças”. “Tinhamos fome e estávamos duríssimos, fomos tomar café com leite. Não sei por quê, mas não me lembro de termos comido os alimentos da mesa”, diz João em entrevista à Folha de São Paulo.

O lançamento do primeiro LP do “Secos e Molhados”, que leva o nome do grupo, impressionou o público brasileiro. Era um grupo completamente diferente de tudo o que se conhecia na época. Trazia o incrível Ney Matogrosso nos vocais, letras contra a política dos militares e estilo marcado pela MPB e pelo rock progressivo. Além do conceito visual, traduzido através das máscaras que o quarteto usava e da performance de palco nunca antes visto no Brasil. O álbum já mostrava toda a originalidade de um dos maiores fenômenos da música brasileira e vendeu mais de 300 mil cópias. São oito faixas, sendo sete do compositor e violonista João Ricardo. Fazem parte do disco os sucessos “O Vira”, “Sangue Latino”, “Mulher Barriguda”, “Assim Assado” e uma melancólica versão de “Rosa de Hiroshima” (Gerson Conrad/Vinicius de Moraes) interpretada pela inesquecível voz de Ney Matogrosso.

Em formato digital, o álbum faz parte do catálogo da Warner Music. A obra ganhou recentemente nova prensagem em vinil 180 gramas pela Polysom. Remasterizado em alta fidelidade, o título faz parte da coleção Clássicos em Vinil.



A1 Sangue Latino
(João Ricardo, Paulinho Mendonça)
A2 O Vira
(João Ricardo, Luli)
A3 O Patrão Nosso De Cada Dia
(João Ricardo)
A4 Amor
(João Apolinário, João Ricardo)
A5 Primavera Nos Dentes
(João Apolinário, João Ricardo)
B1 Assim Assado
(João RicardoLuli)
B2 Mulher Barriguda
(João Ricardo, Solano Trindade)
B3 El Rey
(Gerson Conrad, João Ricardo)
B4 Rosa De Hiroshima
(Gerson Conrad, Vinicius De Moraes)
B5 Prece Cósmica
(Cassiano Ricardo, João Ricardo)
B6 Rondó Do Capitão
(João Ricardo, Manuel Bandeira)
B7 As Andorinhas
(Cassiano Ricardo, João Ricardo)
B8 Fala
(João RicardoLuli)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

A Bolha - Ao Vivo [2018]

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RELEASE
Gravado em Guarapari em fevereiro de 1971, o álbum inédito "A Bolha ao Vivo" chega ao mercado este mês e agrega valor à reduzida discografia da banda formada em 1970 por Arnaldo Brandão (baixo), Renato Ladeira (guitarra base), Gustavo Schroeter (bateria) e Pedro Lima (guitarra solo). Originalmente The Bubbles nos anos 60, a banda mudou o nome após acompanhar Gal Costa em shows em 1970.

O projeto traz capa de Bady Cartier e a produção de Marcelo Fróes e Nélio Rodrigues valorizou a íntegra do concerto.

Repertório:

01. Apresentação
02. Rosas - interrompida
(Arnaldo Brandão)
03. Rosas - versão 2
(Arnaldo Brandão)
04. Rosas - reprise
(Arnaldo Brandão)
05. Sem Nada (Pedro Lima)
06. Não Sei
(Arnaldo Brandão)
07. Não Sei - reprise
(Arnaldo Brandão)
08. Irmãos Alfa 
(Pedro Lima)
09. Cecília 
(Arnaldo Brandão)
10. Matermatéria
(Pedro Lima - Antonio Claudio Carvalho)
11. Sub Entendido - versão 1
(Arnaldo Brandão)
12. Sub Entendido - versão 2
(Arnaldo Brandão)
13. Sub Entendido - reprise
(Arnaldo Brandão)

sábado, 8 de dezembro de 2018

Armada - Bandeira Negra [2018]

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Por Wladimyr Cruz em Hearts Bleed Blue

"Levantar âncora, deixar para trás". O refrão de "Semper Adversus", primeira faixa do álbum de estreia da Armada, diz exatamente a que veio a banda formada por 4/5 do finado Blind Pigs, um dos principais grupos punk da história da música brasileira. Seguindo em frente, expandindo horizontes e enfrentando mares bravios - como gostam de dizer, o conjunto formado por Henrike Baliú, Mauro Tracco, Arnaldo Rogano, Alexandre Galindo e Ricardo Galano apresenta "Bandeira Negra", disco que é a continuação lógica do trabalho desenvolvido pelos músicos em uma carreira que segue a pleno vapor.

Com arte primorosa do colaborador de anos Paulo Rocker, o grupo não economiza e já chega com um disco de 17 faixas, lançado pela a HBB em CD, LP e K7, que segue o bom gosto estético e o primor em qualidade pelo qual seus integrantes sempre prezaram. Produzido e mixado por Átila Ardanuy, “Bandeira Negra” foi masterizado por Ade Emsley, responsável pelos últimos trabalhos do Iron Maiden, e a versão do álbum em LP será lançada também nos Estados Unidos pela Pirates Press Records.

De seu passado recente, a banda carrega ainda a experiência, boas melodias, muito da crueza e energia do punk, e as analogias entre cotidiano e a vida no mar. De novidade, passeios pela música de raiz brasileira e americana, e uma porção de novos colaboradores, desde o guitarrista e compositor Ricardo Galano - agora membro fixo da tripulação, até as participações especiais de nomes de peso como Sérgio Reis e Kiko Zambianchi - ambas justificáveis e plenamente bem inseridas no contexto da obra.

Maduro e bem resolvido, o Armada é resultado do esforço de um conjunto de pessoas a fim de ir além das amarras que a etiqueta anterior os exigia. Livres para criar, encontraram em "Bandeira Negra" novas formas de protestar, celebrar a música e se expressar artisticamente.

Desbravadores - seu capitão lançou um dos mais festejados discos do punk nacional há exatos 20 anos - a Armada deixa a linha de frente para estender sua bandeira, decretar novos rumos e avançar sobre novos oceanos.





quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Armada [2017]

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Por pouco mais de duas décadas o Blind Pigs navegou os mares bravios da cena punk rock brasileira deixando sua marca na história. Com o fim da banda em 2016, Henrike Baliú (voz), Alexandre Galindo (guitarra), Mauro Tracco (baixo) e Arnaldo Rogano (bateria) decidiram seguir adiante, mas com um novo projeto, outro nome, diferentes influências e mais um marujo a bordo. “Ter recrutado o Ricardo Galano, guitarrista da banda punk rock paulista Não Há Mais Volta, foi o estopim que precisávamos para a criatividade fluir”, diz o vocalista Henrike.

Assim surgiu o Armada, que lançou em outubro de 2017 o EP homônimo em vinil sete polegadas dourado pela Comandante Records em parceria com a HBB, responsável pelo álbum completo do grupo, previsto para fevereiro de 2018. “Armada” conta com duas faixas, “Eterno Marujo” e “Bandeira Negra”.

“Eterno Marujo” foi a primeira composição do grupo. “O Mauro já trouxe ela praticamente pronta e a partir dela criamos a identidade da banda. Acho que a letra define bem o Armada, ela foi o ponta pé inicial”, explica Henrike. Mauro revela que a letra é bem pessoal. “Fala sobre seguir em frente, custe o que custar. Tem gente que não nasceu para ser tripulante, mas não é preciso estar num navio para navegar. O som é um street punk bem cadenciado, refrão ‘sing along’, para cantar com os punhos em riste”.

Já “Bandeira Negra” é inspirada em um livro sobre roubos e crimes de piratas notórios, publicado em 1724 na Inglaterra. Segundo Henrike, autor da letra da música, o livro intitulado “A General History of the Robberies & Murders of the Most Notorious Pirates” relata estórias supostamente reais do período da pirataria. “O capítulo que mais me marcou foi o do Capitão Edward Teach, o infame Barba Negra. Quando seu navio foi atacado pela Marinha Real Inglesa ele bradou: ‘Que a maldição se apodere de mim, se eu te der trégua antes do fim’. Essa foi, inclusive, uma frase que acabei usando no final da música. Barba Negra foi morto nesse dia após tomar cinco tiros e mais de vinte golpes de espada, mas morreu com a espada na mão. Foi decapitado e sua cabeça amarrada na proa do navio”, conta.

Triplepsia [2018]



Por Edson Codenis em Crooked Tree Records

A Crooked em seu pouco tempo de vida, se tornou notória pelo apuro ao selecionar os nomes do seu cast, esta seleção natural onde vingam as bandas que se aventuram a traduzir as expectativas sonoras do nosso tempo, é o paradeiro perfeito para o projeto vindo de Brasília o Triplepsia.

Longe do apelo pop e das amarras do mercado, a banda de um homem só, Luiz Spíndola, o rapaz por trás disso tudo, extrapola o conceito reto da música eletrônica ao criar excelentes linhas de bateria e arranjos sofisticados, caminhos trilhados por nomes como Orbital e Massive Atack e assim passando pela nova onda dos anos 2000, o chillwave e o vaporwave, como o Washed Out, Toro Y Moi e Neon Indian.

Gravado com um cuidado excepcional na escolha de timbres e com uma mixagem bem boa, o álbum se torna uma viagem intensa e gratificante. Abrindo o registro (E se você perceber as ranhuras de um velho disco de vinil no seu primeiro segundo) temos a faixa Ideia Que Segue – Pautando o ambiente envolvente com belíssimas guitarras. Triplepsia consegue um resultado muito orgânico e harmônico. Chopsticks vem logo em seguida – Inclui vozes sampleadas numa atmosfera decadente para falar de um tema sério que é o suicídio. Renderia um ótimo clipe ou até um curta metragem.

Bath Vibes – Surge com seus curiosos ruídos de água. Evocando todo o tipo de memória afetiva num tom de intimidade. BraxxxDuxxx – Aí vem uma das que promete um chillwave logo de cara, a mais curtinha do disco, preparando o ouvinte para a próxima faixa que irá te proporcionar nostalgias noturnas, e ela tem exatamente esse nome.

Nostalgie – É um rodopio melancólico de belíssima construção, o Triplesia pode remeter as experiências electroacústicas da banda francesa Air.

Posicionar a faixa Ouvir logo após de Nostalgie foi uma ótima sacada. As duas faixas se complementam, e Ouvir tem um vigor que é um presente para quem gosta de boa música. Minha preferida!

Recitar o T (French Kiss) – Chega com uma atmosfera retrô, mas o Trilepsia não se limita a soar saudosista. É musica feita agora. De novo as batidas me intrigam.

Jeremiah – Seguindo a tradição, o Spíndola guarda seu momento mais terno para a última faixa do álbum. Assim como em todo o trabalho existe o flerte com o jazz e o cuidado de dar uma identidade “nacional” a cada faixa.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Vange Leonel - Vermelho [1996]

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Fechando a discografia da Nau/Vange Leonel com o EP Vermelho que foi lançado pelo selo Medura Records, criado por Vange Leonel e sua parceira Cilmara Bedaque.


1. Eu Sei
(Vange Leonel / Cilmara Bedaque)
2. Copo De Café 
(Vange Leonel / Cilmara Bedaque)
3. Asas 
(Vange Leonel / Cilmara Bedaque)
4. Rabo De Sereia 
(Vange Leonel / Fernando Figueiredo / Cilmara Bedaque)
5. Tô Fora 
(Vange Leonel / Cilmara Bedaque)
6. Meninas 
(Vange Leonel / Cilmara Bedaque)
7. Vermelho
(Vange Leonel / Cilmara Bedaque)

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Vange Leonel - Vange [1991]

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Depois do naufrágio da Nau (trocadinho infame), a vocalista Vange Leonel conseguiu uma sobrevida com seu álbum solo Vange. A canção Noite Preta foi tema de abertura da novela Vamp e ajudou a alçar o sucesso dela. Esse Mundo foi outra canção que também alcançou destaque. Segue o clipe da Noite Preta e o vídeo da abertura da novela Vamp.



1. Noite Preta
(Vange Leonel/Cilmara Bedaque)
2. Mulher Lobo
(Vange Leonel/Cilmara Bedaque)
3. Passeio Distraido
(Vange Leonel/Cilmara Bedaque)
4. S/A 
(Vange Leonel/Cilmara Bedaque)
5. Por Quê 
(Vange Leonel/Cilmara Bedaque)
6. Jane
(Vange Leonel/Cilmara Bedaque)
7. Esse Mundo
(Vange Leonel/Cilmara Bedaque)
8. Divino Maravilhoso
(Caetano Veloso / Gilberto Gil)
9. Mil Anos
(Vange Leonel/Cilmara Bedaque)
10. Vida Vida Vida
(Vange Leonel/Cilmara Bedaque)
11. Felizes
(Vange Leonel/Cilmara Bedaque)

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Nau [1986]

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Depois do resgate do O Álbum Perdido do Nau, eis aqui o primeiro álbum. Levada pós-punk com flertes ao funk e heavy. 


Vange Leonel (voz)
Zique (guitarra)
Beto Birgher (baixo)
Mauro Sanchez (bateria)


A1. Bom Sonho
(Vange Leonel)
A2. Cálculos Astronômicos
(Zique)
A3. Linha Esticada 
(Laura Finocchiaro / Cilmara Bedaque)
A4. O Que Eu Quero É Você
(Zique)
A5. Balada 
(Zique)
A6. Diva 
(Zique / Beto Birger / Vange Leonel)
B1. Corpo Vadio 
(Zique / Vange Leonel)
B2. Barcas 
(Zique / Beto Birger / Vange Leonel)
B3. As Ruas 
(Zique / Vange Leonel)
B4. Novos Pesadelos 
(Zique / Mauro Sanchez / Beto Birger / Vange Leonel / Rosália Munhoz)
B5. Nada
(Zique / Beto Birger / Mauro Sanchez / Vange Leonel)

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Nau - O Álbum Perdido do Nau [2018]

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Por Mauro Ferreira me G1

Banda que revelou em 1987 a cantora, compositora e ativista paulistana Vange Leonel (1963 – 2014), morta há quatro anos, a Nau tem lançado um disco gravado em 1988 que ficara perdido há 30 anos.

Para entender a perda, é preciso voltar nos anos 1980. Com a abertura do mercado fonográfico brasileiro para o rock, a partir do estouro da banda carioca Blitz em 1982, era comum grupos recém-surgidos serem contratados por gravadoras multinacionais como apostas dos executivos.

Foi nessa onda que a banda de rock Nau ancorou na gravadora CBS em 1986, um ano após ter sido formada em 1985 na cidade de São Paulo (SP) por Vange Leonel (voz), Zique (guitarra), Beto Birger (baixo) e Mauro Sanchez (bateria).

Em 1987, na sequência da edição das gravações das músicas Madame Oráculo e Sofro na coletânea Não São Paulo II (gravada em 1986, mas lançada em 1987 pelo selo indie Baratos Afins), a banda lançou com toda a pompa e circunstância da CBS o primeiro álbum, Nau, gravado com o toque heavy da guitarra de Zique, a levada funky do baixo de Beto Birger, a voz singular de Vange Leonel e alguma dose de psicodelia.

Só que, embora produzido por Luiz Carlos Maluly (que dera forma aos discos do então massivo RPM) e incensado por boa parte da crítica, o álbum Nau naufragou.

Em 1988, a banda Nau – com Kuki Stolarski no posto de baterista que era de Mauro Sanchez no primeiro álbum – entrou em estúdio para gravar a demo do que seria o segundo álbum do quarteto.

Com músicas letradas sobretudo pela jornalista Cilmara Beldaque, como Blues da felicidade e Cinco sentidos, o disco chegou a ser concluído no paulistano Big Bang Studio, mas a CBS não gostou do que ouviu e, com base no pífio resultado comercial do álbum de 1987, decidiu rescindir o contrato da Nau, precipitando o fim da banda em 1989.

Vange Leonel saiu nos anos 1990 em carreira solo inicialmente bem-sucedida por conta do êxito da música Noite preta (Vange Leonel e Cilmara Beldaque), hit do álbum Vange (1991).

A história teria terminado em 14 de julho de 2014, com a morte da cantora, se Cilmara – viúva de Vange – não tivesse encontrado em 2017 na casa da artista, dentro de caixa, o registro do disco gravado e perdido em 1988.

"A fita estava toda melada e eu não sabia se conseguiria recuperá-la. Levei então para o Carlinhos Freitas, do (estúdio) Classic Master, que havia trabalhado no primeiro álbum da banda. Ele conseguiu limpar, digitalizar e masterizar a fita para que esse disco chegasse ao público", conta Cilmara.

Com capa criada pelo baixista Beto Birger com montagem com fotos, credenciais e ingressos para shows da banda, O álbum perdido do Nau– como foi intitulado – está sendo lançado neste mês de novembro de 2018 somente em edição digital, pela gravadora Deck, 30 anos após ter sido gravado.

Com músicas como Pequenos erros e Lobo mau, gravadas com o peso da banda, O álbum perdido do Nau dá continuidade a uma história que talvez poderia ter sido outra se o disco não tivesse sido desprezado pelo mercado fonográfico da época, embora o repertório ressurja após 30 anos sem potencial pop.


1. Pequenos Erros
2. Lobo Mau
3. Viagem Ao Fundo Do Mar
4. Cinco Sentidos
5. Nas Dobras Do Universo
6. Amor Em Tempo De Guerra
7. Me Pega
8. Blues Da Felicidade
9.Mistérios
10. Séculos & Séculos
11. O Caminho
12. Tua Fúria

domingo, 25 de novembro de 2018

Kaoll - Ten Years Barbecue [2018]

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Em Kaoll

Uma década de atividade! É a marca que o Kaoll atinge em 2018, nesta inusitada jornada musical: desde os primeiros experimentos de Bruno Moscatiello em “Kaoll 04”; a produtiva parceria com o mestre Lanny Gordin, frutificando com a gravação de “Auto-Hipnose”; a conquista de “Odd”, álbum coroado com a presença de Mr. Billy Cox, e importantes músicos da cena roqueira nacional; as mais de 350 apresentações em 17 estados brasileiros, e a turnê Européia no verão de 2014; até seu último trabalho “Sob os Olhos de Eva”, produzido em parceria com o escritor e filósofo Renato Shimmi. Tudo isso pode ser degustado em “Ten Years Barbecue”, coletânea que reapresenta grandes tocatas de seus 4 álbuns de estúdio, além de faixas ao vivo. O encarte virtual disponibilizado pela banda, traz uma retrospectiva dos 10 anos de atividade incluindo fotos históricas e uma seleção especial de flyers ilustrados pelo estúdio Sopa Art Br, contextualizando a saga da banda que vem contribuindo para a consolidação da cena instrumental no país.

sábado, 24 de novembro de 2018

Lestics - Breu [2018]

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Por Moisés Lima em Música Café

"até um certo ponto é tudo início 
passado esse limite é tudo fim 
é como decolar de um trampolim 
e mergulhar no breu do precipício"


A letra acima é da faixa Breu que inicia o novo disco do Lestics de mesmo nome, "Breu", palavra essa que nos leva a um lugar escuro onde não se enxerga quase nada. Metaforicamente falando é um nome apropriado para a abordagem da banda no registro por trazer algo realístico as variadas situações que podem nos afligir e não enxergamos uma solução a frente. 

Quanto a fazer um disco com boas letras o Lestics acertou em cheio. O novo disco recebeu toda uma atenção especial com direito a fanzine e tudo. Aliás falando um pouco sobre a banda, ela é aquela que sempre lança discos interessantes, mas parece que muitos ignoram seu real valor. Eles já estão nas vielas do underground brasileiro desde 2006 e já colecionam oito discos de estúdio. Um trabalho e tanto!

O novo disco "Breu" tem muito a dizer em suas letras. Como vemos na segunda faixa, Mais do Que Isso, o grupo foca em expor o cotidiano e a chatice que ele pode causar: o trabalho sem graça, o descanso mortiço é preciso que exista algo mais do que isso. Entre uma visão realista e talvez conformista há um espaço para se ter desejo como bem retratada em Dois quando conclui: um sempre foi perfeitamente bom mas dois também não deve ser ruim.

A faixa Balada do Fundo do Bar traz um sugestivo brega alternativo(?) narrando aquele trágico momento que você vai afogar as mágoas em um bar (garçom, deixe o mundo acabar mas não deixe o meu copo vazio). O instrumental no álbum, bem polido, se conecta bem as letras e adapta ritmo e intensidade ao sentimento presente em cada canção cantadas na voz de Olavo Rocha. A roupagem roqueira do Lestics preza por expor uma imagem simples e honesta de suas referências como destaca bem as singelas Do Jardim e Fim de Tarde Nas Ilhas Bikini.

A belíssima Far Niente, expressão italiana que significa "fazer nada", encerra o disco mostrando uma balada cuja melodia cativante carrega um sentimento não muito esperançoso: a preguiça promete à vergonha que o dia seguinte vai ser diferente

Ouvir "Breu" mais de uma vez se faz necessário. Na primeira vez muitos detalhes podem passar despercebidos e ele te obriga a ouvi-lo novamente pois há muito a revelar. É curto, de apenas sete faixas no total de 27min, que mostra a urgência de expor sentimentos presos e reais com um tom poético.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Hearts of Stone Vol. 3 Brasilian 60's Beat & Garage [2001]

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Para chegar a trilogia Hearts of Stone segue o último álbum


A1 – Os Juvenis - Eu Tenho Que Achar Um Alguém
A2 – Brazilian Bitles - Dedicado A Quem Amei
A3 – Bargs - O Louco
A4 – Paulo Hilário - Não Dou Meu Braço A Torcer
A5 – Jungle Cats - Vai
A6 – Snakes - Voce Não Me Agrada
A7 – Outcasts - Go On Home
A8 – The Maskers - É Dificil Esquecer
B1 – Os Santos - Três Garotos
B2 – Altafini - Xaropão
B3 – Os Minos - Febre De Minos
B4 – Beggers - Why Oh Why
B5 – Os Bittus - Vem Depressa Meu Amor
B6 – Os Brasas - Lutamos Para Viver
B7 – Outcasts - Dying
B8 – Le Groupe "F" - Whisky

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Hearts of Stone Vol. 2 Brasilian 60's Beat & Garage [2001]

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Segundo volume da coletânea Hearts of Stone. Nessa seleção sai algumas bandas e entram outras como The Bubbles e Os Incríveis, Segue a lista com as canções:


A1 – Os Baobás - Pintada De Preto
A2 –The Bubbles - Não Vou Cortar O Cabelo
A3 – Analfabitles - Sunnyside Up
A4 – Os Brasas - Não Vá Me Deixar
A5 – Beggers - Slow Down
A6 – Os Jovens - Sofrendo Por Amor
A7 – Beezoons - Treat Her Right
A8 – Blackstones - Os Monstros
B1 – Analfabitles - Shake
B2 – Luizinho E Seus Dinamites - Caranga Twist
B3 – Beezoons - Hey! Good Lookin'
B4 – Jungle Cats - Sapato Nôvo
B5 – Os Brasas - Mulher Reindeira
B6 – Renato E Seus Blue Caps - Negro Gato
B7 – Brazilian Bitles - L'onda
B8 – Os Incrìveis - Vai, Meu Bem

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Hearts of Stone Brasilian 60's Beat & Garage [2000]

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Coletânea lançada em vinil pelo selo alemão Magia Records em que se destacam bandas brasileiras da década de 1960. Algumas das bandas passaram aqui pelo blog, tais como, Os Jovens, Os Baobás e Luizinho e Seus Dinamites. Vale destaca o trabalho de remasterização que nos proporciona um arquivo de melhor qualidade, visto que nem sempre é possível encontrar material antigo em boa qualidade.

Na sequência serão postados os outros dois álbuns que compõem a coleção Hearts of Stone.


A1 – Os Jovens  - Coração De Pedra
A2 – Beatniks - Fire
A3 – Luizinho E Seus Dinamites - Choque Que Queima
A4 – Som Beat -  My Generation
A5 – Beat Boys - Canudinho
A6 – Os Baobás - Down Down
A7 – Beatniks - Cansado De Esperar
B1 – Renato E Seus Blue Caps - Vivo Só
B2 – Top Five - Esqueces Que Te Ami
B3 – Beatniks - Outside Chance
B4 – Brazilian Bitles - Filhinho Do Papai
B5 – Maskers - Veja Só
B6 – Os Jovens - Se Você Contar
B7 – Os Aranhas - Gloria

domingo, 18 de novembro de 2018

Pinherus - Entre Sons Modernos e Medievais [2018]



Por Mário Alencar em Crooked Tree Records

Estamos em tempos difíceis: o ser humano está à beira de um caos! Mas somos uma raça que lutamos por nossos direitos e pela nossa liberdade, para que possamos bater as asas em qualquer direção!

O disco do Pinherus, Entre Sons Modernos e Medievais fala sobre exatamente a liberdade de expressão, letras que te ajudam a crer num povo livre; Pinherus é vocalista e guitarrista da banda Fantasmas de Marte, onde lançou o EP Atmosfere em 2017. Sua carreira já vem de muito tempo com a banda, mas Fernando Pinheiro, seu verdadeiro nome, vive como nós trancado num quarto gravando suas composições no método lo-fi.

Entre Sons Modernos e Medievais é o seu primeiro disco, primeiro álbum cheio, com algumas músicas executadas com violões e algumas com pegadas de rock alternativo, no estilo Fantasmas de Marte (guitarra, baixo e bateria), a banda no qual atua desde sempre. O rapaz é fã emblemático do John Frusciante, legítimo (haha) – é notável sim algumas passagens nas suas composições, as estruturas de riffs do guitarrista que tocou durante os anos 90 e 2000 no Red Hot Chilli Peppers.

A gravação e mixagem acredito que foi tudo no cru feito pelo próprio, sem muito ”auê”, isso é o que dá o diferencial no álbum, eu dou valor, é um meio de protesto e um meio de ser sincero e direto, como ele diz na faixa Nossa História, ”Estou preso nesse mundo contando os segundos – esperando que – fazer com a nossa história que tanto demora pra se resolver – me dê a tua mão e vamos juntos ser livres”.

E estamos todos aqui, torcendo por aqueles que vivem numa luta incansável para conquistar o que é realmente seu. Pinherus é um destes, ouça o disco e verás!


sábado, 17 de novembro de 2018

Guitarras Vol 7 [2018]


Depois de uma pausa de 7 anos o projeto está de volta . E o seu principal objetivo é divulgar a música instrumental e os guitarristas Brasileiros . O Projeto Guitarras foi criado em 2009 por Cássio JC , e ficou ativo até 2011 , chegou a reunir mais de 30 Guitarristas de todas as partes do Brasil . E neste volume 7 a coletânea reuni 8 guitarristas , sendo eles . Cassiojc , Fred andrade , Wellington vilhena , Denison fernandes , Ricky furlani , Wesley lély caesar , kleber oliveira e Mike kerr .

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Humberto Gessinger - Canções de Amor, Filmes de Guerra [2018]

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Há 25 anos, em 1993, os Engenheiros do Hawaii lançaram o disco Filmes de Guerra, Canções de Amor. Como todos os meus registros ao vivo - seja com EngHaw, Pouca Vogal ou solo - ele trazia, ao lado de regravações, material inédito. Com o passar do tempo, percebi que as músicas que escrevo para estarem ao lado dos clássicos nestes trabalhos acabam formando um “álbum dentro do álbum”.

Para comemorar um quarto de século da gravação do Filmes de Guerra, Canções de Amor, regravei as quatro músicas inéditas do disco .

Nas versões de QUANTO VALE A VIDA e REALIDADE VIRTUAL, a releitura ficou a cargo de um trio acústico: toquei viola caipira ao lado de Paulinho Goulart no acordeon e Nando Peters no baixo. Paulinho participou do DVD inSULar Ao Vivo e Nando está presente nos meus trabalhos mais recentes.

Em MAPAS DO ACASO e ÀS VEZES NUNCA, estou no baixo, acompanhado por Rafa Bisogno na bateria e Felipe Rotta na guitarra. É o mesmo power-trio do DVD Ao Vivo Pra Caramba.

Este trabalho se chama Canções de Amor, Filmes de Guerra e, além das plataformas digitais, também estará disponível numa edição especial em vinil e CD que, além das quatro regravações, trará (apenas no vinil) as demos de ÀS VEZES NUNCA e QUANTO VALE A VIDA. São gravações caseiras que fiz em 1992, sem muita preocupação técnica, mas que registram bem o nascimento das canções.

Assim, a tour Ao Vivo Pra Caramba se renova e segue na estrada até março de 2019, quando começarei as gravações de meu novo disco. Ele trará canções inéditas, escritas entre fevereiro e outubro deste ano e deve ser lançado ainda no primeiro semestre do próximo ano.

Até lá, os shows ganham este novo elemento: o diálogo entre as inéditas de 1993 e as de 2018. Diferente de um livro, que podemos ler na velocidade que quisermos ou de um quadro que podemos apreciar no nosso ritmo, a música traz, em si, seu próprio tempo. Os segundos de um acorde, os minutos da canção, os três quartos de hora de um disco, as duas horas do show, o ano da tour, as décadas de uma carreira longeva. Tempos subjetivos, mas tão (ou mais) reais do que os do relógio. Como o pulso, o coração.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Nei Lisboa - Pra Viajar No Cosmos Não Precisa Gasolina [1983]

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Por Caio Miranda em Disco a Disco

Nei Lisboa morou em diversas capitais do país e nos EUA, mas gravou seu primeiro disco aqui mesmo, em 1983. Antes disso já tinha frequentado o Liceu Musical Palestrina e ingressou no Curso de Composição e Regência de UFRGS, isso em 77. Em 79 inicia sua carreira participando em espetáculos teatrais, como "Lado a lado" e "Deu pra ti, anos 70". Esse último virou trilha de filme homônimo em 81, com participação do ator Werner Schünemann (!!!). Nessa época, Nei trabalhava bastante em parceria com o (até então) futuro guitarrista do Engenheiros do Havaí, Augusto Licks, que já estava com ele em "Verde", show que apresentavam em 81.

"Pra viajar no cosmo..." foi gravado e lançado de forma independente, com dinheiro que Nei conseguiu com amigos. Mesmo sendo um disco indie e de estreia, impressiona pela qualidade da gravação, a riqueza de arranjos e instrumentos usados nas canções, como por exemplo:


1. A tribo toda em dia de festa

Primeira faixa, já mostra a que veio. Um reggae cheio de instrumentos de percussão (muitos mesmo!), atabaques, bongôs, agogô, carrilhão, sinos, até barulhinhos de pássaros. Doidera. Tem uma harmonia instrumental muito bem feita, tudo conversando bem. A letra é uma viagem pop, mas já mostra algum tipo de engajamento político de Nei (que depois se torna mais forte). O meio da faixa tem uma quebra de tempo, uma levada mais pop, com melodias jazzy, quebra essa bem característica das faixas desse disco. Essa entrou no "Deu pra ti, anos 70".


2. Me chama de Robert

Essa faixa é demais, letra extremamente debochada e hedonista ("Quando bebo bebo até cair, quando fumo viro chaminé"), um frevinho nervoso (meio marchinha de carnaval, também), que também tem uma quebra de tempo incidental, um 4/4 bem lentinho, genial. Acho que é a faixa mais divertida do disco. Uma verdadeira ode aos vícios, diversão, prazeres e ressacas.


3. Não me pergunte a hora

Mais lentinha, uma coisa meio blues, meio jazz, bem mais melódica que as anteriores e uma das mais dramáticas. Com um tom romântico/nostálgico no som e na letra, tem dois belos solos de piano e guitarra, no melhor estilo "piano bar". Essa, aliás, foi feita em parceria com o Licks.


4. Síndrome de Abstinência

Essa tem caráter bem regional, pelo menos na estética do som, lembra algo muito popular da região dos pampas, Paraguai (que aliás está na letra). A letra é genial porque de forma bem sutil Nei fala de uma espécie de "seca" de maconha ("Lembro dos tempos de fartura, Maria, Joana, todo mundo tinha..."). Um cool jazz incidental traduz bem a "viagem" do cara. Ou a falta dela, rs. Maravilhoso exemplo de como Nei usa referências regionais combinadas com temas globais.


5. Doody II

Som mais melancólico, intimista, apenas violão e voz. Parece que Nei faz algum tipo de auto reflexão na letra, fala de se olhar no espelho. Outra que entrou no "Deu pra ti, anos 70".


6. Pra viajar no cosmo não precisa gasolina

Outra parceria de Nei e Licks. Tem um pouco da pegada de blues/jazz de "Não me pergunte a hora", um tanto mais bem arranjada, mais complexa em harmonia, mas também tem uma roupagem mais pop. Além de uma guitarrinha bem blues do Licks. A letra é bem sarcástica, também com uma conotação bem mais política ("O povo tem fome, o povo quer comer"). Aliás, o Nei era irmão do Luiz Eurico Tejera Lisbôa, perseguido e desaparecido político durante o regime militar dos anos 60.


7. No, No Chance

Canção de Luiz Carlos Galli, o "Boina", compositor gaúcho amigo e parceiro de Nei e Licks ("Verdes" era uma parceria entre os três). Cool jazz bem comportado, é na verdade uma grande piada, porque a letra diz basicamente "I have no chance in jazz, because a sing brazilian songs", e aquele jazzínho maroto de fundo. Aí vem o melhor, quando ele canta "I sing the samba" o tempo quebra num 2/4 sincopado, e quando ele canta "I sing the frevo", o frevo come solto, caindo sempre de volta pro jazz. Simplesmente genial. 


8. Rabo de Foguete

Minha faixa favorita. Que coisa linda a harmonia entre teclados, guitarra e baixo. Aliás, todos os instrumentos aqui merecem atenção. Os riffs precisos de guitarra, o teclado que "leva" o som, uma linha de baixo sofisticadíssima. E a bateria, então? Muito bem marcada, dinâmica, cheia de "truques". Não sei descrever bem a estética, mas é um som bem positivo, marcação forte de chimbal (no melhor estilo "bate estaca"), melodias suaves, harmonias jazzísticas, sei lá. Talvez "fusion melódico brasileiro", kkkkk! E o melhor, a letra fala sobre uma mina doida, dessas que bebe, fuma, fala palavrão e arruma briga, foi escrita em parceria com um tal de Iotomar Polsko.


9. Exaltação

Mais uma regionalista, no que parece ser literalmente uma exaltação ao chimarrão, ou melhor, a erva que vai na bebida, o chimarrão Crioulo. Basicamente isso, são bem bacanas os arranjos de violões, lembra mesmo (se eu não estiver bem enganado) algo como o som da catira. 


10. Sinal Azul

Essa faixa tem clima mais ameno, também mais inclinada ao popular e regional, composta por Nei, Licks, Glauco Sagebin (tecladista de Nei) e Peninha (não sei se é o mesmo de "Sonhos"). A letra, porém, é bem tropicalista, mistura índios com anjos e Exu e blue jeans. Parece uma canção que nos lembra que somos todos iguais, nesse sinal azul... digo, planeta azul. Tem um solo lindo de piano no final, um piano bem "campestre", do Glauco. 


11. Água Benta 

A última faixa é bem animada, tem um instrumental foda também, me lembra o fusion/jazz/soul de bandas como Azymuth e Grupo Medusa, cheios de virtuose e feeling, tempos quebrados. A letra é totalmente naturalista (óbvio), fala da água, da vida, do planeta e do corpo humano. Composta por Nei, Licks e um tal Clóvis Frimm. Fecha bem o disco, é bem pra cima, e mostra o melhor da banda... 

Que infelizmente eu não consegui descobrir quem são (fora o Glauco Sagebin). Infelizmente tem pouca informação na web sobre esse disco. Mas vou caçar essa e prometo que faço um post extra. Os títulos das das faixas também são links pras letras. Dá pra ouvir ele na íntegra no YouTube (vídeo abaixo). Espero que tenham gostado. Comentem, por favor. No próximo post o segundo disco, "Noves Fora", de 1984. Valeu! \o/

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Bebeco Garcia - Confidencial [2003]

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1 - Sorte no Amor
2 - Pra Mais de Mil Alto-Falantes
3 - Você Ainda É Um Misério
4 - Mexe Rebola
5 - Eu Sei Que Você Sabe
6 - Pra Ela
7 - Pouco Importa
8 - Hotel Virtual
9 - Vitória
10 - Acredita em Mim

Mortal Kombat Musical

Por Ruan Matheus

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Molho Negro - Não É Nada Disso Que Você Pensou [2017]

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Por Vladmir Cunha em Whiplash

O tempo e a maturidade são os maiores inimigos do rock. É difícil envelhecer num ramo movido às crises existenciais que precedem a vida adulta. Como me disse certa vez um conhecido rockstar brasileiro: "eu comecei a me achar meio ridículo cantando sobre temas 'juvenis' com apartamento, grana no banco e carro na garagem".

Mesmo sem grana, sem apartamento e sem as toalhas brancas no camarim o Molho Negro, já neste segundo disco, coloca em xeque a sua perspectiva artística e a sua visão de mundo. E deu um passo necessário para seguir em frente sem se tornar uma caricatura de si mesmo. A angústia e a raiva continuam, mas surgem de outros questionamentos e percorrem novos caminhos. Sai a preocupação de pegar uma menina na festinha ou de estar em dia com "as novas bandas da moda" e entra o choque absoluto de viver em um país brutal e desigual, em um tempo e espaço marcados por egoísmo, violência, consumismo e darwinismo social.

É como se Travis Bickle, o angustiado motorista de Taxi Driver, largasse o carro no acostamento e saísse para comprar uma guitarra na loja de penhores mais próxima. Se Travis era um termômetro emocional para os problemas da Nova Iorque dos anos 1970, o Molho Negro cumpre a mesma função no Brasil de 2017. O choque e o poder de observação são os mesmos. Não trancado em um táxi com uma arma na mão, mas em um estúdio caseiro gravando um track de guitarra.

Mas o rock, esse estilo gregário por natureza, se apresenta aqui como uma saída e não como um fim. Essa possibilidade de redenção pessoal e de construção coletiva muitas vezes atrapalhada pela noção, em voga no momento, de que a música pop é escapismo adolescente e não pode ser tratada como nada mais que isso. Pelo contrário. "Não é nada disso que você pensou" sugere que é possível essa conciliação. "Classe Média Loser", "SUV", "Mainstream" e "Ansioso, Deprimido, Entediado" são alguns dos mini-manifestos surgidos dessa capacidade de observar a
realidade de um país cada vez mais sombrio e sem perspectivas.

A mudança é temática e também sonora. Uma engenharia de som adulta e obscura, que tangencia o clima de tensão social que dá o tom dessa nova fase do Molho Negro. O recado é direto: a violência nos espreita e viver é um perigo. Mas tempos perigosos podem ser, também combustível para a criatividade. A relevância está em saber o que tem que ser queimado.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Huey - Ma [2018]

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Ma é a palavra japonesa usada para identificar um espaço ou pausa entre duas partes. Sugere intervalo, une uma coisa a outra. Ma é também o segundo disco do quinteto paulistano Huey, sucessor do aclamado Ace, de 2014.

Quatro anos se passaram, e Ma, sob a perspectiva do Huey, é mais que intervalo: é conexão. Em 8 faixas, o disco nos traz variadas possibilidades de preencher o vazio e o espaço com riqueza instrumental, além de demonstrar trânsito fácil entre o peso e a sutileza. Muita teoria? Então imagina o silêncio valorizado pelas entradas e saídas das guitarras incandescentes de Vina, Dane e Minoru e pela cozinha furiosa de Vellozo (baixo) e Rato (bateria), evidenciado pela produção do norte-americano Steve Evetts (The Dillinger Escape Plan, Sepultura, The Cure), que capturou o vigor espontâneo da banda e o expandiu em camadas ainda mais definidas. A masterização, a cargo de Alan Douches (Baroness, Year of No Light, Earth), deixa a propulsão sonora do Huey ainda mais explícita.

Com um segundo álbum, as marcas próprias de uma banda se tornam mais nítidas, e uma que sobressalta no Huey são as admiráveis mudanças de dinâmica em cada música. Como se cada faixa se desmembrasse em três, quatro, cinco estruturas próprias, autônomas, mas que quando ouvidas juntas, estabelecem um corpo sonoro único e diferente. Um soco de vitalidade proposto em riffs rasgados, acordes proeminentes e graves em plena combustão com as batidas. É uma exaltação à criatividade permitida pela música, que consegue contar histórias diferentes a partir de bases comuns.

E qual história o Huey quer contar com as músicas de Ma? A julgar pelas emendas improváveis em cada compasso, conectando o que parecia então inconectável, assimilando o que é diferente sem colocar nele um véu de semelhança, é uma história de pluralidade e de reconhecimento das diferenças. Uma espécie de antagonismo às tendências, mas despretensioso. Quando o movimento mundial parece ser de se fechar em comunidades baseadas na concordância, inclusive na arte, o Huey propõe o apagamento de fronteiras como nota primordial de suas músicas.

O que traz peso, propulsão e relevância a uma música? Certamente é a forma com que melodias, linhas, batidas e riffs são costurados. Mas até que ponto as influências precisam traduzir, de maneira explícita, o som de uma banda? A resposta, em Ma, é imprevisível. Sabe aquele ponto imaginário onde o hard rock Sunset Strip se encontra com o nerdismo do Rush, com a brutalidade do Sepultura, com a visceralidade do Neurosis, com o experimentalismo do Faith No More? Com a delicadeza de Emma Ruth Rundle, a velocidade do thrash, com o sentimento calamitoso do Napalm Death, com a poesia do post rock e com a globalização do Asian Dub Foundation?

Acredite, esse imaginário é traduzido em canções. Mais especificamente, nas poderosas “Pei”, “Wine Again”, “Zero”, “Mar-Estar”, “Inverno Inverso”, “Adeus Flor Morta”, “Fogo Nosso” e “Mother’s Prayer”, que despertam peso a partir dos tempos, flertam com o blues e com o noise, abraçam o stoner e o doom como canal de comunicação do metal e fazem guitarra, baixo e bateria materializarem versos emocionantes, por vezes apoteóticos.

Dos repertórios distintos dos cinco amigos emerge uma identidade afeita à construção e à singularidade. O Huey assume uma personalidade cada vez mais… Huey. Com assinatura própria, a banda mostra um segundo disco confiante de seu ponto de partida e completamente aberto aos caminhos improváveis que a arte pode tomar. É o registro onde o quinteto lapida o peso de suas expressões mais desenfreadas e o reveza com momentos melancólicos e reflexivos, endossando a riqueza de emoções da vida.

FICHA TÉCNICA

Produzido por Steve Evetts
Gravado no Family Mob Studios por Steve Evetts
Mixado por Steve Evetts e masterizado por Alan Douches
Arte por Fábio Cristo
info@hueyband.com
Spotify: Hueyband

SOBRE A BANDA

domingo, 21 de outubro de 2018

Huey - ¡Qué No Me Chingues wey! [2011]

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O HUEY é uma banda formada por cinco amigos que decidiram buscar um caminho diferente, fazendo música sem muitas regras e querendo sempre algo novo.

Em 2010 fizeram sua estreia nos palcos, o que rendeu à banda o primeiro lugar no festival Tech, Brands and Rock n’ Roll.

O HUEY era a única banda instrumental presente no festival. E a unanimidade entre jurados e público provou que muita gente se identifica com esta vertente musical.

Em novembro do mesmo ano participaram e conquistaram o primeiro lugar do Festival PIB. Um evento importante e inovador do circuito da vanguarda instrumental brasileira.

Em resposta, ocuparam por 6 semanas o TOP 40 do portal Trama Virtual, participaram dos programas Ensaio (TV Trama), Oi Novo Som e Showlivre.

Ainda em 2010, lançam ¡Que no me chingues wey!. Um EP com quatro músicas que teve todas as cópias esgotadas em apenas um dia e rendeu uma parceria com o selo Sinewave.

A gravação ficou nas mãos de Bernardo Pacheco (Elma), no estúdio Fábrica de Sonhos. Ele também gravou e produziu alguns artistas importantes e de diferentes vertentes como Ratos de Porão, Guizado, M.Takara e Are you God?

Já em 2011, o HUEY pôs no ar o novo site, com todo o material disponível da banda, como: músicas (EP em streaming e para download), vídeos, fotos, pôsteres. Em março iniciam a turnê brasileira de divulgação no sul do País, em pleno carnaval.

A cada show, uma nova arte visual é produzida em conjunto com diferentes artistas. Assim, no espírito coletivo, eles produzem um evento único em celebração à música.