quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Zé Geraldo - Caminhos de Minas [1983]

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A1 Pelas Chaves De São Pedro
A2 Sabiá
A3 Uai Bichinho
A4 O Pastor E O Rebanho
A5 Acordando A Poeira Da Estrada
B1 Voar Voar
B2 Digital
B3 Poeta E Bandido
B4 Quatro Cantos De Saudade
B5 Cabocla Da Lua Nova
B6 Caminhos De Minas

domingo, 20 de outubro de 2019

Beach Combers - Beach Combers Ao Vivo [2019]

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Em Maio de 2018, o Beach Combers se apresentou no evento “Concertos Urbanos” no Rio de Janeiro, uma parceria da Deck, Orquestra Petrobrás Sinfônica e Cerveja Jeffrey, em homenagem aos 20 anos da gravadora. Em meio a diversos shows, o surf rock do Beach Combers se destacou e gerou um álbum ao vivo. Com 11 faixas, o álbum traz sucessos como “Hava Nagila”, “Tha Shape Of Things To Come”, “Land of 1000 Dances” e músicas autorais da banda: “Tá Tudo Bem”, “Rockstar da Lapa”, entre outros.

Formado no início de 2009, no Rio de Janeiro, os Beach Combers não são exatamente um tipo comum de trio. Bernar Gomma (guitarra), Paulo Emmery (baixo) e Lucas Leão (bateria) surfam sem medo na onda instrumental, mesclando o som das guitarras magnéticas do surf music à trip lisérgica de garagem dos anos 60. Tudo isso sem parecer ou soar como uma banda de releitura. Eles imprimem sua própria pegada e identidade única, estética e sonora, destacando-se assim nacionalmente na criação de novos temas.



1 Hava Naguila
2 Já Te Falei
3 Tá Tudo Bem
4 O Mistério Do Catamarã
5 Shape Of Things To Come
6 Rockstar Da Lapa
7 Substitute
8 Land Of 1000 Dances
9 Carta De Sangue
10 A Maldição de Mantezuma
11 Expresso Da Meia Noite

sábado, 19 de outubro de 2019

Beach Combers - Beach Attack [2018]

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Com muito reverb saindo de um Giannini Baguinho, os Beach Combers apresentam seu novo álbum “Beach Attack”. A vibração das ruas se encontra na areia da praia com elementos psicodélicos e garageiros, trazendo novas atmosferas junto ao surf rock instrumental nas composições. Muito balanço com efeitos viajantes. A pegada marcante do rock visceral reverberada com distorções e guitarras magnéticas.

Beach Attack é um álbum conceitual, com dinâmica e alternância de climas e ritmos. Inspirado pela ocupação artística urbana do trio carioca, o disco mescla muito bem o que seria um universo próprio da banda. Ele explora a dualidade da praia com o caos cotidiano da cidade. Apresentado em 13 faixas, esta nova obra mostra a relevância dos chamados “Beach Attacks” e a interação do público nessas apresentações.

Gravadas ao vivo, as músicas têm a “guitarra marolada” de Bernar Gomma, que imprime com maestria todo seu vigor, ritmos marcantes e viradas de peso dignas de uma verdadeira “patada do leão”, que são distribuídas livremente por Lucas Leão em seu bumbo de 24 polegadas. A condução instrumental tem ênfase nas belíssimas melodias, mas não deixa de lado o encorpado campo harmônico muito bem representado por Paulo Emmery, que marca sua estreia no baixo e incorpora todo o tipo de “fuzz” e sua personalidade setentista, engrossando ainda mais o caldo.


1 Go Go Beach Combers
2 Tá Tudo Bem
3 O Mistério Do Catamarã
4 Gambiarra
5 Já Te Falei
6 Rockstar Da Lapa
7 O Baile Das Mariposas
8 Me Encontrei Na Paulista
9 Carta De Sangue
10 Rei Da Praia
11 Última Chance
12 A Maldição De Montezuma
13. Expresso Da Meia-Noite / Gambiarra

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Humberto Gessinger - Não Vejo a Hora [2019]

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Release

Não Vejo a Hora traz 11 canções autorais gravadas com dois trios, um acústico e um power (elétrico). São oito faixas com um power trio e três músicas acústicas, nas quais Gessinger assume a viola caipira. Todas as letras são de Gessinger e as músicas trazem parcerias com Duka Leindecker, Bebeto Alves, Felipe Rotta, Nando Peters e Esteban Tavares. 


1. Partiu
2. Um Dia De Cada Vez
3. Bem A Fim
4. Algum Algoritmo
5. Calmo Em Estocolmo
6. Olhou Pro Lado, Viu
7. Fetiche Estranho
8. Maioral
9. Estranho Fetiche
10. Outro Nada
11. Missão

sábado, 12 de outubro de 2019

Leo Gandelman [1987]

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A1 A Ilha
(William Magalhães, Leo Gandelman)
A2 Sax Driver
(Nico Rezende, Leo Gandelman)
A3 Gente Da Rua
(Toni Costa)
B1Sequestro Da Banda
(Leo Gandelman)
B2 Viagem (Se Eu Soubesse)
(Duda Cavalcanti, William Magalhães)
B3 Castelo De Areia
(Leo Gandelman)
B4 Folha Morta
(Ary Barroso) 

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Hélio Delmiro - Violão Urbano [2002]

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Completando a discografia do Hélio Delmiro aqui no blog, disponibilizou o penúltimo álbum da sua carreira. Totalmente autoral. Bora ouvir que é bom demais.


1 Violão Urbano
(Hélio Delmiro)
2 Cacá e Bié
(Hélio Delmiro)
3 Bolero
(Hélio Delmiro)
4 Serôdia
(Hélio Delmiro)
5 Rio Doce
(Hélio Delmiro)
6 Catarse
(Hélio Delmiro)
7 Desafeto
(Hélio Delmiro)
8 Emotiva Nº1
(Hélio Delmiro)
9 87-Boca Do Mato
10 Lago's
(Hélio Delmiro)
11 Lágrima Azul
(Hélio Delmiro)
12 Íntima
(Hélio Delmiro)

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Clare Fisher e Hélio Delmiro - Symbiosis [1999]

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Por José Domingos Raffaelli no blog do Hélio Delmiro em 2007

A paixão do pianista e arranjador americano Clare Fischer pela música brasileira vem de longe. Desde o início dos anos 60, quando ganhou de presente um disco de Elizeth Cardoso. A partir daí, não só correu atrás de outros discos como gravou músicas brasileiras, incluindo os arranjos para orquestra do álbum "João", de João Gilberto. Mas a ligação de Fischer com a MPB estreitou-se de vez a partir do encontro com o guitarrista brasileiro Helio Delmiro, em 1998, nos shows e gravação do CD "Symbiosis", que continua agora numa turnê brasileira.

Os dois passaram por São Paulo na semana passada, tocam sábado, dia 5, na Sala Villa-Lobos do Hotel Nacional, em Brasília, e terminam no Mistura Fina, no Rio, dias 11 e 12 de agosto.

- Toquei com inúmeros guitarristas, inclusive Joe Pass, mas Helio é o melhor de todos - diz Fischer, que fala português e espanhol com razoável fluência. - Sonhava gravar um disco com Helio desde quando ouvi o álbum "Samambaia", que fez com Cesar Camargo Mariano. "Symbiosis" coroou esse sonho.

Fischer lembra do impacto que foi seu contato com a música brasileira.

- Ganhei um disco de Elizeth Cardoso e fiquei tão empolgado que dei o nome dela a uma das minhas composições - conta. - Então comecei a ouvir todos os discos de bossa nova que conseguia, principalmente de João Gilberto.

Em sua carreira, Fischer gravou inúmeros discos de música brasileira e latina. Num deles perpetuou sua famosa "Pensativa", gravada por uma legião de artistas, inclusive no Brasil.

- "Pensativa" é uma bossa nova, mas nos Estados Unidos todos a tocam no andamento 4/4 do jazz - comenta em tom de reclamação.

Animado com a turnê brasileira iniciada em São Paulo, Delmiro também não poupa elogios ao pianista:

- Clare é um músico muito inventivo que não se repete, dá gosto tocar com ele.

Fischer começou sua carreira como pianista e diretor musical do conjunto vocal Hi-Lo's, nos anos 50.

- Estava com eles quando escrevi os arranjos para o disco "September afternoon", do trompetista Donald Byrd com cordas, gravado em 1957 - conta. - Conhecia Byrd dos tempos em que estudamos na Universidade de Michigan.

O disco ficou inédito durante 25 anos, mas Dizzy Gillespie ouviu uma gravação em fita e convidou Fischer para fazer os arranjos de um álbum que gravou para a Verve com músicas de Duke Ellington.

- Por ironia, meu nome não constou nos créditos dos dois álbuns - lembra Fischer.

Simbiose de duas carreiras tão distintas e, ao mesmo tempo, próximas, nos shows dessa turnê Delmiro e Fischer prometem muitas surpresas.

- Incluiremos as inéditas "Sonho", do Clare, e "Lágrima azul", um choro-blues de minha autoria - adianta Helio.

- Além de alguns temas de "Symbiosis", apresentamos outras composições que escolhemos na hora. Gostamos de variar, evitando repetir as músicas do nosso repertório - conclui Fischer.



1 My Old Flame
(A. Johnston)
2 Melina Do Rio
(Clare Fischer)
3 P'ro Baden (Homagem para Baden Powell)
(Hélio Delmiro)
4 Lago's
(Hélio Delmiro)
5 Blues in F
(Clare Fischer)
6 Dois por Quatro
(Hélio Delmiro)
7 Carrousel
(Hélio Delmiro)
8 Pensativa
(Clare Fischer)
9 Donna, My Love
(Clare Fischer)
10 Esperando
(Hélio Delmiro)
11 Amor Em Paz
(Antônio Carlos Jobim)
12 Autumn Leaves
(Joseph Kosma)
13 Samba de Uma Nota Só
(Antônio Carlos Jobim)

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Gabriel Thomaz Trio - Babababa [2019]

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Por Hearts Bleed Blue

Novo projeto do Gabriel Thomaz, vocalista e guitarrista do Autoramas e ex-Little Quail, o trio instrumental "surf-fuzz-guitarrada" Gabriel Thomaz Trio lançou em 2019 o álbum de estreia "Babababa".

Com muita energia, riffs marcantes e um som dançante que aproveita de efeitos como vibrato, tremolo e "fuzz no talo", o trio formado em 2016 conta também com Jairo Fajer no baixo e Bruno Peras na bateria.

"No Autoramas sempre gravamos músicas instrumentais em todos os nossos discos, mas essas músicas, que sempre curti muito, nunca tinham espaço dentro do vasto repertório. Então decidi fazer um projeto paralelo, com outro nome, pra poder tocar músicas nesse esquema instrumental. Meus companheiros que completam o trio abraçaram o projeto comigo e é uma grande realização chegar até esse lançamento", revela Gabriel.

"Babababa", lançado em CD pela Hearts Bleed Blue, conta com dez faixas e tem a produção de Billy Comodoro. A arte de capa é assinada por Old Boy.


1. Babababa
2. Toilet Line
3. Horny Horn
4. Telecartofilia
5. Guitarrada II
6. Ecranoplano
7. Ruradélica
8. A Esparrela e a Pantomima
9. Guitarrada no Pelo
10. Tilt

domingo, 6 de outubro de 2019

sábado, 5 de outubro de 2019

Vivendo do Ócio - Selva Mundo [2015]



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Por André Felipe de Medeiros em Monkeybuzz

Com Fernando Sanchez e Curumin na produção, Selva Mundo revela o mesmo salto de maturidade que Vivendo do Ócio teve entre seu primeiro e segundo álbum, ao passo que podemos imaginar que ter seu crescimento registrado em disco seja parte integral da identidade da banda e, talvez, até mesmo a função de sua música.

Não é difícil criar a história de quatro moleques que montam uma banda para fazer um som específico (Indie Rock), provavelmente inspirado pela mesma banda que tantos de sua geração (The Strokes), e tem seu repertório moldado pelo amadurecimento natural de tantos palcos, viagens e estúdios, assim como pelo intercâmbio com tantos outros nomes contemporâneos.

Selva Mundo traz um som mais encorpado, em sintonia com as tendências roqueiras pós-AM e sem hits óbvios (uma escolha corajosa para qualquer banda deste porte) – ao contrário, músicas como A Lista vem para agradar a cheio fãs antigos e novos. A produção de Sanchez e Curumin, dois caras que entendem bem a música brasileira de hoje, rendeu momentos que sabem aproveitar o talento dos músicos e seu sotaque para mostrar sua relevância no cenário em que estão inseridos, como Beira do Mar.

As parcerias com outros nomes vão além dos produtores, tendo participações de Thadeu Meneghini (Vespas Mandarinas), Lirinha e até Pepeu Gomes, o que prova que os meninos já entenderam que são melhores ainda quando bem acompanhados.

Contudo, as letras mostram-se o ponto mais frágil de Selva Mundo, principalmente pela escolha de palavras – que não possuem tanta força quanto o grupo esperava pela maneira com que são organizadas ou pela sua repetição -, assim como as narrativas pecam às vezes pelo óbvio (como em Porrada).

Os pontos falhos não chegam a incomodar, principalmente dentro da perspectiva de amadurecimento que Vivendo do Ócio passa. Selva Mundo prova, além do crescimento, que a banda encontra-se em sua melhor forma justamente em seu primeiro álbum 100% independente, feito através de financiamento coletivo. Acompanhar sua discografia é sorrir pelo que o futuro reserva ao quarteto.



A1 A Espera
(Vivendo do Ócio)
A2 Prisioneiro do Futuro
(Thadeu Meneghini, Vivendo do Ócio)
A3 Prisma
(Lirinha, Vivendo do Ócio)
A4 A Lista
(Vivendo do Ócio)
A5 Beira do Mar
(Thiago Guerra, Vivendo do Ócio)
A6 Carranca
(Adalberto Rabelo, Thadeu Meneghini)
B1 Selva Mundo
(Vivendo do Ócio)
B2 Porrada
(Fernando Ferro, Igor Bruno, Luccas Maia)
B3 Não te Digo Nada
(Martin Mendonça, Vivendo do Ócio)
B4 Amor em Construção
(Fabio Trummer, Pepeu Gomes, Tiago Mago, Vivendo do Ócio)
B5 Salve Salvador
(Vivendo do Ócio)
B6 Batalha do Sono
(Vivendo do Ócio)

sábado, 28 de setembro de 2019

Barão Vermelho - 2 [1983]

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Por Redação SRzd

Segundo disco da Banda, lançado em 1983, apesar de conter alguns clássicos, ainda não tinha feito a banda estourar, mas semeou bem o terreno. O lado A abre com uma Intro que está ligada a Menina Mimada, um blues com uma intepretação bem danada de Cazuza. Um dos grandes clássicos da primeira fase da banda; O Que a Gente Quiser, apesar do tema da letra, não foi composta pelo Cazuza, música simples que aproximava mais a banda ao estilo New Wave do início da década; o mesmo se pode dizer de Vem Comigo, com sua melodia de teclado e levada no melhor estilo Blitz; apesar desse estilo anos 80 que marcava o início da maioria das bandas, o Barão se destacava pelo trabalho de guitarras de Frejat, marcado por influências do blues e do rock dos anos 50, Bicho Humano mostra bem essa ideia, além da interpretação de seu “brow”; por fim, Largado no Mundo, um blues de pegada acústica, bem marcado pela gaita característica do estilo.

O lado B inicia com um clássico visceral, Carne de Pescoço, com um riff matador de Frejat, bateria pesada de Guto Goffi; em seguida uma das músicas mais famosas da banda, Pro Dia Nascer Feliz, canção que marcou a apresentação da banda no Rock in Rio de 85, um hino de esperança em relação a campanha das “Diretas Já”, expectativa essa destruída com a eleição do Sarney e a saída de Cazuza meses depois; Manhã Sem Sonho, de Dé e Cazuza, trás algo bem eletrônico e dançante, liderado pelos teclados de Maurício Barros, e com um belo slap de Dé e da participação de Peninha na percussão, que viria a ser membro da banda nos anos 90 até hoje; já Carente Profissional traz um Riff de guitarra e um refrão bastante forte; o disco finaliza com Blues do Iniciante, uma belíssima balada ao piano.



A1 Intro
(Maurício Barros)
A2 Menina Mimada
(Cazuza, Maurício Barros)
A3 O Que A Gente Quizer
(Frejat, Naila Skorpio)
A4 Vem Comigo
(Cazuza,Guto Goffi)
5 Bicho Humano
(Cazuza, Frejat)
A6 Largado No Mundo
(CazuzaFrejat)
B1 Carne De Pescoço
(CazuzaFrejat)
B2 Pro Dia Nascer Feliz
(CazuzaFrejat)
B3 Manhã Sem Sonho
(Cazuza, Dé)
B4 Carente Profissional
(CazuzaFrejat)
B5 Blues Do Iniciante
(Cazuza, Dé, Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros)

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Barão Vermelho [1982]

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Por Rodrigo Mattar em A Mil Por Hora

Nascido do sonho adolescente de dois fãs do Queen, o Barão Vermelho surgiu nos anos 80 como uma das referências do (re)nascente rock nacional, que ganhou corpo nas garagens e com a energia que é peculiar aos jovens roqueiros, mudou de vez a cara da música brasileira.

Com o grupo formado por Guto Goffi (bateria), Maurício Barros (teclados e sintetizadores), Dé Palmeira (baixo) e Roberto Frejat (guitarra), faltava o vocalista. Léo Jaime foi chamado, fez uma espécie de ‘audição’, mas sua voz não casava com o som do grupo. Ele imediatamente se lembrou de alguém que conhecia das noites do Baixo Leblon.

“Conheço um cara que seria perfeito pra vocês, o Cazuza. Ele adora Janis Joplin, faz teatro no Circo Voador e é filho do João Araújo, presidente de uma gravadora.” E a indicação de Léo Jaime passou no teste.

Nem o perrengue dos primeiros ensaios, passando por um fracassado show na Feira da Providência, desanimou os garotos. Cazuza, que já mostrara ao que viera nos primeiros ensaios – inclusive transformando a letra da primeira música de Guto e Maurício de “Billy João” em “Billy Negão”, começou a mostrar seu talento como poeta e letrista. Cinco anos mais velho que a maioria dos Barões, considerava as letras um pouco ‘infantis’. E teria a chance de mostrar todo o seu talento.

Um certo dia de verão, Ezequiel Neves ouviu a fita demo gravada num Akai de rolo, que era de Cazuza. E simplesmente endoidou, enlouqueceu com o material dos garotos. Escreveu colunas apaixonadas na lendária Somtrês, onde assinava a página Zeca n’Roll. E adotou o Barão para sempre.

Convenceu Guto Graça Mello a levar o Barão para a Som Livre, onde trabalhava como produtor e diretor (inclusive com Cazuza como assistente por algum tempo). O último e mais difícil obstáculo era o próprio João Araújo, pai de Cazuza.

“Podem me acusar de protecionismo”, disse. “Os garotos são ótimos”, rebateu Guto. “Você vai deixar a concorrência contratá-los?”

O argumento foi mais do que suficiente: o Barão foi contratado e, como primeira providência, Graça Mello pediu à banda que mantivesse o astral da fita demo, gravando sem clique eletrônico.

O som cru, quase pueril, daqueles jovens cheios de sonhos, ganhou fãs de imediato. Caetano Veloso, que conhecia Dé Palmeira (então namorando Bebel, a filha de João Gilberto), adorou “Todo amor que houver nessa vida”. Aprendeu a harmonia e, no meio da turnê do disco Uns, num Canecão lotado, tocou a canção que Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, logo reconheceu.

“João, essa música é do Cazuza.”

“Porra, Lucinha! Tá maluca? Como o Caetano vai cantar uma música do Cazuza?”

Ao fim da apresentação, Caetano mandou a letra.

“Gostaram, né? Vão comprar o disco do Barão Vermelho! É do caralho! Os meninos são ótimos e eu adoro as letras do Cazuza.”

O disco não vendeu, mas é marcante. A abertura, com “Posando de Star”, comprou briga com a moribunda Censura Federal, que implicou com a letra que dizia ‘você precisa é dar’. Zeca, escolado com as coisas da ‘índústria pornográfica’, sugeriu a Cazuza gravar ‘você precisa é dar-se’ e cantar a letra original nos shows. Deu certo e a faixa passou.

Cazuza destacou-se não só pelas letras marcantes, mas também como um intérprete que, por vezes, emulava Janis Joplin. Ele deixou isso claro na sensacional “Down em Mim”, com direito a introdução bluesy de Maurício Barros ao piano e um rascante solo de guitarra de Frejat.

O único ‘ponto fraco’ – sem trocadilho algum com uma das faixas do álbum – na opinião do próprio pai de Cazuza, era que o vocalista ‘ciciava’, por um defeito na fala não corrigido na infância/adolescência. Registre-se também que Cazuza falava ‘filiz’ ao invés de ‘feliz’, como em “Por aí”.

Mas isso é irrelevante perto do material que o grupo trouxe em seu disco de estreia e principalmente a poesia selvagem e urbana do vocalista – alvo de admiração de grandes nomes da MPB pelos anos seguintes que o Barão se manteve na ativa com a formação original.

Em 2012, quando o disco foi relançado em versão remasterizada, vieram além das faixas originais do bolachão, o descaralhante reggae “Nós” – que seria gravado em Maior Abandonado, com outro arranjo; “Por Aí” em versão alternativa; a inédita “Sorte e Azar” e “Down em Mim” numa versão inacreditável com Cazuza cantando… em espanhol.

Um disco histórico que vale ser ouvido do princípio ao fim.



A1 Posando de Star
(Cazuza)
A2 Down em Mim
(Cazuza)
A3 Conto de Fadas
(Cazuza/Maurício Barros)
A4 Billy Negão
(Cazuza/Guto Goffi/Maurício Barros)
A5 Certo Dia na Cidade
(Cazuza/Guto Goffi/Maurício Barros)
B1 Rock n’Geral
(Cazuza/Frejat)
B2 Ponto Fraco
(Cazuza/Frejat)
B3  Por Aí
(Cazuza/Frejat)
B4 Todo Amor que Houver Nessa Vida
(Cazuza/Frejat)
B5 Bilhetinho Azul
(Cazuza/Frejat)

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Berro [1997]

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Mais um resgate do nosso colaborador Iluvatar Orozimbo. 

Esse álbum teve produção de Maurício Barros (baixista/tecladista) do Barão Vermelho, além de Ezequiel Neves (produtor do mesmo Barão).


Rodrigo Big - voz
Clower - guitarras, violões e vocais
Tiba Magalhães - bateria
Lancaster - baixo
Daniel Katzenstein - teclados


1 Teu Passado Te Entrega
2 Só Pode Ser Você
3 Conselhos
4 Psicotrópico
5 Descendo A Ladeira
6 As Plantas
7 Namorada Cibernética
8 Flutuar
9 Hollywood
10 A Cobra
11 Borboletas
12 Uszomi

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Minha Fama de Mau [2019]

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Por Renata Nogueira em UOL

As regravações de clássicos de Erasmo Carlos, Roberto Carlos e Wanderléa para a trilha sonora de "Minha Fama de Mau" não ficarão restritas ao filme que chega aos cinemas na quinta-feira (14).

Remasterizadas e com as vozes originais dos atores Chay Suede (Erasmo Carlos), Gabriel Leone (Roberto Carlos) e Malu Rodrigues (Wanderléa), as músicas chegaram ontem aos serviços de streaming.

O disco, que foi gravado antes do início das filmagens e com a presença de Erasmo Carlos, tem 17 faixas. São nove músicas na voz de Chay Suede, seis interpretadas por Gabriel Leone e três por Malu Rodrigues.

No filme, além de cantarem, os atores são acompanhados pela atual banda de Erasmo Carlos, formada pelo maestro José Lourenço (arranjos, órgão Hammond, pianos, harmônica e flauta), Rike Frainer (bateria), Billy Brandão (guitarras, violão e cítara), Pedro Dias (baixo e vocais), Luiz Lopez (violão, voz guia e vocais) e Dirceu Leite (saxes e flautas).

"Queria que as pessoas que assistirem ao filme sentissem a pressão sonora para complementar as alegrias e aventuras que estão rolando na tela. A Jovem Guarda é foda", declara Erasmo Carlos.

O filme "Minha Fama de Mau" retrata desde o início da carreira do Tremendão e sua relação com grandes nomes da música brasileira, como Tim Maia (Vinicius Alexandre).A Jovem Guarda ganha espaço especial na produção, mostrando a relação de Erasmo com Roberto Carlos e Wanderléa.


1. Minha Fama De Mau
2. Festa De Arromba
3. Parei Na Contra Mão
4. Eu Sou Terrível
5. Lobo Mau
6. É Proibido Fumar
7. Prova De Fogo
8. Sentado À Beira Do Caminho
9. Vem Quente Que Eu Estou Fervendo
10. Suzie
11. Meu Anjo Da Guarda
12. Gatinha Manhosa
13. O Calhambeque
14. Devolva-me
15. Pra Sempre
16. Amigo
17. João E Maria

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Cotonete & Di Melo - Atemporal [2019]

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Por Fred Melo Paiva e Pedro Alexandre Sanches em Carta Capital

O cantor pernambucano ressurge em disco com a banda francesa Cotonete e explica a relutância em voltar a cantar o alegre hino black Kilariô


Kilariô/ raiou o dia/ eu vi chover em minha horta/ ai, ai, meu Deus do céu,/ quanto eu sofri ao ver a natureza morta. A tristeza estava inscrita nos versos vivos de Kilariô, de Di Melo, mas a sonoridade do samba-rock era pura alegria. Hoje, aos 70 anos, o cantor e compositor pernambucano do Recife mantém relação conturbada com o maior sucesso popular de uma errática carreira comercial, que ficou interrompida entre 1975, ano de Kilariô, e 2015, quando ele lançou o autorreferente Imorrível. Desaparecido Di Melo nesse ínterim, eram constantes os boatos de que ele teria morrido. Os discos que lançou nesse período passaram completamente despercebidos.

Eram exagerados os boatos. Di Melo ficou na retranca até que, em 2009, ouvidos estrangeiros começaram a prestar atenção nas faixas do antigo LP Di Melo (1975), em que figuravam músicos acompanhantes virtuosos como Hermeto Pascoal, Heraldo do Monte e Geraldo Vespar. O grupo de rap Black Eyed Peas sampleou Di Melo em um de seus discos. Imorrível proporcionou a renascença (quase) comercial, agora aprofundada pelo recém-lançado álbum duplo inédito Atemporal, dividido com a big band francesa Cotonete. Mais uma vez se repete a enfadonha história do artista brasileiro que só renasce das cinzas depois de percebido por ouvidos gringos. Com exemplares de Di Melo vendidos na Europa a 700 euros, veio o documentário em média-metragem Di Melo – O Imorrível, dirigido em 2011 por Alan Oliveira e Rubens Pássaro.

Di Melo explicita a relutância que exibe sempre que lhe pedem para executar Kilariô: “Ela me remete a algumas coisas que foram tristes na minha vida. Quando foi gravada, era para ser uma coisa bonita, mas fui muito sacaneado naquela época. Me surrupiaram de todas as formas, me sacanearam sob todas as normas. Eu nunca falei isso para ninguém, mas sempre que me vem à mente Kilariô surge a cena. No palco ela distribui energia e alegria. É uma música iluminada, abençoada, mas só quem vive é que sabe e sente, não é? Aconteceram coisas imperdoáveis, que me trouxeram até aqui”. A sombra de tristeza aparece e logo é espantada pelo homem-alegria que Di Melo aparenta ser. Clareou, raiou o dia.

O compositor guarda 12 inéditas em parceria com Geraldo Vandré

Antes da estreia em disco e da relativa fama, Di Melo (ou Boby d’Melo, como Roberto de Melo Santos assinava no princípio) foi guardador e lavador de carros no Recife. Mudou-se para São Paulo em 1968 e, já engrenando na carreira artística, viajou para trabalhar em Tóquio, no Japão, onde Kilariô foi composta. De volta a São Paulo, foi levado pela cantora de bossa negra Alaíde Costa ao mítico bar Jogral, onde passou a se apresentar como número de abertura. O sucesso veio com o LP que, além de Kilariô, trazia títulos de grande expressividade, agridoces, como A Vida em Seus Métodos Diz Calma, Conformópolis e Se o Mundo Acabasse em Mel.
DI MELO TEVE UMA CARREIRA INTERROMPIDA POR 40 ANOS, E ACABA DE LANÇAR O ÁLBUM INÉDITO ATEMPORAL. (FOTO: ACERVO PESSOAL)
A cidade acorda e sai pra trabalhar/ na mesma rotina, no mesmo lugar (…) ela então desperta, ela tenta gritar/ contra o que lhe aperta e que lhe faz calar/ mas ela, deserta, começa a chorar, canta em sotaque nordestino o tango soul Conformópolis, metáfora de um Brasil que teima em se perpetuar. Vai com calma, você vai chegarvem na contramão à inspirada A Vida nos Seus Métodos Diz Calma. Nessa época, Di Melo passou a ter sucessos gravados por nomes mais ou menos black power, como Jair Rodrigues (Paspalho) e Wando (Volta), este em fase samba-rock, pré-romântica.

“O disco da Odeon estava tocando, tudo que puseram na rua vendeu”, Di Melo relembra a primeira rodada de glória. “Fui receber o trimestre de direito autoral, vieram 11 cruzeiros. Fiquei desencantado, me senti dando murro em ponta de faca, assinando atestado de imbecil. Aí saí de cena, fui para as praias, não levei o som mais a sério, fiquei curtindo, batendo viola em praia. Mas nunca parei de cantar e compor.” No documentário, ele fala sobre esse período: “Quando você é jovem, acha que para você o mundo não vai acabar nunca. Mulher, bebida, noites, farras. Você se perde”.

Di Melo filosofa sobre o que foi e o que poderia ter sido: “Não fico chateado porque a vida foi ingrata comigo. Se eu tivesse a cabeça que tenho hoje, eu teria dado seguimento. Mas eu era muito jovem e decidi sair do lodaçal. Quando a coisa tem que ser, você persegue ela durante uma periodicidade e depois ela passa a te perseguir”.

Antes que Kilariô passasse a persegui-lo, houve, nos anos 1980, o encontro de Di Melo com o homem para sempre perseguido por Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores (1968). Na semiclandestinidade (de ambos), conheceu o paraibano Geraldo Vandré, com quem, revela agora, compôs 12 canções, suficientes para um álbum inteiro Di Melo-Vandré. Uma delas, a latina Canta Maltina, foi apresentada no disco Imorrível, e se vale de um idioma inventado, latino-indígena-brasileiro. Outra, Linhas de Alinhar, de acento nordestino, vem à luz no novo Atemporal. “A priori imaginei que Vandré quisesse que eu desse sequência ao trabalho dele”, conta. “Ledo engano, ele queria passear. Gostou de mim porque eu estava cantando uma música muito poderosa. Ele achou que eu poderia dar essa sequência, e eu também imaginei que isso fosse rolar. A gente saiu viajando, fomos num Galaxy para a Paraíba, para o Paraguai.”
A CANTORA ALAÍDE COSTA LEVOU DI MELO AO BAR JOGRAL, E COM GERALDO VANDRÉ GRAVOU PARCERIAS. (FOTO: ACERVO PESSOAL)

Linhas de Alinhar evidencia o que já sabia quem ouviu o Di Melo de 1975: para lá de um artista suingueiro de black music, Di Melo ostenta poderosa veia brasileira, nordestina, pernambucana. Misteriosa e narrada por alguém “farto da angostura”, a canção fala de uma “explicação que não houve, não há, nem haverá”, e de um “clima que apavora nessa estrada tão escura”. Linhas de Alinhar é exemplo perfeito daquilo que Di Melo diz sobre as próprias canções: “Qualquer música minha tem nexo e tem plexo, não só sexo”. No embalo, o intérprete de Conformópolis critica o estado das coisas: “A música está resumida a peitos e bundas. É triste, é dolorido, porque você trabalha, trabalha, trabalha e não tem usufruto do teu trabalho”.

“Qualquer música minha tem nexo e tem plexo, não só sexo”

A sombra triste reaparece quando é hora de falar do Brasil atual. “Temos tudo pra ter tudo. Temos amianto, bauxita, prata, ouro, cobre, manganês, zinco. Mas não vira, não vira, e não vai virar nunca. É tudo muito difícil. Às vezes você levanta o pé pra dar um passo pra frente e sente dando dez passos pra trás.” A vida, ele admite, segue difícil e distante dos métodos da calma: “A coisa chegou num momento crucial. Eu olho pro lado e não vejo ninguém feliz, ninguém satisfeito. Todo mundo reclamando. Está difícil pagar as contas. As pessoas estão cada vez mais perdendo tudo que conseguiram na vida. É só problema, problema, problema, problema. Não vejo ninguém apontando muita solução, é desesperador. Às vezes você quer conseguir andar e está ali brecado, no freio de mão. É tudo muito estranho, errado, truncado”.

O álbum com o Cotonete (que em 2017 gravou um disco com outra brasileira, a paranaense Simone Mazzer) é o antídoto de Di Melo para as previsões mais sombrias (“liberar armas não é solução, e daqui para frente vai piorar cada vez mais”). Entre as oito canções, há uma regravação alegre-e-triste de Kilariô. Para explicar a contradição e a relação de amor e ódio com Kilariô, Di Melo se vale de uma antiga composição do paraense Billy Blanco, Canto Chorado (1968). “Nunca vi uma coisa tão certa (declama): o que dá pra rir dá pra chorar/ questão só de peso e medida/ problema de hora e lugar”, gargalha.


A1 Papos Desconexos (Part. 1)
A2 Papos Desconexos (Part. 2)
A3 A.E.I.O.U. (Album Mix)
B1 Muhler Instrumento (Part. 1)
B2 Muhler Instrumento (Part. 2)
C1 Canto Da Yara
C2 Kilario (2019 Version)
D1 Linhas De Alinhar
D2 Verso E Prosa

sábado, 24 de agosto de 2019

Barão Vermelho - VIVA [2019]

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O Barão Vermelho iniciou nesta sexta-feira (16) uma nova fase ao disponibilizar para as plataformas digitais um álbum de inéditas que leva o nome de Viva.

Trata-se de um trabalho emblemático da veterana banda de rock nacional, já que é o primeiro em 15 anos e marca a estreia de Rodrigo Suricato como vocalista. Ele já ocupa a vaga de Frejat desde 2017, mas é a primeira vez que um disco do Barão sai com a voz dele.

Viva, como o título sugere, é um trabalho que busca celebrar a vida e também a trajetória da banda, que mais uma vez precisou se reinventar após perder um vocalista. Sobre a sonoridade, o grupo não deixou de lado os elementos sonoros característicos da era Frejat, em faixas nas quais os vocais de Suricato encaixam-se perfeitamente e, em certos momento, fazendo lembar o antigo vocalista.

O disco foi gravado nos estúdios Toca do Bandido e Estúdio 2, no Rio de Janeiro e é assinado por Maurício Barros (teclado), Guto Goffi (bateria) e Fernando Magalhães (guitarra).


1. Eu Nunca Estou Só
2. Por Onde Eu For
3. Jeito
4. Tudo por Nós 2
5. Um Dia Igual ao Outro
6. Vai Ser Melhor Assim
7. Castelos
8. A Solidão Te Engole Vivo
9. Pra Não Te Perder

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Sérgio Sampaio - Cruel [2006]

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Por Marcelo Augusto D’Amico em Jornal CGN


Nome Completo: Sérgio Moraes Sampaio Nome Artístico: Sérgio Sampaio
Nascimento: 13 de abril de 1947 Natural de: Cachoeiro de Itapemirim/ES
Falecimento: 15 de maio de 1994, na cidade do Rio de Janeiro.

Muito se perdeu sobre Sérgio Sampaio, e mais ainda se perderia sem o empenho de Rodrigo Moreira (autor da biografia), Sérgio Natureza (amigo e parceiro de Sérgio), Zeca Baleiro (que recuperou material inédito), Charles Gavin (que realiza a recuperação de obras nacionais esquecidas pelas gravadoras) entre outros. Nascido na mesma cidade que Roberto Carlos (cidade onde foi muito mais visto que seu conterrâneo, “O Rei”), mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro aos vinte anos. Boêmio por natureza, chegou a passar fome na cidade maravilhosa, dormir na rua e outras coisas mais. Mas sua sorte começou a mudar, quando certo dia entrou na gravadora CBS, e mostrou suas músicas para o então produtor, um tal de Raul Seixas. De imediato, Raulzito viu em Sérgio Sampaio uma promessa para a música brasileira, e ele estava certo. Gravou um compacto e foi contratado como músico da gravadora.

Em 1971, Raulzito e Sérgio Sampaio, acompanhados de Edy Star e Miriam Batucada, gravaram o antológico “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez”. Naqueles dias, o Brasil era obrigado a engolir a Ditadura, e em 1972, no Festival Internacional da Canção, surge “Eu quero é botar meu bloco na rua”, defendida pelo próprio autor no palco, acompanhado apenas de seu violão. Sua canção não venceu o festival, mas o compacto vendeu assustadoramente bem. Era como se Sérgio dormisse boêmio e anônimo e acordasse como o maior cantor do país. Mas com a melhora financeira, veio também o aumento intenso da vida noturna.

O brilhante compositor também teve suas mágoas, pois seus discos venderam abaixo do esperado. O público parecia gostar apenas de um “Bloco”. Sampaio era intransigente quanto a pressão das gravadoras, que tentavam tornar suas músicas prontas para o consumo imediato, e não se iludia com a mídia que tentava transformá-lo em um novo “Roberto Carlos”. Estes fatores, somados a intensa vida boêmia, alcoólica e entorpecida do cantor, fariam-no desaparecer de cena a partir de 1982, quando lançou seu terceiro e último LP, de forma independente.

A verdade é que em suas composições, Sérgio alfinetou grandes nomes como Roberto Carlos (Meu Pobre Blues), a indústria musical brasileira (Cantor de Rádio), ao mesmo tempo em que gravou com Altamiro Carrilho, teve arranjos de João de Aquino, foi gravado por Erasmo Carlos, tem parcerias com Sérgio Natureza, gravou com Luiz Melodia, dividiu vocais com Jane Duboc, trabalhou com Roberto Menescal, ganhou troféu imprensa de Silvio Santos, fez show com Jards Macalé, Dona Ivone Lara e Xangai, entre tantos outros feitos notórios.

Em 2007, ano em que completaria 60 anos, na então conhecida cidade-natal do “Rei Roberto”, não houveram passeatas, nem festejos, não possui uma rua ou praça com seu nome e nem teve um único evento que lembrasse a data, a não ser um breve comentário numa festividade feita para homenagear o carioca Vinícius de Moraes. Seja em Cachoeiro ou em qualquer outra cidade brasileira, ouve-se muito mais o adjetivo “maldito da MPB” do que qualquer outro, quando se referem a Sérgio Sampaio. Os próprios conterrâneos parecem querer apagá-lo da história

Mas em 1993, quando declarou ter parado com as bebidas, o compositor trazia planos consigo. Começava a apresentar uma lista de 50 canções, das quais escolheria o repertório do CD “Cruel”, que seria lançado pelo selo paulista “Baratos afins”, projeto que ficou inacabado por conta de sua morte, no ano seguinte. Este projeto foi retomado por Zeca Baleiro, quando conheceu a ex-mulher de Sampaio, Ângela, e ganhou dela uma fita contendo músicas inéditas. Após isso, ele começa a buscar por outras gravações inéditas e faz a recuperação dos respectivos áudios, material lançado no CD “Cruel”, em 2006, que traz violão e voz original com Sérgio Sampaio, e arranjos de acompanhamento, trazendo músicos como Bocato, entre outros. Eu, autor destas palavras, que desconhecia este disco, ouvi todas as músicas antes de escrever este artigo, e confesso-lhes que tímidas lágrimas desceram em meu rosto, diante de tamanho brilhantismo e maturidade musical que Sérgio Sampaio havia atingido, num trabalho que jamais seria conhecido sem o empenho dos já citados, além de outros que colaboraram com o projeto.

Para finalizar esta pequena homenagem, gostaria de lamentar a grande maioria dos artigos que li a respeito de Sérgio Sampaio, onde alguns chegam a dizer que ninguém mais do que ele merecia ser chamado de “maldito”. Alguns jornalistas, do presente e do passado, continuam produzindo “blocos” de lama, julgando muito mais pejorativamente, do que propriamente dando-se ao trabalho de conhecer a fundo sobre o que escreve. Por tudo isso, deixo uma pergunta: quem é cruel?


Músicas:

1 – Em Nome De Deus
2 – Roda Morta
3 – Polícia Bandido Cachorro Dentista
4 – Brasília
05 – Magia Pura
6 – Rosa Púrpura De Cubatão
7 – Muito Além Do Jardim
8 – Real Beleza
9 – Pavio Do Destino
10 – Quero Encontrar Um Amor
11 – Quem É Do Amor
12 – Cruel
13 – Uma Quase Mulher
14 – Maiúsculo

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Sérgio Sampaio - "Sinceramente" [1982]

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Por Thalita Pires em Rede Brasil Atual

Talvez você nunca tenha ouvido falar no cantor e compositor Sérgio Sampaio. Ou então só ouviu falar do maior sucesso dele, “Eu quero botar meu bloco na rua”, que é também o nome do primeiro disco, lançado em 1973. Em 1976, ele gravou “Tem Que Acontecer” e, em 1982, seguiu o modelo da produção independente, e colocou no mercado “Sinceramente”. Porém, desde então, ele descobriu como a música brasileira pode ser cruel. Caiu em profundo ostracismo e morreu em 1994, sem lançar o tão sonhado quarto álbum, “Cruel”, que só veio à tona em 2006 por insistência de Zeca Baleiro, que o produziu e lançou pelo selo Saravá Discos, o mesmo que relança agora o terceiro trabalho.

A premonição do que aconteceria já se manifestava na ótima faixa de abertura, “Homem de Trinta”: “Quase que eu fui pro buraco, / Por pouco não fui morar no porão, / Dancei, mas não sei não, / Tive cuidado de ter os pés / Quase sempre no chão / E a cabeça voando / Como se voa na imaginação”. Porém, a obra-prima é mesmo “Nem Assim”, que faz uma fantástica caricatura da mulher abandonada: “Pode inventar mentiras e até publicar, Que eu não sirvo mesmo pro amor, / Que eu sou um narcisista e mau compositor /… / Pode fazer comício nas praças do Rio / Em nome da dignidade da mulher, / Mostrar pra todo mundo as marcas / Que eu não fiz, /… / Você pode dizer o que quiser de mim… / Nem assim”. Espécie de complemento é “Faixa Seis”: “Você hoje pra mim / É a faixa seis / Do lado ‘B’ / Do meu último elepê / Aquela que o programador de rádio nunca toca / Aquela que o divulgador do disco evita / Aquela que fica espremida entre a quinta… /A quinta faixa e o final da fita”.

Ao escutar o álbum, é possível reconhecer a injustiça cometida pela indústria fonográfica voraz que não reconhece a força de boleros como “Tolo Fui Eu”, por exemplo, é arrasador: “Tolo fui eu / Quando em vão quis lhe dar meu amor / Que você nem sentiu, nem ligou / Mas aí pude ver meu valor, / Compreender que a razão de viver / É maior do que ter ou querer / Se você não quis ser minha razão, / Tola você”. O tormento segue na desbragada “Só Para o Seu Coração”, que parece um misto de Caetano Veloso com Eduardo Dussek.

A produção independente fica clara ao se saber que ele contou com a ajuda da família da esposa, Angela Breitschaft. O pai dela bancou o disco e o irmão Paulo fez as fotos da capa em Teresópolis. Certamente, eles não se arrependeram ao escutarem uma canção de extrema força dramática, como “Essa Tal de Mentira”: “De novo recomeçar, / Outra vez acreditar, / Compor, escrever, cantar, / Por música no ar…”. Tem um quê de Gonzaguinha e poderia – se é que não o fez – muito bem ter influenciado Chico César no modo de cantar. Mas nem tudo é tão desesperado. A prova é a animadinha “Meu Filho, Minha Filha”.

O único parceiro de Sérgio Sampaio nesse álbum é Sérgio Natureza, na balada “Cabra Cega”, que é sublime, graças ao saxofone tocado por Oberdam Magalhães e à letra que remete ao delírio coletivo e aos discos voadores. Nada mais setentista. A influência de Caetano Veloso também é nítida. Já Luiz Melodia participa do samba em homenagem a ele, “Doce Melodia”. Mas a proposta do álbum fica explícita mesmo é na faixa-título: “Não há nada mais bonito / Do que independente / E poder se conquistar, / Sair, chegar, / Assim tão simplesmente /… / Não há nada mais sozinho / Do que ser inteligente / E poder cantarolar, / Errar, desafinar / Assim sinceramente”.


A1 Homem de Trinta
(Sérgio Sampaio)
A2 Na Captura
(Sérgio Sampaio)
A3 Tolo Fui Eu
(Sérgio Sampaio)
A4 Só Para O Seu Coração
(Sérgio Sampaio)
A5 Essa Tal de Mentira
(Sérgio Sampaio)
B1 Meu Filho, Minha Filha
(Sérgio Sampaio)
B2 Cabra Cega
(Sergio Natureza, Sérgio Sampaio)
B3 Sinceramente
(Sérgio Sampaio)
B4 Nem Assim
(Sérgio Sampaio)
B5 Doce Melodia
(Sérgio Sampaio)
B6 Faixa Seis
(Sérgio Sampaio)

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Sérgio Sampaio - Tem Que Acontecer [1976]

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Visto como um gênio maldito, Sergio Sampaio não teve todo reconhecimento que merecia em vida, mas dia após dia a sua obra conquista mais e mais fãs. Temos a honra de relançar pela primeira vez em vinil o álbum Tem Que Acontecer (1976), o segundo disco da vida de Sergio, considerado por muitos a sua grande obra-prima.

Após o sucesso estrondoso da faixa “Eu Quero é Botar Meu Bloco Na Rua”, de 1972, Sergio saiu do anonimato para a fama. Porém, o artista capixaba sempre foi avesso aos interesses da indústria musical e não demorou para se afastar do mainstream no qual estava se inserindo. Seu segundo LP, Tem Que Acontecer, foi feito na extinta gravadora Continental e o renomado violonista João de Aquino foi o principal responsável pela produção do álbum.

Segundo ele, esse álbum é uma obra-prima gravada no Studios Level, o melhor estúdio do Rio de Janeiro de então, com os melhores instrumentistas de música brasileira da época:

– Não botei o pessoal mais contemporâneo. Chamei a nata de músicos aqui do Rio de Janeiro. Altamiro [Carrilho], Maurício Einhorn, Paschoal Meirelles, o trio Marçal, Luna e Eliseu, Laércio de Freitas… Músicos que eram completamente diferentes do mundo do Sergio.

Apesar da sua sonoridade primorosa, experimental e popular, e de contar com faixas que acabaram se tornaram grandes clássicos de Sampaio, como “Tem Que Acontecer”, “Que Loucura” e “Cada Lugar Na Sua Coisa”, esse álbum demorou para ser entendido. Hoje, é um disco lendário cuja versão original é caríssima e muito difícil de ser encontrada. Através do NOIZE Record Club, essa joia da música brasileira poderá estar na sua coleção.



A1 Até Outro Dia
(Sérgio Sampaio)
A2 Que Loucura
(Sérgio Sampaio)
A3 Cada Lugar Na Sua Coisa
(Sérgio Sampaio)
A4 Cabras Pastando
(Sérgio Sampaio)
A5 Velho Bode
(Sergio Natureza, Sérgio Sampaio)
A6 O Que Pintar, Pintou
(Maestro Raul G. Sampaio)
B1 A Luz E A Semente
(Sérgio Sampaio)
B2 Quanto Mais
(Sérgio Sampaio)
B3 Tem Que Acontecer
(Sérgio Sampaio)
B4 Quatro Paredes
(Sérgio Sampaio)
B5 O Filho Do Ovo
(Sérgio Sampaio)
B6 Velho Bandido
(Sérgio Sampaio)

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Som Nosso de Cada Dia - Mais Um Dia [2019]

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Eis que depois de algum tempo da volta aos palcos, o Som Nosso de Cada Dia finalmente lança um álbum de inéditas. Bora pressionar o play nesse swingado.


1 Homem Víbora
2 Ficou no Ar
3 Tempos Difíceis
4 Black Rio
5 Mais um Dia
6 Firmeza Total
7 Lixo Per Capita

sábado, 10 de agosto de 2019

Gustavo Guerra - Nada Era A Favor [2013]

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Gustavo Guerra, nascido na cidade de Curitiba - Paraná, músico profissional há 19 anos. Começou seus estudos de guitarra aos 7 anos de idade com o seu eterno mestre, seu pai, Buby Guerra, ex-integrante da banda Aquarius Band, com quem aprendeu os fundamentos essenciais. 

Hoje atua com aulas, shows, gravações, produções e workshops. Sucesso no YouTube desde 2006 com mais de 13 milhões de acessos em seus vídeos com performances virtuosas.

Foi eleito em 2008 como melhor guitarrista no disputadisso concurso Guitar Idol.

Endorser de várias marcas consagradas no mercado nacional e internacional.

Em 2008 foi capa da conceituada revista cover guitarra,onde segundo o editor Chefe Regis Tadeu, foi uma das revistas mais vendidas.

Em 2009 foi convidado por um dos seus patrocinadores internacional a Native Instruments para se apresentar na Namm Show em L.A.

Em 2011 lança seu primeiro álbum Solo, intitulado: "Nada era a favor" em homenagem ao seu pai , Buby....



1 Na Veia
2 Sunset 1030
3 Big Foot
4 Quem Sabe Algum Dia
5 My Wife
6 Oxygen
7 A Casa Caiu
8 Dadiva
9 Que Nenas Sos Vos
10 Nada Era A Favor
11 Lobos Não Tomam Água

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Harppia - 3.6.9. H.A.A.R.P. [2017]

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Por Harppia no site oficial

Este pode ser considerado um dos álbuns de Heavy Metal Nacional mais aguardado de 2017. Quarto álbum da lendária banda Harppia, brinda os fãs com músicas com muita melodia, muito peso e qualidade musical que é a marca registrada da banda. Liderada por Tiberio Luthier, baterista que gravou todos os álbuns anteriores ( A Ferro e Fogo em 1985, SETE em 1987, Harppia´s Flight em 1996) , a banda optou por gravar pouquíssimos álbuns, porém com muita qualidade, com músicas com riffs, melodias e arranjos marcantes, que se tornem clássicos do Metal por muitos anos.

Em 2017, a banda completa 34 anos de estrada, entre muitos desafios e batalhas vencidos um por um sempre com o Tiberio à frente. A banda conta com Tiberio Luthier na bateria, Aya Maki na guitarra, Eric Bruce nos vocais e Joey Fernandes no baixo. 


Faixa 1 – 3.6.9. H.A.A.R.P

3.6.9. São números chaves que detêm a chave da compreensão dos mistérios do universo , segundo Nikola Tesla. H.A.A.R.P. significa Highier Frequency Active Auroral Research Program (em português: Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência), um conjunto de antenas criadas por um barão do petróleo utilizando as teorias e experimentos de Tesla. Os governos de diversas partes do mundo tem usado este complexo de antenas para manipular os climas e forças das naturezas pelo mundo como terremotos, maremotos, furacões e até mesmo as mentes humanas, criando assim armas geofísicas, para subjugar governos menos favorecidos ou forçar alianças ou acordos entre países "aliados". Muitos acham que é só uma teoria da conspiração mas existem muitos depoimentos e estudos de cientistas renomados e independentes confirmando sua existência. Esta primeira música do CD é que dá o nome ao álbum, um instrumental que traz o ouvinte a reflexão e despertar a consciência para a real ameaça que esse projeto representa. 


Faixa 2 – BLACK JOE

BLACK JOE conta a história do Jack Estripador já da visão atual, pois todos nós(o mundo inteiro) já sabemos quem ele é. Só não colocamos o nome da música de Jack Estripador pois já existem muitas com o mesmo título. Faixa 3 – HARPPIA 2.0 HARPPIA 2.0 é uma música instrumental que nasceu de uma Jam. Aya desenvolveu o tema quando entrou na banda, em seguida, o Tibério aprimorou arranjo colocando elementos que tornaram a música bem Harppiana. Tornou-se nossa música de abertura nos shows. Faixa 4 – BLACK ANGEL Black Angel é uma balada pesada que conta a história de uma prostituta, negra e linda que poderia ter seguido a carreira de modelo, mas como veio da pobreza , foi enganada e aliciada para a prostituição até que encontra um cliente que acaba se apaixonando por ela e quer leva-la e constituir uma família com ela. 


Faixa 5 – CAVALEIRO DE FOGO A música CAVALEIRO DE FOGO conta história de um guerreiro que se prepara para a guerra. Na verdade é uma fábula onde a interpretação pode ser livre. Você pode entender como um cavaleiro ou um deus se preparando para seguir sua senda para a libertação. 


Faixa 6 – BALADA

Originalmente ela foi gravada no disco SETE. Esta música tem servido de trilha sonora , inclusive no documentário Brasil Heavy Metal, em homenagem às pessoas queridas que partiram (faleceram). Durante os últimos shows, muitos fãs nos pediram para que a incluísse no repertório. Resolvemos regrava-la, com a produção de Flávio Gutok , ex-guitarrista do Harppia, pois numa conversa informal entre nós ele disse que não tinha ficado satisfeito com o resultado do disco SETE. E aí vocês podem conferir o resultado final. 


Faixa 7 – PROFECIA

Ela foi gravada ao vivo na extinta casa de shows Pirilampus Rock Bar, em Sorocaba. Não temos a data certa pois tocamos muitas vezes lá. Depois fizemos overdubs em um estúdio caseiro. A música é autoria de Hélcio Aguirra, fundador e ex-guitarrista do Harppia que infelizmente não está mais entre nós. Incluímos esta musica como homenagem a ele. Esta música era para ter entrado no primeiro disco "A Ferro e Fogo", mas como ainda se usava fita, e ela acabou no meio da gravação, Profecia ficou de fora. 


Faixa 8 – BEM VINDO AO INFERNO

Ela é uma música incidental, que era usada de trilha sonora antes dos shows do Harppia no final dos anos 80. Muitos fãs da época viviam perguntando sobre ela. Ela é literalmente uma viagem ao inferno onde você ouve uma música misteriosa e tenebrosa entre gemidos, gritos, choros de bebê e risadas de bruxas. É uma jornada para escutar em quarto escuro com aditivos da sua escolha.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Stress - Devastação [2019]

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1 Devastação
2 Fogo E Fúria
3 Soldados Da Fé
4 Motorocker, A Lenda
5 Mundo Cão
6 Sintonia
7 Anjo Perdido
8 Heavy Metal É A Lei
9 Coração De Metal
10 Brasil Heavy Metal
11 BHM Sinfonia

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Hélio Delmiro - Chama [1984]

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A1 Folha Morta
A2 Cerrado
A3 Ad Infinito
A4 Emotiva N°3
B1 Mulher Rendeira
B2 Quarto Minguante
B3 Tua
B4 Chama


Ficha técnica AQUI.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Hélio Delmiro - Romã In Concert [1991]


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A pedido do colega Raul segue esse belo álbum.


A1 Espada De Fogo
A2 Inaiá
A3 Paz No Coração
A4 Carrousel
B1 Caravan
B2 Romã
B3 Só Saudade
B4 Autumn Leave

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Eumir Deodato - Samba Nova Concepção [1964]


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A1 Samba No Congo
A2 Adriana
A3 Estamos Aí
A4 Carnaval Triste
A5 Nanã
A6 Straits Of McClellan
B1 Capoeira
B2 Sonho De Maria
B3 Samba A
B4 Amor De Nada
B5 Coisa Nº 1
B6 A Morte De Um Deus De Sal

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Labirinto - Divino Afflante Spiritu [2019]

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Por Fabio Melo em Groud + Cast

Conheço o Labirinto tem pelo menos uns quatro anos para mais e sei o quanto eles se esmeram muito em trazer sempre o melhor resultado possível para suas canções. Iniciando com o post-rock, gradualmente foram abraçando o metal e pode-se dizer, sem nenhuma dúvida, que este disco representa o lado mais metal que a banda poderia abraçar.

Comparado com Gehenna, seu predecessor, Divino Afflante Spiritu é menos atmosférico e mais pesado, mais denso, com camadas de música e uma sonoridade que vai do sludge mais sujo ao psicodélico, em harmonias cheias de angústia e dor, que resumem a atmosfera dessas músicas. Este nome, aliás, não poderia ser mais interessante, pois trata-se também do nome da encíclica papal escrita pelo papa Pio XII, que pedia uma revisão da bíblia a partir de seus textos originais, não se valendo mais da tradução para o latim. Este nome, em tradução livre, significa “Inspirado pelo Espírito Santo” e este espírito traz à tona toda a série de pensamentos sombrios e tétricos. Destaca-se, mais do que nos álbuns anteriores, a percussão, que tem uma importância maior que as guitarras e ajudam a colocar todos estes elementos em harmonia.

Agnus Dei abre esta obra com uma bateria muito forte e também marca a participação de Elaine Campos nos vocais (ex-Abuso Sonoro e atualmente no grupo Rastilho)), cuja voz traz toda a violência do crust punk / hardcore, que lembra um bocado o Ragana, mas com mais velocidade e ódio. Os sinos dobram a marcam o começo da segunda faixa, Penitência, que tem uma forte presença de música psicodélica e se parece muito com o que foi apresentado no disco anterior, com toda a tristeza de uma música épica e majestosa. A presença do sludge fica ainda maior quando começa Eleh Ha Devarim, música que dá para sentir o peso das guitarras e da bateria, ambos dentro de escalas pouco convencionais, complexas, mas que não te exigem enquanto ouvinte para apreciar este som.

Demiurge é uma música com um ar mais atmosférico, para depois entrar com uma excelente combinação de instrumentos, com muito destaque para a sempre excelente bateria. É uma das faixas mais melódicas, com linhas mais diretas, mas não menos complexas e uma ambientação de sintetizadores que te transportam para uma viagem dentro do lado mais sombrio do ser humano. O momento de calmaria fica com Vigília e seus corais fantasmagóricos, servindo como introdução para Asherdu e seus solos de guitarra bem construídos, numa levada que te ambienta em um cenário de desespero e sofrimento. Para encerrar de forma monumental, a faixa-título Divino Afflante Spiritu resume e sintetiza muito bem todas as outras músicas, sendo a música mais triste, mais sombria e mais densa de todo o álbum, com uma intensidade que ao vivo deve ser algo para ser sentido enquanto se ouve, contando com uma oração no meio da música.

A produção ficou a cargo de Magnus Lindberg, guitarrista e percussionista do Cult of Luna, o que contribuiu bastante para a pegada mais melódica e épica. No geral, nota-se que, ao abraçar o metal como sonoridade, o grupo conseguiu atingir um grau de excelência que coloca todos eles no mesmo nível de grandes bandas internacionais. Divino Afflante Spiritu é acessível para quem não é um grande fã do post-metal, assim como também agrada quem procura por alguma coisa que fuja do convencional.


1. Agnus Dei
2. Penitência
3. Eleh Ha Devarim
4. Demiurge
5. Vigília
6. Asherdu
7. Divino Afflante Spiritu

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Sérgio Benchimol - Ciclos Imaginários [2007]

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1 Terral-II
2 Oregon Mountains
3 Daqui Prali
4 Deposis Da Praia
5 Shadow Valley
6 Ciclos

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Sérgio Benchimol - A Drop In The Ocean, An Ocean In A Drop [2004]

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Este é o primeiro trabalho da carreira-solo de Sérgio Benchimol, guitarrista, tecladista e saxofonista das bandas Semente e True Illusion. A banda que toca neste CD, formada por músicos com bagagem progressiva e jazzística, demonstra muito entrosamento e segurança na execução das músicas. O produção deste CD é um trabalho em conjunto de Sérgio Benchimol, David Ganc (que assina todos os arranjos de sopros e violoncelo) e Fabrízio de Francesco. A gravação e masterização foram feitas no Estúdio Overseas e a capa e o encarte são de autoria de Daniel Geller. 

Na verdade o CD começou a tomar forma em 2.001, quando Benchimol redescobriu composições antigas e começou a rearranjá-las com Ganc, logo após o reencontro dos mesmos para os show das bandas Semente e True Illusion no Rio de Janeiro, no Museu Nacional de Belas Artes, na ocasião das comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil. 

O CD segue um conceito de dualidade herança da época do vinil), como já demonstra o título. Basicamente divide-se em duas partes. A primeira (o lado A) é um pouco mais “leve”, onde predom

inam piano e violão, com presença constante de bateria, flauta, violoncelo, percussão e oboé. O mellotron e o saxofone aparecem em alguns solos e bases. Vai até a oitava música. A segunda parte já é um pouco mais pesada, com uma fusão perfeita de rock e jazz. Guitarra, moog e saxofone juntam-se à bateria, com andamentos e compassos complexos, lembrando um pouco a escola britânica Canterbury dos anos 70, com leves toques de jazz. Enfim, o CD é uma fusão perfeita de rock, jazz, folk (atenção para 49a porta, com bandorim, flauta e guitarra) com espaço para alguns improvisos. 


1 Terral
2 Jonelas Do Ceu
3 Memorias De Viagens
4 Bamibdar
5 Toca Da Cigarra
6 Bossa Rio Jazz Walz
7 Jardim Dos Delicias
8 Maracatu
9 Maria
10 The Hunt
11 Falling Times
12 Exodus
13 A Drop In The Ocean
14 A Rocha E O Mar
15 Unpack Bagus
16 Estrelas Do Amanhecer
17 49 Porta
18 Carrossel
19 The Last Call