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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Eumir Deodato - Samba Nova Concepção [1964]


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A1 Samba No Congo
A2 Adriana
A3 Estamos Aí
A4 Carnaval Triste
A5 Nanã
A6 Straits Of McClellan
B1 Capoeira
B2 Sonho De Maria
B3 Samba A
B4 Amor De Nada
B5 Coisa Nº 1
B6 A Morte De Um Deus De Sal

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Deodato - Night Cruiser [1980]

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A1 - Night Cruiser
(David Bravo, Eumir Deodato)
A2 - East Side Strut
(Eumir Deodato, Sergio Dias, Van Gibbs)
A3 - Skatin'
(David Bravo, Renaud White)
B1 - Uncle Funk
(Eumir Deodato, Jamil Joanes)
B2 - Love Magic
(David Bravo)
B3 - Groovitation
(Eumir Deodato)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eumir Deodato - Deodato 2 [1973]

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Por Eduardo Rodrigues em Boca Fechada

Eumir Deodato é um dos muitos injustiçados da música brasileira. Muito mais conhecido nos Estados Unidos do que no Brasil, é considerado um dos principais arranjadores e produtores dos anos 60 e 70, chegando a trabalhar nesse período com Frank Sinatra e Vinicius de Moraes e adaptando à um gênero mais popular, algumas obras clássicas, como “Assim Falava Zaratrusta” do compositor alemão Richard Wagner. Na década de 70 mudou-se paras os Estados Unidos e seu trabalho se voltou mais para o estúdio, produzindo nomes como Kool in the Gang e Earth Wind & Fire. Na década de 90 também produziu outro nome importante da música mundial, a cantora islandesa Bjork.

No Brasil, fez parte do movimento da bossa nova e quando mudou-se para os EUA em fins da década de 60, suas produções alcançaram novos voos. Uma dessas alçadas é Deodato 2, disco lançado em 1973 e que conta com a participações de nomes de peso como o baixita Stanley Clark e o guitarrista John Tropea. O disco é uma espécie de continuação de Prelude, do ano anterior, pois a concepção e idéias colocadas nas composições de outros artistas, e que fazem parte dos dois álbuns são na linha do funk, soul, jazz e música orquestrada. Influências e referências que estiveram por toda a carreira de Eumir Deodato dentro da música popular mundial. Esse era um disco que tinha tudo pra se tornar chato, virtuose, mas nota-se a grande sensibilidade das composições e arranjos, com certeza infliuenciados pelo auto didatismo desse grande musico.


A1 - Nights In White Satin
(Justin Hayward)
A2 - Pavane For A Dead Princess
(Maurice Ravel)
A3 - Skyscrapers
(Eumir Deodato)
B1 - Super Strut
(Eumir Deodato)
B2 - Rhapsody In Blue
(George Gershwin)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Eumir Deodato - Prelude [1973]


Lançado em 1973, pelo selo americano CTI Records, movido pelo sucesso de Also Sprach Zarathustra, tema de 2001: Uma Odisseia no Espaço, Prelude arrebatou milhões de ouvintes

Àqueles que desconhecem a dimensão da importância do carioca Eumir Deodato, alguns fatos: ele havia acabado de completar 18 anos quando um certo Antônio Carlos Jobim encomendou seus préstimos para orquestrar canções; precoce e solícito, também ajudou a formar outro grande arranjador, o pianista Cesar Camargo Mariano; antes de lançar Prelude a convite do manda-chuva da CTI, Creed Taylor (daí o nome do selo: as iniciais acrescidas do “incorported”), Deodato já havia escrito arranjos para dois de seus ídolos, o guitarrista Wes Montgomery e Frank “The Voice” Sinatra. 

Mas Eumir Deodato de Almeida, nome de batismo do menino prodígio, é muito mais do que isso. De “Catedrático” do samba-jazz, liderando o grupo de nome acadêmico, à “Embaixador do Funk”, epíteto atribuído a ele nos EUA, Deodato é dos talentos mais completos a surgir naquele inspirado Brasil do início dos anos 1960. Como compositor, arranjador, produtor e músico ele conquistou o mundo. Vendeu mais de 25 milhões de álbuns e tornou-se artista dos mais requisitados na indústria fonográfica mundial. Até mesmo a cantora Bjork, de seara musical completamente adversa, requisitou préstimos de arranjador de Deodato nos álbuns Post, Telegram e Homogenic.

O primeiro capítulo dessa consolidação global foi escrito com Prelude. Como o título sugere, o LP foi só a preliminar de uma carreira internacional impecável. Impulsionado pelo arranjo de Deodato para Also Sprach Zarathustra, Prelude vendeu milhões de cópias e chegou ao terceiro posto da parada Pop, da Billboard. O segredo? A apropriação ímpar e funky do tema de Richard Strauss a partir da versão de Karl Bohm e Orquestra Filarmônica de Berlim, que está presente na trilha sonora de 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick. 

Produzido por Creed Taylor e gravado entre os dias 12 e 14 de setembro de 1972, no lendário estúdio do produtor Rudy Van Gelder, engenheiro de som do LP, Prelude foi lançado no início de 1973. Se o produtor e o engenheiro de som eram dos mais insuspeitos, o que dizer do time de músicos reunidos para as sessões de estúdio? Tome fôlego, caro leitor: Ron Carter e Stanley Clarke (contrabaixo); Ray Barreto (congas); Billy Cobham (bateria); Hubert Laws. Phil Bodner, Romeo Penque e George Marge (flautas); Jay Berliner e John Tropea (guitarras); Airto Moreira; Charles McCracken, Seymour Barab e Harvey Shapiro (cellos); Peter Gordon e Jim Buffington (french horn); Garnett Brown, George Starkey, Paul Faulise e Wayne Andre (trombones); John Frosk, Mark Markowitz, Marvin Stamm e Joe Shepley (trompetes); Emanuel Vardi e Al Brown (violas); Elliot Rossoff, Emanuel Green, Gene Orloff, Harry Lookosfsy, Paul Gershman, Max Ellen e David Nadien (violinos).

Quanto a Deodato, coube a ele pilotar dois instrumentos, com a usual maestria: piano acústico e piano elétrico, no caso, o lendário Fender Rhodes. Os arranjos também são todos dele. E impressionam pela destreza em transformar tradições sem cometer heresias. Como a mesma reverência presente na releitura de Strauss, Deodato também subverteu compositor dos mais influentes para a Bossa Nova, Claude Debussy, em Prelude To Afternoon of a Faun. E fez o mesmo com o standard da canção americana Baubles, Bangles and Beads, de George Forrest e Robert Wright, dupla que também deu ao o mundo o clássico Strangers in Paradise.

E o que dizer das composições do próprio Deodato? Carly & Carole, Spirit of Summer (tema que foi surrupiado na trilha do filme O Exorcista) e September 13 (escrita em parceria com o baterista Billy Cobham no segundo dia de registros, daí o nome) são irresistíveis, à primeira audição – a despeito dos outros temas, mais afeitos a arranjos eruditos, exigirem dedicação maior do ouvinte, na velha e saudável lógica do álbum que cresce a cada nova escuta.

Prelude foi seguido por outra obra-prima, Deodato 2, e abriu caminho para uma série de álbuns americanos, todos impregnados da sofisticada arte de criação e reinterpretação de Eumir Deodato. Àqueles que desconhecem sua discografia – sobretudo os álbuns feitos anteriormente por ele, no Brasil –, bom conselho é: corra já atrás deles!