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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Egberto Gismonti / Naná Vasconcelos - Duas Vozes [1984]

Mega .flac


Por Marcelo em Willie Said

Duas Vozes é um álbum intimista e emotivo gravado em Oslo, na Noruega, por esses dois grandes músicos brasileiros. Pode-se dizer que é praticamente um trabalho de percussão, se agente considerar que Gismonti usa seus violões como se assim fossem. Não há nada óbvio nesse encontro, nem mesmo na Aquarela do Brasil.


Egberto Gismonti - violões, piano, flautas, percussão, voz
Naná Vasconcelos - percussão, berimbau, voz


A1 Aquarela do Brasil
(Ary Barroso)
A2 Rio de Janeiro 
(Egberto Gismonti)
A3 Tomarapeba 
(Tradicional de Índios Amazonenses)
A4 Dançando 
(Egberto Gismonti)
B1 Fogueira 
(Egberto Gismonti)
B2 Bianca 
(Egberto Gismonti)
B3 Dom Quixote 
(Egberto Gismonti/Geraldo Carneiro)
B4 O Dia à Note 
(Naná Vasconcelos)

segunda-feira, 14 de março de 2016

Naná Vasconcelos - Saudades [1979]

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Nana Vasconcelos: berimbau, percussão, voz, gongos
Egberto Gismonti: super guitarra 8 cordas em 4
Membros da Orquestra Sinfónica da Rádio Stuttgart, conduzida por Mladen Gutesha

A1 - O Berimbau
(Naná Vasconcelos)
A2 - Vozes (Saudades)
(Naná Vasconcelos)


B1 - Ondas (Na Óhlos De Petronila)
(Naná Vasconcelos)
B2 - Cego Aderaldo
(Egberto Gismonti)
(Naná Vasconcelos)
B3 - Dado
(Naná Vasconcelos)

sexta-feira, 11 de março de 2016

Naná Vasconcelos - Fragments: Modern Tradition [1997]

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1 - Vento Chamando Vento
2 - Mundo Verde
3 - Landscape Of Memory: Sertão Das Memórias, 
4 - Cavaleiros Do Apocalipse, Aboio, Xaxado, Batalha Do Nego Santo, Morte Do Nego Santo
4 - Forró Para Antero
5 - Vozes
6 - Let's Go To The Jungle
7 - Marimbariboba
8 - Caminho Dos Pigmeus
9 - Gorée


Naná Vasconcelos: Percussão.
Romero Lubambo: Guitarra (Faixa 4).
Cyro Baptista: Pandeiro (Faixa 4).
Pamela Driggs: Vocal (Faixa 4).
Egberto Gismonti: Cordas (Faixa 5).

quinta-feira, 10 de março de 2016

Naná Vasconcelos - Sinfonia e Batuques [2011]

Torrent FLAC


Por Bruno Negromonte em Musicaria Brasil

Naná dispensa apresentações. Exímio músico, Juvenal de Holanda Vasconcelos que é popularmente conhecido por Naná vem de uma carreira discográfica desde 1972, quando lançou AfricaDeus juntamente com Novelli e Nelson Ângelo. Daí em diante Naná fixou morada em Nova York por um tempo e seu talento ganhou o mundo.

Mas voltemos ao projeto atual e a constante prática experimentalista que permeia e caracteriza a obra do virtuoso percussionista pernambucano. Faz parte desse seu novo álbum arranjos geralmente incomuns em trabalhos discográficos. E isso talvez seja a assinatura tão peculiar e o que chega a distinguir, caracterizar e definir Naná como um dos maiores do mundo em sua atividade musical.

Em Sinfonia e Batuques, Naná trás cordas, instrumentos sinfônicos e fricção da água (por incrível que pareça!) como artifício percussivo. Busca trazer nessa sua mais recente obra as raízes da música pernambucana quando toca maracatu e também procura dar ênfase a elementos eruditos, pois tem como convidado Orquestra Experimental de Câmera.

No álbum Naná também gravou três composições de sua filha pianista Luz Morena, de 11 anos, e uma faixa com um coral infantil, Menininha nagô (homenagem a Mãe Menininha de Gantois), que abre o disco. Há a utilização de experiências áquaticas como Lamentos e Batuque das Águas (esta é um medley com uma canção do Milton Nascimento gravada pelo próprio Naná em Bush Dance.

Enfim, o álbum transita pelo maracatu, pelo samba, música de câmara e xaxado. Há gravações de temas de sua própria autoria e de compositores como a já citada Luz Morena, do compositor angolano Kituche e de seu conterrâneo J. Michiles.

A versatilidade de Naná é mais uma vez posta em prova e mais uma vez Naná se supera e faz de sua dádiva aquilo que deve ser verdadeiramente chamada de música.

Salve Pernambuco! Salve a música! Salve Naná!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Egberto Gismonti - Dança das Cabeças [1977]

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Egberto Gismonti (1947): DANÇA DAS CABEÇAS (1977) com Naná Vanconcelos (1944) – REVALIDADO
Por Ranulfus no P. Q. P Bach

Isto é música popular? Experimente tocar ali na quermesse.

É jazz? Bem, é evidente que recebeu influência, mas quem no século 20 não recebeu? E nos trechos em piano solo também é evidente a influência de Chopin.

É clássico? O site da Amazon diz que sim. Mas conheço gente que certamente torceira o nariz diante dessa afirmação.

Afinal, o que é que faz determinada música ser “clássica” ou “erudita”? Evidentemente não pode ser a ausência de melodias cantáveis, a ausência de texto, a ausência ou pouca importância da percussão ou de determinadas instrumentações, e até mesmo ausência de vulgaridade ou banalidade… pois cada uma dessas “ausências” é contradita por abundância de presenças no repertório estabelecido.

Para muitos, “clássico” equivale, mesmo que sem consciência disso, a “em formas, escalas e instrumentações de origem européia”. Donde considerarem clássicas, p.ex., as valsas dos dois Johann Strauss, quando para mim são evidentemente música popular em arranjos para poderosos.

Não estou dizendo que são inferiores por serem populares, nem que não caibam num blog como este. As danças compostas e/ou publicadas pelo Pretorius, do século 16, também são música popular em bons arranjos, e seria uma pena não tê-las aqui!

Para mim, o “clássico” ou “erudito” se refere ao grau de complexidade da elaboração na dimensão “forma”, e/ou de libertação em relação às duas fontes primárias da música (a dança e a declamação expressiva) na direção de uma música-pela-música. E nesse sentido encontramos “clássico” em muitas tradições totalmente autônomas da européia: chinesa, indiana, mandê (da qual postei aqui o lindo exemplo que é TOUMANI DIABATÉ), e também em outras que recebem maior ou menor medida de influxo da tradição européia, mas o incorporam em formas produzidas com total autonomia em relação a essa tradição.

O Brasil talvez seja a maior usina mundial da produção deste último tipo de música – mas não me refiro a nenhum dos nossos compositores normalmente identificados como “clássicos” ou “eruditos”: nem a Villa-Lobos, nem a Camargo Guarnieri, nem a Almeida Prado, ninguém desses: todos eles trabalham fundamentalmente com a herança das matrizes formais européias. O que não os desqualifica, não se trata disso!

Trata-se, ao contrário, de qualificar música que às vezes é tida como de segunda, quando é de primeiríssima. E é nesse sentido que já postei aqui o balé “Z” de GILBERTO GIL, que recomendo com ênfase o pouco postado e o muito por postar de MARLUI MIRANDA e do grupo UAKTI… e que posto agora este outro, que foi um dos discos de maior impacto no mundo em 1977-78.

Pra deixar claro o que não quero dizer, acho pretensioso e chato a maior parte do que o Egberto fez depois. Com exceção de momentos geniais em Nó Caipira e em Sol do Meio Dia, quase tudo em que ele meteu orquestra se afastou do conceito de “clássico” que estou usando aqui. Estereotipou. E portanto banalizou.

Mas Dança das Cabeças não tem nada de esterotipado: Dança das Cabeças foi fundador. Se você já ouviu coisa parecida, veio depois, e bebeu daí. Para mim, um dos discos mais importantes do último terço do século 20, independente de categorias.

Ou seja: um clássico.

Egberto Gismonti: Dança das Cabeças - gravado em Oslo em nov. 1976
Egberto Gismonti: violão de 8 cordas, piano, flautas e outras madeiras étnicas, voz
Naná Vasconcelos: berimbau, percussão instrumental e corporal, voz



01 Part I 25:15
– Quarto Mundo #1 (E. Gismonti)
– Dança das Cabeças (E. Gismonti)
– Águas Luminosas (D. Bressane)
– Celebração de Núpcias (E. Gismonti)
– Porta Encantada (E. Gismonti)
– Quarto Mundo #2 (E. Gismonti)

02 Part II 24:30
– Tango (E. Gismonti/G.E.Carneiro)
– Bambuzal (E. Gismonti)
– Fé Cega, Faca Amolada (M.Nascimento/R.Bastos)
– Dança Solitária

domingo, 18 de março de 2012

Naná, Nelson Angelo & Novelli [1973]

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Por Woodstock Sound


LP gravado na França em 1973 por Naná Vasconcelos, Nelson Angelo & Novelli e lançado pelo selo Saravah Records. 

Disco belíssimo e muito louco, quase todo instrumental. Um mixto de folk, jazz, psicodelia, regionalismo, mantras e vanguarda.