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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cólera - Dê O Fora [1986]

Mega 320kbps


Depois de algumas coletâneas punk's e split's eis que o Cólera lança seu primeiro EP. Segundo o bandcamp da banda a comercialização desse EP tinha como intuito a arrecadação de fundos para a banda fazer um tour na Europa. Segue a nota:


"LIFE IS EXPENSIVE. ESPECIALLY WHEN YOU ARE A BRASILIAN BAND WHO WANT TO DO SOME GIGS IN EUROPE. SO WE MADE A DEAL WITH COLERA TO GET THEM HERE ON TOUR IN EUROPE. 

TO ORGANISE SUCH A TOUR WE NEED A LOT OF MONEY. THERE ARE A LOT OT THINGS TO DO, THE AIRPLANE IS EXPENSIVE... 

WITH THIS 4 SONGS EP WE HOPE TO MAKE A LOT OF MONEY TO COVER A PART OF THE HIGH COSTS OF THIS TOUR. 

SUPPORT THEM! 

ALL PROFITS WILL BE USED TO GET THEM IN EUROPE IN 1986. 

IN SOLIDARITY."


Val - baixo
Redson - guitarra e vocais
Pierre - bateria

domingo, 31 de março de 2019

Cólera - Tente Mudar O Amanhã [1985]

Mega 320kbps


Por Disco Furado

Depois de seis anos de atividade, participação nas três primeiras coletâneas de punk rock nacional – “Grito Suburbano”, “Começo do Fim do Mundo” e “Sub” – o Cólera estreou em disco com “Tente mudar o amanhã”.

Mesmo sendo uma das formações pioneiras do punk rock paulistano, e brasileiro, o Cólera foi uma das últimas a registrar um disco completo. E olha que não foi por falta de envolvimento com o “movimento” ou de conhecimento das possibilidades do D.I.Y. (Faça você mesmo) que o trio não só viveu como também gritou em sua poesia punk libertária e pacifista.

O álbum abre com a catastroficamente profética “1.9.9.2.”, ainda sob o medo nuclear, assim como em “Duas ogivas”, sobre a usina de Angra dis Reis. Se volta contra as guerras na antimilitar “Marcha” e à exploração social em “Em você”.

Dedica ódio à cidade de São Paulo nas clássicas “São Paulo” e “C.D.M.P.”, sigla que quer dizer “Cidade dos meus pesadelos”, cujos versos esbanjam niilismo punk, “puta merda de lugar” e “sem futuro”, versos presentes nas duas canções respectivamente.

Grande parte das músicas clama por ação, “Agir” e “Rasgando o ar”. Convida às ruas contra o fascismo em “Passeatas”, contra a miséria, “Sarjeta”, e contra a verticalização da justiça nacional em “Violar suas leis”.

Musicalmente não há grandes diferenças entre as canções. O baixo às palhetadas em volume alto segue a melodia dos vocais, com refrões cantados em três vozes, que é a melodia que se esconde no efeito serra-elétrica da guitarra. A bateria de Pierre é quase que um esquema que se repete em todas as músicas, sibila pratos de versos cantados em coro, economiza nas viradas, mas parece sempre bastante segura.

“Tente mudar o amanhã” teve sua primeira edição em vinil lançada pelo selo Ataque Frontal, que até então mantinha parceria do Redson, que nos anos seguintes assumiria a produção de muitos discos lançados pelo selo. As edições seguintes do álbum ficaram por conta do selo Devil Discos, casa de outros tantos discos do trio paulistano após a cisão com a Ataque Frontal.

O disco teve uma boa repercussão, mas o bicho pegou mesmo foi no segundo LP, “Pela paz em todo mundo”, de 1987, quando as vendas esgotaram tiragens e pavimentou a estrada para a lendária turnê europeia, realizada no mesmo ano.


A1 1.9.9.2.
A2 Marcha
A3 Nabro 3
A4 São Paulo
A5 C.D.M.P.
A6 Agir
A7 Palpebrite
A8 Duas Ogivas
A9 Amnésia
A10 Passeata
B1 Amanhã
B2 Eu Não Sou Você
B3 Rasgando No Ar
B4 Burgo-Alienacão
B5 Sargeta
B6 Disturbios
B7 Violar Suas Leis
B8 Condenados
B9 Não Existe Mais
B10 Em Você

sábado, 10 de agosto de 2013

Cólera - Verde, Não Devaste! [1989]



Em seu quarto álbum lançado, o Cólera traz a tradicional pegada do grupo, muito punk rock, hardcore e letras de protesto. Destacam-se ainda trechos e canções mais elaboradas que intermediam as sonoridades punk. Lançado pela Devil Discos, ao ganhar o relançamento em CD o disco trouxe quatro faixas bônus, gravações avulsas e raras do grupo disponibilizadas como bônus. Disco incrível!

1. Introdução/Bombeiros
2. Minha Nação
3. Meia-Noite
4. Parasita
5. Presídio Zoo
6. Don't Waste It
7. Viva a N.G.
8. Verde
9. Ea Eo
10. Em Setembro
11. Cólera
12. R.P.
13. Teatrinho
14. Solidariedai-nos

Bonus Tracks:
15. Palpebrite
16. Porque
17. Pela Paz
18. Não Existe Mais

Formação para esse álbum:
Redson - Guitarra, voz
Pierre - Bateria, voz
Josué Correia - Baixo, voz

domingo, 21 de outubro de 2012

Cólera - Pela Paz Em Todo Mundo [1986]



Por Fred

Na capa amarelona com um mapa mundi estampado, a frase “Pela Paz em Todo Mundo” em seis idiomas. Esqueça o destroy pelo destroy dos Sex Pistols ou o amor adolescente dos Buzzcocks e das bandas emos da nova geração. Quando se fala em Cólera, fala-se naquele punk engajado e utópico no qual três acordes podem mudar o mundo e um disco pode ser uma pequena revolução. “Pela Paz em Todo Mundo” é um dos mais sérios candidatos a melhor disco do punk nacional. Tá, tudo bem, “Mais podres do que nunca” do Garotos Podres é um clássico, mas a qualidade da gravação é péssima, assim como de “Crucificados pelos Sistema” do Ratos. “Pela Paz” foi tão bem sucedido que vendeu cerca de 85 mil cópias, um recorde para um disco independente.

Em 1986, poucas bandas punk eram tão organizadas quanto o Cólera: eles já tinham gravado um disco(“Tente Mudar o Amanhã”, de 1984) e estavam prestes a ser a primeira banda da nossa cena a excursionar pela Europa (o que rolou em 1987). Formada em 1979, pelos irmãos Redson (Edson Lopes Pozzi, guitarra e vocais) e Pierre (Carlos Lopes Pozzi, bateria), o trio explosivo era completado por Val no baixo. Muito antes de todos holofotes apontarem para a questão ambiental aqueles garotos do subúrbio gritavam pela salvação da terra e do homem. A bolachinha vinha acompanhada da “Declaração Universal dos Direitos Humanos” e mais um manifesto surpreendentemente bem articulado chamado “Registro Arqueológico Sobre o Século XX”, que era como se alguém no futuro explicasse o mundo no qual aqueles moleques ralavam nos anos 80. Tínhamos acabado de sair da ditadura, a Guerra Fria ainda rolava solta, Rambo era um herói no cinema e Sarney se divertia brincando com a nossa inflação. Ninguém falava dos BRICS e “O Brasil é o país do futuro” era uma citação irônica numa música da Legião Urbana. Nesse cenário, parecia que o futuro era mesmo uma cena do apocalíptico “Blade Runner”. É ai que nossa audição começa.

“As vezes tenho medo/As vezes sinto minha mão/Presa pelo ar/E quando olho em volta/Encontro uma multidão/Presa pelo ar”. Síndrome do pânico? Ansiedade? Doenças do século XXI? Já estava lá, no primeiro clássico do disco, “Medo” (Que anos mais tarde seria regravada pelo Plebe Rude). A voz era um pouco desafinada, mas cheia de emoção. As letras não eram apenas críticas sociais ou clichês contra igreja, polícia e governo. Elas tinham um lirismo e alternavam momentos mais reflexivos como “Somos Vivos” e criativos como “Alternar” (na qual Redson reclama que precisa trabalhar, mas eles te obrigam a usar roupa social, gravata, sapato e cabelo “lau-lau”. Que jovem rebelde nunca ficou puto, por ter que ir pro trabalho todo engomadinho?). As críticas às instituições também estão lá nas pacifistas “Guerrear” e “Continência” ou na direta “Não Fome”.

Ao longo de “Pela Paz em Todo Mundo” você caminha pelas ruas esburacadas de São Paulo, pega o trem do subúrbio e presta o serviço militar, tudo ao som de uma bateria rápida, riffs grudentos de guitarra, um baixo ritmado e refrões empolgantes para serem cantados em coro. E o teor inflamável só aumenta nas duas últimas canções; primeiro “Adolescente”, que foge dos temas punks comuns e na sequência “Pela Paz”, talvez a melhor música do Cólera, um grito pacifista, cheio de fúria, que faz valer a frase destacada no encarte “Ser Pacifista é não fechar os olhos perante a violência”.

Pacifismo, ecologia, hinos da juventude e lirismo. Se Redson tivesse nascido em um país de primeiro mundo, talvez ele fosse um Bob Dylan. Fruto do nosso subúrbio operário ele só poderia cantar numa banda chamada Cólera. Ainda bem.

Veja também:

Cólera - Deixe A Terra Em Paz! [2004]
Três Acordes de Cólera (2005) Documentário

sábado, 21 de janeiro de 2012

Cólera - Deixe A Terra Em Paz! [2004]



Este foi o 6º e último trabalho lançado pela banda paulista de punk rock Cólera. Uma característica intriceca à banda o disco trás canções com temáticas pacifistas, ecológicas, que retratam os problemas do cotidiano urbano em geral. Aos menos iniciados, o Cólera foi um dos grupos mais representativos do punk brasileiro, uma das primeiras bandas punk's brasileira, foi a primeira a excurcionar pela Europa, a ter gravadora própria do estilo, entre outros... 

domingo, 9 de outubro de 2011

Três Acordes de Cólera [2005]


Registro histórico !!!

Trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social da PUC, realizado por Paulinha Harumi e Thais. Passou na TV PUC e recentemente foi disponibilizado no youtube (viva a iniciativa !!) é um presente para os fãs da banda. Inclui entrevistas com os integrantes da banda e grandes nomes do punk rock nacional. Imperdível !!!