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domingo, 5 de abril de 2020

Toninho Horta e Orquestra Fantasma - Terra dos Pássaros [1980]

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Ídolo de uma legião de violonistas, guitarristas e compositores, o mineiro Toninho Horta, em 1976, estava gravando com Milton Nascimento em um estúdio em Los Angeles, quando Milton ofereceu o que havia sobrado de fitas e horas de estúdio para o amigo. Oportunidade única para dar início, ao que viria ser o seu primeiro trabalho solo. Oportunidade, que Toninho Horta não desperdiçou, logo convidando Ronaldo Bastos para ajudá-lo na produção. Nascia então o álbum "Terra dos Pássaros", assim batizado, homenagem de Toninho Horta, para sua guitarra Gibson. Algumas seções de gravação foram realizadas ainda em L.A., e ao longo dos anos seguintes, em diferentes estúdios entre SP e RJ, e concluído apenas em 1979. O álbum "Terra dos Pássaros" é referência para muitas gerações, reunindo clássicos do repertório do compositor.


1 Céu de Brasília
(Toninho Horta / Fernando Brant)
2 Diana
(Toninho Horta / Fernando Brant)
3 Dona Olímpia
(Toninho Horta / Ronaldo Bastos)
4 Viver de Amor
(Toninho Horta / Ronaldo Bastos)
5 Pedra da Lua
(Toninho Horta / Cacaso)
6 Serenade
(Toninho Horta / Ronaldo Bastos)
7 Aquelas Coisas Todas
(Toninho Horta / Ronaldo Bastos)
8 Falso Inglês
(Toninho Horta / Fernando Brant)
9 Terra dos Pássaros / Beijo Partido
(Toninho Horta)
10 No Carnaval
(Jota / Caetano Veloso)


Por Tarkin

Nessa é a reedição em CD, 1995, a faixa nove Terra dos Passáros/Beijo Partido diferentemente da edição original em LP, vem como canção única, sendo no LP duas canções distintas;

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Toninho Horta - Once I Loved [1992]

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O guitarrista, compositor, vocalista, arranjador e gente boa Toninho Horta gravou em 1992 uma pérola para o mercado jazzístico internacional, o álbum “Once I Loved” para a Verve. Formato de trio com os virtuoses Gary Peacock, contrabaixo e Billly Higgins, bateria, Toninho e o trio apresentam standards, temas de Wayne Shorter, Milton Nascimento, George Shearing, e Tom Jobim além de três composições do próprio Toninho. Gary Peacock é um contrabaixista que toca de forma pessoal e inconfundível desde os início dos anos 60 quando começou na west coast ao lado de Bud Shank, Barney Kessell e Art Pepper entre outros. Billy Higgins tem passaport carimbado em qualquer boa sessão de jazz. O álbum é todo muito bem produzido e, sobretudo, executado. Obra de arte do início ao fim.


1. Pica Pau
(Toninho Horta)
2. Lullaby of Birdland
(G. Gershwin/G. Weiss)
3. Stella by Starlight
(N. Washington/V. Young)
4. Waltz for Mariana
(Toninho Horta)
5. My Funny Valentine
(L. Hart/R. Rodgers)
6. Isn’t It Romantic
(L. Hart/R. Rodgers)
7. O Amor em Paz (Once I Loved)
(Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
8. Footprints
(Wayne Shorter)
9. Tarde
(Milton Nascimento/Fernando Brant)
10. Minas Train
(Toninho Horta)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Toninho Horta [1980]

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Por Renato em Musica e Literatura

Este é um disco muito especial, pois além da guitarra de Toninho Horta, com seus toques oitavados e toda a sua pegada jazzística, há a presença do Pat Metheny em duas músicas: "Prato feito" e "Manuel, o audaz". Mas todo o disco é excelente, e destacamos o solo de Toninho em "Era só começo nosso fim", de Yuri Popov e Murilo Antunes. Nesse ano de 1980, aconteceu o Monterey Jazz Festival, no Rio de Janeiro, e dentre as presenças internacionais (John Mclaughlin, Weather Report, Stanley Clarke e mais) estava o Pat Metheny Group, na época lançando o seu "American Garage". Pat era um desconhecido da maioria do público brasileiro, mas sua guitarra já havia chamado a atenção de muitos. A guitarrista e compositora Célia Vaz era sua amiga e fora aluna em Barkcley. Como estava em estúdio, Pat deu uma passada por lá e deu uma "canja", gravou em seu disco. Neste mesmo período Pat entrou no estúdio com outro amigo, Toninho Horta, e gravou estas duas jóias presentes no álbum. Em entrevista na 92,5, antiga Globo FM, Toninho Horta comentou que após a apresentação de Pat no Brasil, já nos Estados Unidos, os dois guitarristas passaram uma temporada nas montanhas, isolados, acompanhados do Naná Vasconcelos. Os três e somente a música. O álbum "Offramp", de Pat, reflete um pouco desse encontro, pois é nele que são exploradas as linhas melódicas e ritmos "abrasileirados" e dá um passo crucial na carreira da mais influente guitarra de jazz dos últimos 25 anos. Aqui o que vale é ouvir os dois juntos e se deliciar.

1 - Aqui, oh! 
(Toninho Horta - Fernando Brant)
2- Saguin 
(Toninho Horta)
3 - Vôo dos urubus 
(Toninho Horta)
4 - Caso antigo
(Toninho Horta - Ronaldo Bastos - Fernando Brant)
5 - Prato feito 
(Toninho Horta - Ronaldo Bastos)
6 - Era só começo nosso fim
(Iuri Popoff - Murilo Antunes)
7 - Minha casa 
(Toninho Horta)
8 - Bons amigos 
(Toninho Horta - Ronaldo Bastos)
9 - Vento 
(Toninho Horta)
10 - Manuel, o audaz 
(Toninho Horta - Fernando Brant)

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Toninho Horta - Diamond Land [1988]

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Por Daniel Braz em Espelho Translúcido

"Diamond Land" foi o disco que, finalmente, fez com que Toninho Horta conquistasse o mercado dos EUA.

Para quem não sabe, Toninho Horta é um dos ícones mineiros da música brasileira. Ainda nos anos 70, o guitarrista já era uma referência nacional, principalmente após ter gravado com Elis Regina e ter integrado o Clube da Esquina, juntamente com os conterrâneos Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini, Wagner Tiso, Fernando Brant, entre outros. Também não demorou muito para que o seu trabalho começasse a ser apreciado por músicos estrangeiros, e, já que toquei no assunto, não há como não citar o famoso guitarrista de jazz, Pat Metheny, como um verdadeiro apóstolo de Toninho Horta.

Convenhamos que é um pecado que um músico extraordinário como Toninho, tendo reconhecimento internacional e integrando inúmeras listas como um dos guitarristas mais influentes do jazz mundial, receba tão pouco destaque em seu próprio país. Por isso, ouçam o disco que estou postando hoje, é um carinho para os ouvidos. Ao contrário dos seus lançamentos nacionais anteriores, "Diamond Land" é um álbum totalmente instrumental, com exceção, apenas, da última faixa, "Broken Kiss" (a clássica "Beijo Partido", já eternizada por Milton Nascimento em seu álbum de 1975, "Minas", e composta por Toninho Horta). Falando nisso, outras faixas com o nome disfarçado são "Sunflower", que é, nada mais, nada menos, que "Um Girassol da Cor de Seu Cabelo", de Lô Borges e Márcio Borges, e a própria faixa-título, que corresponde a "Diamantina", do violonista mineiro Juarez Moreira.

Não vou dar destaque a nenhuma faixa em especial pois, sinceramente, o álbum inteiro é maravilhoso.


Ficha técnica AQUI.

domingo, 16 de outubro de 2016

Nicola Stilo & Toninho Horta - Duets [2005]

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Flauta e guitarra formam, aparentemente, uma dupla estranha. Até pode ser. Com o italiano Nicola Stilo e o brasileiro Toninho Horta as dúvidas e estranhezas desaparecem. As texturas vindas das Minas Gerais e das terras do outro lado do oceano são uma fusão de jazz com música popular brasileira. E da melhor qualidade. Stilo foi um dos pilares do quarteto de Chet Baker nos anos oitenta. Horta, criador de “Manuel, o audaz”, é assíduo do Clube da Esquina. Raízes mineiras profundas. E é desta mescla que Duets invade com delicadeza cada espaço onde sua sonoridade entra. Aqui e ali um sombrio vocal de Toninho, um quê de John Coltrane, e as harmonias hospedam criatividade e alma. Por vezes, é o violão que leva Horta a solos impressionantes e acompanhado por Nicola. Em outras, a flauta conduz a melodia e o brasileiro vai junto com leveza, suavidade. Um disco alimentador de bons momentos de dois virtuoses.


Ficha técnica AQUI.