segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Robertinho de Recife - E Agora Pra Vocês [1979]

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A1 Merengue
A2 Loucos Swingues Tropicais
A3 Louco Por Ti
A4 Feras Deveras
A5 Nao Temas
B1 Papo De Guitarrista
B2 Danca Imaginaria
B3 Meu Anjinho
B4 Sonhos E Delirios

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Máquina Vapor - A Direção dos Bons Ventos [2018]

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Por UPF

O coordenador e professor do curso de Música da Univesidade de Passo Fundo (UPF), Alexandre Saggiorato, lançou o segundo álbum com a sua banda, Máquina Vapor. Produzido por Samuel Quadros, no estúdio Musiclass, o trabalho autoral “A direção dos bons ventos” apresenta influência de diversos ritmos musicais, como explica Saggiorato. “A banda se propõe a trabalhar com rock progressivo. Nesse disco, o gênero converge com a música clássica e folclórica, e, portanto, chamamos isso de Art rock porque possibilita a fuga do convencional”, ressalta. O álbum possui, ainda, a participação do professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UPF (Ifch/UPF), Gerson Trombetta, com poema musicado de autoria própria. O trabalho da banda, composta também por Tiago Biazus (teclado), Norton Severo (bateria) e Fabio Telles (baixo), está sendo divulgado nos Estados Unidos e em países da Europa, como França e Polônia.


1 Caminhos De Pedra
(Alexandre Saggiorato, Fabio Telles, Norton Severo, Tiago Biazus)
2 Sobre Todas As Coisas
(Alexandre Saggiorato)
3 Dança Da Luz
(Tiago Biazus)
4 O Navegador
(Tiago Biazus)
5 Luz Que Se Houve
(Alexandre Saggiorato, Fabio Telles, Gerson Luís Trombetta, Norton Severo, Tiago Biazus)
6 Estrada De Sal
(Alexandre Saggiorato)
7 Quiástica
(Alexandre Saggiorato, Fabio Telles, Norton Severo, Tiago Biazus)
8 Ouro E Pó
(Alexandre Saggiorato)
9 A Direção Dos Bons Ventos
(Tiago Biazus)
10 Solitude
(Alexandre Saggiorat)

sábado, 12 de janeiro de 2019

Vênus Negra [2018]

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Por Abraxas

Riffs arrastados, densos, mas também recheados de fuzz, em compasso com o baixo pulsante e batidas rítmicas moldam o stoner rock da Vênus Negra, que viaja entre ondas psicodélicas e momentos doom. Com estes elementos, a banda de Natal (Rio Grande do Norte) experimenta diversas sonoridades no envolvente disco de estreia homônimo, já nas principais plataformas de streaming pela Abraxas Records:


Conterrâneos de outras duas forças do selo da Abraxas - Son of a Witch e Galactic Gulag - a Vênus Negra existe desde 2013. Hoje é Jônatas Barbalho (bateria), Gilson Sá (baixo), Williane Oliveira (guitarra) e Tomaz Jackson (guitarra), a formação que compôs e gravou o álbum no final do ano passado e, desde o início de 2018, se aventura em importantes festivais locais.

A gênese da Vênus Negra está na faixa “Sputnik 1957”, que também foi o primeiro single da banda. É uma música instrumental envolvida pela atmosfera cósmica, que faz alusão ao nome - Sputinik é o nome do primeiro satélite feito pelo homem a ser lançado na órbita da Terra, pela então chamada União Soviética, em 1957. Como pontua a banda, traz à tona “a sensação de navegar o desconhecido, com sentimento de espera pelas surpresas que esse universo misterioso tem a revelar”.

‘Aurora Austral’, ‘Rotação Reversa’, ‘Supernova’, ‘Pangeia’, ‘Nebulosa’ e ‘Perseidas’ são as outras faixas, que também combinam o stoner a outras facetas do rock psicodélico e pesado. Para a guitarrista Williane, a pluralidade da banda é a supernova da junção de distintas escolas musicais sob o nome Vênus Negra. “A banda nasceu de um desejo pessoal e, em seguida, incorporou amigos. Como o Gilson, que veio do Son of a Witch. Antes, estava envolvida com a cena black metal. O Jônatas traz a influência do post-metal e o Jackson veio do punk rock, com muitos riffs”, conta.


1 Perseidas
2 Aurora Austral
3 Sputnik 1957
4 Rotação Reversa
5 Supernova
6 Pangeia
7 Nebulosa

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Luiz Melodia - Zerima Ao Vivo [2018]

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Primeiro álbum postado de Luiz Melodia, o registro ao vivo de uma das sua últimas apresentações, gravado no Teatro da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.


1. Cheia De Graça
2. Nova Era
3. Vou Com Você
4. Congênito
5. Cura
6. Zerima
7. Papai Do Céu
8. Maracangalha / Incidental: Viva Caymmi
9. Dores De Amores
10. Pérola Negra
11. Parei... Olhei
12. Vale Quanto Pesa
13. Ébano
14. Estácio, Holly Estácio
15. Magrelinha

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Luiz Melodia - Pérola Negra [1973]

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Por Marco Aurélio Canônico em Folha de S. Paulo

Vinte e oito minutos. Esse foi o tempo que Luiz Melodia precisou para escrever seu nome na história da MPB, com as dez canções que compõem seu álbum de estreia, "Pérola Negra", lançado há 40 anos. Em menos de meia hora, vai do choro tradicional de "Estácio, Eu e Você", a primeira faixa, ao "Forró de Janeiro", a décima. Passa ainda pelo samba, rock, blues, soul, até foxtrote.

Tal variedade, somada à força das letras e da interpretação, causou grande impacto entre os artistas, críticos e intelectuais da zona sul carioca dos anos 70, reverberando a partir daí e garantindo ao disco, décadas depois, lugar cativo entre os melhores da MPB.

O que se ouve em "Pérola Negra" são as crônicas urbanas, o coração partido e a poesia incomum de um rapaz de 22 anos, negro, da zona norte do Rio --morro de São Carlos, no mesmo Estácio que, nos anos 1920, deu à luz o samba.

"Eu não tinha a fissura de ser artista. Gostava de tocar e de cantar, mas não pensava em ganhar a vida com música", diz Melodia, que recebeu a Folha em sua casa, em São Conrado, zona sul do Rio. "Tive a felicidade de estar na hora e no local certos quando uma mulher que virou minha amiga, a Rose, foi morar no morro. Ela conhecia muito os baianos, Caetano, Waly Salomão, Gal, todos eles."

Rose apresentou Melodia a Waly (1943-2003), que frequentava o morro para ouvir samba. O ano era 1971, e o rapaz do São Carlos já tinha um passado em bandas amadoras e em concursos de rádio, além de um punhado de composições que encantaram o poeta.

Agitador cultural nato, Waly Salomão introduziu Melodia à sua trupe tropicalista, incluindo o poeta e jornalista Torquato Neto (1944-72), que usou sua coluna "Geléia Geral", no jornal "Última Hora", para divulgar o "negro magrinho com composições interessantes, do morro do São Carlos".

"O Waly e o Torquato ouviram meu trabalho, outras pessoas da zona sul vieram saber, fiquei amigo de algumas, vira e volta descia o morro para tocar em reuniões na casa da Suzana de Moraes [filha de Vinicius] ou do [Jards] Macalé."

Nesses encontros começou a se destacar a canção"My Black, Meu Nego", que viraria "Pérola Negra" por sugestão de Waly, inspirado pelo apelido de um jovem gay da turma. O baiano, prestes a dirigir o show "Gal a Todo Vapor", instou Melodia a mostrar a pérola à dona do palco. "Fomos a ela num ensaio, peguei o violão e mostrei, e ela ficou apaixonada. Daí ficamos amigos, e ela falou: 'Vou pôr no meu disco'. Foi um acontecimento."

De fato, a reboque do sucesso de "Gal a Todo Vapor" --que lotava ininterruptamente o teatro Tereza Rachel, em Copacabana, e seria registrado em célebre disco ao vivo--, "Pérola Negra" estourou e jogou luz sobre seu compositor.

"A gente conheceu o Melodia em 1972, por causa da gravação da Gal. Foi o [arranjador] Perinho Albuquerque quem me disse que tinha um cara com umas músicas muito boas", conta o músico Roberto Menescal, àquela altura diretor artístico da principal gravadora da MPB, a Philips/Phonogram. "Saquei que já não era mais a bossa nova, a tropicália. Estavam chegando Raul Seixas, Sérgio Sampaio, Fagner. Fiquei de olho nessa turma. Quando o Perinho me falou, fui sacar as músicas do Melodia e o contratei."

Na época, o cantor passou a ser empresariado pelo poderoso Guilherme Araújo (1937-2007). "Eu tinha, de certa forma, costas bem quentes: ele tinha todo mundo, o Caetano, o Gil, a Gal. Me tornei o caçula, tinha todo um aparato em que confiei e que foi consistente."

Para um jovem desconhecido, vindo do morro, conviver com a turma do desbunde na Ipanema do amor livre e das "dunas do barato" foi um choque cultural. "Eu era um cara à parte da situação, era um menino. Lembro que, quando a Gal, aquela mulher linda e gostosíssima, sentava na minha frente de perna aberta, eu não entendia picas. E era uma coisa natural."

PAPA-ANJO

Em dezembro de 1972, quando entrou nos estúdios da Polygram, em Botafogo, para começar a trabalhar em seu disco de estreia, Melodia já tinha as dez composições próprias, criadas ao violão, que gravaria. Metade havia sido inspirada em uma mulher. "Foi um amor eloquente que eu tive, com 18, 19 anos. Era namorada do Waly Salomão, Deda --bem mais velha do que eu, tinha uns 28 anos, por aí. Ela era tipo 'papa-anjo'", diz o cantor, rindo.

"Ficamos amigos, tivemos uma relação muito rápida, depois ela parou com o Waly. Foi danado. Ela me inspirou bastante, talvez por ter sido a primeira mulher branca que eu namorei. Não sei se ela sabe que foi a musa do disco."

Deda era linda e fina. Ainda que os personagens não lembrem de que país vinha (Melodia diz que ela morava em Lima) nem de seu sobrenome. "Era argentina, se não me engano, tinha cabelo longo, loiro. O pai era cônsul, ela tinha um apartamento muito gostosinho na Lagoa, o Waly foi morar com ela", diz Jorge Salomão, irmão do poeta.

É fácil rastrear em "Pérola Negra" as canções nascidas do caso. E, à exceção da romântica "Magrelinha" --que Caetano Veloso regravaria em 2001--, as letras mostram que ele não acabou bem para o autor. "Quanto você ganha pra me enganar?/Quanto você paga pra me ver sofrer?", pergunta "Vale Quanto Pesa" (que ganhou versão do Barão Vermelho em 1996).

O drama chega ao ápice em "Farrapo Humano": "Eu choro tanto, escondo e não digo/Viro farrapo, tento suicídio/Com caco de telha, com caco de vidro". Veemente, a letra inicialmente foi vetada pela censura da ditadura militar, diz Melodia.

"Tinha um jeitinho que o Guilherme e a gravadora davam que não precisava mexer. Eles faziam as remandiolas deles lá e acabavam liberando." O "jeitinho" não funcionou com "Pra Aquietar", outra faixa cuja letra foi censurada.

O compositor não lembra o que incomodou os censores --a música fala de singelos passeios familiares à ilha de Paquetá, na baía de Guanabara--, mas diz ter reagido intempestivamente. "Com raiva, mudei a letra de imediato, botei qualquer coisa, só pelo som das palavras." Isso explica os versos "não posso pra lá, paraguaio para/menino de cá, faço o tempo parar".

"Pra Aquietar", que ganhou versão de Arnaldo Antunes, tem duas outras particularidades: é a faixa mais roqueira, com guitarra do então desconhecido Hyldon (que faria sucesso com "Na Rua, na Chuva, na Fazenda", de 1975), e é a única sem arranjos do baiano Péricles Albuquerque, o diretor musical do álbum.

VIOLÃO

"O Perinho fez um trabalho genial nos arranjos. Foi muito bacana como ele entendeu a coisa e passou para o papel, me ouvindo tocar as canções no violão", diz Melodia, que, curiosamente, não empunhou instrumentos na gravação. "Devido à autenticidade do meu violão, muita gente queria que eu tocasse no disco, mas não toquei. Achei que havia pessoas que fariam isso melhor do que eu."

O time convocado por Perinho para gravar "Pérola Negra" incluiu alguns dos melhores músicos de estúdio do país, como o baixista Rubão Sabino e o pianista Antonio Perna --o trabalho da dupla é particularmente notável na faixa-título e em "Magrelinha".

Houve ainda convidados pontuais, como Rildo Hora e sua gaita marcante em "Estácio, Holly Estácio" (que Bethânia já havia gravado, em seu disco "Drama", de 1972), os chorões do Regional do Canhoto em "Estácio, Eu e Você", com Altamiro Carrilho na flauta, e o guitarrista Renato Piau, que participou de "Farrapo Humano" e virou parceiro regular de Melodia.

O disco foi gravado no verão de 1973, em sessões diárias, das 9h às 15h. Ficou pronto em menos de dois meses, e sua mixagem original não agradou ao cantor. "Acho que a voz poderia estar num nível diferente, alguns instrumentos não se destacam tanto em algumas músicas", diz Melodia, que no dia desta entrevista ainda não havia ouvido a versão remasterizada do disco, lançada agora pela gravadora Universal em uma caixa com dois outros álbuns dele, "Felino" (1983) e "Pintando o Sete" (1991).

Sua capa, que ficou quase tão famosa quanto as canções, foi feita pelo fotógrafo Rubens Maia, velho parceiro de Melodia. Ela traz duas imagens: na base, cobrindo toda a área disponível, um monte de feijões pretos; em cima deles, no centro, uma foto do cantor dentro de uma banheira na vertical, segurando um globo terrestre.

O desgosto com a mixagem foi atenuado pela boa recepção crítica, que o levou a enxergar a obra com muita autoconfiança. "É um disco em que todas as músicas são geniais. Eu acho, e falavam para mim na época. Quando as pessoas ouviram, ficaram surpresas comigo, com minha idade, com a maneira como eu escrevia, com a intensidade." Não que a surpresa tenha se traduzido em estouro de vendas --a maior parte do dinheiro que Melodia recebeu então vinha da execução de "Pérola Negra" por Gal.

"Não foi um disco de boa venda, mas isso era normal", diz Roberto Menescal, que naquele 1973 emplacou vários novatos bons de crítica (Fagner, Sérgio Sampaio, Melodia), mas só um também de público: Raul Seixas. "O Fagner vendeu mil e poucos discos, o Melodia deve ter vendido por aí também, assim como o Sérgio Sampaio. Nenhum emplacou de cara, mas eu tinha certeza de que havia uma possibilidade boa de carreira ali. Não lembro por que não demos continuidade nele, algum problema deve ter havido."

Houve: Melodia diz que foi pressionado a gravar logo um segundo LP, e que não se sentia pronto em termos artísticos. Na contramão da variedade que eternizaria "Pérola Negra", sugeriram um álbum só com sambas, para poder vendê-lo com o rótulo de "sambista".

"O lance fonográfico era barra. Se pudessem, eles te usavam de maneira que você não mostrava sua arte. Queriam só números, e eu não estava viajando naquela onda." Mesmo iniciante, Melodia marcou posição --e pagou por isso.

"Quando viram que eu não ia gravar um novo disco, até porque eu não estava a fim, começou um choque com a gravadora, eu virei o cara difícil. Saí da Philips e já tinha as más línguas dizendo para não assinar contrato [com ele]. Começou uma coisa maluca de os caras não entenderem o que eu queria e começarem a me ver como difícil. Fiquei anos sem gravar."

Hoje um nome estabelecido na MPB, Melodia crê ter tomado a decisão correta. "Se eu abrisse mão e começasse a fazer um disco atrás do outro, não estaria no cenário musical como estou até hoje."


A1 Estácio, Eu E Você
A2 Vale Quanto Pesa
A3 Estácio, Holly Estácio
A4 Pra Aquietar
A5 Abundantemente Morte
B1 Pérola Negra
B2 Magrelinha
B3 Farrapo Humano
B4 Objeto
B5 Forró De Janeiro

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Centurias - Ninja [1988]

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A1 Animal
A2 Senhores Da Razão
A3 Guerra E Paz
A4 Arde Como Fogo / To Hell
B1 Ninja
B2 Fortes Olhos
B3 Metal Comando
B4 Cidade Perdida

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Centurias - Última Noite [1986]


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Por Ricardo Batalha no encarte do relançamento em CD

E São Paulo, alguns festivais organizados por verdadeiros abnegados se tornaram famosos por revelar várias bandas para a cena do Hard Rock e o Heavy Metal, entre eles a "Praça do Rock", que durante a década de 80 acontecia nas tardes de domingo no Parque da Aclimação.

Já aos 12 anos de idade eu fazia de tudo para estar sempre com o boletim azul para que tivesse a autorização de meus pais para assistir aos shows, além de ganhar um extra para comprar LPs usados ou novos na Baratos e Afins.

Mas, uma data em especial ficará marcada em minha memória: o dia em que vi o Centúrias na Praça do Rock.

Eu estava lá parado, sozinho, com aquela velha jaqueta jeans lotada de patches e buttons vendo o show do Abutre e à espera do Centúrias. Quando a banda subiu ao palco, foi algo indescritível, parecia que eu estava vendo o Judas Priest!

Depois disso, passei a estudar cada vez mais para poder conferir de perto a crescente cena nacional, que tinha grandes bandas como as veteranas Made In Brazil, Patrulha do Espaço e a nova geração como Harppia, Vírus, Abutre, Salário Mínimo, Cérebro, A Chave do Sol, Ave de Veludo, Ethan, Lixo de Luxo, Gozometal, Santuário, Nostradamus, Anacrusa, Mammoth, Ano Luz, Antítese, Korzus e, é claro, o grande Centúrias.

Outro grande momento foi conferir de perto o festival "Metal 4", com as bandas Centúrias, Salário Mínimo, Abutre e A Chave, realizado no Ginásio da Sociedade Esportiva Palmeiras, em São Paulo, Guardadas as devidas proporções, aquele tipo de evento era como se fosse o "Monsters Of Rock".

O Centúrias conseguiu a façanha de estar presente em um dos primeiros registros fonográficos da cena nacional, a coletânea "SP Metal 1", lançada pela Baratos e Afins. Depois disso, com o status de banda grande para os padrões da época, fazia por merecer um LP. Luiz Calanca da Baratos e Afins, que havia sido o idealizador da famosa coletânea, não perdeu tempo e deu a chance para Paulo Thomaz (baterista), Eduardo Camargo (vocalista), Adriano Giudice (guitarra) e Rubens Guarnieri (baixo), line-up da banda em 1985.

O quarteto entrou em estúdio no mês de outubro de 1985 e mesmo com todas as dificuldades encontradas com o precário equipamento que dispunham, conseguiram gravar um dos melhores álbuns de Hard Rock cantado em língua portuguesa, o LP "Última Noite" e, ainda, "Não Pense Não Fale", melhor composição da carreira da banda ao lado de "Portas Negras". 

Tempos depois, por diferenças musicais, o Centúrias mudou seus integrantes, restando somente o baterista demolidor Paulão do line-up original. Entraram César "Cachorrão" Zanelli (vocal), e os ex-Harppia Ricado Ravache (baixo) e Marcos Patriota (guitarra). Com esta formação a banda realizou outro trabalho antológico, o LP "Ninja", que continha as faixas "Senhores da Razão" e "Fortes Olhos", que faziam sucesso nos shows. E quem não se lembra daquele show chamado de "No Posers", ocorrido no Espaço Mambembe, em 1988. 

Felizmente, nessa época fiquei amigo de Paulo Thomaz, hoje um irmão.

Paulão sempre acreditou no potencial da banda, mas os tempos eram outros, o Trash Metal dominava, quase todas bandas nacionais cantavam em inglês e uma em especial surgia naquele momento, o Sepultura.

O Centúrias infelizmente encerrou suas atividades mas com este relançamento você poderá sentir em cada nota, base, solo, pegada de batera e em frase cantada por Edu ou Cachorrão, como era feio o Hard Rock e Heavy Metal. Uma coisa simples, pura e quase ingênua para os patrões atuais. Mas alguém discorda que a garra, paixão, sentimento e força da vontade sempre falam mais alto?



A1 Não Pense Não Fale
A2 Rock Na Cabeça
A3 Chama De Pouca Idade
B1 Duas Rodas
B2 Inferno Falso
B3 Última Noite

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Azul Limão - Imortal [2018]

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Ícone da cena metal na década de 1980, o Azul Limão lança mais um álbum de inéditas após Regras do Jogo, 2013. A luta é árdua mas Os Guerreiros do Metal anunciam que Nada Pode Me Parar pois és Imortal.


Trevas - vocal
Marcos Dantas - guitarra
Vinicius Matias - baixo
André Delacroix - bateria


1. Guerreiros do Metal
2. Nada pode me Parar
3. Paranormal
4. O Último Trem
5. Sexta Feira a Noite
6. Quem vai nos salvar
7. Mentiras
8. No Ar Rarefeito
9. Dois a Dois
10. Imortal

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Capital Inicial - Aborto Elétrico [2005]

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Aborto Elétrico é o álbum da banda de rock brasileira Capital Inicial. O álbum relembra os grandes sucessos da época da banda Aborto Elétrico. Foi lançado no ano de 2005.


1 Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você)
2 Love Song One
3 Fátima
4 Helicópteros No Céu
5 Química
6 Ficção Científica
7 Conexão Amazônica
8 Submissa
9 Que País É Esse?
10 Baader-Meinhof Blues Nº1
11 Anúncio De Refrigerante
12 Heroína
13 Despertar Dos Mortos
14 Veraneio Vascaína
15 Construção Civil
16 Geração Coca-Cola
17 Música Urbana
18 Benzina

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Capital Inicial - Sonora [2018]

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Por Mauro Ferreira em G1

Capital Inicial esboça movimento sutil no bom álbum 'Sonora', mas acaba parado no mesmo lugar


É injusto ignorar a real tentativa de renovação articulada pelo Capital Inicial no álbum Sonora, cuja edição em CD chega ao mercado fonográfico pela gravadora Sony Music a partir de hoje, 7 de dezembro, após série de singles apresentados paulatinamente desde maio deste ano de 2018.

Somente por ter confiado a produção do disco a Lucas Silveira, mentor da banda Fresno, o grupo brasiliense já expõe a vontade de esboçar (alguma) mudança no som.

Se o Capital Inicial acaba "parado de volta no mesmo lugar", para subverter o sentido de verso da letra da música Atenção (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Lucas Silveira), é mais pela força da natureza pop da própria banda e do repertório inédito composto pelo vocalista Dinho Ouro Preto com o habitual parceiro Alvin L e com adesões eventuais de Flávio Lemos, Kiko Zambianchi, Lucas Silveira e Thiago Castanho.

Formado por Dinho Ouro Preto (voz), Fê Lemos (bateria), Flávio Lemos (baixo) e Yves Passarell (guitarra), o Capital Inicial é grupo vocacionado para as arenas por conta do rock de cepa pop feito e tocado pelos músicos. Tudo vai mudar (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Kiko Zambianchi) é rock que exemplifica bem essa natureza pop, às vezes mais explícita, às vezes mais disfarçada em aura pretensamente punk.

A propósito, às vezes, como em Tempestade (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Thiago Castanho), o Capital faz simulacro do punk rock que Fê Lemos e Flávio Lemos tocavam na Brasília (DF) do início da década de 1980.

Rock gravado pelo Capital Inicial com o grupo CPM 22 e tocado com rapidez que justifica o título da composição de Dinho Ouro Preto e Alvin L, Velocidade mostra que, quase aos 40 anos de vida, o grupo insiste na juventude, para o bem e para o mal.

"Não me deixe ficar pra trás", implora Dinho Ouro Preto no refrão repetido sob o peso da batida de Invisível (Dinho Ouro Preto e Alvin L, Emmily Barreto e Thiago Castanho).

Rock encorpado com o toque heavy da banda potiguar Far From Alaska, Invisível se destaca no repertório autoral do álbum Sonora ao lado de Velocidade e da obra-prima do disco, Seja o céu (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Thiago Castanho), flash urbano de inquietude, lirismo romântico e efrão aliciante.

Entre baladas mais ou menos sedutoras como Só eu sei (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Thiago Castanho) e Nada vai te machucar (Dinho Ouro Preto e Alvin L), o Capital Inicial é o que pode ser. E são poucas as bandas de rock que conseguem chegar perto das quatro décadas de vida com a agenda cheia de shows feitos em grandes espaços.

Rock que abre o álbum Sonora com o reforço do toque da conterrânea banda brasiliense Scalene, Parado no ar (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Flávio Lemos) talvez seja, das 11 músicas do disco, a que melhor exponha o movimento sutil esboçado pelo Capital Inicial (mais de timbragem sonora do que de postura) neste bom álbum produzido por Lucas Silveira, parceiro e convidado do rock Universo paralelo.

"Não me trate mal / Como alguém que o tempo levou / Tão normais distantes / Nada mais nos move / Tanto faz estranhos / Tão iguais", pede Dinho Ouro Preto em Não me olhe assim (Dinho Ouro Preto, Alvin L e Lucas Silveira). O recado está dado.


1. Parado No Ar
2. Atenção
3. Tudo Vai Mudar
4. Universo Paralelo
5. Seja O Céu
6. Nada Vai Te Machucar
7. Tempestade
8. Velocidade
9. Invisível
10. Só Eu Sei

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Os Incríveis - A Paz É Possível [2018]

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Os sonhos musicais dos Incríveis continuaram cada vez mais vivos e a música que alimenta essa banda, sempre instigante, se revigora neste primeiro trabalho autoral em 35 anos. 

Netinho, Sandro Haick, Leandro Weingaertner, Wilson Teixeira, Rubinho Ribeiro e Bruno Cardozo, lançam o CD “A Paz é Possível”, com canções próprias, inéditas e fenomenais. Numa época em que a música é descartável, Os Incríveis vem na contramão trazendo um CD conceitual, daqueles que ficarão pra história, e com as participações especiais de Hibiki Family, Filó Machado, Mestrinho, Amon Lima, Daniel D’Alcântara, Pepe Cisneros, Michel Leme, Laércio Da Costa e Quarteto Versão Brasileira.



01. A Paz é Possível
02. Boato
03. Orgulho Ferido
04. Lambreta
05. Santa Roça
06. Meu Par
07. Samadhi
08. Bailarinas
09. Intuição
10. Toda a Voz (Toda Voz)
11. São Leo
12. Roda de Bamba
13. Juliana
14. Ani Re Pitá

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Secos & Molhados [1974]

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Por Jorge Luiz em Músicas do Nordeste

Em 1974, com a popularidade altíssima, o grupo Secos e Molhados gravava o seu segundo e último álbum com a formação original. Mais elaborado e menos popular que o primeiro, como “definido” por Ney Matogrosso em declaração a Folha de São Paulo (Janeiro/2000), “Secos e Molhados II” é composto por músicas de temática social como “O Doce e o Amargo”, “Preto Velho” e “Tercer Mundo”. Com poucas palavras, a cabeça do grupo e compositor João Ricardo conseguia abordar temas profundos, como em “Não: Não digas nada”, em “Toada & Rock & Mambo & Tango & ETC” e no único hit do disco “Flores Astrais”, que são interpretadas com toda a expressividade da voz de Ney. O disco foi lançado no Programa Fantástico em agosto de 74, e infelizmente, no mesmo ano, dois integrantes do trio que era o “carro-chefe” do grupo saíram: Gerson Conrad e Ney Matogrosso.


A1 Tercer Mundo
A2 Flores Astrais
A3 Não: Não Digas Nada
A4 Medo Mulato
A5 Oh! Mulher Infiel
A6 Vôo
B1 Angustia
B2 O Hierofante
B3 Caixinha De Música Do João
B4 O Doce E O Amargo
B5 Preto Velho
B6 Delírio...
B7 Toada & Rock & Mambo & Tango & Etc

sábado, 15 de dezembro de 2018

Secos & Molhados [1973]

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Por Trás da Capa dos Secos & Molhados de 1973 

A capa dos Lp de estreia dos Secos & Molhados de 1973 está sempre presente nas listas das “melhores capas de discos” realizadas por críticos, imprensa e público. O jornal Folha de São Paulo chegou a eleger esta capa, como a “melhor capa de long play” de toda a história da música brasileira. Mas o que há por trás desta emblemática capa?

O grupo era formado por Ney Matogrosso, João Ricardo, Gérson Conrad e Marcelo Frias, este último o baterista que não aceitou integrar o grupo.

A capa do Lp já trazia uma síntese do poder criativo dos Secos & Molhados. A foto foi realizada pelo fotógrafo Antonio Carlos Rodrigues do jornal Última Hora do Rio de Janeiro. Em entrevista à Revista Bizz, Antonio definiu a sua criação como sendo fantástica e conta que a ideia surgiu após ele ver algumas meninas na praia com os rostos pintados. “Eu ainda não conhecia o grupo e quando fiquei sabendo do nome do grupo, montei uma mesa no meu estúdio com vários secos e molhados, coloquei a cabeça deles ali e os maquiei”.

Foi uma madrugada toda de trabalho e os quatro tiveram que ficar sentados em cima de tijolos e encarar um tremendo frio debaixo da mesa. Ney Matogrosso conta que “Em cima queimava, por causa das luzes”… ”comprei os mantimentos no supermercado, a toalha foi improvisada com plástico qualquer, a mesa era um compensado fino que nós mesmos serramos para entrarem as cabeças”. “Tinhamos fome e estávamos duríssimos, fomos tomar café com leite. Não sei por quê, mas não me lembro de termos comido os alimentos da mesa”, diz João em entrevista à Folha de São Paulo.

O lançamento do primeiro LP do “Secos e Molhados”, que leva o nome do grupo, impressionou o público brasileiro. Era um grupo completamente diferente de tudo o que se conhecia na época. Trazia o incrível Ney Matogrosso nos vocais, letras contra a política dos militares e estilo marcado pela MPB e pelo rock progressivo. Além do conceito visual, traduzido através das máscaras que o quarteto usava e da performance de palco nunca antes visto no Brasil. O álbum já mostrava toda a originalidade de um dos maiores fenômenos da música brasileira e vendeu mais de 300 mil cópias. São oito faixas, sendo sete do compositor e violonista João Ricardo. Fazem parte do disco os sucessos “O Vira”, “Sangue Latino”, “Mulher Barriguda”, “Assim Assado” e uma melancólica versão de “Rosa de Hiroshima” (Gerson Conrad/Vinicius de Moraes) interpretada pela inesquecível voz de Ney Matogrosso.

Em formato digital, o álbum faz parte do catálogo da Warner Music. A obra ganhou recentemente nova prensagem em vinil 180 gramas pela Polysom. Remasterizado em alta fidelidade, o título faz parte da coleção Clássicos em Vinil.



A1 Sangue Latino
(João Ricardo, Paulinho Mendonça)
A2 O Vira
(João Ricardo, Luli)
A3 O Patrão Nosso De Cada Dia
(João Ricardo)
A4 Amor
(João Apolinário, João Ricardo)
A5 Primavera Nos Dentes
(João Apolinário, João Ricardo)
B1 Assim Assado
(João RicardoLuli)
B2 Mulher Barriguda
(João Ricardo, Solano Trindade)
B3 El Rey
(Gerson Conrad, João Ricardo)
B4 Rosa De Hiroshima
(Gerson Conrad, Vinicius De Moraes)
B5 Prece Cósmica
(Cassiano Ricardo, João Ricardo)
B6 Rondó Do Capitão
(João Ricardo, Manuel Bandeira)
B7 As Andorinhas
(Cassiano Ricardo, João Ricardo)
B8 Fala
(João RicardoLuli)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

A Bolha - Ao Vivo [2018]

Mega 320kbps


RELEASE
Gravado em Guarapari em fevereiro de 1971, o álbum inédito "A Bolha ao Vivo" chega ao mercado este mês e agrega valor à reduzida discografia da banda formada em 1970 por Arnaldo Brandão (baixo), Renato Ladeira (guitarra base), Gustavo Schroeter (bateria) e Pedro Lima (guitarra solo). Originalmente The Bubbles nos anos 60, a banda mudou o nome após acompanhar Gal Costa em shows em 1970.

O projeto traz capa de Bady Cartier e a produção de Marcelo Fróes e Nélio Rodrigues valorizou a íntegra do concerto.

Repertório:

01. Apresentação
02. Rosas - interrompida
(Arnaldo Brandão)
03. Rosas - versão 2
(Arnaldo Brandão)
04. Rosas - reprise
(Arnaldo Brandão)
05. Sem Nada (Pedro Lima)
06. Não Sei
(Arnaldo Brandão)
07. Não Sei - reprise
(Arnaldo Brandão)
08. Irmãos Alfa 
(Pedro Lima)
09. Cecília 
(Arnaldo Brandão)
10. Matermatéria
(Pedro Lima - Antonio Claudio Carvalho)
11. Sub Entendido - versão 1
(Arnaldo Brandão)
12. Sub Entendido - versão 2
(Arnaldo Brandão)
13. Sub Entendido - reprise
(Arnaldo Brandão)

sábado, 8 de dezembro de 2018

Armada - Bandeira Negra [2018]

Mega 320kbps


Por Wladimyr Cruz em Hearts Bleed Blue

"Levantar âncora, deixar para trás". O refrão de "Semper Adversus", primeira faixa do álbum de estreia da Armada, diz exatamente a que veio a banda formada por 4/5 do finado Blind Pigs, um dos principais grupos punk da história da música brasileira. Seguindo em frente, expandindo horizontes e enfrentando mares bravios - como gostam de dizer, o conjunto formado por Henrike Baliú, Mauro Tracco, Arnaldo Rogano, Alexandre Galindo e Ricardo Galano apresenta "Bandeira Negra", disco que é a continuação lógica do trabalho desenvolvido pelos músicos em uma carreira que segue a pleno vapor.

Com arte primorosa do colaborador de anos Paulo Rocker, o grupo não economiza e já chega com um disco de 17 faixas, lançado pela a HBB em CD, LP e K7, que segue o bom gosto estético e o primor em qualidade pelo qual seus integrantes sempre prezaram. Produzido e mixado por Átila Ardanuy, “Bandeira Negra” foi masterizado por Ade Emsley, responsável pelos últimos trabalhos do Iron Maiden, e a versão do álbum em LP será lançada também nos Estados Unidos pela Pirates Press Records.

De seu passado recente, a banda carrega ainda a experiência, boas melodias, muito da crueza e energia do punk, e as analogias entre cotidiano e a vida no mar. De novidade, passeios pela música de raiz brasileira e americana, e uma porção de novos colaboradores, desde o guitarrista e compositor Ricardo Galano - agora membro fixo da tripulação, até as participações especiais de nomes de peso como Sérgio Reis e Kiko Zambianchi - ambas justificáveis e plenamente bem inseridas no contexto da obra.

Maduro e bem resolvido, o Armada é resultado do esforço de um conjunto de pessoas a fim de ir além das amarras que a etiqueta anterior os exigia. Livres para criar, encontraram em "Bandeira Negra" novas formas de protestar, celebrar a música e se expressar artisticamente.

Desbravadores - seu capitão lançou um dos mais festejados discos do punk nacional há exatos 20 anos - a Armada deixa a linha de frente para estender sua bandeira, decretar novos rumos e avançar sobre novos oceanos.