domingo, 22 de março de 2020

Raul Seixas - Por Quem Os Sinos Dobram [1979]

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A1 Ide A Mim Dada
(Oscar Rasmussen, Raul Seixas)
A2 Diamante De Mendigo
(Oscar RasmussenRaul Seixas)
A3A Ilha Da Fantasia
(Oscar RasmussenRaul Seixas)
A4 Na Rodoviaria
(Oscar RasmussenRaul Seixas)
B1 Por Quem Os Sinos Dobram
(Oscar RasmussenRaul Seixas)
B2 O Segredo Do Universo
(Oscar RasmussenRaul Seixas)
B3 Dá-Lhe Que Dá
(Oscar RasmussenRaul Seixas)
B4 Movido A Álcool
(Oscar RasmussenRaul Seixas, Tânia Menna Barreto)
B5 Requien Para Uma Flor
(Oscar RasmussenRaul Seixas)

sexta-feira, 20 de março de 2020

Raul Seixas - Metrô Linha 743 [1984]

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Por Jeff Ferreira em Sub Mundo do Som

O disco Metrô Linha 743 foi o décimo segundo da carreira de Raul Seixas, lançado em 1984 pela gravadora Som Livre e produção de Alexandre Agra e do próprio músico, sendo muito bem recebido pela critica, porém com baixa vendagem, devido à falta de divulgação por parte da gravadora e ao lançamento no mês do álbum Ao Vivo - Único e Exclusivo, pela Gravadora Eldorado, sua antiga casa.

Raul Seixas assinou também a produção gráfica do álbum, onde remete aos anos 50 e a Alfred Hitchcock, no conceito da capa em preto e branco, remetendo ao ano que o músico teve que deixar o pais devido a repressão da ditadura militar.

Vou começar falando da música que não compõe o disco “Anarkilópolis (Cowboy Fora-da-Lei nº 2)”, na verdade não compõe o disco em seu lançamento original de 1984, mas em 2003 entrou como faixa bônus, depois de encontrado as gravações da época, e da ciência sobre o desejo de que a canção fizesse parte do álbum. Aqui Raul Seixas narra sobre os eventos na ficcional cidade de Anarkilólis onde “Cada um manda no seu nariz / por isso o povo lá é feliz”, e inclui versos de “Cawboy Fora da Lei”, já que a personagem central da música precisa resolver os problemas no gatilho.


"Montei no meu "silver-jegue" e parti com o firme propósito

de unir o útil ao agradável, pois Anarkilópolis era também
O berço da minha amada, a bela Josefina Lee
Filha única do meu amigo Xerife James Adean
Enquanto o jegue seguia rinchando eu seguia pela estrada cantando:
Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy Cowboy fora da lei"


O disco abre com a icônica faixa "Metrô Linha 743", em que Raul aborda através de seu lirismo, porém de forma direta os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil, em que a liberdade de expressão não era bem quista, e faz alusão a obra de George Orwell, 1984.


"O homem apressado me deixou e saiu voando

Aí eu me encostei num poste e fiquei fumando
Três outros chegaram com pistolas na mão
Um gritou: Mão na cabeça malandro, se não quiser levar chumbo quente nos córneos
Eu disse: Claro, pois não, mas o que é que eu fiz?
Se é documento eu tenho aqui
Outro disse: Não interessa, pouco importa, fique aí
Eu quero é saber o que você estava pensando"

Na faixa dois, "Um Messias Indeciso", em que Seixas diz ter "a sua cara", que, inspirada no livro de Richard Bach, "Ilusões: As Aventuras de Um Messias Indeciso", em que faz uma critica ao teocentrismo contemporâneo, onde vontade própria e motivação divina se confundem:


"E acreditando em si mesmo

Tornou-se o mais sábio entre os seus

E o povo pedindo milagres
Chamava esse homem de Deus
Nas luzes do arredor
Quantos segredos terá"


Há quantas ilusões


A próxima música é "Meu Piano" é uma canção derivativa, uma brincadeira com um piano fora de lugar, que ficou conhecida na época por conter "o solo mais caro do Brasil", no qual o músico Clive Stevens recebeu 3 mil dólares para fazer um solo de sax. Com tom mais debochado e com backing vocals femininos, Raul mostra um mosaico de questões domésticas, com um resultado quase psicodélico, de um casal que se entrega a rotina e se afasta do romance.

Já experimente a casa inteira

E não achei um lugar pro meu piano

Entra ano e sai ano

Não cogito em fazer planos

E eu só gostei do quadro que não pintei!

Lá pras três da madrugada
A síndica embriagada
Resolveu escancarar

Numa briga com o marido

Num acorde sustenido
E o meu piano fora do lugar

Seguindo temos "Quero Ser o Homem que Sou (Dizendo a Verdade)", com humor inteligente e destaque para Rick com nervosa guitarra slide, aqui Raul fala de si mesmo, um homem que, apesar de inteligente, amoroso, e de outras tantas qualidades, erra bastante e não esconde isso de ninguém:

"Dizendo a verdade
Somente a verdade
Dizendo a verdade
Somente a verdade
Essa vã criatura indecisa no mal
Indecisa no bem
Sempre buscando venturas 
E sempre à procura das dores também
Com todos os desejos, pecados, receios 
Rancor e arquejos
Do animal que gargalha
E traz na boca rugidos e beijos!!"

EM "Canção do Vento" Raul Seixas, de forma lirica, fala sobre mudanças, sobre os anseios da juventude e quebra de tradições que travam o progresso. Destaque para a atmosfera que a música apresenta, trazendo em vários momentos o sopro do vento, a variação de instrumental também é muito interessante, alternando entre abalada e momentos de declamação de ode ao personagem vento.

"Vai, arrasta a chuva

Assanha estas nuvens de tempestade

Mas sopra doce o teu sopro
No rosto do moço que fala a verdade
Lá vai o vento, Brasil adentro"

Lá vai o vento, Brasil adentro

A canção seis é "Mamãe Eu não Queria" um clássico da insubordinação inspirada em “I Don’t Wanna Be a Soldier Mama”, do álbum Imagine, de 1971, de John Lennon, a música critica, em plena ditadura militar, o alistamento obrigatório. Essa música foi vetada pela censura, sendo proibida sua execução em público.

"Mamãe, eu não queria
Mamãe, eu não queria

Mamãe, eu não queria
Servir o exército
Nem pra sargento, cabo ou capitão
Nem quero ser sentinela, mamãe
Que nem cachorro vigiando o portão
Não!

Não quero bater continência"

A próxima faixa é "Mas I Love You", o ponto romântico do álbum, aqui Raul Seixas fez em homenagem a sua esposa Kika Seixas, música feita em momento delicado da carreira de Raul, com excesso no álcool e constantes conflitos familiar:


"Eu lavo e passo

Sirvo à mesa e faxino
Aprendo e te ensino
Posso até dirigir
Comprar um táxi
Só pra lhe servir

Deixo de ser coruja
Pra ser sua cotovia
E só viver de dia
Pra você ser feliz
Mas I love you..."

Na música oito tem uma parada bem interessante, Raul regrava a música "Eu Sou Egoísta", que havia sido lançada no disco Novo Aeon, do ano de 1975, e a mixagem feita com instrumentos em um canal e o vocal em outro, como era feito antigamente. Além disso, no final a trechos de canções de Dylan, Caetano Veloso, Lennon e do próprio Raul. Aqui a palavra "egoísta" tem um sentido diferente do seu uso comum, no sentido de fortalecer a palavra "eu", como alguém que gosta de si mesmo, não necessariamente sendo individualista:

"Eu sou estrela no abismo do espaço
O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço
Onde eu tô não há bicho-papão
Eu vou sempre avante no nada infinito
Flamejando meu rock, o meu grito
Minha espada é a guitarra na mão"


O álbum Metrô Linha 743 ainda conta com a regravação da canção "O Trem das Sete", que originalmente esteve no disco Gita, de 1974, e contou com um coro masculino, em que o músico usa o trem como metáfora para a passagem da vida para a morte:

"Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem

Quem vai chorar, quem vai sorrir ?

Quem vai ficar, quem vai partir ?
Pois o trem está chegando, tá chegando na estação
É o trem das sete horas, é o último do sertão, do sertão"

Encerrando o disco (antes da faixa bônus), tem a faixa "A Geração da Luz", música com uma diversidade de instrumentos de sopro, e letra profética que aborda o legado do próprio Raul. A música foi parte da trilha sonora do especial musical para TV Plunct, Plact, Zuuum... 2.

"Eu já ultrapassei a barreira do som
Fiz o que pude às vezes fora do tom
Mas a semente que eu ajudei a plantar já nasceu!!
Eu vou, eu vou m'embora apostando em vocês
Meu testamento deixou minha lucidez"



1 Metrô Linha 743
(Raul Seixas)
2 Um Messias Indeciso
(Kika Seixas, Raul Seixas)
3 Meu Piano
(Cláudio Roberto, Kika Seixas, Raul Seixas)
4 Quero Ser O Homem Que Sou (Dizendo A Verdade)
(A. Simeone, Kika Seixas, Raul Seixas)
5 Canção Do Vento
(Kika SeixasRaul Seixas)
6 Mamãe, Eu Não Queria
(Raul Seixas)
7 Mas I Love You (Pra Ser Feliz)
(Raul Seixas, Rick Ferreira)
8 Eu Sou Egoísta
(Marcelo Motta, Raul Seixas)
9 O Trem Das Sete
(Raul Seixas)
10 A Geração Da Luz
(Kika SeixasRaul Seixas)
11 Anarkilópolis (Cowboy Fora-Da-Lei Nº 2)
(Cláudio Roberto, Raul Seixas, Sylvio Passos)

quinta-feira, 19 de março de 2020

Plebe Rude - Primórdios [2018]

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“Primórdios” é o álbum mais recente com canções compostas entre 1981 e 1983, e, dentre elas, nove músicas inéditas que tocavam no começo da banda, mas nunca haviam gravado e lançado oficialmente. Trata-se de um conteúdo ao vivo, gravado no final de 2017 durante um show no Espaço Som, em São Paulo, produzido pelo Showlivre.com e dirigido por Walter Abreu e Rapha Al. 

A ideia do álbum surgiu após o lançamento do livro “Meninos em Fúria”, uma co-autoria do integrante Clemente Nascimento (guitarra e voz) e do escritor Marcelo Rubens Paiva, quando Philippe Seabra (guitarra e voz, igualmente) viu a necessidade de também resgatar suas memórias para um futuro livro – ainda em fase de escrita.

1 Cavalaria Rusticana
2 Nada (Original)
3 Bandas BSB
4 Pressão Social
5 Tá Com Nada
6 Pirataria
7 Consumo
8 Dança Do Semáforo
9 Sexo E Karatê
10 Festas
11 Moda
12 Vote Em Branco
13 Ditador
14 48
15 Voz Do Brasil
16 Disco Em Moscou
17 Censura
18 Disco Em Moscou (Estúdio)

segunda-feira, 16 de março de 2020

Leões de Marte - A Face Mais Vermelha [2017]

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Leões de Marte é uma banda de rock instrumental constituída por membros de bandas previamente estabelecidas no cenário autoral de Belo Horizonte (MG), como Zonbizarro, Soft Maria, Elíza e Lively Water. A formação atual conta com Henrique Rocha (bateria), João Victor Lopes (baixo), Martin Montiel (guitarra), Rafael Dantas (guitarra) e Rodrigo Nueva (guitarra).

Tendo como QG o estúdio Tubo Cultural, os caras começaram a trabalhar o primeiro EP em Agosto de 2016, passando o restante deste mesmo ano compondo e arranjando, compartilhando sons e influências, e, consequentemente, construindo sua identidade.

Entre as características principais da Leões, estão a grande profundidade do som, várias camadas de arranjos sobrepostos e bastante dinâmica, buscando sempre criar narrativas com diferentes sensações, sem medo de flertar com dissônâncias e o experimentalismo.

Em Março de 2017 lançam a música “Fobos”, que foi gravada e também filmada no próprio Tubo Cultural e, desde então, a Leões vem se apresentando nas casas de BH e região, com planos de excursionar pelo país no segundo semestre.
Com participação efetiva de todos integrantes, a banda acaba de lançar seu primeiro EP, intitulado A Face Mais Vermelha, que surge para contar e celebrar este momento tão importante e ímpar na vida de cada um.


01. Deimos
02. O Quarto de Fogo
03. Inverno Abaixo
04. Fobos

segunda-feira, 9 de março de 2020

Guardavento - Apesar de Tudo [2019]

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Essa banda mandou seu material para mim em uma época que fique se conseguir postar no blog. Voltando agora de a ativa, mesmo que de foram esporádica, faço questão de ser minha primeira postagem depois desse recesso. Segue release enviado pela banda.


Por Humberto Florim do Guardavento

Guardavento é uma banda brasiliense independente, formada entre 2017-19 e constituída por Naiça Mel (Vocal), Lídia Moreira (Teclados), Anderson Freitas (Guitarra/teclado), Humberto florim (Baixo), Yan Britto (Bateria). A banda lança o seu primeiro álbum "Apesar de tudo" - gravado e produzido por André Zinelli e Diego Poloni, mixado e masterizado por Diego Poloni.

As influências da banda vêm da MPB, da World Music e do Pop internacional. O projeto teve início na junção entre Humberto e Anderson, que compuseram as músicas e encontraram Naiça para dar voz ao material. Nesse processo entraram também André e Diego, produtores experientes inclinados a experimentar novos sons. As composições foram sendo desconstruídas no estúdio e pensadas de dentro para fora, buscando consolidar uma identidade nova para o som.

Yan Britto e Lídia Moreira integraram-se ao grupo durante o período de ensaios para dar corpo ao projeto. O conceito do álbum trata da influência do tempo sobre a percepção das emoções e o valor da memória. Temas como angústia, solidão e melancolia são abordados em forma de confissões pessoais, imersas numa sonoridade brasileiro-urbana e contemporânea.


Canal oficial no YouTube 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

A volta de quem não foi!

Saudações camaradas!

Estive bastante ausente mas estou de volta a conta gotas a partir de agora. Blog amador sofre quando a vida profissional fora da web requer atenção maior.

Observei a pouco que há muitos pedidos de reupagem de links e alguns de álbuns inéditos no blog. Estarei dando atenção a eles primeiro. Na sequência estarei postando material da banda Guardavento, que me enviou seu álbum no fim de 2019 e eu não pude dar atenção necessária, lamento sinceramente pessoal.

Dario Luzio me enviou um de seus livros, e logo vou destacá-lo em uma postagem também.

Agradeço a paciência.


Vamo que vamo!

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Zé Geraldo - Caminhos de Minas [1983]

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A1 Pelas Chaves De São Pedro
A2 Sabiá
A3 Uai Bichinho
A4 O Pastor E O Rebanho
A5 Acordando A Poeira Da Estrada
B1 Voar Voar
B2 Digital
B3 Poeta E Bandido
B4 Quatro Cantos De Saudade
B5 Cabocla Da Lua Nova
B6 Caminhos De Minas

domingo, 20 de outubro de 2019

Beach Combers - Beach Combers Ao Vivo [2019]

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Em Maio de 2018, o Beach Combers se apresentou no evento “Concertos Urbanos” no Rio de Janeiro, uma parceria da Deck, Orquestra Petrobrás Sinfônica e Cerveja Jeffrey, em homenagem aos 20 anos da gravadora. Em meio a diversos shows, o surf rock do Beach Combers se destacou e gerou um álbum ao vivo. Com 11 faixas, o álbum traz sucessos como “Hava Nagila”, “Tha Shape Of Things To Come”, “Land of 1000 Dances” e músicas autorais da banda: “Tá Tudo Bem”, “Rockstar da Lapa”, entre outros.

Formado no início de 2009, no Rio de Janeiro, os Beach Combers não são exatamente um tipo comum de trio. Bernar Gomma (guitarra), Paulo Emmery (baixo) e Lucas Leão (bateria) surfam sem medo na onda instrumental, mesclando o som das guitarras magnéticas do surf music à trip lisérgica de garagem dos anos 60. Tudo isso sem parecer ou soar como uma banda de releitura. Eles imprimem sua própria pegada e identidade única, estética e sonora, destacando-se assim nacionalmente na criação de novos temas.



1 Hava Naguila
2 Já Te Falei
3 Tá Tudo Bem
4 O Mistério Do Catamarã
5 Shape Of Things To Come
6 Rockstar Da Lapa
7 Substitute
8 Land Of 1000 Dances
9 Carta De Sangue
10 A Maldição de Mantezuma
11 Expresso Da Meia Noite

sábado, 19 de outubro de 2019

Beach Combers - Beach Attack [2018]

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Com muito reverb saindo de um Giannini Baguinho, os Beach Combers apresentam seu novo álbum “Beach Attack”. A vibração das ruas se encontra na areia da praia com elementos psicodélicos e garageiros, trazendo novas atmosferas junto ao surf rock instrumental nas composições. Muito balanço com efeitos viajantes. A pegada marcante do rock visceral reverberada com distorções e guitarras magnéticas.

Beach Attack é um álbum conceitual, com dinâmica e alternância de climas e ritmos. Inspirado pela ocupação artística urbana do trio carioca, o disco mescla muito bem o que seria um universo próprio da banda. Ele explora a dualidade da praia com o caos cotidiano da cidade. Apresentado em 13 faixas, esta nova obra mostra a relevância dos chamados “Beach Attacks” e a interação do público nessas apresentações.

Gravadas ao vivo, as músicas têm a “guitarra marolada” de Bernar Gomma, que imprime com maestria todo seu vigor, ritmos marcantes e viradas de peso dignas de uma verdadeira “patada do leão”, que são distribuídas livremente por Lucas Leão em seu bumbo de 24 polegadas. A condução instrumental tem ênfase nas belíssimas melodias, mas não deixa de lado o encorpado campo harmônico muito bem representado por Paulo Emmery, que marca sua estreia no baixo e incorpora todo o tipo de “fuzz” e sua personalidade setentista, engrossando ainda mais o caldo.


1 Go Go Beach Combers
2 Tá Tudo Bem
3 O Mistério Do Catamarã
4 Gambiarra
5 Já Te Falei
6 Rockstar Da Lapa
7 O Baile Das Mariposas
8 Me Encontrei Na Paulista
9 Carta De Sangue
10 Rei Da Praia
11 Última Chance
12 A Maldição De Montezuma
13. Expresso Da Meia-Noite / Gambiarra

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Humberto Gessinger - Não Vejo a Hora [2019]

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Release

Não Vejo a Hora traz 11 canções autorais gravadas com dois trios, um acústico e um power (elétrico). São oito faixas com um power trio e três músicas acústicas, nas quais Gessinger assume a viola caipira. Todas as letras são de Gessinger e as músicas trazem parcerias com Duka Leindecker, Bebeto Alves, Felipe Rotta, Nando Peters e Esteban Tavares. 


1. Partiu
2. Um Dia De Cada Vez
3. Bem A Fim
4. Algum Algoritmo
5. Calmo Em Estocolmo
6. Olhou Pro Lado, Viu
7. Fetiche Estranho
8. Maioral
9. Estranho Fetiche
10. Outro Nada
11. Missão

sábado, 12 de outubro de 2019

Leo Gandelman [1987]

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A1 A Ilha
(William Magalhães, Leo Gandelman)
A2 Sax Driver
(Nico Rezende, Leo Gandelman)
A3 Gente Da Rua
(Toni Costa)
B1Sequestro Da Banda
(Leo Gandelman)
B2 Viagem (Se Eu Soubesse)
(Duda Cavalcanti, William Magalhães)
B3 Castelo De Areia
(Leo Gandelman)
B4 Folha Morta
(Ary Barroso) 

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Hélio Delmiro - Violão Urbano [2002]

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Completando a discografia do Hélio Delmiro aqui no blog, disponibilizou o penúltimo álbum da sua carreira. Totalmente autoral. Bora ouvir que é bom demais.


1 Violão Urbano
(Hélio Delmiro)
2 Cacá e Bié
(Hélio Delmiro)
3 Bolero
(Hélio Delmiro)
4 Serôdia
(Hélio Delmiro)
5 Rio Doce
(Hélio Delmiro)
6 Catarse
(Hélio Delmiro)
7 Desafeto
(Hélio Delmiro)
8 Emotiva Nº1
(Hélio Delmiro)
9 87-Boca Do Mato
10 Lago's
(Hélio Delmiro)
11 Lágrima Azul
(Hélio Delmiro)
12 Íntima
(Hélio Delmiro)

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Clare Fisher e Hélio Delmiro - Symbiosis [1999]

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Por José Domingos Raffaelli no blog do Hélio Delmiro em 2007

A paixão do pianista e arranjador americano Clare Fischer pela música brasileira vem de longe. Desde o início dos anos 60, quando ganhou de presente um disco de Elizeth Cardoso. A partir daí, não só correu atrás de outros discos como gravou músicas brasileiras, incluindo os arranjos para orquestra do álbum "João", de João Gilberto. Mas a ligação de Fischer com a MPB estreitou-se de vez a partir do encontro com o guitarrista brasileiro Helio Delmiro, em 1998, nos shows e gravação do CD "Symbiosis", que continua agora numa turnê brasileira.

Os dois passaram por São Paulo na semana passada, tocam sábado, dia 5, na Sala Villa-Lobos do Hotel Nacional, em Brasília, e terminam no Mistura Fina, no Rio, dias 11 e 12 de agosto.

- Toquei com inúmeros guitarristas, inclusive Joe Pass, mas Helio é o melhor de todos - diz Fischer, que fala português e espanhol com razoável fluência. - Sonhava gravar um disco com Helio desde quando ouvi o álbum "Samambaia", que fez com Cesar Camargo Mariano. "Symbiosis" coroou esse sonho.

Fischer lembra do impacto que foi seu contato com a música brasileira.

- Ganhei um disco de Elizeth Cardoso e fiquei tão empolgado que dei o nome dela a uma das minhas composições - conta. - Então comecei a ouvir todos os discos de bossa nova que conseguia, principalmente de João Gilberto.

Em sua carreira, Fischer gravou inúmeros discos de música brasileira e latina. Num deles perpetuou sua famosa "Pensativa", gravada por uma legião de artistas, inclusive no Brasil.

- "Pensativa" é uma bossa nova, mas nos Estados Unidos todos a tocam no andamento 4/4 do jazz - comenta em tom de reclamação.

Animado com a turnê brasileira iniciada em São Paulo, Delmiro também não poupa elogios ao pianista:

- Clare é um músico muito inventivo que não se repete, dá gosto tocar com ele.

Fischer começou sua carreira como pianista e diretor musical do conjunto vocal Hi-Lo's, nos anos 50.

- Estava com eles quando escrevi os arranjos para o disco "September afternoon", do trompetista Donald Byrd com cordas, gravado em 1957 - conta. - Conhecia Byrd dos tempos em que estudamos na Universidade de Michigan.

O disco ficou inédito durante 25 anos, mas Dizzy Gillespie ouviu uma gravação em fita e convidou Fischer para fazer os arranjos de um álbum que gravou para a Verve com músicas de Duke Ellington.

- Por ironia, meu nome não constou nos créditos dos dois álbuns - lembra Fischer.

Simbiose de duas carreiras tão distintas e, ao mesmo tempo, próximas, nos shows dessa turnê Delmiro e Fischer prometem muitas surpresas.

- Incluiremos as inéditas "Sonho", do Clare, e "Lágrima azul", um choro-blues de minha autoria - adianta Helio.

- Além de alguns temas de "Symbiosis", apresentamos outras composições que escolhemos na hora. Gostamos de variar, evitando repetir as músicas do nosso repertório - conclui Fischer.



1 My Old Flame
(A. Johnston)
2 Melina Do Rio
(Clare Fischer)
3 P'ro Baden (Homagem para Baden Powell)
(Hélio Delmiro)
4 Lago's
(Hélio Delmiro)
5 Blues in F
(Clare Fischer)
6 Dois por Quatro
(Hélio Delmiro)
7 Carrousel
(Hélio Delmiro)
8 Pensativa
(Clare Fischer)
9 Donna, My Love
(Clare Fischer)
10 Esperando
(Hélio Delmiro)
11 Amor Em Paz
(Antônio Carlos Jobim)
12 Autumn Leaves
(Joseph Kosma)
13 Samba de Uma Nota Só
(Antônio Carlos Jobim)

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Gabriel Thomaz Trio - Babababa [2019]

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Por Hearts Bleed Blue

Novo projeto do Gabriel Thomaz, vocalista e guitarrista do Autoramas e ex-Little Quail, o trio instrumental "surf-fuzz-guitarrada" Gabriel Thomaz Trio lançou em 2019 o álbum de estreia "Babababa".

Com muita energia, riffs marcantes e um som dançante que aproveita de efeitos como vibrato, tremolo e "fuzz no talo", o trio formado em 2016 conta também com Jairo Fajer no baixo e Bruno Peras na bateria.

"No Autoramas sempre gravamos músicas instrumentais em todos os nossos discos, mas essas músicas, que sempre curti muito, nunca tinham espaço dentro do vasto repertório. Então decidi fazer um projeto paralelo, com outro nome, pra poder tocar músicas nesse esquema instrumental. Meus companheiros que completam o trio abraçaram o projeto comigo e é uma grande realização chegar até esse lançamento", revela Gabriel.

"Babababa", lançado em CD pela Hearts Bleed Blue, conta com dez faixas e tem a produção de Billy Comodoro. A arte de capa é assinada por Old Boy.


1. Babababa
2. Toilet Line
3. Horny Horn
4. Telecartofilia
5. Guitarrada II
6. Ecranoplano
7. Ruradélica
8. A Esparrela e a Pantomima
9. Guitarrada no Pelo
10. Tilt

domingo, 6 de outubro de 2019