quinta-feira, 21 de junho de 2018

Os da Bahia - Fobus In Totum / Nem Sei De Mim [1970]

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Por Ariel Fagundes em Noize

Antes dos Novos Baianos surgirem e conquistarem o Brasil com sua psicodelia, os irmãos Pepeu Gomes e Jorginho Gomes já eram músicos fenomenais. Ao lado do seu irmão Carlinhos e de um vocalista chamado Lico, essa dupla que depois tocaria com Moraes Moreira e cia. formou no fim dos anos 1960 um grupo chamado Leif’s. Hoje, a banda é pouco conhecida, mas na época ela se destacou por sua fúria e virtuosismo, especialmente entre os outros músicos, que lhe respeitavam muito. Tanto que o grupo foi chamado por Caetano Veloso e Gilberto Gil para ser a banda de apoio do lendário show Barra 69 que a dupla fez em Salvador pouco antes de ser mandada para seu exílio em Londres pela Ditadura Militar.

Infelizmente, esse disco do Caetano e do Gil é um dos raros registros da sonoridade do Leif’s. Em 1970, a banda gravou um compacto com a gravadora Beverly que nunca chegou às lojas, pois foi feito apenas para circular entre as principais rádios do país. Porém, em uma atitude de extremo desrespeito, a gravadora ignorou o nome do grupo e lançou o disco como se eles se chamassem Os Da Bahia, fato que revoltou Pepeu e seus colegas. Só há alguns meses esse compacto histórico foi relançado através de uma iniciativa do selo Psico BR, capitaneado pelo designer Fabricio Bizu. A trajetória meteórica do Leif’s, que acabou com o nascimento do Novos Baianos, foi o fio condutor da conversa que você lê AQUI.


Lado A
Fobus In Totum
(Lico, Pepeu)

Lado B 
Nem Sei De Mim
(Lico, Pepeu)


Carlinhos - baixo
Jorginho Gomes - bateria
Lico - guitarra, vocais
Pepeu Gomes - guitarra, vocais

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Jorge Ben - Força Bruta [1970]

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Outra obra-prima. É um disco mais soturno, a começar pela singela melancolia de Oba Lá Vem Ela, um libelo ao amor platônico. Em Força Bruta há o equilíbrio perfeito entre baladas e canções mais agitadas. A presença do Trio Mocotó também precisa ser ressaltada. O entrosamento de João da Parahyba, Fritz Escovão e Nereu Gargalo com Jorge Ben é algo de outro mundo.


A1 Oba, Lá Vem Ela
A2 Zé Canjica
A3 Domenica Domingava Num Domingo Linda Toda De Branco
A4 Charles Jr.
A5 Pulo, Pulo
B1 Apareceu Aparecida
B2 O Telefone Tocou Novamente
B3 Mulher Brasileira
B4 Terezinha
B5 Fôrça Bruta

terça-feira, 19 de junho de 2018

Donato e Seu Conjunto - Chá Dançante [1956]

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A1 - Comigo É Assim
(Luiz Bittencourt, Zé Menezes)
A2 - No Rancho Fundo
(Ary Barroso, Lamartine Babo)
A3 - Se Acaso Você Chegasse
(Felisberto Martins, Lupicínio Rodrigues)
A4 - Carinhoso
(João de Barro, Pixinguinha)
B1 - Baião
(Humberto Teixeira, Luiz Gonzaga)
B2 - Peguei Um "Ita" No Norte
(Dorival Caymmi)
B3 - Farinhada
(Zé Dantas)
B4 - Baião Na Garoa
(Hervê Cordovil, Luiz Gonzaga)

domingo, 17 de junho de 2018

Wander Wildner - De Gritar Me Cansei Rouco e ao Pensar no Mundo Eu Me Vi Louco [2018]

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Por Felipe Lucena em Galeria Musical

"Bebendo Vinho" é uma das canções mais famosas de Wander Wildner, o brega punk. Seu mais recente álbum, lançado este ano, “De Gritar Me Cansei Rouco e ao Pensar no Mundo eu Me Vi Louco”, tem muito a ver com a música gravada pelo Ira!. É um disco para mergulhar em uma embriagante viagem. Wander, como um bom vinho, melhora com o tempo. 

Após uma sequência de excelentes trabalhos, Wander Wildner, novamente, não decepcionou. Um disco com composições profundas, apesar de pouca sofisticação sonora, letras para ouvir várias vezes e instrumental convidativo, envolvente. 

Destaque para a lírica de "Canivetes, Corações e Despedidas", poesia ébria. "Devolve" é a belíssima brega que fala de uma separação conjugal. 

A veia punk, crítica, não ficou de fora. Algumas doses dessas são brindadas em "De Gritar Me Cansei Rouco e ao Pensar no Mundo eu Me Vi Louco". "Boliviano", que fala da presença de imigrantes no Brasil é uma delas. “O mundo sem Joey”, que fecha o disco, é clara referência ao estilo musical. 

"Ladrão de Automóveis e Motocicletas", que tem o título quase autoexplicativo, fala de como o consumo vira a cabeça de muitas pessoas, que perdem o rumo por isso. 

No geral, este mais recente trabalho de Wildner soa doce, porém, com acidez precisa. A garrafa é funda e fácil de consumir. Saborosa. 

É disco para se entorpecer bebendo qualquer coisa. Ou até mesmo sóbrio. Certo mesmo é o ótimo envelhecimento de Wander Wildener, na contramão do mundo, que costuma envelhecer mal e amargar as doses na vida.


1 - Peyote
2 - Boliviano
3 - Roubadas, Vícios e Malhos
4 - Ladrão de Automóveis e Motocicletas
5 - Estradas de Sc
6 - Canivetes, Corações e Despedidas
7 - Devolve!
8 - O Último Romântico da Rua Augusta
9 - Thomas Edison
10 - O Mundo Sem Joey

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Ira! - Folk [2017]

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Por Marcelo Moreira em Combate Rock

A ideia era inusitada, mas muita gente achou péssima: converter músicas a um formato folk, só com voz e violão, isso bem depois da moda dos “acústicos/unplugged” ter passado.

Muitos fãs torceram o nariz, mas Edgard Scandurra e Marcos “Nasi” Valadão apostaram alto, pois avaliavam que não tinham muito a perder.

O risco era grande, mas o projeto Ira Folk! foi a grande sacada mercadológica da carreira da dupla, que se reconciliou em 2013 após seis anos brigados.

Amigos de novo, recriaram o Ira! sem o baterista André Jung e o baixista Ricardo Gaspa, estavam curtindo tocar os velhos sucessos com uma banda revigorada, mas qual seria o próximo passo? Haveria espaço para um CD de inéditas?

Ira Folk! era uma experiência limitada, de início, mas o nome da banda ainda é muito forte e o formato agradou. Para quem esperava uma reedição do MTV Unplugged que a banda fez há mais de dez anos, a surpresa foi enorme.

É violão e voz, somente, com arranjos muito diferentes e mais lentos, bem ao gosto daqueles fãs de Neil Young e Cat Stevens.

Algumas músicas tiveram a sua característica preservada, com levadas bem próximas das versões originais graças ao talento de Scandurra, que usa e abusa de um repertório e influências sessentistas em que predominam a pegada típica de Pete Townshend (The Who), Dave Davies (The Kinks) e Paul Weller (The Jam).

O projeto acabou crescendo demais e o som teve de ser encorpado. Entram em cena então os companheiros do Ira! para dar uma força à dupla principal – Daniel Scandurra, filho de Edgard, no baixolão (um violão com características de baixo) e Jhnny Boy, no violão e nos teclados.

Para arrepio daqueles que desdenharam da ideia inicial, o resultado é muito bom, tanto que virou DVD e um CD digital – vendido apenas em MP3, nas plataformas digitais.

Com um repertório extraordinário e rico para escolher, Nasi e Scandurra foram certeiros e aproveitaram para recriar alguns sucessos e revisitar músicas bem legais que estavam perdidas no catálogo – cortesia da liberdade que o formato oferece, sem algumas amarras que o formato baixo-guitarra-bateria limita.

O DVD foi um projeto que nasceu em parceria com o Canal Brasil e teve as participações especiais da cantora Fernanda Takai (Pato Fu) e do violonista monstro Yamandú Costa.

O que vemos na apresentação de 11 de março de 2017, gravada no Citibank Hall, em São Paulo, é um primor de profissionalismo e qualidade, ainda que houvesse menos espontaneidade – parece até que havia certo nervosismo, natural para um evento tão importante.

No último dia 20 de janeiro, quase um ano depois do registro para o DVD, o Ira!Folk lotou o teatro do Sesc Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, em uma performance ainda melhor.

Mais relaxados e mais seguros, Nasi e Scandurra dominaram palco e plateia de uma forma soberba, extasiados pelo sucesso do projeto. Certamente, no começo do show, estavam se divertindo mais do que os espectadores.

Desta vez não havia convidados especiais, mas nem precisava. A sequência de hits melhorou o clima de “já ganhou”, tornando-o “somos campeões”. Scandurra esbanjou técnica e virtuosismo na condução de “Tardes Vazias” e na fantástica “Dias de Luta”, colocando efeitos que aproximaram a canção dos momentos de glória sessentistas do Who.

Nasi aprendeu faz tempo a domar as mudanças ocorridas em sua voz em mais de 35 ano de trajetória e se mostrou muito à vontade em canções emblemáticas, como “Boneca de Cera”, “Rubro Zorro” e “Receita Para Se fazer Um Herói”: canta com leveza, sem esforço, dando-se ao luxo de fazer alguns malabarismos vocais.

Bem diferente dos excessos de produção que os unpluggeds costumavam ostentar, como naipes de metal e camas de pianos, teclados e vocais, o formato “folk” criado pelo Ira! exaltou a máxima de que menos e mais.

Os violões predominam de forma a tornar possível ouvir todas as nuances sonoras dos dedilhados inspirados de Scandurra, além de mostrar a evolução de Nasi como cantor e frontman.

No DVD, o grande destaque é “Dias de Luta”, onde Yamandú Costa dá uma aula de violão em uma caprichada introdução e fazendo uma base extraordinária, onde chega a duelar com o dono da festa.

A participação de Fernanda Takai em “Tolices” se mostrou tímida e reverente demais, pouco acrescentando à delicada versão recriada por Nasi e Scandurra.

“Flerte Fatal” e a pouco conhecida “Mesmo Distante”, com seus arranjos precisos e delicados, transportaram a plateia para a gênese do rock nacional, na primeira metade dos anos 80, deliciando os contemporâneos das músicas e surpreendendo os mais jovens, que não imaginavam o poder acústico das canções.

“Nada mais natural que fosse assim”, comentou Nasi em um dos intervalos do show do Sesc Vila Mariana. “Tínhamos muita confiança de que o formato iria funcionar porque 80% das nossas composições começaram somente com violão e voz. É bom que ver que o desnudamento das músicas agrada e surpreende.”

Houve quem duvidasse das possibilidades de sucesso do Ira! Folk – muita gente, aliás. Houve até quem dissesse que se tratava de um acústico disfarçado com motivação caça-níqueis.

Alheios a isso, os integrantes do Ira! Folk tinham outras preocupações. Precisavam se concentrar em oferecer um produto de qualidade, com uma nova cara e que, de certa forma, surpreendesse quem esperasse o mesmo de sempre. O resultado é altamente satisfatório.


1. Mudança De Comportamento
2. Flerte Fatal
3. Eu Quero Sempre Mais
4. Quinze Anos (Vivendo E Não Aprendendo)
5. Receita Para Se Fazer Um Herói
6. Mesmo Distante
7. O Girassol
8. Culto De Amor
9. Tarde Vazia
10. Dias De Luta
11. Perigo
12. Rubro Zorro
13. Tolices
14. Telefone
15. Flores Em Você
16. Envelheço Na Cidade
17. Boneca De Cera
18. Núcleo Base

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Nenhum de Nós - Doble Chapa [2018]

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“Uma Vida Ordinária”, a nova música do Nenhum de Nós, fala de alguém que deseja sair de uma vida sem perspectiva e que acorda cedo para conseguir isso. Alguém que busca seu próprio caminho. A faixa que abre o EP ganhou versão para o espanhol, já que sua autoria em parceria com Thedy Corrêa é assinada também pelo músico uruguaio Fede Lima, cujo projeto artístico se chama SOCIO. É com ela que o quinteto gaúcho renova parcialmente seu repertório e inicia uma nova tour em abril. E, mais uma vez, começando por São Paulo, onde a banda faz temporada no Teatro J. Safra em abril.

As interações com o pop & rock uruguaio não param por aí: a faixa “Fã de Faith No More” é uma versão do Nenhum para um dos maiores hits de SOCIO. E a música “O Aprendiz”, é uma versão para o português de uma canção da banda uruguaia Cuarteto de Nos.

Doble Chapa é uma expressão que define as pessoas que vivem na fronteira próxima ao Uruguai. Motivo de documentários, ensaios literários e canções, inspirou o grupo gaúcho no momento de batizar o EP. “Fronteiras podem ser legais na medida que abrigam iniciativas culturais marcadas por peculiaridades. Misturar estas particularidades para gerar algo novo é o tom deste novo trabalho”, revela o guitarrista Carlos Stein. “Com Doble Chapa reforçamos nossa identidade latino americana” complementa Thedy Corrêa. E prossegue: “somos apaixonados pelo nosso continente e temos especial orgulho de nossa condição de sulistas e gáuchos (com o acento castelhano). Nossa cultura é o resultado desta mistura que não conhece fronteiras e que faz com que haja sintonia mesmo falando línguas diferentes”.

Com o lançamento deste EP, o primeiro nos 31 anos de carreira da banda, o Nenhum prossegue reforçando seus laços com os artistas do Prata, desta vez também no campo autoral. Sobre isto fala Carlos Stein: “temos uma identificação natural com o rock produzido nesta região. Usamos as mesmas fontes. Mas isso não é novidade em nossa carreira. A novidade é lançar um trabalho totalmente voltado para isto”. E Thedy Corrêa reforça: “quando ouço uma canção em castelhano que eu gosto, automaticamente faço versões na minha cabeça como um exercício criativo. Algumas destas versões entraram em discos, outras apenas ficaram como experimentos. Mas o vai e vem do idioma é incrivelmente estimulante.”

E Thedy fecha uma reflexão sobre os percalços da integração musical latina: “falta um fortalecimento do mercado latino no Brasil, que o ignora solenemente. Somos mais suscetíveis às influências europeias e americanas do que aquela que nos proporciona a proximidade com os vizinhos de continente. É uma visão colonialista que atrapalha o intercâmbio cultural. Bandas como Nenhum de Nós e Paralamas do Sucesso fazem esta aproximação há décadas. Falta que outros artistas resolvam aderir à causa.” E Carlos completa: “embora exista muita admiração de parte a parte entre nossos países, o lado cultural ainda se ressente do tamanho do mercado. Acho que trabalhos como esse e investir nestes intercâmbios através de shows, podem ser o caminho para se construir algo mais concreto”.

Prontos para a nova tour cuja estreia será em abril por São Paulo no Teatro J. Safra, o Nenhum vai mantendo sua trajetória bem sucedida no mercado brasileiro, mas continua atento à cena musical dos países latinos.

O single “Uma Vida Ordinária”, também com versão em espanhol, está disponível nas plataformas digitais. O EP em formato físico chega às lojas na segunda semana de abril. Período em que estará também estará na íntegra para distribuição digital. Lançamento da Ímã Records.

domingo, 10 de junho de 2018

Paulo dos Santos - Raul Seixas A Mosca na Sopa da Ditadura Militar, Censura, Tortura e Exílio (1973-1974) [2007]

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Resumo

Esta dissertação busca resgatar a importância do cantor e compositor Raul Seixas (1945-1989) no período entre a ditadura militar e a promulgação da Constituição de 1988. Procura, ainda, verificar sua inserção no cenário artístico brasileiro e em outros segmentos durante a década de 1970, como a contracultura, a censura, a repressão e a tortura a todos os considerados subversivos. Reconhecido como compositor de muitos talentos, o cantor figurou entre os mais renomados artistas dos últimos anos na Música Popular Brasileira. Divulgador da Sociedade Alternativa, que em pleno regime militar tinha como lema faz o que tu queres, pois é tudo da lei , fez de suas músicas discursos dotados de um espírito inovador para dizer coisas velhas com características novas, misturando diferenciados ritmos que, segundo o artista, tinham as mesmas malícias , como o rock and roll e o baião, e, assim, constituindo tendências. O presente estudo está dividido em três capítulos: no primeiro Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou... de Raulzito a Raul Seixas narram-se a trajetória do artista desde o início de sua carreira, o sucesso e os últimos anos de vida. No segundo O monstro SIST é retado e tá doido pra transar comigo... Raul Seixas e a Censura são estudados a censura, o gibi-manifesto, principal instrumento teórico para a implantação da Sociedade Alternativa no Brasil, e o diálogo entre a censura e as músicas censuradas. Por fim, no terceiro Porque só tem verdades pra dizer, pra declarar... Raul Seixas e a Polícia Federal apresenta-se como ocorreram a perseguição, a prisão, a tortura e o exílio ao artista

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Alexandre Lucchese - Infinita Highway Uma Carona Com Os Engenheiros do Hawaii [2016]

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Descrição

Era pra ter durado uma noite só. Era pra ter sido somente uma banda de abertura. Era pra ter outro nome. Não era pra ser um trio. Eram várias variáveis. Graças a essa sucessão de fatos estranhos, quando não ter plano é o melhor plano, nasceu uma das maiores bandas do rock brasileiro: Engenheiros do Hawaii. Uma história cheia de lances improváveis que o jornalista Alexandre Lucchese conta nesta biografia, depois de ter entrevistado mais de uma centena de pessoas ligadas à banda, inclusive Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Augusto Licks, o trio responsável pela fase de maior sucesso, que acabou se desfazendo anos mais tarde em meio a brigas e processos judiciais. Embarque na infinita highway para ver como nada do que foi planejado para a viagem deu certo, mas, nesse caso, ter dado tudo errado não poderia ter sido o mais certo.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Alexandre Petillo e Mauro Beting - A Ira de Nasi [2012]

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Descrição

Nasi não nasceu para ser santo. Nasceu para ser a voz de um pecado capital. Quando foi fundo ele acabou indo além do permitido e recomendado. E, na volta, trouxe com ele tudo que o dragou – do melhor e do pior. Nas travessias ao céu e nas travessuras abaixo do inferno das drogas químicas e das porcarias das pessoas físicas e jurídicas que experimentou, o ex-vocalista do Ira! se tornou homem com todas as letras. Desde as bem feitas e de boa métrica até as malfaladas e malditas. Você ficará vermelho de raiva e de paixão com a história de um dos roqueiros mais polêmicos do Brasil, com tantas tretas que fizeram da vida de Marcos Valadão, este Wolverine brasileiro contraditório e solitário, coisa de ficção, de horror, de comédia e de drama, mas também de muito amor.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Johnnt Alf [1965]

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A1 Kaô Xango
(Johnny Alf)
A2 Canção Pra Disfaçar
(Johnny Alf, José Briamonte)
A3Ceu Alegre
(Johnny Alf)A4 Imenso Do Amor
(Durval Ferriera, Humberto Pires)
A5 Quase Tudo Igual
(Ary Francisco, Johnny Alf)
A6 Gismi
(Johnny Alf, José Briamonte)

B1 Samba Sem Balanço
(Vera Brasil)
B2 Se Eu Te Disser
(Johnny Alf)
B3 Bossa Só
(Johnny Alf)
B4 Tudo Que É Preciso
(Durval Ferrerra, Pedro Camargo)
B5 Eu Só Sei
(Armando Cavalcanti, Victor Freire)
B6 Eu Quis Fugir De Teus Olhos
(Laercio Vieria, Johnny Alf)

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Johnny Alf - Diagonal [1964]

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Diagonal é um grande disco. Alf não toca piano, apenas canta. E poucas vezes o fez tão bem. O acompanhamento é fora de série, com a bateria de Edson Machado, a flauta de Jorginho, o sax de Zé Bodega, a guitarra de Neco e o piano e órgão de Celso Murilo se destacando entre outros tantos cobras. Cinco das 12 faixas são de sua autoria. Uma em parceria com o padrinho Vítor Freire. Três velhos sucessos do início da carreira, “Podem Falar”, do disco de Mary Gonçalves; “O Chorinho Seu Chopin, Desculpe” e o baião moderno “Céu e Mar”, dos tempos do bar do Plaza. E Disa. Temos ainda um sambinha carioca de Vítor Freire e Armando Cavalcanti, sucesso na voz de Isaurinha, Bondinho do Pão de Açúcar. Uma bossa curtinha de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo. E gente nova, ou quase nova: Marcos e Paulo Sérgio 58 Valle, Durval Ferreira, Maurício Einhorn, Lula Freire e Tita.

Ficha técnica AQUI.
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