sábado, 28 de setembro de 2019

Barão Vermelho - 2 [1983]

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Por Redação SRzd

Segundo disco da Banda, lançado em 1983, apesar de conter alguns clássicos, ainda não tinha feito a banda estourar, mas semeou bem o terreno. O lado A abre com uma Intro que está ligada a Menina Mimada, um blues com uma intepretação bem danada de Cazuza. Um dos grandes clássicos da primeira fase da banda; O Que a Gente Quiser, apesar do tema da letra, não foi composta pelo Cazuza, música simples que aproximava mais a banda ao estilo New Wave do início da década; o mesmo se pode dizer de Vem Comigo, com sua melodia de teclado e levada no melhor estilo Blitz; apesar desse estilo anos 80 que marcava o início da maioria das bandas, o Barão se destacava pelo trabalho de guitarras de Frejat, marcado por influências do blues e do rock dos anos 50, Bicho Humano mostra bem essa ideia, além da interpretação de seu “brow”; por fim, Largado no Mundo, um blues de pegada acústica, bem marcado pela gaita característica do estilo.

O lado B inicia com um clássico visceral, Carne de Pescoço, com um riff matador de Frejat, bateria pesada de Guto Goffi; em seguida uma das músicas mais famosas da banda, Pro Dia Nascer Feliz, canção que marcou a apresentação da banda no Rock in Rio de 85, um hino de esperança em relação a campanha das “Diretas Já”, expectativa essa destruída com a eleição do Sarney e a saída de Cazuza meses depois; Manhã Sem Sonho, de Dé e Cazuza, trás algo bem eletrônico e dançante, liderado pelos teclados de Maurício Barros, e com um belo slap de Dé e da participação de Peninha na percussão, que viria a ser membro da banda nos anos 90 até hoje; já Carente Profissional traz um Riff de guitarra e um refrão bastante forte; o disco finaliza com Blues do Iniciante, uma belíssima balada ao piano.



A1 Intro
(Maurício Barros)
A2 Menina Mimada
(Cazuza, Maurício Barros)
A3 O Que A Gente Quizer
(Frejat, Naila Skorpio)
A4 Vem Comigo
(Cazuza,Guto Goffi)
5 Bicho Humano
(Cazuza, Frejat)
A6 Largado No Mundo
(CazuzaFrejat)
B1 Carne De Pescoço
(CazuzaFrejat)
B2 Pro Dia Nascer Feliz
(CazuzaFrejat)
B3 Manhã Sem Sonho
(Cazuza, Dé)
B4 Carente Profissional
(CazuzaFrejat)
B5 Blues Do Iniciante
(Cazuza, Dé, Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros)

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Barão Vermelho [1982]

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Por Rodrigo Mattar em A Mil Por Hora

Nascido do sonho adolescente de dois fãs do Queen, o Barão Vermelho surgiu nos anos 80 como uma das referências do (re)nascente rock nacional, que ganhou corpo nas garagens e com a energia que é peculiar aos jovens roqueiros, mudou de vez a cara da música brasileira.

Com o grupo formado por Guto Goffi (bateria), Maurício Barros (teclados e sintetizadores), Dé Palmeira (baixo) e Roberto Frejat (guitarra), faltava o vocalista. Léo Jaime foi chamado, fez uma espécie de ‘audição’, mas sua voz não casava com o som do grupo. Ele imediatamente se lembrou de alguém que conhecia das noites do Baixo Leblon.

“Conheço um cara que seria perfeito pra vocês, o Cazuza. Ele adora Janis Joplin, faz teatro no Circo Voador e é filho do João Araújo, presidente de uma gravadora.” E a indicação de Léo Jaime passou no teste.

Nem o perrengue dos primeiros ensaios, passando por um fracassado show na Feira da Providência, desanimou os garotos. Cazuza, que já mostrara ao que viera nos primeiros ensaios – inclusive transformando a letra da primeira música de Guto e Maurício de “Billy João” em “Billy Negão”, começou a mostrar seu talento como poeta e letrista. Cinco anos mais velho que a maioria dos Barões, considerava as letras um pouco ‘infantis’. E teria a chance de mostrar todo o seu talento.

Um certo dia de verão, Ezequiel Neves ouviu a fita demo gravada num Akai de rolo, que era de Cazuza. E simplesmente endoidou, enlouqueceu com o material dos garotos. Escreveu colunas apaixonadas na lendária Somtrês, onde assinava a página Zeca n’Roll. E adotou o Barão para sempre.

Convenceu Guto Graça Mello a levar o Barão para a Som Livre, onde trabalhava como produtor e diretor (inclusive com Cazuza como assistente por algum tempo). O último e mais difícil obstáculo era o próprio João Araújo, pai de Cazuza.

“Podem me acusar de protecionismo”, disse. “Os garotos são ótimos”, rebateu Guto. “Você vai deixar a concorrência contratá-los?”

O argumento foi mais do que suficiente: o Barão foi contratado e, como primeira providência, Graça Mello pediu à banda que mantivesse o astral da fita demo, gravando sem clique eletrônico.

O som cru, quase pueril, daqueles jovens cheios de sonhos, ganhou fãs de imediato. Caetano Veloso, que conhecia Dé Palmeira (então namorando Bebel, a filha de João Gilberto), adorou “Todo amor que houver nessa vida”. Aprendeu a harmonia e, no meio da turnê do disco Uns, num Canecão lotado, tocou a canção que Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, logo reconheceu.

“João, essa música é do Cazuza.”

“Porra, Lucinha! Tá maluca? Como o Caetano vai cantar uma música do Cazuza?”

Ao fim da apresentação, Caetano mandou a letra.

“Gostaram, né? Vão comprar o disco do Barão Vermelho! É do caralho! Os meninos são ótimos e eu adoro as letras do Cazuza.”

O disco não vendeu, mas é marcante. A abertura, com “Posando de Star”, comprou briga com a moribunda Censura Federal, que implicou com a letra que dizia ‘você precisa é dar’. Zeca, escolado com as coisas da ‘índústria pornográfica’, sugeriu a Cazuza gravar ‘você precisa é dar-se’ e cantar a letra original nos shows. Deu certo e a faixa passou.

Cazuza destacou-se não só pelas letras marcantes, mas também como um intérprete que, por vezes, emulava Janis Joplin. Ele deixou isso claro na sensacional “Down em Mim”, com direito a introdução bluesy de Maurício Barros ao piano e um rascante solo de guitarra de Frejat.

O único ‘ponto fraco’ – sem trocadilho algum com uma das faixas do álbum – na opinião do próprio pai de Cazuza, era que o vocalista ‘ciciava’, por um defeito na fala não corrigido na infância/adolescência. Registre-se também que Cazuza falava ‘filiz’ ao invés de ‘feliz’, como em “Por aí”.

Mas isso é irrelevante perto do material que o grupo trouxe em seu disco de estreia e principalmente a poesia selvagem e urbana do vocalista – alvo de admiração de grandes nomes da MPB pelos anos seguintes que o Barão se manteve na ativa com a formação original.

Em 2012, quando o disco foi relançado em versão remasterizada, vieram além das faixas originais do bolachão, o descaralhante reggae “Nós” – que seria gravado em Maior Abandonado, com outro arranjo; “Por Aí” em versão alternativa; a inédita “Sorte e Azar” e “Down em Mim” numa versão inacreditável com Cazuza cantando… em espanhol.

Um disco histórico que vale ser ouvido do princípio ao fim.



A1 Posando de Star
(Cazuza)
A2 Down em Mim
(Cazuza)
A3 Conto de Fadas
(Cazuza/Maurício Barros)
A4 Billy Negão
(Cazuza/Guto Goffi/Maurício Barros)
A5 Certo Dia na Cidade
(Cazuza/Guto Goffi/Maurício Barros)
B1 Rock n’Geral
(Cazuza/Frejat)
B2 Ponto Fraco
(Cazuza/Frejat)
B3  Por Aí
(Cazuza/Frejat)
B4 Todo Amor que Houver Nessa Vida
(Cazuza/Frejat)
B5 Bilhetinho Azul
(Cazuza/Frejat)

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Berro [1997]

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Mais um resgate do nosso colaborador Iluvatar Orozimbo. 

Esse álbum teve produção de Maurício Barros (baixista/tecladista) do Barão Vermelho, além de Ezequiel Neves (produtor do mesmo Barão).


Rodrigo Big - voz
Clower - guitarras, violões e vocais
Tiba Magalhães - bateria
Lancaster - baixo
Daniel Katzenstein - teclados


1 Teu Passado Te Entrega
2 Só Pode Ser Você
3 Conselhos
4 Psicotrópico
5 Descendo A Ladeira
6 As Plantas
7 Namorada Cibernética
8 Flutuar
9 Hollywood
10 A Cobra
11 Borboletas
12 Uszomi

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Minha Fama de Mau [2019]

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Por Renata Nogueira em UOL

As regravações de clássicos de Erasmo Carlos, Roberto Carlos e Wanderléa para a trilha sonora de "Minha Fama de Mau" não ficarão restritas ao filme que chega aos cinemas na quinta-feira (14).

Remasterizadas e com as vozes originais dos atores Chay Suede (Erasmo Carlos), Gabriel Leone (Roberto Carlos) e Malu Rodrigues (Wanderléa), as músicas chegaram ontem aos serviços de streaming.

O disco, que foi gravado antes do início das filmagens e com a presença de Erasmo Carlos, tem 17 faixas. São nove músicas na voz de Chay Suede, seis interpretadas por Gabriel Leone e três por Malu Rodrigues.

No filme, além de cantarem, os atores são acompanhados pela atual banda de Erasmo Carlos, formada pelo maestro José Lourenço (arranjos, órgão Hammond, pianos, harmônica e flauta), Rike Frainer (bateria), Billy Brandão (guitarras, violão e cítara), Pedro Dias (baixo e vocais), Luiz Lopez (violão, voz guia e vocais) e Dirceu Leite (saxes e flautas).

"Queria que as pessoas que assistirem ao filme sentissem a pressão sonora para complementar as alegrias e aventuras que estão rolando na tela. A Jovem Guarda é foda", declara Erasmo Carlos.

O filme "Minha Fama de Mau" retrata desde o início da carreira do Tremendão e sua relação com grandes nomes da música brasileira, como Tim Maia (Vinicius Alexandre).A Jovem Guarda ganha espaço especial na produção, mostrando a relação de Erasmo com Roberto Carlos e Wanderléa.


1. Minha Fama De Mau
2. Festa De Arromba
3. Parei Na Contra Mão
4. Eu Sou Terrível
5. Lobo Mau
6. É Proibido Fumar
7. Prova De Fogo
8. Sentado À Beira Do Caminho
9. Vem Quente Que Eu Estou Fervendo
10. Suzie
11. Meu Anjo Da Guarda
12. Gatinha Manhosa
13. O Calhambeque
14. Devolva-me
15. Pra Sempre
16. Amigo
17. João E Maria