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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Vivendo do Ócio [2020]

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A banda baiana Vivendo do Ócio lançou, na última sexta-feira (10), seu quarto álbum de estúdio. Autointitulado 'Vivendo do Ócio', o trabalho é o primeiro de inéditas do grupo desde 'Selva Mundo' (2015).

Com produção de Thiago Guerra (Fresno) e Gabriel Zander, o álbum reúne 10 músicas e conta com participação de Luiz Galvão (Os Novos Baianos) e seu filho, Lahiri Galvão, em 'O Amor Passa no Teste'. Fábio Trummer (Eddie) e Levi Siqueira (Cristo Bomba) também colaboraram, respectivamente, com 'Paredes Vazias' e 'Muito'.

O disco passa pelo rock enquanto flerta com elementos de bossa nova, reggae e new soul. Segundo material de divulgação, isso ocorre com a adição dos músicos de apoio Ricardo Braga (percussão), Filipe Pippeta (trompete) e Mário Camelo (sintetizador) nas sessões de gravação, realizadas nos estúdios Costella e Concha, em São Paulo.

"Com a experiência de 13 anos de banda, agora trazemos novos elementos para as músicas - que também são uma espécie de viagem pela sonoridade dos nossos três discos anteriores: 'Selva Mundo' (2015), 'O Pensamento É Um Imã' (2012) e 'Nem Sempre Tão Normal' (2009)", frisou Jajá Cardoso, vocalista e guitarrista. A formação é completa por Luca Bori (baixo e voz), Davide Bori (guitarra) e Dieguito Reis (bateria).



1. Cê Pode
2. O Amor Passa No Teste
3. Paredes Vazias
4. O Agora
5. Massagem de Ego
6. Evolução
7. Nova Ordem
8. Muito
9. II Tempo
10. Vestígios

sábado, 5 de outubro de 2019

Vivendo do Ócio - Selva Mundo [2015]



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Por André Felipe de Medeiros em Monkeybuzz

Com Fernando Sanchez e Curumin na produção, Selva Mundo revela o mesmo salto de maturidade que Vivendo do Ócio teve entre seu primeiro e segundo álbum, ao passo que podemos imaginar que ter seu crescimento registrado em disco seja parte integral da identidade da banda e, talvez, até mesmo a função de sua música.

Não é difícil criar a história de quatro moleques que montam uma banda para fazer um som específico (Indie Rock), provavelmente inspirado pela mesma banda que tantos de sua geração (The Strokes), e tem seu repertório moldado pelo amadurecimento natural de tantos palcos, viagens e estúdios, assim como pelo intercâmbio com tantos outros nomes contemporâneos.

Selva Mundo traz um som mais encorpado, em sintonia com as tendências roqueiras pós-AM e sem hits óbvios (uma escolha corajosa para qualquer banda deste porte) – ao contrário, músicas como A Lista vem para agradar a cheio fãs antigos e novos. A produção de Sanchez e Curumin, dois caras que entendem bem a música brasileira de hoje, rendeu momentos que sabem aproveitar o talento dos músicos e seu sotaque para mostrar sua relevância no cenário em que estão inseridos, como Beira do Mar.

As parcerias com outros nomes vão além dos produtores, tendo participações de Thadeu Meneghini (Vespas Mandarinas), Lirinha e até Pepeu Gomes, o que prova que os meninos já entenderam que são melhores ainda quando bem acompanhados.

Contudo, as letras mostram-se o ponto mais frágil de Selva Mundo, principalmente pela escolha de palavras – que não possuem tanta força quanto o grupo esperava pela maneira com que são organizadas ou pela sua repetição -, assim como as narrativas pecam às vezes pelo óbvio (como em Porrada).

Os pontos falhos não chegam a incomodar, principalmente dentro da perspectiva de amadurecimento que Vivendo do Ócio passa. Selva Mundo prova, além do crescimento, que a banda encontra-se em sua melhor forma justamente em seu primeiro álbum 100% independente, feito através de financiamento coletivo. Acompanhar sua discografia é sorrir pelo que o futuro reserva ao quarteto.



A1 A Espera
(Vivendo do Ócio)
A2 Prisioneiro do Futuro
(Thadeu Meneghini, Vivendo do Ócio)
A3 Prisma
(Lirinha, Vivendo do Ócio)
A4 A Lista
(Vivendo do Ócio)
A5 Beira do Mar
(Thiago Guerra, Vivendo do Ócio)
A6 Carranca
(Adalberto Rabelo, Thadeu Meneghini)
B1 Selva Mundo
(Vivendo do Ócio)
B2 Porrada
(Fernando Ferro, Igor Bruno, Luccas Maia)
B3 Não te Digo Nada
(Martin Mendonça, Vivendo do Ócio)
B4 Amor em Construção
(Fabio Trummer, Pepeu Gomes, Tiago Mago, Vivendo do Ócio)
B5 Salve Salvador
(Vivendo do Ócio)
B6 Batalha do Sono
(Vivendo do Ócio)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Vivendo do Ócio - O Pensamento É Um Imã [2012]



Por Izadora Pimenta

Do rock cru vindo da Bahia com Nem Sempre Tão Normal, de 2009, a Vivendo do Ócio se mostra em maior liberdade criativa em seu segundo álbum, O Pensamento É Um Imã, que tem lançamento oficial  pelo selo Vigilante, da Deckdisc.

Produzido por Rafael Ramos e Chuck Hipólitho e mixado em Los Angeles por “Big Bass” Gardner(Queens Of The Stone Age, Foo Fighters), o álbum segue um novo ideal de se arriscar mais. Os baianos deram abertura para se reinventar em alguns momentos, porém, em outros, se mantêm numa zona de conforto repleta dos mesmos refrões e recados rápidos do primeiro trabalho. Levando em conta o pacote completo, é possível visualizar uma balança quase equilibrada, mas que já nos mostra o lado para qual vai pender dali em diante: o Vivendo do Ócio quer assumir a sua própria identidade.

Os fãs mais antigos irão se identificar logo na primeira faixa, Bomba Relógio, que tem início com um riff bastante convidativo que dita as intenções já disseminadas pela banda. Mas quem pretende ver uma evolução significativa dos baianos, é bom pular logo para a quarta, Nostalgia, que junto às faixas seguintes, Dois Mundos e Radioatividade, trazem o recheio mais criativo e charmoso do álbum.

Nostalgia traz a participação discreta do Agridoce - Pitty nos vocais e Martin na guitarra – e nada mais é do que um ode à saudade da terra natal, com a letra escancaradamente autobiográfica casando de maneira delicada com as guitarras impecáveis. Última faixa a entrar no disco, de maneira não planejada, acabou se mostrando como o primeiro sinal claro da transformação à qual a banda se propõe, já que abre todo um espaço para ela mostrar toda a sua versatilidade com ousadia e classe.


Este mesmo caminho é seguido em Dois Mundos, uma faixa que remete bastante ao Skank deMaquinarama (2000) – não por acaso, álbum que marca também uma transição na carreira dos mineiros.Dois Mundos é – quem diria – a faixa mais pop da Vivendo do Ócio até então. Radiofônica ao extremo, acompanha o clima saudosista de Nostalgia em sua melodia. Para fechar esse ciclo, Radioatividade vai levando o ouvinte de volta para o som costumeiro da banda, mas flerta com as mesmas influências das anteriores.

Depois, a tal versatilidade só é encontrada na nona faixa, O Mais Clichê. Com a participação de Dadi, doNovos Baianos, surpreende ao trazer um quê de Alceu Valença ao disco, mas parece deslocada dentre duas faixas bastante roqueiras.

Para os que procuram ver a banda aprimorando o trabalho de Nem Sempre Tão Normal, a penúltima faixa,Preciso Me Recuperar, soa como uma releitura do trabalho, melhor trabalhada do que o original. O Mundo É Um Parque, que a antecede, também segue a mesma linhagem, mostrando que a banda aprendeu a domar melhor as suas inspirações na hora de transformá-las em canções.

Com O Pensamento É Um Imã, o Vivendo do Ócio tem um bom material para explorar o caminho já aberto ao longo dos três anos em atividade no espaço da música nacional, e também para aproveitar a carência atual de boas novas bandas de rock que estejam prontas para atingir os ouvidos de todo o público consumidor. Com os singles e as amostras certas, potencial não falta.

Formação em O Pensamento É Um Imã:
Jajá Cardoso – vocal e guitarra
Luca Bori – baixo e voz
Davide Bori – guitarra
Dieguito Reis – bateria