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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Index - Identidade [2005]

 
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Por Cesar Lanzarini em ProgBrasil

Bom, mas apenas para fãs ou admiradores do gênero

Terceiro trabalho dos gaúchos de Caxias do Sul (terra do Apocalypse) liderados pelo carioca Jones Junior. Seguindo à risca o título do CD, a banda Index busca neste trabalho a sua verdadeira identidade: um som totalmente baseado nos anos 1970. Para isso, construíram seu próprio estúdio (The Chapel) e armaram-se de instrumentos da época. Os instrumentos utilizados são a base para que este objetivo seja alcançado (principalmente os teclados): Hammond, Mini Moog, guitarras saturadas e flauta. O andamento das composições (impecáveis por sinal) são todos totalmente progressivos e o CD é um verdadeiro deleite para os ouvidos mais exigentes. No encarte, várias fotos dos instrumentos, músicos e do estúdio. Não tenha dúvida: é ligar o som, fechar os olhos e voltar aos anos 1970. O dueto Hammond e flauta fatalmente remete ao Focus, mas o Index, como diz o CD, tem sua própria identidade


Veja também:
Index - Index [1999]
Index - Liber Secundus [2001]

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Index - Liber Secundus [2001]

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Por Prog Brasil

Depois de um primeiro disco ainda preso ao passado, a banda gaúcha lança o segundo disco pela Rock Symphony. O estilo da banda continua seguindo a escola italiana, mas percebemos algumas influências britânicas desta vez. Talvez tenha sido impressão minha, mas em alguns momentos percebo algumas homenagens à Pink Floyd (The Great Gig in The Sky) na música Lágrima (vocais femininos emocionantes), Yes (Heart of the Sunrise) em Guernica em Nova York - poesia e música belíssimas - e Novella (Renaissance?). Ouçam e tirem suas próprias conclusões. Aliás, poesia e músicas combinam-se perfeitamente neste disco. Belas letras.

Musicalmente, a banda evolui. Otaviano deixou a bateria e pilota agora os teclados e a entrada de Leonardo Reis adicionou mais energia às composições. Essa mexida nos músicos deu mais punch ao som do Index. Vocais em português (o que é sempre louvável) mas que em alguns momentos poderiam ser dispensáveis. Instrumentalmente um disco impecável, ao contrário do primeiro, que soa burocrático em alguns momentos.

Ad Perpetuam Memoriam Index!

Músicas

Lágrima - 9:10
Portões de Gaza - 13:13
Fim de Floresta - 8:00
Algemas de Cristal - 1:46
Guernica em Nova York - 9:05
Instantes - 7:52
Novella - 13:46

Músicos

Ronaldo Schenato - baixo
Leonardo Reis - bateria e vocais
Otaviano Kury - teclados e vocais
Jones Júnior - guitarra e vocais

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Index [1999]


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Por Renato Glaessel em Progbrasil


Revisitar álbuns clássicos é sempre uma ótima opção. 

Um álbum clássico certamente depende de bons músicos no aspecto técnico, isso o Index tem, certamente depende de boas composições e arranjos, e isso o Index também tem; mas isso somente não garante nada, afinal são inúmeros os álbuns com essas boas características, é preciso mais, é preciso algo mágico, que não se pode explicar com palavras, algo que simplesmente.....acontece, e aqui....aconteceu. 

Ouvir o álbum homônimo da banda é uma viagem no sentido literal da palavra, você vai voar, as atmosferas barrocas irão te conduzir a alguns lugares e paisagens do passado e você será encaminhado a lembranças e sensações das quais já havia se esquecido. 

Poucos são os discos capazes disso. 

E quais os motivos ? 

Os motivos estão em cada nota, no andamento perfeito e calculado, na perfeita interação de teclados analógicos conduzidos por Eliane Pisetta e as guitarras e violões de Jones Júnior, algo de divino aconteceu aqui, ser músico não é apenas tocar um instrumento, mas tocar com o instrumento, isso é clichê ? Pode ser, mas às vezes acontece e não são tantas assim. 

Nesses tempos em que o progressivo parece ter se esquecido do valor de uma boa melodia, para valorizar experimentalismos sem sentido, valorizar uma técnica pasteurizada e fundir elementos à exaustão dos ouvintes para pura auto satisfação, para dizer que foi pioneiro. Será pioneirismo copiar e re-copiar as figuras da recente vanguarda? Qual a diferença entre espelhar-se em movimentos de quinhentos ou de cinquenta anos ? Certamente não produz nada de novo da mesma maneira.O importante é buscar referências com as quais se possa emocionar e emocionar aos ouvintes, tão carentes dessas experiências e isso o Index conseguiu já em seu disco de estréia e que, ao menos nesse quesito, dificilmente será superado. 

Dizer que o Index é uma das melhores bandas da cena progressiva Brasileira é chover no molhado, difícil é tentar traduzir em palavras as intervenções dos teclados, das guitarras tristes, bem como da seção rítmica e harmônica e de toda a aura que envolve cada tema. 

Um álbum top do prog-rock Brasileiro.