sexta-feira, 10 de abril de 2020
quarta-feira, 8 de abril de 2020
Sioux 66 - Diante do Inferno [320k]
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Banda oriunda de São Paulo e formada no ano de 2011, o Sioux 66 aposta em uma sonoridade baseada na mistura de Hard/Sleeze com Punk que rende um resultado muito interessante em Diante do Inferno, seu debut lançado pela Wikimetal Music. Outro fato muito interessante é a opção feita pela banda por letras em português (muito boas por sinal), uma tendência que vêm crescendo a olhos vistos no cenário do Metal brasileiro. Nesse ponto, fica impossível não nos lembrarmos do saudoso Golpe de Estado, talvez o principal nome do Hard Rock cantado em nossa língua pátria.
Durante a audição do trabalho, inevitavelmente nomes do Hard oitentista como Guns n’ Roses, Aerosmith, Motley Crue e do cenário atual, como Crashdiet ou Hardcore Superstar, virão a sua cabeça. Mesmo a originalidade não sendo o forte do Sioux 66, isso não torna seu trabalho ruim. Ao contrário, a banda se mostra absurdamente competente, praticando um rock bem direto, sujo, energético e com ótimos riffs de guitarra (méritos de Fernando Mika e Bento Mello), algo digno de aplausos. Igor Godói se mostra ótimo vocalista, tanto cantando de forma mais melódica quanto mais rasgada e a cozinha, composta por Fabio Bonnies (baixo) e Gabriel Haddad (bateria), mostra muita competência. Fãs de Hard Rock certamente irão se esbaldar em faixas como “Porcos”, “Mentiras”, “Alma” (onde dão vazão a seu lado mais pesado), “Mundo Resistência” (duvido o ouvinte não se lembrar do Ramones) e as baladas “Seus Olhos Não Brilharão Mais” e “Diversas Palavras”, faixas com um imenso potencial radiofônico e que poderiam tocar em qualquer rádio, mesmo nas mais populares. O trabalho ainda conta com ótima participação especial de Andreas Kisser em “Uma Só Vez”.
A produção, a cargo de Brendan Duffey e Adriano Daga é muito boa, estando no nível do que é produzido hoje em nosso país. Praticando Rock sem um pingo de frescura, o Sioux 66 se saiu muitíssimo bem em seu debut, demonstrando ótimo potencial para crescimento e vôos mais altos. Se você for fã de Hard Rock e não possuir preconceito contra letras em português, Diante do Inferno é uma ótima pedida.
01. Diante do Inferno
02. Porcos
03. Mentiras
04. Você Não Pode Me Salvar
05. Seus Olhos Não Brilharão Mais
06. Alma
07. Uma Só Vez (Part. Andreas Kisser)
08. Labirinto
09. Jack N‘ Me
10. Diversas Palavras
11. Mundo Resistência
12. Outro Lado
02. Porcos
03. Mentiras
04. Você Não Pode Me Salvar
05. Seus Olhos Não Brilharão Mais
06. Alma
07. Uma Só Vez (Part. Andreas Kisser)
08. Labirinto
09. Jack N‘ Me
10. Diversas Palavras
11. Mundo Resistência
12. Outro Lado
terça-feira, 7 de abril de 2020
Álcool - Alta Velocidade [2019]
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Depois do EP, eis o primeiro álbum.
01 V8 (intro)
02 Alta Velocidade
03 Iremos Lutar
04 Falsos Heróis
05 Vítima Noturna
06 A Oferenda
07 Domínios Da Besta
08 Desejos De Poder
Depois do EP, eis o primeiro álbum.
01 V8 (intro)
02 Alta Velocidade
03 Iremos Lutar
04 Falsos Heróis
05 Vítima Noturna
06 A Oferenda
07 Domínios Da Besta
08 Desejos De Poder
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Álcool - Selvagens da Noite [2016]
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Houve um tempo em que tudo o que era rápido e pesado no heavy metal era encaixotado sob o rótulo de speed metal.
Metallica, Exciter, Helloween, Slayer e Venom compartilhavam esse mesmo selo, mesmo que hoje pareçam tão diferentes em decorrência dos subgêneros que surgiram com o passar do tempo no heavy metal.
Mas hoje em dia o termo speed metal se tornou quase um sinônimo de quem se dedica ao culto do heavy metal “puro sangue”, consagrando os modos da era de ouro do gênero, quase como uma prática hermética e incorruptível dos mais saborosos e emocionantes clichês da música pesada, exaltando seus excessos e “marcas registradas”.
Sim, existe algo de “ritualístico” nas bandas atuais que se dedicam ao speed metal, com forma e conteúdo, ritos e mandamentos, trajes e simbolismos, como bem mostram os hinos compostos pelas banda paulista Álcool em seu primeiro EP, intitulado “Selvagens da Noite”, já na abertura com “Purgatório”, dramática e melódica como o início de um ritual sombrio e orgástico.
Claro que pelo título é impossível não lembrar do filme “Os Selvagens da Noite” (1979), baseado no clássico literário de Sol Yourick, “Warriors”, sobre uma gangue que precisa cruzar a cidade de Nova York enquanto e caçada pelas demais gangues rivais, tanto pelo título quanto pela arte da capa.
Uma violência das telas e páginas que aqui é equiparada pela musicalidade visceral, de trato old-school nos movimentos velozes, riffs cortantes e virulência rítmica de quem também tangencia o thrash metal, principalmente nos desenhos melódicos, capitalizando energia de bandas tradicionais como Dorsal Atlântica, Overdose, Exciter, Slayer e Celtic Frost.
A faixa “Álcool” tem a forma, conteúdo e simbolismo aos quais eu me referi anteriormente, assim como “Conjuração” corrobora o aspecto ritualístico deste bem feito revival da forma oitentista do heavy metal.
A musicalidade bem feita e esmerada criada pelo trio formado por Leonardo Araujo (baixo), Igor Senna(guitarra), e Lucas Chuluc (guitarra e vocal), apoiados pelas baquetas de Leonardo Cardoso (músico convidado), camufla a pouca experiência da banda – afinal seus músicos são jovens -, com segurança e conhecimento de causa para a música que se propõem a construir.
Tudo bem! alguns pontos do discurso soam inocentes, mas qual “liturgia”, ou “culto”, não padece deste mal em certos momentos?
Existe muita energia, ódio e agressividade em cada movimento, e principalmente nos solos alucinantes. “Sangue no Altar”, por exemplo, é um thrash metal primal, com velocidade nas guitarras, virulência nas linhas vocais e organicidade pulsante na concisa seção rítmica.
“Selvagens da Noite” é o primeiro EP da banda Álcool, que não deixa a intensidade cair em nenhum momento, eficiente no resultado final, principalmente nas faixas “Extermínio” e na própria “Selvagens da Noite”, com mais dinâmica na estrutura dos arranjos.
Com o conteúdo latente as obras tradicionais do speed metal, a banda Álcool consegue com este EP apresentar a banda e gerar expectativa pelos seus próximos passos.
1. Purgatório
2. Sangue no Altar
3. Álcool (Iremos Lutar)
4. Conjuração
5. Extermínio
6. Selvagens da Noite
Leonardo Araujo - Baixo
Igor Senna - Guitarras
Lucas Chuluc - Guitarras, Vocais
domingo, 5 de abril de 2020
Toninho Horta e Orquestra Fantasma - Terra dos Pássaros [1980]
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Por Brazuca Discos
Ídolo de uma legião de violonistas, guitarristas e compositores, o mineiro Toninho Horta, em 1976, estava gravando com Milton Nascimento em um estúdio em Los Angeles, quando Milton ofereceu o que havia sobrado de fitas e horas de estúdio para o amigo. Oportunidade única para dar início, ao que viria ser o seu primeiro trabalho solo. Oportunidade, que Toninho Horta não desperdiçou, logo convidando Ronaldo Bastos para ajudá-lo na produção. Nascia então o álbum "Terra dos Pássaros", assim batizado, homenagem de Toninho Horta, para sua guitarra Gibson. Algumas seções de gravação foram realizadas ainda em L.A., e ao longo dos anos seguintes, em diferentes estúdios entre SP e RJ, e concluído apenas em 1979. O álbum "Terra dos Pássaros" é referência para muitas gerações, reunindo clássicos do repertório do compositor.
1 Céu de Brasília
(Toninho Horta / Fernando Brant)
2 Diana
2 Diana
(Toninho Horta / Fernando Brant)
3 Dona Olímpia
3 Dona Olímpia
(Toninho Horta / Ronaldo Bastos)
4 Viver de Amor
4 Viver de Amor
(Toninho Horta / Ronaldo Bastos)
5 Pedra da Lua
5 Pedra da Lua
(Toninho Horta / Cacaso)
6 Serenade
6 Serenade
(Toninho Horta / Ronaldo Bastos)
7 Aquelas Coisas Todas
7 Aquelas Coisas Todas
(Toninho Horta / Ronaldo Bastos)
8 Falso Inglês
8 Falso Inglês
(Toninho Horta / Fernando Brant)
9 Terra dos Pássaros / Beijo Partido
9 Terra dos Pássaros / Beijo Partido
(Toninho Horta)
10 No Carnaval
10 No Carnaval
(Jota / Caetano Veloso)
Por Tarkin
Nessa é a reedição em CD, 1995, a faixa nove Terra dos Passáros/Beijo Partido diferentemente da edição original em LP, vem como canção única, sendo no LP duas canções distintas;
sexta-feira, 3 de abril de 2020
Toninho Horta - Once I Loved [1992]
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O guitarrista, compositor, vocalista, arranjador e gente boa Toninho Horta gravou em 1992 uma pérola para o mercado jazzístico internacional, o álbum “Once I Loved” para a Verve. Formato de trio com os virtuoses Gary Peacock, contrabaixo e Billly Higgins, bateria, Toninho e o trio apresentam standards, temas de Wayne Shorter, Milton Nascimento, George Shearing, e Tom Jobim além de três composições do próprio Toninho. Gary Peacock é um contrabaixista que toca de forma pessoal e inconfundível desde os início dos anos 60 quando começou na west coast ao lado de Bud Shank, Barney Kessell e Art Pepper entre outros. Billy Higgins tem passaport carimbado em qualquer boa sessão de jazz. O álbum é todo muito bem produzido e, sobretudo, executado. Obra de arte do início ao fim.
1. Pica Pau
(Toninho Horta)
2. Lullaby of Birdland
(G. Gershwin/G. Weiss)
3. Stella by Starlight
(N. Washington/V. Young)
4. Waltz for Mariana
(Toninho Horta)
5. My Funny Valentine
(L. Hart/R. Rodgers)
6. Isn’t It Romantic
(L. Hart/R. Rodgers)
7. O Amor em Paz (Once I Loved)
(Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
8. Footprints
(Wayne Shorter)
9. Tarde
(Milton Nascimento/Fernando Brant)
10. Minas Train
(Toninho Horta)
quinta-feira, 2 de abril de 2020
Alceu, Elba, Geraldo - Grande Encontro 20 Anos [2019]
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CD1-2 Caravana
CD1-3 Me Dá Um Beijo
CD1-4 Sabiá
CD1-5 Papagaio Do Futuro/ Coco Das Serras
CD1-6 Moça Bonita
CD1-7 Sétimo Céu
CD1-8 Dona Da Minha Cabeça
CD1-9 Dia Branco
CD1-10 Só Depois De Muito Amor
CD1-11 Bicho De Sete Cabeças
CD1-12 Chorando E Cantando
CD1-13 Principio Do Prazer
CD1-14 Ai Que Saudade D'Ocê
CD1-15 Chão De Giz
CD2-1 Sangrando
CD2-2 Na Base Da Chinela / Qui Nem Jiló / Eu Só Quero Um Xodó
CD2-3 Ciranda Da Rosa Vermelha
CD2-4 Tesoura Do Desejo
CD2-5 Flor De Tangerina
CD2-6 La Belle De Jour / Girassol
CD2-7 Coração Bobo
CD2-8 Cabelo No Pente
CD2-9 Tropicana
CD2-10 Taxi Lunar
CD2-11 Ciranda Da Traição
CD2-12 Pelas Ruas Que Andei
CD2-13 Banho De Cheiro
CD2-14 Frevo Mulher
Marcadores:
2011-2020,
Alceu Valença,
Elba Ramalho,
Geraldo Azevedo,
Vários
terça-feira, 31 de março de 2020
Denison Fernandes - Metallic Fairing [2017]
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Segundo álbum de Denison Fernandes.
1. Metallic Fairing
2. Mauser & Luger
3. It Will Pass by Me
4. Lands of Freedom
5. Mutungo Malaco
6. Endless Dream
7. La Rocca
2. Mauser & Luger
3. It Will Pass by Me
4. Lands of Freedom
5. Mutungo Malaco
6. Endless Dream
7. La Rocca
segunda-feira, 30 de março de 2020
Denison Fernades - Extreme Day [2010]
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Álbum de estréia desse professor de guitarra. Quase todas as canções são de sua autoria, com exceção de Four Minutes To Live de Steve Morse. Quase todo instrumental, e prato cheio para fãs de metal.
Believe In Your Mind, tem vocal de Bruno Ladislau. Victims Of Desire, o vocal fica por Johnny Moraes.
1 Unfinished Thought (Raigden II)
(Denison Fernandes)
2 Metal Running
(Denison Fernandes)
3 Believe In Your Mind
(Denison Fernandes)
4 Northway
(Denison Fernandes)
(Denison Fernandes)
5 For Friedman
(Denison Fernandes)
6 Victims Of Desire
(Denison Fernandes)
7 The Time´s Now
(Denison Fernandes)
8 Extreme Day
(Denison Fernandes)
9 Four Minutes To Live
(Steve Morse)
(Denison Fernandes)
6 Victims Of Desire
(Denison Fernandes)
7 The Time´s Now
(Denison Fernandes)
8 Extreme Day
(Denison Fernandes)
9 Four Minutes To Live
(Steve Morse)
domingo, 29 de março de 2020
Raul Seixas [1983]
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Por Flávio Magalhães em Memorial Raul Seixas
Após Abre-te Sésamo, Raul Seixas viveu um hiato involuntário de quase três anos. Saindo da CBS brigado com a direção da empresa, bateu em todas as grandes gravadoras com seu projeto de ópera-rock chamado Nuit, composto com a ajuda de Kika Seixas. Em vão, pois ninguém se interessou.
Era uma fase particularmente difícil para Raul, que alternava shows memoráveis – como a histórica apresentação na Praia do Gonzaga, em Santos (SP), para 180 mil pessoas – com verdadeiros fiascos – como o vexame em Caieiras (SP), onde se apresentou tão alcoolizado que foi confundido com um impostor e preso pelo delegado.
Foi quando veio o chamado do pequeno Estúdio Eldorado, que pertencia ao mesmo grupo do jornal O Estado de S.Paulo e estava sob a direção de João Lara Mesquita, fã de Raulzito. Produzido pelo saudoso maestro Miguel Cidras, o disco foi sucesso pela música Carimbador Maluco e rendeu mais um disco de ouro a Raul.
“Coleção de canções”
Raul Seixas afirmava que seu novo disco era apenas uma coleção de canções, que não havia nada para “guruzar” e que tudo era resultado de um período de “reciclagem” pelo qual passou. Já desligado do Estúdio Eldorado, um tempo depois, Raul se explicou melhor:
“Aquele foi um disco que eu fiz numa fase difícil, não sabia nem o que dizer pra Imprensa.
Eu não tinha nada, não tinha músicas, não tinha estrutura. Gosto de fazer trabalhos mais ricos e profundos, que atinjam vários setores culturais, que nem os Beatles faziam. Mas daquela vez só tinha mesmo uma coleção de canções, mais nada. E ainda por cima estava preocupado em fazer o comercial, o disco tinha que vender 80 mil, aquela coisa. Eu me sentia tão mal que foi só finalizar o LP e no dia seguinte já compus ‘Metrô Linha 743’. Vomitei tudo de uma vez, estava atravessado na minha garganta.”
Plunct-Plact-Zuum!
Feita para o especial infantil Plunct-Plact-Zuum!, da Rede Globo, a música Carimbador Maluco não fazia parte da edição original de Raul Seixas. Devido ao sucesso da canção, ela foi inclusa nas edições seguintes do álbum e foi a responsável pelo segundo disco de ouro da carreira de Raul.
A1 D.D.I. (Discagem Direta Interestelar)
(Kika Seixas, Raul Seixas)
A2 Coisas Do Coração
(Cláudio Roberto, Kika Seixas, Raul Seixas)
A3 Coração Noturno
(Kika Seixas, Raul Seixas, Raul Varella Seixas)
A4 Não Fosse O Cabral
(Lewis) versão (Raul Seixas)
A5 Quero Mais
(Cláudio Roberto, Kika Seixas, Raul Seixas)
A6 Lua Cheia
(Raul Seixas)
B1 Segredo Da Luz
(Kika Seixas, Raul Seixas)
B2 Aquela Coisa
(Cláudio Roberto, Kika Seixas, Raul Seixas)
B3 Eu Sou Eu, Nicurí É O Diabo
(Raul Seixas)
B4 Capim Guiné
(Raul Seixas, Wilson Aragão)
B5 Babilina
(Vincent, Davis) versão (Raul Seixas)
(Cláudio Roberto, Kika Seixas, Raul Seixas)
A6 Lua Cheia
(Raul Seixas)
B1 Segredo Da Luz
(Kika Seixas, Raul Seixas)
B2 Aquela Coisa
(Cláudio Roberto, Kika Seixas, Raul Seixas)
B3 Eu Sou Eu, Nicurí É O Diabo
(Raul Seixas)
B4 Capim Guiné
(Raul Seixas, Wilson Aragão)
B5 Babilina
(Vincent, Davis) versão (Raul Seixas)
B6 So Glad You're Mine
(Arthur Crudup)
C Carimbador Maluco
(Raul Seixas)
(Arthur Crudup)
C Carimbador Maluco
(Raul Seixas)
domingo, 22 de março de 2020
Raul Seixas - Por Quem Os Sinos Dobram [1979]
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A1 Ide A Mim Dada
(Oscar Rasmussen, Raul Seixas)
A2 Diamante De Mendigo
(Oscar Rasmussen, Raul Seixas)
A3A Ilha Da Fantasia
(Oscar Rasmussen, Raul Seixas)
A4 Na Rodoviaria
(Oscar Rasmussen, Raul Seixas)
B1 Por Quem Os Sinos Dobram
(Oscar Rasmussen, Raul Seixas)
B2 O Segredo Do Universo
(Oscar Rasmussen, Raul Seixas)
B3 Dá-Lhe Que Dá
(Oscar Rasmussen, Raul Seixas)
B4 Movido A Álcool
(Oscar Rasmussen, Raul Seixas, Tânia Menna Barreto)
B5 Requien Para Uma Flor
(Oscar Rasmussen, Raul Seixas)
sexta-feira, 20 de março de 2020
Raul Seixas - Metrô Linha 743 [1984]
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Por Jeff Ferreira em Sub Mundo do Som
O disco Metrô Linha 743 foi o décimo segundo da carreira de Raul Seixas, lançado em 1984 pela gravadora Som Livre e produção de Alexandre Agra e do próprio músico, sendo muito bem recebido pela critica, porém com baixa vendagem, devido à falta de divulgação por parte da gravadora e ao lançamento no mês do álbum Ao Vivo - Único e Exclusivo, pela Gravadora Eldorado, sua antiga casa.
Raul Seixas assinou também a produção gráfica do álbum, onde remete aos anos 50 e a Alfred Hitchcock, no conceito da capa em preto e branco, remetendo ao ano que o músico teve que deixar o pais devido a repressão da ditadura militar.
Vou começar falando da música que não compõe o disco “Anarkilópolis (Cowboy Fora-da-Lei nº 2)”, na verdade não compõe o disco em seu lançamento original de 1984, mas em 2003 entrou como faixa bônus, depois de encontrado as gravações da época, e da ciência sobre o desejo de que a canção fizesse parte do álbum. Aqui Raul Seixas narra sobre os eventos na ficcional cidade de Anarkilólis onde “Cada um manda no seu nariz / por isso o povo lá é feliz”, e inclui versos de “Cawboy Fora da Lei”, já que a personagem central da música precisa resolver os problemas no gatilho.
"Montei no meu "silver-jegue" e parti com o firme propósito
de unir o útil ao agradável, pois Anarkilópolis era também
O berço da minha amada, a bela Josefina Lee
Filha única do meu amigo Xerife James Adean
Enquanto o jegue seguia rinchando eu seguia pela estrada cantando:
Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy Cowboy fora da lei"
O disco abre com a icônica faixa "Metrô Linha 743", em que Raul aborda através de seu lirismo, porém de forma direta os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil, em que a liberdade de expressão não era bem quista, e faz alusão a obra de George Orwell, 1984.
"O homem apressado me deixou e saiu voando
Aí eu me encostei num poste e fiquei fumando
Três outros chegaram com pistolas na mão
Um gritou: Mão na cabeça malandro, se não quiser levar chumbo quente nos córneos
Eu disse: Claro, pois não, mas o que é que eu fiz?
Se é documento eu tenho aqui
Outro disse: Não interessa, pouco importa, fique aí
Eu quero é saber o que você estava pensando"
Na faixa dois, "Um Messias Indeciso", em que Seixas diz ter "a sua cara", que, inspirada no livro de Richard Bach, "Ilusões: As Aventuras de Um Messias Indeciso", em que faz uma critica ao teocentrismo contemporâneo, onde vontade própria e motivação divina se confundem:
"E acreditando em si mesmo
Tornou-se o mais sábio entre os seus
E o povo pedindo milagres
Chamava esse homem de Deus
Nas luzes do arredor
Quantos segredos terá"
Há quantas ilusões
A próxima música é "Meu Piano" é uma canção derivativa, uma brincadeira com um piano fora de lugar, que ficou conhecida na época por conter "o solo mais caro do Brasil", no qual o músico Clive Stevens recebeu 3 mil dólares para fazer um solo de sax. Com tom mais debochado e com backing vocals femininos, Raul mostra um mosaico de questões domésticas, com um resultado quase psicodélico, de um casal que se entrega a rotina e se afasta do romance.
Já experimente a casa inteira
E não achei um lugar pro meu piano
Entra ano e sai ano
Não cogito em fazer planos
E eu só gostei do quadro que não pintei!
Lá pras três da madrugada
A síndica embriagada
Resolveu escancarar
Numa briga com o marido
Num acorde sustenido
E o meu piano fora do lugar
Seguindo temos "Quero Ser o Homem que Sou (Dizendo a Verdade)", com humor inteligente e destaque para Rick com nervosa guitarra slide, aqui Raul fala de si mesmo, um homem que, apesar de inteligente, amoroso, e de outras tantas qualidades, erra bastante e não esconde isso de ninguém:
"Dizendo a verdade
Somente a verdade
Dizendo a verdade
Somente a verdade
Essa vã criatura indecisa no mal
Indecisa no bem
Sempre buscando venturas
E sempre à procura das dores também
Com todos os desejos, pecados, receios
Rancor e arquejos
Do animal que gargalha
E traz na boca rugidos e beijos!!"
EM "Canção do Vento" Raul Seixas, de forma lirica, fala sobre mudanças, sobre os anseios da juventude e quebra de tradições que travam o progresso. Destaque para a atmosfera que a música apresenta, trazendo em vários momentos o sopro do vento, a variação de instrumental também é muito interessante, alternando entre abalada e momentos de declamação de ode ao personagem vento.
"Vai, arrasta a chuva
Assanha estas nuvens de tempestade
Mas sopra doce o teu sopro
No rosto do moço que fala a verdade
Lá vai o vento, Brasil adentro"
Lá vai o vento, Brasil adentro
A canção seis é "Mamãe Eu não Queria" um clássico da insubordinação inspirada em “I Don’t Wanna Be a Soldier Mama”, do álbum Imagine, de 1971, de John Lennon, a música critica, em plena ditadura militar, o alistamento obrigatório. Essa música foi vetada pela censura, sendo proibida sua execução em público.
"Mamãe, eu não queria
Mamãe, eu não queria
Mamãe, eu não queria
Servir o exército
Nem pra sargento, cabo ou capitão
Nem quero ser sentinela, mamãe
Que nem cachorro vigiando o portão
Não!
Não quero bater continência"
A próxima faixa é "Mas I Love You", o ponto romântico do álbum, aqui Raul Seixas fez em homenagem a sua esposa Kika Seixas, música feita em momento delicado da carreira de Raul, com excesso no álcool e constantes conflitos familiar:
"Eu lavo e passo
Sirvo à mesa e faxino
Aprendo e te ensino
Posso até dirigir
Comprar um táxi
Só pra lhe servir
Deixo de ser coruja
Pra ser sua cotovia
E só viver de dia
Pra você ser feliz
Mas I love you..."
Na música oito tem uma parada bem interessante, Raul regrava a música "Eu Sou Egoísta", que havia sido lançada no disco Novo Aeon, do ano de 1975, e a mixagem feita com instrumentos em um canal e o vocal em outro, como era feito antigamente. Além disso, no final a trechos de canções de Dylan, Caetano Veloso, Lennon e do próprio Raul. Aqui a palavra "egoísta" tem um sentido diferente do seu uso comum, no sentido de fortalecer a palavra "eu", como alguém que gosta de si mesmo, não necessariamente sendo individualista:
"Eu sou estrela no abismo do espaço
O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço
Onde eu tô não há bicho-papão
Eu vou sempre avante no nada infinito
Flamejando meu rock, o meu grito
Minha espada é a guitarra na mão"
O álbum Metrô Linha 743 ainda conta com a regravação da canção "O Trem das Sete", que originalmente esteve no disco Gita, de 1974, e contou com um coro masculino, em que o músico usa o trem como metáfora para a passagem da vida para a morte:
"Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem
Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?
Pois o trem está chegando, tá chegando na estação
É o trem das sete horas, é o último do sertão, do sertão"
Encerrando o disco (antes da faixa bônus), tem a faixa "A Geração da Luz", música com uma diversidade de instrumentos de sopro, e letra profética que aborda o legado do próprio Raul. A música foi parte da trilha sonora do especial musical para TV Plunct, Plact, Zuuum... 2.
"Eu já ultrapassei a barreira do som
Fiz o que pude às vezes fora do tom
Mas a semente que eu ajudei a plantar já nasceu!!
Eu vou, eu vou m'embora apostando em vocês
Meu testamento deixou minha lucidez"
1 Metrô Linha 743
(Raul Seixas)
2 Um Messias Indeciso
(Kika Seixas, Raul Seixas)
3 Meu Piano
3 Meu Piano
(Cláudio Roberto, Kika Seixas, Raul Seixas)
4 Quero Ser O Homem Que Sou (Dizendo A Verdade)
4 Quero Ser O Homem Que Sou (Dizendo A Verdade)
(A. Simeone, Kika Seixas, Raul Seixas)
5 Canção Do Vento
5 Canção Do Vento
(Kika Seixas, Raul Seixas)
6 Mamãe, Eu Não Queria
6 Mamãe, Eu Não Queria
(Raul Seixas)
7 Mas I Love You (Pra Ser Feliz)
7 Mas I Love You (Pra Ser Feliz)
(Raul Seixas, Rick Ferreira)
8 Eu Sou Egoísta
8 Eu Sou Egoísta
(Marcelo Motta, Raul Seixas)
9 O Trem Das Sete
9 O Trem Das Sete
(Raul Seixas)
10 A Geração Da Luz
10 A Geração Da Luz
(Kika Seixas, Raul Seixas)
11 Anarkilópolis (Cowboy Fora-Da-Lei Nº 2)
11 Anarkilópolis (Cowboy Fora-Da-Lei Nº 2)
(Cláudio Roberto, Raul Seixas, Sylvio Passos)
quinta-feira, 19 de março de 2020
Plebe Rude - Primórdios [2018]
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Por Plebe Rude
“Primórdios” é o álbum mais recente com canções compostas entre 1981 e 1983, e, dentre elas, nove músicas inéditas que tocavam no começo da banda, mas nunca haviam gravado e lançado oficialmente. Trata-se de um conteúdo ao vivo, gravado no final de 2017 durante um show no Espaço Som, em São Paulo, produzido pelo Showlivre.com e dirigido por Walter Abreu e Rapha Al.
A ideia do álbum surgiu após o lançamento do livro “Meninos em Fúria”, uma co-autoria do integrante Clemente Nascimento (guitarra e voz) e do escritor Marcelo Rubens Paiva, quando Philippe Seabra (guitarra e voz, igualmente) viu a necessidade de também resgatar suas memórias para um futuro livro – ainda em fase de escrita.
1 Cavalaria Rusticana
2 Nada (Original)
3 Bandas BSB
4 Pressão Social
5 Tá Com Nada
6 Pirataria
7 Consumo
8 Dança Do Semáforo
9 Sexo E Karatê
10 Festas
11 Moda
12 Vote Em Branco
13 Ditador
14 48
15 Voz Do Brasil
16 Disco Em Moscou
17 Censura
18 Disco Em Moscou (Estúdio)
segunda-feira, 16 de março de 2020
Leões de Marte - A Face Mais Vermelha [2017]
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Por Sinewave
Leões de Marte é uma banda de rock instrumental constituída por membros de bandas previamente estabelecidas no cenário autoral de Belo Horizonte (MG), como Zonbizarro, Soft Maria, Elíza e Lively Water. A formação atual conta com Henrique Rocha (bateria), João Victor Lopes (baixo), Martin Montiel (guitarra), Rafael Dantas (guitarra) e Rodrigo Nueva (guitarra).
Tendo como QG o estúdio Tubo Cultural, os caras começaram a trabalhar o primeiro EP em Agosto de 2016, passando o restante deste mesmo ano compondo e arranjando, compartilhando sons e influências, e, consequentemente, construindo sua identidade.
Entre as características principais da Leões, estão a grande profundidade do som, várias camadas de arranjos sobrepostos e bastante dinâmica, buscando sempre criar narrativas com diferentes sensações, sem medo de flertar com dissônâncias e o experimentalismo.
Em Março de 2017 lançam a música “Fobos”, que foi gravada e também filmada no próprio Tubo Cultural e, desde então, a Leões vem se apresentando nas casas de BH e região, com planos de excursionar pelo país no segundo semestre.
Com participação efetiva de todos integrantes, a banda acaba de lançar seu primeiro EP, intitulado A Face Mais Vermelha, que surge para contar e celebrar este momento tão importante e ímpar na vida de cada um.
02. O Quarto de Fogo
03. Inverno Abaixo
04. Fobos
segunda-feira, 9 de março de 2020
Guardavento - Apesar de Tudo [2019]
Yandex 320kbps
Essa banda mandou seu material para mim em uma época que fique se conseguir postar no blog. Voltando agora de a ativa, mesmo que de foram esporádica, faço questão de ser minha primeira postagem depois desse recesso. Segue release enviado pela banda.
Essa banda mandou seu material para mim em uma época que fique se conseguir postar no blog. Voltando agora de a ativa, mesmo que de foram esporádica, faço questão de ser minha primeira postagem depois desse recesso. Segue release enviado pela banda.
Por Humberto Florim do Guardavento
Guardavento é uma banda brasiliense independente, formada entre 2017-19 e constituída por Naiça Mel (Vocal), Lídia Moreira (Teclados), Anderson Freitas (Guitarra/teclado), Humberto florim (Baixo), Yan Britto (Bateria). A banda lança o seu primeiro álbum "Apesar de tudo" - gravado e produzido por André Zinelli e Diego Poloni, mixado e masterizado por Diego Poloni.
As influências da banda vêm da MPB, da World Music e do Pop internacional. O projeto teve início na junção entre Humberto e Anderson, que compuseram as músicas e encontraram Naiça para dar voz ao material. Nesse processo entraram também André e Diego, produtores experientes inclinados a experimentar novos sons. As composições foram sendo desconstruídas no estúdio e pensadas de dentro para fora, buscando consolidar uma identidade nova para o som.
Yan Britto e Lídia Moreira integraram-se ao grupo durante o período de ensaios para dar corpo ao projeto. O conceito do álbum trata da influência do tempo sobre a percepção das emoções e o valor da memória. Temas como angústia, solidão e melancolia são abordados em forma de confissões pessoais, imersas numa sonoridade brasileiro-urbana e contemporânea.
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