quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Lobão - Cena de Cinema [1982]


Por Bruno França

Em 1982, depois de uma saída conturbada da Blitz, Lobão apostou todas suas fichas na improvável e inviável (segundo ele) carreira solo, nascia assim uma estrada cheia de sucessos, confusões, amizades e amores. 

Como o próprio Lobão dizia “sou músico de banda, preciso de um grupo, sou baterista”. Mas foi derrubando e esquecendo esse pensamento que se lançou em carreira solo sem menos saber cantar diante de um microfone ou front a um palco. Só veio conhecer sua voz e construí-la na gravação do que seria seu primeiro álbum, “Cena de Cinema”. Gravação que foi feita antes do desligamento da Blitz.

Mas Joãoluizinho não fez tudo sozinho, claro que não, contou com com ajuda de uma banda de apoio de peso. Nos vocais de apoio participaram a cantora Marina Lima, e o gringo Richie, ex-companheiro de Lobão no grupo Vímana. Outro ex-integrante do Vímana que tomou as partes das guitarras foi o músico Lulu Santos. Completando o “fraco” lineup, no baixo de seis cordas Marcelo Sussekid (ex-bolha, Herva Doce), e William Forghieri no conjunto de teclados. 

Assim foi produzido e gravado “Cena de Cinema”, que foi inicialmente lançado somente no formato K7 precariamente, mas logo em seguida foi adquido pela gravadora RCA Victor (hoje BMG). Atualmente seria uma façanha encontrar algum exemplar deste disco, seja em LP ou em fita K7, pela mal distribuição efetuada pela RCA Vector, fato ocasionado por vários fatores, mas um em especial : Lobão simplesmente destruiu a sala do diretor da gravadora em um dia de fúria, após saber de algumas restrições impostas em seu trabalho. 

Para a nossa felicidade, com a tecnologia que nos é fornecida hoje em dia, podemos encontrar “Cena de Cinema” facilmente nos quatro costados da Internet, e nos deliciar com esse belo trabalho que Lobão realizou na sua estréia como músico e cantor solo. Destaque para a faixa que da título ao disco, “Cena de Cinema” com uma levada pop rock apaixonante e um primeiro verso viciante “Tava queimando no meu carro, a tal da gasolina”, na quinta faixa do álbum “Doce da Vida” percebe-se um certo sentimento solitário, um pelo blues para ser ouvido à noite. Logo em seguida vem “Stopim”, a rock balada do disco contando causos e história em meio a um refrão dos mais grudentos.

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