sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Gerson King Combo [1977]

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Esse é o primeiro álbum de uns dos maiores nomes da "black music" nacional, ganhando no meio a alcunha de "James Brown Brasileiro". Gravou quatro álbuns ao longo da carreira.

Tem os exageros do James e é tão bom quanto.

Anoxika - Mr. Otário (clipe)


Banda paulista que me foi apresentado por um amigo virtual (valeu Office/Wagner). No myspace da banda ela está descrita como pop/rock mas eu acrescento hardcore nesses rótulos (detesto rótulos). 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Caixa embala em outubro seis álbuns feitos por Celly entre 1959 e 1968


Fenômeno de popularidade na pré-história do pop rock brasileiro, a cantora paulista Celly Campello (1942 - 2003) vai ter reeditados os seis álbuns que lançou pela gravadora Odeon entre 1959 e 1968. Alguns com direito a faixas-bônus, os discos vão ser embalados em reedições remasterizadas na caixa "Estúpido Cupido", produzida por Marcelo Fróes para seu selo Discobertas. Nas lojas em outubro de 2011, a caixa agrupa os álbuns "Estúpido Cupido" (1959), "Broto Certinho" (1960), A Bonequinha que Canta (1960), "A Graça de Celly e as Músicas de Paul Anka" (1961), "Brotinho Encantador" (1961) e "Celly" (1968). Este último álbum é bem raro.
De uma época em que o rock era somente por diversão.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Julinho Marassi e Gutemberg

A Dupla (aos desavisados, não é sertanejo)
Conhecidos como a dupla nº1 da Região Sul Fluminense, Julinho Marassi e Gutemberg trazem na bagagem shows para públicos superiores a 30.000 pessoas. Eles já estão juntos desde 1990. Fizeram, neste período, grandes parcerias e amizades no meio. Seus primeiros shows eram chamados de "Espetáculos da Música Popular Brasileira", hoje levantam a galera e as casas noturnas por onde tocam. Com um repertório variado que mescla suas composições, sucessos da MPB do passado e do presente, a dupla nº 1 da Região Sul Fluminense já representou o Brasil no exterior, abriu shows de grandes estrelas e não tem limites.
Julinho Marassi e Gutemberg fazem, em média, seis shows por semana e ainda encontram tempo para dedicar-se a projetos sociais e assistenciais a menores carentes.
Fazem bem porque fazem o que gostam.
Fonte: O próprio site da dupla.
Aos Meus Herois - Uma singela homenagem aos grandes interpretes e compositores da nossa MPB

A letra desta música é ótima, quer conhecer melhor a dupla, baixar outras músicas?
Acesse o site www.adupla.com/2010/page/ ou clique aqui e vá direto ao set list no site deles, ouça e baixe as músicas que você quiser.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Möhr's Circle - II [2010]


É quase impossível achar qualquer informação sobre essa banda na internet, então minhas informações são precárias.

O projeto foi idealizado pelo guitarrista Jefferson Kleen dividido em sete álbuns passando por vários estilos musicais entre quais: progressivo, vintage, medieval, country, pop rock, lírico e outros. O álbum II segue mais a linha do rock progressivo com passagem pelo medieval.


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Caça Níqueis - Caça Níqueis [2008]


Primeiro álbum dessa banda paulista. É um rock/blues com uma boa pegada. A versão de Garçon (é com n mesmo) do Reginaldo Rossi ficou muito boa. Diversão garantida.

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Oswaldo Montenegro - Quebra Cabeça Elétrico [2009]



Quebra Cabeça Elétrico mostra Oswaldo Montenegro, sempre visto como grande compositor, como o intérprete poderoso que sempre foi. Visitando canções do amigo Alceu Valença, além dos quase contemporâneos Belchior, Ednardo e Fagner, Montenegro - desta vez com banda e arranjos pesados - trocou a viola de 12 pela guitarra e mistura a aridez nordestina que o impregnou em Brasília, com o rock que sua geração absorveu.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Falecimento de Manito, 09/09/2011


Morreu hoje, aos 68 anos, o músico Antônio Rosas Seixas, o Manito, que foi saxofonista da banda "Os Incríveis" e que participou também da fundação do grupo de música instrumental "Saxomania" junto com o músico João Cuca. Manito sempre foi lembrado por solos inesquecíveis durante a Jovem Guarda, época em que "Os Incríveis" se firmaram como uma das mais importantes bandas do País. Inspiraram e ainda inspiram muitos jovens com a sua música. Manito tratava desde 2006 de um câncer na laringe, o que o afastou dos shows com o "Saxomania" devido ao duro tratamento de quimioterapia. 

"O tumor voltou em 2010", explicou hoje Lucinha, companheira há 13 anos do músico, que morreu em casa nesta tarde. "Em maio, ele foi operado. Mas ele já tinha feito radioterapia e a pele estava afetada, com dificuldade para cicatrizar, e ele tinha problemas hepáticos. Vivemos com empenho para ele se recuperar, tivemos momentos animadores. No fundo, eu sei que foi uma grande libertação. Ele sempre foi um grande guerreiro. Isso foi uma libertação e está sendo recebido com muita alegria. Já está dando o tom. Com certeza, está em uma luz muito aconchegante e recebendo os últimos momentos das pessoas que o quiseram muito bem." Ele deixa cinco filhos. Três do primeiro casamento, dois do segundo.

Lívio Benvenuti Júnior, o Nenê, contrabaixista da banda "Os Incríveis", lamentou a morte do amigo. "Ele foi para o outro lado porque estava sofrendo muito. Eu acompanhei toda a trajetória, foi muito difícil para ele. Graças a Deus, ele se foi. É muito chato isso, um grande amigo, perdi um grande cara, é muito difícil. Mas venho chorando faz tempo de vê-lo definhando. Mas, graças a Deus, ele vai lá para cima", disse o músico. Os detalhes do velório e do enterro estão sendo organizados agora pela família.

"Ele se libertou da matéria, que já estava muito sofrida. E foi apresentar seu show em outras esferas. Deixou muitas coisas boas, engrandeceu a música e trouxe um modo novo de tocar sax, inspirou muita gente. É uma pessoa sempre grandiosa, de muita ética, honestidade. Passou muita alegria para as pessoas. Morreu aos 68 anos, 64 anos de música. Começou a tocar aos 4 anos e, aos 5, já ajudava com as despesas de casa", lembrou Lucinha, muito emocionada.

Ludov - Minha Economia [2011]

Se existe um grupo capaz de lidar bem com registros menores e uma quantidade limitada de faixas, este é o Ludov. Melhor exemplo disso está no singelo Dois A Rodar, de 2003, um concentrado de sete pequenas composições que evidenciavam toda a habilidade da banda em produzir músicas marcadas por uma linguagem comercial ao mesmo tempo em que longe dos delírios redundantes e pouco inventivos da música pop convencional. Primeiro trabalho em estúdio desde que a banda largou o nome de Maybees e passou a compor exclusivamente em português, o EP e seu pequeno arsenal de hits foram fundamentais para apresentar o trabalho do grupo paulistano ao mundo, fazendo deles um dos grandes expoentes do rock alternativo nacional naquele momento.


Passados quase dez anos desde que tão importante registro foi apresentado ao público, inaugurando uma série de três competentes registros em estúdio – O Exercício das Pequenas Coisas (2005), Disco Paralelo (2007) e Caligrafia (2009) -, a banda paulistana proporciona mais um pequeno catálogo de doces composições. Embora o amontoado de quatro faixas pareça pífio perto da grandiosa coleção de competentes canções que o grupo vem colecionando desde 2002, cada mínimo verso exaltado através do competente Minha Economia EP (2011, Independente) se revela com uma importância indescritível para a história do grupo, quatro verdadeiros clássicos que vem para engrandecer a já grandiosa carreira da banda.

Como já era de se esperar, os sempre relevantes versos gerados através da parceria entre Habacuque Lima e Mauro Motoki aqui ganham um sentido melhor delineado, com a dupla costurando de forma precisa as palavras de quatro verdadeiras crônicas musicadas. Mais de 20 minutos de composições tomadas por um toque românico, melancólico, mas sem exageros e dono de pequenos exercícios existencialistas, faixas que de maneira precisa parecem se encaixar no cotidiano de qualquer indivíduo, passando a quase mística sensação de que todas as músicas foram construídas especialmente para o ouvinte.


A sempre forte voz de Vanessa Krongold aqui segue acompanhada de uma instrumentação perceptivelmente renovada, com a banda não poupando no uso das guitarras rasgadas, algo bem perceptível através de músicas como O Salto A Queda, em que a linha de baixo de Bruno Serroni aos poucos abre espaço para que o duo de compositores e também guitarristas possam de forma fenomenal se apresentar. Muito mais do que um simples registro moldado para presentear os fãs enquanto um novo álbum full lenght não é lançado, Minha Economia fornece material para exaustivas audições, com o Ludov em poucos minutos relembrando o quanto ainda é algumas das bandas mais importantes do rock independente nacional.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Camila Camila também vira cerveja !!!

Do blog oficial da micro cervejaria Bamberg:
"Como disse no último post o nome da nossa Bohemian Pilsen seria uma surpresa. Ela chamará Camila, Camila, em homenagem a música da banda de rock Nenhum de Nós.
Quando fazemos uma cerveja a idéia é que as pessoas bebam ela por muito tempo, sem que ela se torne cansativa e repetitiva, este é um grande desafio, assim também foi o pensamento dos adolescentes, na época ainda desconhecidos, que a 25 anos atrás escreveram a letra desta música.
Indignados com a agressão que uma amiga deles sofria do namorado escreveram e letra e a melodia, mas no refrão não poderiam colocar o verdadeiro nome da amiga agredida, pois seria um grande constrangimento à ela. Foi então que em um dia chuvoso a água invadiu o chão do estúdio que ensaiavam, e pra secar as poças colocaram jornais velho,  quando tocavam o refrão sem a letra, em um dos jornais  no chão tinha o nome de um filme Camila, era o que bastava.
Desde então em todos os shows do Nenhum de Nós a música Camila, Camila foi tocada e cantada por todos, da mesma forma que esperamos que a nossa Camila, Camila seja bebida ao longo dos próximos anos por muitas pessoas.
A personagem da música, teve um final feliz, hoje ela tem 42 anos e não conviveu muito tempo com seu agressor, por causa da idade dela calculei a lupulagem da cerveja para 42 IBU.
Por que Camila, Camila? Antes de qualquer coisa o Nenhum é uma banda formada por bebedores de boa cerveja, todos eles influenciado pelo expert em cerveja e baterista Sady, uma pequena homenagem da Bamberg aos amigos do Nenhum de Nós, espero que eles gostem.
Por que uma Bohemian Pilsen? É uma cerveja que ao mesmo tempo ela é delicada e forte, com personalidade, mostra pra que veio, como a personagem da música foi.
O rótulo dela é uma interpretação da música feito pelo design gráfico André Clemente. Abaixo o nosso artista explica o rótulo. Esse é o Clementão que eu conheço, sempre mandando muito bem."
clique na imagem para ampliar e entender a simbologia do rótulo.

Rafael Meneghini - Setas e Sinais [2011]

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O vocalista/guitarrista da banda paranaense D'Xavantes, Rafael Meneghini, lançou esse ano um compacto com cinco canções. Abaixo vai o release do álbum, escrito pelo próprio artista.

"Há muito tempo tinha o desejo de apresentar um trabalho diferente. Um apanhado de canções que poderiam se perder no tempo, mas que foram resgatadas nesse compacto “Setas e Sinais”, composições feitas em parceria com grandes músicos e arranjadas em um estilo diferente do D’Xavantes. 


A música que dá início a esse trabalho, e que poderia ter entrado no álbum “O Nosso Rock” há três anos atrás, é “Dez Horizontes”. Composta um ano antes do disco, por mim e Fábio Silva, ela tem características fortes de Rock and Roll, mas faltava uma roupagem bacana naquela época. Lembro de Fábio perguntando sobre a canção no disco de 2007. 


Nas caminhadas do D’Xavantes por Santa Catarina, meu tio Paulinho Paz, músico e compositor, me presenteou com a música “Setas e Sinais”. E realmente, foi inspiração para a idéia de um trabalho solo ainda em 2008.

“Gato na Noite” foi feita em um domingo à noite, sentado na janela do sétimo andar olhando para o vazio da cidade, e dos muitos riscos e rabiscos extraí essa poesia. Tentei arranjar, mas foi em vão. Estou sempre em contato com Paulinho Paz, mostrei a poesia à ele, que conseguiu uma roupagem incrível. Pela webcam acertamos os detalhes, achamos as palavras e então ficou pronta. 


Nossa rotina às vezes nos deixa cheio de dúvidas, afinal quem não se pergunta Por quê? Pois é, Fábio Silva já havia se perguntado e estava com a letra quentinha em seu caderno quando lhe fiz uma visita com o violão. “O Porquê” é uma dessas canções que são captadas por nossas antenas. Com certeza nesse dia estávamos muito inspirados e traduzimos bem a mensagem que nos chegou pelo ar. Quando Daniel Dutra entrou com o violino no estúdio, foi um presente. 


Você deve ter se perguntado: “Por que esse cara gravou uma música gauchesca?”. Calma meu amigo, vou explicar. Sou filho de gaúchos, adoro tomar um mate logo cedo e tenho um pé nas tradições sulistas, afinal, aqui na nossa região, quem não tem alguma relação com o Rio Grande? Essa canção realizou um sonho meu e de meu Pai, Odilar Meneghini, que me ensinou tudo o que sei sobre música. Lembro-me de, quando “Guri”, em churrascos da família, ver meu pai empunhar o violão e cantar com toda a força essa música. Sempre me emociono ao ouvi-la, pois de certa forma conta sua história de vida, e a minha também. Essa é uma poética homenagem a relação de admiração entre pai e filho. 


A fim de respirar outros ares e trabalhar uma linha musical diferente, resolvi procurar Marcos Hermes para começarmos as gravações. Este é um trabalho feito com muito cuidado em todos os detalhes, em clima de descontração, com muitos amigos músicos convidados que deram show dentro da sala de gravação. A intenção foi resgatar canções que poderiam cair no esquecimento, mas que estão aqui para que todos possam ouvir, além de partilhar comigo essa nova experiência musical."


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Banda Motorocker lança cerveja exclusiva !!!


Para marcar a trajetória e comemorar os 18 anos de estrada, o Motorocker está lançando a cerveja que leva o nome da banda. A banda já é conhecida por inovar e apresentar novidades, por isso resolveram presentear os fãs com uma cerveja personalizada.
O sabor e o aroma foram escolhidos pelos próprios integrantes. A cerveja Motorocker é do estilo Munich Dunkel, uma cerveja forte e escura, feita à base de malte de Munique e com 6% de graduação alcoólica. O produto é produzido pela Wensky Beer, microcervejaria localizada em Contenda (PR).
A cerveja Motorocker começará a ser comercializada em outubro (dia 15), nas principais casas noturnas de Curitiba e pelo site da banda. O preço sugerido para a garrafa de 600ml é de R$ 12,00 e também será comercializada como chopp.
O lançamento acontece durante o show do Motorocker marcado para 15 de outubro no Moinho Eventos, em Curitiba. A bebida pode ser comprada antecipadamente no “combo exclusivo”, que inclui ingresso, uma cerveja Motorocker de 600 ml, um copo e um boné, personalizados.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Depois das críticas as edições regidas pelo voto do público, Prêmio Multishow e VMB restrigem participação da audiência

RIO - RIO - Os organizadores de duas das maiores premiações da música brasileira resolveram pisar no freio da interatividade virtual. Em suas últimas edições, todas as categorias do Prêmio Multishow e do VMB, da MTV, foram decididas por votação popular via internet, e houve um quase domínio de grupos adolescentes cujos fãs-clubes se mobilizaram para dar uma coleção de troféus aos ídolos do "rock colorido".
As premiações, então, receberam um derrame de críticas - muita gente considerou que eleger Restart e Cine como as melhores bandas do Brasil não refletia o panorama da música atual. Mas, em 2011, ambos os eventos voltam repensados, confiando em júris de especialistas para contrabalançar o jogo de poderes e transformar, ao menos em parte, o perfil dos vencedores.
Pela primeira vez em 18 anos do Prêmio Multishow, que acontece nesta terça-feira, na Arena HSBC, na Barra da Tijuca, a decisão de quem são os "melhores da música" não estará só nas mãos do público. Está certo que todas as 12 categorias foram abertas ao voto popular, mas cinco delas também terão versões definidas por um corpo de jurados (melhores Cantor, Cantora, Música e Grupo, além da Experimente). O Restart continua em destaque, com oito indicações do público, mas, na seara do júri, as apostas são artistas elogiados pela crítica, como os cantores Marcelo Camelo, Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz. Já no VMB, que acontece dia 20 de outubro, a mudança é bem mais radical: só quatro dos 11 premiados serão escolhidos pelo povo, e o Restart não recebeu nenhuma indicação.

- Ficávamos incomodados de, todo ano, os mesmos artistas serem eleitos. Os fã-clubes de bandas como Restart e NX Zero sempre se organizam para votar em massa, e fica impossível para novos talentos competirem. Como resultado, bandas ótimas como Mombojó, Sabonetes e Móveis Coloniais de Acaju ficavam de fora. Nossa intenção foi promover um maior equilíbrio de forças - explica Guilherme Zattar, diretor do canal Multishow.

A premiação de terça ainda enfatiza a vontade do público, o que é marca do evento desde o início. Mas o canal acredita que os nomes do júri devem oxigenar a competição. No ano passado, o evento foi alvo de protestos e ironia nas redes sociais e nos sites especializados depois de entregar os troféus mais cobiçados da noite a nomes teen como Restart (melhor Música), Cine (melhor Banda) e Luan Santana (Revelação).

O VMB foi motivo do mesmo tipo de vaia em 2010, quando o Restart faturou cinco dos 14 prêmios, graças a suas centenas de milhares de seguidores no Twitter. Por isso mesmo, a MTV decidiu pegar as rédeas da situação e, nesta 17ª edição, o público só pode votar nas categorias Webclipe, Webhit, Hit do Ano e Artista Internacional. Além disso, todos os concorrentes foram escolhidos por uma "academia" de cem jurados, e a lista de indicados está cheia de artistas como o rapper Emicida e as bandas indie Copacabana Club e Mombojó.

- O VMB não é uma premiação popular. O que vale para nós é o olhar da MTV sobre a música brasileira, e estávamos nos afastando disso. A premiação também não representava mais a realidade, pois as bandas adolescentes engoliam as outras com a votação maciça dos fãs, que passam o dia conectados. Mas o VMB não é o prêmio da Restart - resume o diretor de programação da MTV Brasil, Zico Goes.

Na leitura da crítica especializada, as últimas premiações não refletem a paisagem nacional, e nem mesmo a orientação dos canais. Tanto Multishow quanto MTV buscam, em boa parte dos seus programas, ser referência de qualidade musical, e não apenas vitrine para os artistas com mais público. Editor-chefe da revista "Rolling Stone" Brasil, Pablo Miyazawa é jurado do VMB e do Prêmio Multishow. Ele vê essas mudanças de posição como uma busca por credibilidade:
 - A imagem dos prêmios se desgastou nos últimos anos, desde que as redes sociais se tornaram um espaço altamente crítico. O público que não curte as bandas adolescentes vê os resultados do voto popular apenas como uma representação da quantidade, e não da qualidade dos ganhadores - observa o jornalista.
De acordo com Zico Goes, o objetivo da MTV é filtrar e lançar tendências, e convocou para seu quadro de VJs, este ano, nomes como China, Chuck Hipolitho e, mais recentemente, o rapper Emicida. Todos nomes respeitados da cena musical.

- Hoje, na MTV, existe até um toque de recolher para bandas teen. A partir das 20h, esses grupos não aparecem mais na programação. Não queremos ser um canal só para adolescentes - afirma Zico.
Um dos pivôs dessas mudanças, o guitarrista Pedro Lucas, o Pe Lu, do Restart, sabe que é difícil para outras bandas competirem com o exército de fãs que votam sem parar, incentivado pelos próprios ídolos. Apesar disso, ele considera a reação exagerada:
 - Fico triste de não participar (do VMB), mas acho legal ver esse espaço para outros artistas que adoro, como o Marcelo Camelo e a banda CW7 - diz o músico, antes de criticar: - Os prêmios entregues por um júri retratam o gosto de poucas pessoas. A música nacional é mais abrangente do que a opinião de um grupo seleto.

Pelas redes sociais, já se pode ver algumas reações às mudanças. Muita gente lamentou perder a chance de votar em seus ídolos (no caso do VMB). Mas pessoas ligadas ao universo fonográfico elogiam.

- Um prêmio deve ser dado por pessoas que entendem do assunto e têm senso crítico. Voto popular é outra coisa. As premiações gringas, como a do semanário britânico "NME", destacam nomes que merecem atenção. Aqui, as listas de vencedores têm sido irrelevantes - diz o produtor musical Pedro Seiler, que trabalhou no último CD de Chico Buarque e é um criadores do projeto Queremos, que promove shows no Rio viabilizados por crowdfunding.

Para o jornalista José Emilio Rondeau, autor do livro "Sexo, drogas e Rolling Stones" (Agir), a oportunidade para bandas novas se destacarem aumentou:
- Os especialistas em música poderão apresentar novos sons aos espectadores e isso é saudável, pois amplia o conhecimento musical de quem está vendo.
 por: Maria Cohen, Agência O Globo

domingo, 4 de setembro de 2011

Vênus [1986]

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Inspirado na postagem anterior, vai mais uma banda de metal oitentista fora do eixo paulista.

Por Underground Nacional

"O Vênus foi uma banda de heavy metal que atuou no cenário musical brasileiro na década de 1980. O grupo formou-se no início de 1982, em Teresina, Piauí, com Pincel no baixo, Kinha na bateria, Nenê na guitarra líder e Thyrso Marechal no vocal e na guitarra base.


Tocavam inicialmente covers de várias bandas do cenário internacional. Logo, porém, começaram a compor material próprio e a tocar bastante ao vivo, pricipalmente seu material autoral. Em 1984, apresentaram-se no Festival Setembro Rock, em Teresina, diante de 2000 pessoas. No mesmo ano, o guitarrista Ico Almendra juntou-se à banda no lugar de Nenê, irmão do baterista Kinha, que teve que se retirar da banda por motivos profissionais. Um ano e meio depois, a primeira fita demo, com 6 faixas, foi gravada e para a divulgação da mesma, partiram para a procura de um vocalista mais agressivo, quando então encontraram Kleber, ex-integrante da banda Wagark.


No ano de 1986, começaram a gravar o primeiro (e que acabaria por ser o único) álbum, Vênus. Nessa época, pouco antes do início da gravação, o novo vocalista deixou a banda e Thyrso Marechal teve que voltar a cantar, fazendo o papel de vocalista do disco. No material produzido, a capa do álbum apresentava o pôr-do-sol, visto a partir do delta do Rio Parnaíba, em meio à tábua zodiacal e o verso da capa apresentava a silhueta dos membros da banda na cor cinza, emoldurando a temática musical do trabalho: ecologia, misticismo e o anti-racismo.


Após a gravação do álbum, João Filho assumiu os vocais e com essa nova formação o grupo fez uma turnê por algumas cidades do meio norte do Brasil, chegando a deslocar-se até São Paulo para promover o álbum. Na capital paulista fizeram dois concertos que chegaram a ser filmados oficialmente, além do álbum ter sua audição registrada numa crítica positiva de uma edição de 1986 da revista especializada Rock Brigade, até hoje publicada. O estilo das faixas do álbum foi marcado por longos duetos de guitarra, além de letras em português e, a despeito da escassez dos recursos técnicos empregados na gravação dos "riffs" das guitarras e bateria, o álbum é atualmente reconhecido como um dos precursores e um dos mais antigos registros no Brasil de heavy metal cantado em português, além de uma qualidade musical surpreendente no contexto do estilo, naquela década, denominado "metal nacional".


Ainda em 1986, tocaram novamente no Festival Setembro Rock, ao lado de bandas como A Chave do Sol, Megahertz e outras. Após alcançar reconhecimento com letras em português, longos duetos de guitarra e de ter influenciado o cenário do "heavy metal" nacional, a banda separou-se inesperadamente no final da década de 1980.


O Vênus chegou a se reunir em várias apresentações isoladas nos anos de 1988 e 1989, numa última formação contando com um guitarrista até então desconhecido, de nome Erisvaldo Borges, que chegou a compor algumas faixas com influências de música clássica, na linha do estilo neoclássico de Yngwie Malmsteen, mas que jamais foram gravadas em CDs ou LPs. Tais reuniões não prosseguiram por muito, até a banda se desfazer definitivamente no final do ano de 1989.


Tanto o grupo, quanto o álbum lançado, aparecem listados numa das mais proeminentes referências enciclopédicas do rock brasileiro até o final dos anos 1980: o ABZ do rock brasileiro, de Marcelo Dolabela.



Quase três décadas após a gravação original, as 500 unidades do LP prensadas e lançadas no início da década de 1980 tornaram-se peças de colecionador, sendo possível para os fãs atuais da história de "heavy" nacional a audição do trabalho da banda em registros obtidos em sites especializados de heavy metal."

Alta Tensão - Portal do Inferno [1986]

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Já fazia alguns dias que eu não postava nada e também não estava com motivação para vasculhar alguma coisa nova interessante. Ocorreu que estava a ouvir esse álbum e pensei: " Por que não ?". Então está aí o post de um dos melhores álbum do heavy metal nacional.

Portal do Inferno é o segundo álbum dessa excelente banda sul-matogrossense. A banda lançado três álbum. Eu tenha a satisfação de ter "Portal do Inferno" e "Nígéria" (terceiro álbum) na minha pequena coleção de vinis.