quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

The Tape Disaster - Realidade Aumentada [2011]



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Por Luan Souza Araújo
publicado em 30 de março de 2011 no Sinewave

Sendo uma das mais originais e criativas bandas de rock independente de Porto Alegre, a The Tape Disaster vem há seis anos tocando frequentemente em shows no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Com o apoio dos selos Senhor F Virtual e Sinewave, a banda acaba de lançar o primeiro EP intitulado Realidade Aumentada, contendo cinco músicas inéditas.

Seria demasiado clichê dizer que a banda possui um gênero indefinível. Definível talvez seja, mas a complexidade disso causaria tumultuosas contradições. O som do quarteto portoalegrense tem como referência o gênero instrumental. Só que o grande problema é que nomeá-los simplesmente dessa forma seria um crime às referências e influências que são sintetizadas por cada milissegundo das canções. O interessante é que o som se caracteriza por essas vastas influências que cada membro carrega, não por um determinado gênero que simplesmente optaram seguir. Eles caminham pelo desconhecido sem perder o foco.

Tive o enorme prazer de acompanhá-los desde a época que o projeto nasceu. Com uma pegada mais reta e simples, mesmo a banda numa fase de autoconhecimento, era perceptível o grande diferencial, era predestinado o caminho inovador.

Após anos de esforço, com projetos abandonados (como o plano de renovação através do resgate da abandonada e nostálgica fita cassete), a banda trabalhou arduamente buscando o perfeccionismo que visava a extrema atenção do ouvinte. Na arte sonora – e na belíssima estética que a banda carrega com os materiais visuais –, os rapazes encontraram o êxito unido ao sucesso.

The Tape Disaster é música universal, para ouvir vagando pela cidade, para degustar no trânsito, para acompanhar-nos nos dias chuvosos e ensolarados. Apenas cuide-se para não tropeçar ou bater seu carro. Suas músicas são introspectivas e requerem muita preparação e, por isso, cuide-se mais ainda, pois essa introspecção causa-nos euforia, desperta autoconhecimento. Hoje em dia o diferente assusta, ao passo que nos glorifica. “Glória é um momento silencioso”, e os instrumentos são autossuficientes.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ex-integrante do Ave Sangria luta para recuperar a vida e a carreiraTítulo da postagem

Após raras aparições, Ivinho apresentação instrumental neste sábado, em Olinda
A apresentação instrumental será ao lado da banda Anjo Gabriel - Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Por André Duarte
publicado em 25 de janeiro 2014 no Diário de Pernambuco

O primeiro brasileiro a subir no palco do Festival de Montreux, na Suíça, em 1978, não foi Gilberto Gil, como erroneamente acabou sendo creditado na história de um dos mais importantes templos do jazz e da world music. Horas antes da apresentação do cantor baiano, um guitarrista pernambucano de semblante invocado entrou sozinho, empunhando um violão de 12 cordas com um furo na madeira - apelidado depois de furiola, já que o rombo fora provocado por ele em um acesso de fúria.

Aos 61 anos, Ivson Wanderley Pessoa, o Ivinho, mora sozinho no térreo de um cortiço alugado no bairro da Boa Vista, onde, 35 anos depois de surpreender o público suíço com improvisos de frevo e baião numa pegada setentista, tenta retomar a carreira e a vida dentro um universo particular, chacoalhado por problemas pessoais.

Ex-guitarrista da não menos lendária banda Ave Sangria, virou personagem mítico da música psicodélica brasileira, não apenas pela habilidade na guitarra, mas pelo sumiço incompatível com alguém comparado a músicos do quilate de Robertinho do Recife e Lanny Gordin. Após raras aparições, Ivinho faz apresentação instrumental neste sábado, em Olinda, dividindo o palco com a Anjo Gabriel, banda da nova safra de artistas influenciados pela geração udigrudi pernambucana. “Ele é um herói da guitarra. Tem a assinatura só dele no jeito de tocar. O disco de Montreux é a prova disso”, diz Marco da Lata, baixista da Anjo Gabriel, falando do único registro solo em disco de Ivinho.

O músico vive da aposentadoria de um salário mínimo e, quando o bolso esvazia, pirateia os discos de que participou, vendendo as cópias para amigos e fãs. Almir de Oliveira, baixista da formação original do Ave Sangria e amigo de infância de Ivinho, se emociona ao lembrar do guitarrista: “Ivinho é único. Ele não perdeu o feeling, aquele estilo próprio, mesmo depois de todo esse tempo, de tudo isso. Um músico com a capacidade dele tem que trabalhar”.

Vestido de amarelo, como a personagem na letra Hei Man, do único disco do Ave Sangria, Ivinho recebeu o Viver para um entrevista em casa, onde, entre respostas sinuosas e raciocínio solto, demonstrou mais entusiasmo ao encerrar a conversa para tocar sua guitarra Memphis: “Música tem que ter três coisas: técnica, expressão e sentimento”.

Entrevista - Ivinho

Você continua tocando ou revisitou o repertório apenas para este show?

Às vezes, quando estou sozinho escutando alguma coisa, pego a guitarra, ligo no amplificador e saio acompanhado as imagens (da TV). Por exemplo, recentemente vi o DVD de João Bosco, a banda quebrando tudo, eu fui lá, botei o som da minha guitarra em cima e fiquei me divertindo. Ou deixo tudo no silêncio pra qualquer coisa que começar a surgir. Eu estou colocando (no show) o que eu já tinha feito. Porque nunca ninguém deu valor ao que fiz. Eu dei valor a quem ficou comigo. Eu me coloquei do lado de Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Zé Ramalho, Vital Farias, de Xangai, de Tito Lívio, de Ednardo. Foi sempre ao lado, mas eu nunca disse ‘eu fiz’, ‘eu vou mostrar’, ‘é assim’. Quando, na fase de mesa de bar, de caipirinha, de cervejinha, que a boca ficava solta no ar, as palavras saíam. Hoje em dia as palavras perderam o valor. Eu tou fazendo assim agora: passo a harmonia para os músicos da banda, aí eu coloco a melodia com harmonia entrosando.

Mantém contato com os cantores que você acompanhou ao longo desse tempo?
É como dizia Erickson Luna (poeta, falecido em 2007): ‘Se você não vem ao meu, eu não vou ao seu’. Entendeu? É Alceu mesmo (falando de Alceu Valença). Nenhum deles fala mais comigo. Fica lá na ficha técnica dos discos. Guardo tudo de bom e de ruim daquele tempo, desde a mordomia na Suíça, sentado em cadeiras de veludo, até o Departamento de Tóxicos, Roubos e Furtos, clínicas, internamentos. Existe o lado bom da vida, que é a mordomia, e o lado ruim, que são as regras de estado: o filho fica com a mãe, a mãe morre e fica o filho, aí aparecem os irmãos, a divisão de imóveis, aí eu, puf, casei. Os bons momentos foram a Suíça, o Festival de Montreux, a burguesia, o avião, o hotel de luxo. O outro lado da realidade é uma paradinha chamada averiguação – espero que não exista mais essa palavra.

E sobre as drogas e os problemas que enfrentou... Chegou a ser diagnosticado?
De início, na cidade era muita cachaça, lá em Maria Farinha (onde viveu um tempo) estava cheirando muito pó, era muita doideira, muito isso, aquilo. Estava me tremendo todo. Ia ficar jogado na rua. Ninguém abria a porta pra mim. Agora, eu prefiro ter minha vida controlada. Quando vejo que estou com um problema, aperreado, eu falo com o menino do bar, levo três garrafas (de cerveja), faço um tiragosto, meto o volume lá em cima, tomo uma aqui e passo o dia sozinho com três garrafas de um litro, cada. Mas não faço isso todos os dias. Fiz isso ontem. Não quero fazer até o dia do show. Quero saber do repertório, dos ensaios. Fui para a fila da previdência social na época de Fernando Henrique Cardoso. Vi que a situação tava preta, entrei na fila, peguei esse papel. Um senhor que me ajudava uma vez me chamou para ajudar a preencher essa papelada. Eu queria saber onde me enquadrava. Afinal, tenho duas pernas, que funcionam. Ele resolveu colocar deficiente mental. Eu disse “legal, é isso mesmo”.

Como começou essa fixação com a guitarra? Você é autodidata?
Eu não sou um grande guitarrista. Comecei tocando um violão de 13 cruzeiros. Tinha a banda Os Selvagens, de Casa Amarela. A gente tinha que tocar covers dos Stones, Beatles, do Creedence Clearwater. Aprendi a tocar escutando, tirando a base do ouvido, e Almir (de Oliveira, ex-integrante da banda) ajudava na pronúncia do inglês. Eu era da Vila dos Comerciários, e era lá que a gente ensaiava. Era banda para tocar em bailes. O Tamarineira Village (que deu origem ao Ave Sangria) veio depois. Marco Polo entrou para a banda, era um cara articulado, inteligente, e ficou com aquela história de ser líder da banda, mas existia uma competição entre ele e Almir, que era um cara mais na dele. Foi quando eu disse: ‘Eu não sou traidor. Dou apoio a vocês dois’. Aí Alceu Valença começou a querer Israel Semente (baterista da banda, já falecido)…

Mas isso de Alceu foi depois do fim do Ave Sangria, não?
Não. O Ave terminou porque Alceu levou quem ele queria para a banda dele. Levou Paulo Rafael, levou Israel Semente, levou Zé da Flauta, levou Zé Ramalho, levou Lula Côrtes, levou Agrício Noya e me levou. Sobrou quem da banda? Marco Polo e Almir. Porque eram os protagonistas. Não interessavam. Eu não fiquei bajulando Alceu. Botei logo uma camisa com a inscrição ‘Abaixo o Folclore’ porque eu queria crescer o Ave Sangria, e Alceu queria crescer sozinho. E cresceu. Mas derrubou os dois (Marco Polo e Almir). Almir é engenheiro da Prefeitura de Olinda e Marco Polo desistiu da música, virou jornalista e foi arrumar emprego em jornal.

Serviço: Shows de Ivinho e Anjo Gabriel
Hoje, 22 h
Solar da Marquesa, Largo do Varadouro, Olinda
R$ 20 (bilheteria) e R$ 15 (lista amiga)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Clube Leonor - Novas Mudanças [2012]

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Exaltar a música poética, utilizando como referências o Folk e o Rock'n'Roll é o principal objetivo do Clube Leonor, formada em 2009 por Leonardo Cósz, Rodrigo Cósz e Marcos Vinícius; em 2011 Marcio Menechini e janeiro de 2012 Elton Pelegrini se juntaram ao grupo.

Em 2012 é lançado o álbum "Novas Mudanças", gravado no estudio G2 e produzido pelo seu guitarrista Marcio Menechini, em conjunto com a banda - trabalho que pode ser ouvido e baixado gratuitamente. As 11 canções do álbum são executadas de forma clara e simples levando em consideração o lirismo e sonoridade, detalhes e sinceridade sendo pontos imprescindíveis, se tornando uma característica da banda.

Integrantes:
Leonardo Cósz - Voz e violão
Marcio Menechini - Guitarra e Backing vocals
Marcos Vinicius - Contra-baixo
Elton Pelegrini - Teclados
Rodrigo Cósz - Bateria e Backing vocals

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Inocentes 30 Anos [2011]


"Inocentes 30 Anos" é um documentário sobre uma das primeiras e mais importantes bandas de punk do Brasil. O filme relembra a trajetória do Inocentes, revela as histórias dos integrantes e discute o movimento punk sem destruir o sistema. Com Anselmo Monstro, Clemente Nascimento, Nonô, Ronaldo Passos. Participações especiais de Wander Wildner (Replicantes), Sandra Coutinho (Mercenárias), Mauricinho (primeiro vocalista do Inocentes).

FICHA TÉCNICA

Direção: Carol Thomé
Co direção: Duca Mendes
Imagens: Carol Thomé e Duca Mendes
Produção: Seiseum Audiovisual
Roteiro e edição : Carol Thomé
Colorista: Carol Thomé
Mixagem: Duca Mendes
Finalização: Carol Thomé e Duca Mendes
Direção de Arte: Duca Mendes e Marcelo Magalhães
Animação: Duca Mendes
Trilha Sonora: Inocentes
Duração: 29'
Gênero: documentário

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Bufo & Spallanzani [2001]

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A trilha sonora de Bufo & Spallanzani marca uma dupla reestréia do ex-guitarrista do Legião Urbana – como compositor solo e como autor de música para cinema. Um tipo de música, aliás, a que seus fãs não estavam acostumados. Transitando entre o eletrônico e o acústico, Dado Villa-Lobos concebeu um score que, embora sem trair suas raízes no rock, atua com sutileza sobre as imagens e as expectativas do público. Uma percussão aliciante, combinada com guitarras e ruídos eletrônicos, ajuda a compor o mix de realismo urbano e mistério policial buscado pelo diretor Flávio R. Tambellini. A trilha fez o hit Dentro de Ti, interpretado pela saudosa Cássia Eller, e lançou no mercado um novo autor cheio de talento e personalidade. (Academia Brasileira de Cinema)
Faixas


1 Piretrum partenium (Dado Villa-Lobos)
2 O mal é contagioso (Fausto Fawcett, Dado Villa-Lobos, Gustavo Dreher)
3 Bufo & Spallanzani: dentro de ti (Humberto Effe, Dado Villa-Lobos)
4 Bocaina (Dado Villa-Lobos, Gustavo Dreher)
5 Polaroid e pistola (Dado Villa-Lobos)
6 Persecution (Gustavo Dreher)
7 A valsa (Humberto Effe, Dado Villa-Lobos, Gustavo Dreher)
8 O teclado sintético (Dado Villa-Lobos, Gustavo Dreher)
9 Natureza (Humberto Effe, Dado Villa-Lobos, Gustavo Dreher)
10 Spallanzani (Dado Villa-Lobos, Gustavo Dreher)
11 O apartamento de Ira (Dado Villa-Lobos, Gustavo Dreher)
12 Boate estaca (Dado Villa-Lobos, Gustavo Dreher)
13 Galeria Menescal (Dado Villa-Lobos, Gustavo Dreher)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Cavalo Vapor - Greatest Little Hits [1997]

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Por Vandinho
publicado no Metal Command

Uma banda Paulistana de Hard Rock que vale a pena conhecer. O Cavalo Vapor nasceu no bairro da Pompéia, tradicional bairro “rockeiro” da cidade de São Paulo, de onde surgiram bandas renomadas como Os Mutantes e os primeiros projetos de Rita Lee. Fundada pelos irmãos Luiz e Oscar Sacoman. No ano de 1997 a banda lançou o CD “Greatest Little Hits” produzido por Paulo Zinner (Golpe de Estado, ex-Rita Lee). Durante as gravações surgiram algumas participações especiais como a da cantora Sylvinha Araújo, Andria e Ivan Busic (Dr Sin) nos backing vocals e a participação super especial de Ian Gillan, vocalista do Deep Purple, em um incrível solo de gaita na introdução do blues “Antes Só”. Uma das características da banda são as letras das músicas, todas em português. O primeiro vocalista da banda foi o grande Nando Fernandes, que ficou conhecido por suas apresentações no programa Raul Gil, onde concorria numa espécie de show de calouros. E também por fazer parte da banda Hangar, onde gravou um álbum (The Reason Of Your Conviction), por sinal, o melhor da banda, mas acabou saindo por motivos pesssoais.

A banda é formada atualmente por Luiz Sacoman (guitarra), Fernando Nova (vocal), Sandro Big Head (bateria), Delfin Rolán (teclado), Marcos Peres (guitarra) e Paulo Soza (baixo, Tempestt). Enfim, O Cavalo Vapor é uma banda que realmente vale a pena ouvir.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Nei Lisboa - Cena Beatnik [2001]

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Por Marcelo Costa
publicado no Scream & Yell

Nei Lisboa é idolatrado no sul do país. Lá, seus álbuns vendem bem e a pirataria que copiava em CDR os dois álbuns de Nei lançados pela EMI nos anos 80 (Carecas da Jamaica e Hein?) obrigou a major a fazer uma edição em CD dos discos.

Cena Beatnik é o sétimo álbum da carreira do bardo e quebra um silêncio de nove anos sem material original, já que o último álbum, Hi Fi, buscava inspiração em 14 covers que iam de Rolling Stones (Ruby Tuesday) e Beatles (Norwegian Wood) até Elton John (Bennie & The Jets) e Paul Simon (Fifty Ways To Leave Your Lover).

Na canção que abre Cena Beatnik e dá título ao trabalho, Nei tenta justificar sua música cantando: "Já no 'passa nada' / já nem peço por favor / eu tô abrindo a estrada / que chega aonde eu for / eu tô na madrugada / tô na chuva pelo calor / eu tô na luta armada / disfarçado de cantor".

As letras continuam sendo o diferencial carregando nas aliterações que Humberto Gessinger emprestou dele e não devolveu mais (assim como o guitarrista Augusto Licks, que era da banda de Nei nos primeiros álbuns do bardo e saiu para ser um Engenheiro a partir de A Revolta dos Dandis).

Dessa forma, ainda em Cena Beatnik, a música, Nei canta: "E o acaso me deixou na porta da tua casa / faz silêncio e faz de conta que já me esperava" ou "O mundo é do vivos / o mundo é dos bancos / e os bancos dos mendigos", da ótima Produção Urgente. As melodias alternam rocks suaves com baladas sutis.

O repertório não chega a tocar o brilho de Carecas da Jamaica nem a força trágica de Hein?, mas une canções que são um belo atestado de sobrivência / independência de um artista que - com vinte anos de carreira nas costas, mesmo longe demais das capitais - ainda usa seu inspirado cinismo poético para escrever mais um - belo - capítulo da música popular brasileira.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Heraldo do Monte [1980]

 
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Iniciou sua carreira profissional em Recife, acompanhando cantores em boates. Em 1956, mudou-se para São Paulo. Fez parte do conjunto de Walter Wanderley e do quarteto de Dick Farney. tocando guitarra, viola caipira e cavaquinho.

Em 1960, teve seu primeiro trabalho como músico registrado em disco de Walter Wanderley e, mais tarde, nas faixas "Fim de caso" (Dolores Duran) e "My funny valentine" (Rodgers e Hart), em disco gravado por Dolores Duran.

Ainda na década de 1960, lançou os LPs "Heraldo e seu conjunto" (1960), "Dançando com sucesso, vol.1" (1961) e "Dançando com sucesso, vol. 2" (1962).

Gravou com os Sincopados, em 1965, escrevendo arranjos para algumas faixas do LP. Recebeu, ainda nesse ano, os troféus Guarani e Roquette Pinto, este último como integrante da Orquestra de Carlos Piper.

Fez parte, ao lado de Airto Moreira e Theo de Barros, do Trio Novo, ao qual Hermeto Pascoal viria a se juntar, formando o Quarteto Novo, com o qual gravou, em 1967, o LP "Quarteto Novo", lançado pela Odeon, que incluiu em seu repertório a canção "Síntese", de sua autoria. Recebeu, como integrante do Quarteto Novo, o Troféu Roquette Pinto e, por duas vezes, o Troféu Imprensa.

Participou da Orquestra da TV Tupi em 1969. Acompanhou Michel Legrand (Teatro Municipal de São Paulo), Hermeto Pascoal (Banana Progressiva), Zimbo Trio e outros artistas em shows promovidos pela Prefeitura de São Paulo.

Atuou em várias gravações.

Lançou, em 1970, o LP "O violão de Heraldo do Monte".

Em 1980, gravou o LP "Heraldo do Monte".

Em 1982, lançou, com Elomar, Arthur Moreira Lima e Paulo Moura, o LP "ConSertão".

Ainda na década de 1980, gravou os LPs "Cordas vivas" (1983) e "Cordas mágicas" (1986).

Em 1988, participou do Festival de Jazz de Montreal (Canadá).

Recebeu por duas vezes consecutivas o Prêmio Sharp na categoria de Melhor Arranjador, pelos discos gravados por Dominguinhos em 1994 e 1995.

Apresentou-se em shows, acompanhado do percussionista João Paraíba e do guitarrista Luís do Monte.

Dividiu com o Duofel um CD de uma série que reuniu grandes instrumentistas brasileiros.

Ao longo de sua carreira, atuou com vários artistas como Hermeto Pascoal, Dominguinhos, Edu Lobo, Zimbo Trio, Geraldo Vandré, Johny Alf e Michael Legrand, entre outros.

Lançou, em 2000, o CD "Viola nordestina" e, em 2003, com Teca Calazans, o CD "Teca Calazans & Heraldo do Monte".

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O Terno - 66 [2012]

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"...é uma banda de rock'n'roll de São Paulo formada por Tim Bernardes, 22 (voz e guitarra), Victor Chaves, 22 (bateria), e Guilherme d'Almeida, 23 (baixo). Na ativa desde 2009, a banda lançou em junho de 2012 seu primeiro disco, "66", de forma independente. Desde seu lançamento, em show lotado no Auditório Ibirapuera em São Paulo, o disco foi considerado pelo jornal O Globo como "um dos mais impressionantes discos de estreia de uma banda brasileira" e colocado entre os 25 melhores álbuns brasileiros de 2012 pela revista Rolling Stone Brasil.​
"66" se divide em Lado A e Lado B. O primeiro traz cinco composições da banda, enquanto o segundo conta com cinco versões do trio para músicas de Mauricio Pereira (Os Mulheres Negras), que participa do Lado B com voz e sax. No disco, participam ainda Marcelo Jeneci no órgão Hammond e Dino Vicente (Joelho de Porco/Som Nosso de Cada Dia) tocando mini-moog.
A faixa-título, "66", rendeu o primeiro clipe da banda, produzido pela Alaska Filmes com direção de Marco Lafer e Gustavo Moraes. O vídeo, que conta com os integrantes em diversos cenários - inclusive com a banda tocando embaixo d'agua - foi premiado na categoria Clipe do Ano do Prêmio Multishow 2012 e Aposta MTV no VMB 2012.
Ainda em 2012, O Terno foi banda base para o especial de final de ano da TV Cultura, no programa Cultura Livre, no qual tocou com 18 artistas da nova cena musical brasileira, como Tulipa Ruiz, Karina Buhr, Rafael Castro, Felipe Cordeiro, Kiko Dinucci, Rael, entre tantos outros. No Prêmio Multishow do mesmo ano, se apresentou com Nando Reis e Arnaldo Antunes, além da participação do Som Brasil Tropicália da rede Globo.
Em 2013, os jovens gravaram duas músicas do recém lançado EP de Tom Zé, "Tribunal do Feicebuqui" (no qual Tim assina duas parcerias com Tom Zé, e uma delas também com Marcelo Segreto). Ainda nesse ano, a banda concorreu ao Prêmio Multishow 2013 na categoria "Melhor Canção" com a música "Harmonium" e é atração confirmada do festival Planeta Terra, que acontece dia 9 de novembro.
Desde o lançamento do disco a banda tocou em diversas cidades, como Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis e Curitiba, e continua na estrada. O repertório do trio vai além de "66": uma nova leva de composições que farão parte do próximo álbum já faz parte dos shows."

Fonte:
O site da banda, acesse; www.oterno.com.br

sábado, 4 de janeiro de 2014

Leo Gandelman - Solar [1990]

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Terceiro álbum de Leo Gandelman, onde conseguiu impressionantes 70 mil cópias vendidas, o que é um número significativo para um álbum instrumental no Brasil.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Herod Layne - Absentia [2010]

 
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Do Site Oficial da banda

A banda de post-rock brasileira Herod Layne - Sachalf (guitarras), Elson (baixo, guitarras), Lippaus (guitarras), Johnny (bateria) - anuncia o lançamento do novo álbum, chamado Absentia. O álbum contém sete músicas e tres faixas incidentais, e foi gravado durante o período de seis meses."
Absentia é um trabalho sobre perdas", explica o guitarrista Sachalf. "Passamos por alguns problemas pessoais recentemente, e esses sentimentos foram invariavelmente absorvidos nas canções", completa. "Apesar de ser uma banda principalmente instrumental, tentamos expressar esses sentimentos através da música", diz o baterista Johnny. Tais sentimentos podem ter sido expressados na própria estrutura das canções, já que o álbum traz faixas calmas e ambientes com outras de acentuação mais pesada. "Nós gostamos de extremos", diz o baixista Elson. "Com isso, escrevemos músicas como 'Drug-Induced Inertia' que é mais pesada e com mais guitarras, e 'Absentia', que é meio que um mantra baseado em efeitos de guitarra", completa. O álbum ainda contém longos crescendos no estilo das faixas mais antigas da banda, e também "300-Megaton Lullaby", faixa que traz inesperados vocais. "A música era originalmente instrumental, mas acabamos escrevendo letras e uma linha vocal e vimos que ficaria legal", explica Sachalf.

As imagens que formam o trabalho gráfico foram feitas durante a turnê da banda pelo Canadá, em 2009. A capa é uma casa abandonada encontrada no meio de uma estrada em Ontario. "No momento em que vimos a casa já sabíamos que tínhamos uma capa de um disco, não importa que disco fosse", diz Elson. O trabalho ainda traz uma novidade - Lucas Lippaus (Gray Strawberries, s.o.m.a.) acabou de se juntar à banda para tocar a segunda guitarra.