segunda-feira, 21 de maio de 2012

Luiz Caldas - Castelo de Gelo [2010]

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Criador de Tieta, Pai do Axé dá uma aula de Rock!
Por Rubens Lisboa
Publicado em 19 de setembro de 2011 em Espelho, Espelho Mau...

Luiz Caldas é conhecido como o pai do axé, se consagrou com sucessos como “Tieta” e “Haja amor”, além de ter criado os singelos versos “pega ela aí para passar batom, de cor de violeta na boca e na bochecha” e “batom azul na boca e na porta do céu” em “Fricote”, também conhecida como “Nega do Cabelo Duro”. (obs.: os versos deixam no ar possíveis rimas que são de uma malícia digna do AC/DC)

Lembro que no início da década de 90 ainda era bem comum ver Luiz Caldas em programas de TV e ouvir suas músicas por aí. E aí o axé se consolidou. Vieram o Asa de Águia, o Chiclete com Banana, a Banda Eva (de onde saiu Ivete Sangalo) e mais um monte de gente.

O axé leva cada vez mais público seja no carnaval ou nas micaretas, enquanto ultimamente Luiz Caldas vivia à sombra do sucesso dos outros músicos do gênero. E então o baiano resolveu mostrar o seu vasto conhecimento musical e lançou no ano passado uma série de discos de diferentes estilos, sendo o mais surpreendente o rock.

Assim como Durval Lélys, do Asa de Águia, Luiz Caldas se declara fã de vários grupos de rock como o Pink Floyd e o AC/DC, além de já ter aparecido em público vestindo uma camisa da banda alemã de heavy metal Kreator.

O gosto do músico pelo rock talvez não seja muito novo, assim como a gravação do disco, já que diversos veículos de imprensa noticiaram o fato e recentemente ele esteve no Programa do Jô, na TV Globo, para cantar a música “Maldição”.

Mas o que pode surpreender a muitos é a pegada do som tocado por Luiz Caldas. É muito curioso dizer que o disco que talvez seja um dos melhores do Brasil no rock atual foi feito pelo “Rei do Axé”.

No álbum Castelo de Gelo, se destacam o heavy metal “Maldição”, que tem vocal agressivo, riffs pesados e uma letra característica, além de “No Bar”, veloz e ‘na cara’, além da faixa-título, um hard rock com uma ótima levada e uma melodia bacana.

Luiz Caldas é o exemplo claro de que não adianta caprichar mais nas cores do que na música, e também mostra ser possível fazer música boa apostando nos riffs de guitarra, em letras despojadas, sem aquele apelo que boa parte da garotada tem hoje em dia com o rock, que atualmente é tão cafona quanto o sertanejo universitário.


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