quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Celso Blues Boy - Por Um Monte de Cerveja [2011]

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Por um Monte de Cerveja


Mais uma vez admiro uma atitude de Tico Santa Cruz. Há pouco tempo ele ajudou no regresso do Raimundos e agora incentiva e auxília a volta do Celso. Tico está para o resgate do rock nacional assim como Charles Gavin e Marcelo Froés. Minhas deferências.
Sobre o álbum posso dizer que é fantástico. O Celso só melhorou com o tempo. Para quem não conhece o belo trabalho desse grande bluesman está aí uma boa pedida que é tão bom ou melhor que o "Onde Os Anjos Não Ousam Pisar" do Nasi.

Abaixo vai uma release que encontrei no site do Celso. E aqui está o link para os mais curiosos.

por Rubens Herbst

"Muita coisa mudou desde 1998, ano em que Celso Blues Boy lançou Nuvens Negras Choram. Em se tratando apenas de música, vimos o surgimento e a morte de modismos; o descarrilhar das gravadoras; o anúncio do fim do CD; a ressurreição do vinil como objeto cult; o alastramento da pirataria, assim como o de downloads gratuitos; MySpace, YouTube, iTunes, Facebook e outras plataformas vieram pra facilitar a divulgação de novos artistas; e, ainda, a instituição do Brasil como caminho obrigatório pra shows de artistas estrangeiros. Parecem décadas espremidas e pouco mais de uma só.


Enquanto tudo isso transcorria, a vida de Celso Blues Boy também mudava, e radicalmente. Ele concretizou a transferência domiciliar pra um tranquilo bairro em Joinville (SC), onde se refugiou pra ficar longe de tudo - gravadora, imprensa, assédio -, mas não da música. Na verdade, Celso foi justamente atrás do som que vive nele, mas que as pressões que abundavam no Rio de Janeiro o impediam de burilar.


O abrigo verde do maior nome do blues rock nacional lhe proporcionou a chance de experimentar a mesma sensação vivida na hora de gravar seu LP de estreia, Som na Guitarra (1984). Ou seja, a calmaria e ausência de pressão por um novo disco lhe permitiram compor, testar sonoridades, pensar arranjos e, principalmente, debulhar emoções e opiniões. Foram 12 anos nesse intenso processo de empilhar canções e mais canções. No entanto, os shows não foram deixados de lado, tanto é que ele lançou um disco ao vivo em 2008. E, afinal de contas, a estrada lhe deu um grande presente.


Um encontro ocasional com Tico Santa Cruz, vocalista dos Detonautas, foi o empurrão que faltava pra Blues Boy encerrar o jejum discográfico. Fã confesso, Tico ofereceu sua banda pra lhe dar suporte no estúdio. No Mobília Space (RJ), durante a "tempestade de 2010", Celso, o baixista e produtor Roberto Lly e os Detonautas Renato Rocha (guitarra) e Fabio Brasil (bateria), mais os teclados pontuais de Sergio Villarim, registram as 13 faixas que dariam no 11º álbum de Celso, Por um Monte de Cerveja - possivelmente, um dos melhores e mais pessoais de sua extensa carreira.


Celso gosta de dizer a sua vida está nesse novo disco, e também que ele refaz, de certo modo, o caminho até o primeiro álbum, também composto por músicas acumuladas durante um longo período. Enfim, quem quer conhecer Celso Blues Boy na intimidade por meio de sua obra, sinta-se bem-vindo. Do apreciador do malte que intitula o trabalho ao orgulho do carro em sua garagem (Beth Carvalho quer Comprar o meu Fuscão), passando pela ironia de A Vida Faz Mal à Saúde e Odeio Rock'n Roll (a única com o Detonautas completo) e uma ode à vida na estrada (Vim Tocar na sua Cidade), eis aqui o sujeito bem-humorado e bom de conversa. Por outro lado, a melancolia do bluesman transborda em Toneladas de Solidão e Conversando com Horácio Braun, uma nostálgica referência ao berço de sua infância, Blumenau. Sem contar Aprenda a Dar o Troco, um rock vigoroso no qual um Celso escaldado rosna pelo direito de defender-se da violência cotidiana.


Por um Monte de Cerveja exala frescor, energia, coesão, melodias fortes e, não raro, refrões retumbantes. É a mais portentosa coleção de canções que Celso reuniu desde que tornou-se uma referência de blues e guitarra no Brasil. O tempo e o sossego lhe permitiram vislumbrar seus melhores dias e resgatar o grande compositor que habita dentro dele. Há algo do passado aqui, sim, mas transmutado em intensa sinceridade. E, como não poderia deixar de ser, num emocionante som de guitarra."


Por um Monte de Cerveja - "Lembra 'Um punhado de Dólares'? É o Celso Eastwood (risos). Não há muito o que falar. O mais curioso é que na música não tem nenhum solo de guitarra. É uma novidade uma música minha começar com um solo de piano."  - Celso Blues Boy

7 comentários:

  1. grande mestre do Blues,sempre gostei do seu som desde quando era um moleque fissurado em rock pesado,via no Celso uma força sem igual,uma música com sentido na realidade da vida das grandes cidades.....força e luz;esperamos que toque aqui em manaus,aqui existe muita gente que curte o gênero o que falta é incetivo cultural....

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  2. Link atualizado. Obrigado por avisar.

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  3. link esta off, por favor atualize
    miltonbm@ig.com.br

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  4. Tive a oportunidade de conhece-lo de perto e de autografar este maravilhoso CD, é uma pena ele ter ido embora. Parabéns pelo post.

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