terça-feira, 28 de março de 2017

Célio Albuquerque - 1973 – O Ano Que Reinventou a MPB [2015]

Yandex .epub


Por Adriano Mello Costa em Cinezen

Em 1973 o Brasil estava sobre o comando do General Emílio Garrastazu Médici. O golpe militar estava prestes a completar dez anos e o cenário, se por um lado apresentava o (ilusório, em vários aspectos) “milagre econômico”, do outro lado minava mais ainda as liberdades individuais e criativas naqueles anos conhecidos como de “chumbo”. A censura sobre produções culturais estava cada vez mais acentuada e eliminava (na maioria das vezes sem base alguma) frequentemente partes de canções, de discos, de peças, de filmes, de livros.

Apesar disso, o ano de 1973 foi fecundo na parte musical e mesmo com a censura no pé, discos memoráveis foram produzidos nesse ano. O jornalista Célio Albuquerque percebeu isso e idealizou e organizou um livro que disserta sobre esses registros. O resultado é o livro “1973 – O ano que reinventou a MPB”, lançado pela Editora Sonora efetivamente no início desse ano com 432 páginas, comemorando assim os 40 anos da concepção dos álbuns. Com direção editorial de Marcelo Fróes, 50 e poucos discos foram pinçados e resenhados por jornalistas, pesquisadores, músicos e outras pessoas do meio.

A ideia – muito boa na percepção – também se mostrou bem interessante na prática. Mesmo que você não compreenda a inserção de um álbum ou outro, ou não goste do teor do texto e das considerações de algum trabalho, no aspecto geral o livro agrada confortavelmente. Além de servir como um documento histórico desses trabalhos pelas histórias contadas e fichas técnicas completas fornecidas. Dispostos em ordem alfabética por nome do artista (exceção feita a primeira e a última redação), os escritos podem ser divididos em várias pequenas categorias.

Uma dessas categorias é a dos melhores textos. Nela se incluem as palavras de Vagner Fernandes sobre “Clara Nunes”, de Nilton Pavin e Sílvio Atanes sobre “Chico Canta (Calabar, o Elogio da Traição)”, de Antonio Carlos Miguel sobre “Quem é Quem” de João Donato, de Pedro Só sobre “Pérola Negra” do Luiz Melodia, de Sílvio Essinger sobre “Krig-Ha, Bandolo!” do Raul Seixas, além do texto final do Marcelo Fróes sobre discos que não foram lançados em 1973 por algum motivo (mas que seriam desse ano), como o “A e o Z” dos Mutantes e o “Banquete dos Mendigos”, clássico ao vivo com vários artistas.

Por serem textos mais extensos, dá para encaixar um pouco da vida do artista em questão, e quando isso ocorre sempre funciona, como no caso dos discos da Clementina de Jesus (que começou a cantar somente aos 63 anos) e do Elton Medeiros (que mesmo bastante conhecido só gravaria o primeiro álbum aos 43 anos). Uma outra categoria interessante é formada por aqueles discos meio esquecidos que o livro aproveita e joga luz, composta, por exemplo, pelos registros do quarteto formado por Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta, assim como pelo álbum homônimo do Guilherme Lamounier, o “Matança do Porco” do Som Imaginário e o “Matita Perê” do Tom Jobim.

Contudo, existem alguns pequenos problemas no livro. Em uma reduzida leva de textos, os autores (competentes e qualificados, isso não se discute) acrescentam demasiada carga de admiração e paixão pelo álbum escolhido, até mesmo se inserindo em determinados momentos, o que acaba por não funcionar tão bem, deixando o teor meio maçante. Isso acontece nos textos sobre os discos de João Gilberto, Marcos Valle e Maria Bethânia. Em outros o, autor simplesmente não conseguiu fazer o conteúdo fluir, como ocorre em “Araçá Azul” do Caetano Veloso. Acontece.

Para quem gosta de música, e principalmente de música brasileira, “1973 – O ano que reinventou a MPB” é puro deleite. Mesmo que alguns discos você pessoalmente entenda que não mereçam tanto entrar nessa lista por conta do título do livro (casos do disco de sambas de enredo, do João Bosco, do Fagner e do Gonzaguinha), isso não afeta a obra. Passear por palavras sobre clássicos exuberantes como alguns já citados e outros como “Milagre dos Peixes” do Milton Nascimento, “Índia” da Gal Costa, “Nervos de Aço” do Paulinho da Viola e “Todos os Olhos” de Tom Zé, satisfaz bem. É daqueles livros para acabar de ler, guardar na estante mais próxima para futuras consultas e ligar o som para escutar aquilo que foi lido.


*Agradecimento ao colaborador Diego Doi por ter disponibilizado o arquivo.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Transcendental Cid - Não Existe Feriado no Mundo do Estresse [2016]

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Por Isadora Tonini em Guarany

A banda chapecoense Transcendental Cid lançou “Não Existe Feriado no Mundo do Estresse” conta com composições 100% autorais e une faixas produzidas durante a trajetória do grupo, incluindo ex-membros.

Muito sensível, reflexivo e lírico, o disco se baseia em canções instrumentais – com exceção de “Viagem Astral” (participação das bandas chapecoenses Epopeia e Repolho) – que conduzem o ouvinte a uma viagem sensorial nostálgica e futurista, tudo ao mesmo tempo.

“Não Existe Feriado no Mundo do Estresse” começou a ser produzido em Fevereiro de 2016, sendo gravado, mixado e masterizado no estúdio Garagem 50, de Chapecó.

O título surgiu durante um ensaio da banda, que conversava sobre a exaustão do trabalho repetitivo e sem sentido, que acelera a mente e a conduz a pensar sobre isso todo o tempo, mesmo fora do ambiente de serviço. Cada uma das nove faixas busca repassar, através da melodia, a ideia que oferece seu próprio título.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Cosmo Drah [2015]

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Por Alexandre Campos Capitão em Whiplash

O primeiro e autointitulado disco do Cosmo Drah apresenta uma banda surpreendente, que traz os melhores elementos que remetem às grandes bandas como Uriah Heep, Sabbath, Captain Beyond. Canções inspiradas, com mudanças de andamento, dinâmica, e ambientadas num clima de jam session, tornam esse álbum uma grande estreia.

Formado por Ruben Yanelli (vocal), Anderson Ziemmer (guitarra e backing vocal), e a cozinha dos irmãos Elton Amorim (baixo) e Renato Amorim (bateria). O Cosmo Drah adotou o português como língua, e ao ouvi-los, além de pensarmos em grandes nomes internacionais, também nos lembramos de Mutantes, Patrulha do Espaço, Casa das Máquinas.

A bateria abre os trabalhos, e já na primeira faixa temos um resumo de tudo que essa banda tem a oferecer. Logo de cara, você encontra tudo ali, sem cartas escondidas na manga. Timbres inspirados, solo sem base, poucos overdubs de guitarra, mudança de andamento. A propósito, o título Labirinto é bastante apropriado. O Cosmo Drah entrou nesse labirinto chamado 60/70 e não encontrou e nem quer encontrar a saída, e lá fincaram sua bandeira.

Na sequência vem Hospício, que apresenta uma percussão bem colocada. E se repete uma característica positiva da banda, a mudança no andamento e da dinâmica durante o solo de guitarra. Ah, como são bons nisso.

O Poder é a faixa mais blues do álbum. A condução no aro da caixa segue até o final do primeiro refrão, quando entra toda a bateria e a canção cresce. “O que eu posso fazer, a não ser dizer: Deus me livre do poder”.

Subversão aos meus ouvidos é o ponto alto desse trabalho. Novamente a dinâmica se destaca. O baixista Elton também faz um órgão nessa canção, acrescentando muito à versão final. E o guitarrista Anderson mostra o quanto é valiosa sua mão direita.

Cosmo Drah me faz pensar, a canção deu nome à banda, ou à banda deu nome à canção? O que eu sei de fato é que o wah deu uma bela embalagem para o riff principal. Dessa vez o solo veio com efeitos interessantes, e sem guitarra base, remetendo ao que aconteceria ao vivo. É muito interessante ouvir várias camadas de guitarra, mas aqui não é de quantidade que estamos falando, mas sim de qualidade. Cosmo Drah, a música, tem ainda um trecho com dedilhado, coral, o que nos faz constatar que Cosmo Drah, a banda, tem muitos recursos que domina e que enriquecem sua música. E não hesita em usá-los.

Caos tem um dos melhores riffs do disco. O trabalho de baixo e bateria é muito consistente, e aqui faço uma nova pergunta, será que o fato de serem irmãos contribui pra força desse trabalho conjunto?

Nova Estação se inicia com um timbre de guitarra diferente dos demais. E o refrão com um clima bluesy “Porque é difícil de entender que eu tenho vida longe de você”. E o wah trabalhando muito novamente.

Salamandrah (opa, olha o Drah aí) começa com cara de balada, mas vai além, apresentando momentos de Stoner Rock e outros com um clima dramático. Renato Amorim desce a mão na batera, sem dó do couro.

A balada enfim aparece em Velhos Mestres. E Elton novamente mostra sua versatilidade, novamente no órgão, mas também com um solo de violão. E se você é daqueles que fogem de balada, pode destorcer o nariz, pois aqui é tudo está em nível elevadíssimo.

Mágica do Tempo apresenta alguns momentos de diálogo guitarra com bateria, na sua condução, em outro dos grandes ápices desse cd. “Na poeira do passado escrevemos o futuro”.

Os 55 minutos desse álbum se encerram com Roedor Renegado, faixa cantada pelo guitarrista da banda. Aquele momento que ao vivo o vocalista vai buscar uma cerveja. Se os Stones fazem isso, o Cosmo Drah também pode. E tenho dito. Aliás, timbre de voz de Ruben casa perfeitamente com o estilo da banda, e suas linhas vocais costuram com habilidade o trabalho dos seus companheiros.

O Cosmo Drah é uma bandaça, amigo. Todos seus integrantes se destacam em igualdade. Suas canções chamam a atenção pela riqueza nos arranjos, variações, e até pelo seu tamanho, geralmente com mais de 5 minutos, afinal, não há razão para serem curtas se os caras sabem como preencher sem entediar. O cd foi muito bem produzido, traz uma capa muito interessante, representando seu conteúdo, e traz as letras das canções. Além desse texto:

“O registro de quem somos e do que fomos aqui se encontra. Daquilo que desejamos, lutamos, criticamos e amamos, deixamos uma parte. Fazer algo que queríamos ouvir é mais difícil do que se pensa. Ao compor cada um de nós se torna admirador e ao mesmo tempo algoz. Custou-nos alguns anos, planos e sacrifícios”. Verdadeiro como os grandes artistas devem ser.

Encontrei no Wikipédia a seguinte definição para Cosmo “é um termo que designa o universo em seu conjunto, toda a estrutura universal em sua totalidade”. É adequado dizer que o Cosmo Drah concentra em sua música a totalidade dos elementos que fizeram o rock mudar o universo. Uma sonoridade madura e consistente, que você precisa conhecer. Vida longa ao Cosmo Drah.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Necro - Adiante [2016]

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Por André Luiz em metalrevolution

Totalmente cantado em português, o álbum da banda Necro intitulado ‘Adiante’ marca a estreia da Abraxas Records no mercado fonográfico. O terceiro registro do trio de Maceió (Alagoas) revela uma banda madura que foge de clichês e lugares comuns do “rock pesado”, experimentando sem medo todas as nuances poéticas e musicais propostas pelas canções. “Em português pudemos nos expressar melhor e, livres da responsabilidade de uma pronuncia correta do inglês, as melodias e as vozes puderam também fluir com maior consistência”, conta Pedro Salvador, guitarrista e vocalista da Necro.

Gravado em novembro de 2015 no Estúdio Superfuzz com o produtor Gabriel Zander (que assina a engenharia de som, mixagem e masterização) e lançado em 19 de dezembro de 2016 pela Abraxas, ‘Adiante’ pode ser considerado o trabalho menos “sombrio” da Necro. O disco traz 7 músicas que trilham os caminhos da psicodelia, do rock progressivo brasileiro e do hard rock setentista.

‘Adiante’, que também é o nome da segunda faixa do álbum, fala da necessidade de seguir em frente apesar de quaisquer dificuldades ou contratempos. Não é um disco conceitual, todavia cada letra foi pensada como um universo fechado em si, mas através de reflexões e conjecturas sobre o EU, o Outro, dogmas, ideias e a morte; o conceito de “seguir em frente” se mostra uma espinha dorsal da lírica do disco.

A Abraxas já disponibilizou o disco nas plataformas digitais (https://onerpm.lnk.to/Adiante Necro) e a expectativa é que o lançamento físico seja feito no começo de 2017, quando a banda sairá em turnê.


sexta-feira, 17 de março de 2017

Quarto Ácido - Volume II [2014]

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Por TNB

Em 2014, com produção de Felipe Dutra lançou seu segundo trabalho, "Volume II", recebido com excelente critica, proporcionando diversos shows no Rio Grande do Sul e sua estreia em terras Catarinenses, além da trilha sonora no programa Rota Explosiva da MTV Brasil com a faixa "Euphrates".


quinta-feira, 16 de março de 2017

Quarto Ácido - EP I [2013]

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Por TNB

Quarto Ácido é um trio instrumental que investe na união de timbres pesados e psicodelia, influenciado pelo rock dos 70s e o stoner das últimas duas décadas, com um pé no post-rock.

Formada em Panambi, no interior do Rio Grande do Sul, com a proposta de um som diferente e original, figurou em diversos festivais de música autoral como: Acid Rock Festival; Fest Malta; Pira Rural; Morrostock; entre outros.

Seu primeiro EP, lançado em 2013, contém 4 faixas produzidas por Jamil Moreira e Alécio Costa. Com ótima aceitação na cena local, o disco foi fundamental no processo de formação de público e seguidores do trio.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Macaco Bong [2016]


Produzida a partir de diferentes recortes, imagens sobrepostas e cores saturadas, o trabalho concebido como capa para o quarto álbum de estúdio da Macaco Bong diz muito sobre a direção seguida pelo trio mato-grossense. Entregue ao público poucos meses após o lançamento de Macumba Afrocimética (2015), o registro de oito canções inéditas joga com as possibilidades, costurando diferentes ritmos, fórmulas e referências em um curto intervalo de tempo.

Movido pela urgência dos arranjos, conceito explícito na inaugural Lurdz, o registro homônimo faz de cada composição um ato isolado, sempre intenso. Salve exceções, como a extensa Chocobong, grande parte das músicas no interior do disco se revela em totalidade logo nos primeiros minutos. Um permanente diálogo entre a guitarra versátil de Bruno Kayapy e o baixo de Daniel Hortides com a bateria de Daniel Fumegaladrão.

Interessante notar que mesmo esse propositado sentido de urgência em nenhum momento interfere na construção de faixas mais complexas, detalhistas. Um bom exemplo disso está na segunda canção do disco, Beijim da Nega Flor. De essência melancólica, a composição que flerta com a obra de veteranos como Slint e Mogwai se espalha sem pressa, mergulhando na construção de bases melódicas e instantes de maior delicadeza, capazes de estimular a consturção de letras imaginárias na cabeça do ouvinte.

O mesmo cuidado acaba se refletindo na derradeira Macaco. Em um intervalo de quase seis minutos, Kayapy e os parceiros de banda visitam a mesma sonoridade incorporada pelo Pixies dentro de obras como Bossanova (1990) e Trompe le Monde (1991). Blocos imensos de ruídos que acabam silenciados em poucos instantes, como se o trio brincasse com o uso de pequenos contrastes, conceito que acaba se repetindo nos quase nove minutos de Chocobong.

Tão versátil quanto os iniciais Artista Igual Pedreiro (2008) e This is Rolê (2012), o novo álbum concentra no segundo bloco de composições o lado mais inventivo da banda. São elementos regionais que se cruzam em Baião de Stoner e Saci Caraquente, o flerte com o heavy metal em Carne Loca, guitarras levemente dançantes na rápida Distraídos Venceremos, música que parece ter saído de algum disco recente do Queens of The Stone Age.

A principal diferença em relação aos dois primeiros trabalhos da Macaco Bong está na forma como grande parte das canções acabam se conectando de forma torta no interior da obra. Lurdz emenda com naturalidade nos ruídos de Bejim da Nega Flor, Chocobong funciona como base para a construção de Baião de Stoner e Saci Caraquente, enquanto o estouro raivoso de Carne Loca serve de estímulo para as últimas músicas do disco.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Metalmorphose - Ação & Reação [2017]

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O novo álbum do METALMORPHOSE, ‘Ação & Reação’, acaba de ser lançado nas plataformas digitais. O trabalho está disponível tanto para streaming quanto para download, confira alguns links:


Além de ser nosso novo disco, ‘Ação & Reação’ marca também a despedida do vocalista Tavinho Godoy, que se mudou para a Europa (saiba mais: https://goo.gl/gKUCqE).

O disco foi gravado nos estúdios HR Estúdio e Naked Butt, sob a produção do talentoso Gustavo Andriewiski, que já havia feito os dois álbuns anteriores do grupo. A capa do disco ficou a cargo de Victor Santiago.

Um primeiro videoclipe foi retirado do álbum. A faixa escolhida é ‘A Cobra Fumou’ e conta com imagens reais, cedidas pelo Exército Brasileiro. As imagens da banda ficaram a cargo de Carlos Galvão (RJ) e Savi Giessevideo & Peter Lanz (Itália), com edição de Justo Lyra. Assista:

sábado, 4 de março de 2017

Rock Grande do Sul [1985]

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Cultuado álbum que reunia algumas das principais bandas gaúchas da época. A coletânea foi uma tentativa, bem sucedida, de lançar o rock gaúcho para o mercado além das fronteiras do pampa.


A1 - Engenheiros Do Hawaii - Sopa De Letrinhas
A2 - Os Replicantes - Surfista Calhorda
A3 - TNT - Entra Nessa
A4 - Garotos Da Rua - Sozinho Outra Vez
A5 - Defalla - Você Me Disse

B1 - Garotos Da Rua - Tô De Saco Cheio
B2 - Engenheiros Do Hawaii - Segurança
B3 - TNT - Estou Na Mão
B4 - Defalla - Instinto Sexual
B5 - Os Replicantes - A Verdadeira Corrida Espacial

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Plebe Rude - Nação Daltônica [2014]

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Por Mauro Ferreira em Rolling Stone

O Plebe Rude e o Aborto Elétrico (que, ao se dissolver, gerou o Legião Urbana e o resistente Capital Inicial), foram as bandas de pós-punk que mexeram com a cena roqueira de Brasília na década de 1980. Apesar das dissidências e rupturas ao longo da estrada, o grupo sempre se manteve coerente, tendo à frente o vocalista e guitarrista Philippe Seabra. O repertório de Nação Daltônica, primeiro álbum de inéditas desde R ao Contrário (2006), conecta a banda brasiliense às suas origens oitentistas. Seabra gravou a obra junto ao baixista-fundador André X e ao vocalista e guitarrista paulistano Clemente (que passou a integrar a banda nos anos 2000, sem abandonar seu pioneiro grupo Inocentes) e ainda teve a adesão do baterista brasiliense Marcelo Capucci. Na capa do CD, a ilustração do garoto de frente para uma TV fora do ar remete à capa do primeiro álbum da banda, Nunca Fomos Tão Brasileiros (1987), no qual o mesmo garoto era o espectador, em uma rua, de uma cena de caos urbano. O recado parece ser que as coisas não mudaram tanto assim no Brasil, exceto a alienação do povo que, apagada a chama dos protestos de junho de 2013, já voltou silencioso das manifestações para casa. “Demagogia vem da capital/ E o vazio distinto do canal/ Goela abaixo pois sabem, não faz mal/ Porque é só entretenimento no final”, dispara a banda contra a mídia televisiva em versos de “Anos de Luta”. Antenadas, as letras (quase todas assinadas solitariamente por Philippe Seabra) soam bem mais fortes do que as melodias. Talvez por isso mesmo o disco cresça nas faixas de maior peso roqueiro, como “Rude Resiliência” e no punk rock “Três Passos”, que fecha o disco contabilizando a lenta caminhada do Brasil rumo ao progresso (“Dois passos para a frente e três para trás”). Nação Daltônica é um trabalho que questiona o papel do brasileiro nas mazelas do país. “Sua geração se acomodou ou o nível de exigência baixou?”, alfineta “Quem Pode Culpá-lo?”. Já “Sua História” tem como surpresa o toque da Orquestra Sinfônica da República Tcheca. Das dez músicas, oito são inteiramente inéditas. “Tudo Que Poderia Ser” já havia sido apresentada no DVD Rachando Concreto – Ao Vivo em Brasília (2011), cujo título alude ao EP O Concreto Já Rachou (1986), base sólida da discografia do quarteto. Já “Mais um Ano Você” vai ter sua melodia identificada por fs da banda inglesa de pós-punk The Comsat Angels: é versão de “Will You Stay Tonight?” (1983), música do quarto álbum dos britânicos. Em bom português, o Plebe Rude apresenta versos que provocam uma geração que vê tudo distorcido pela TV, refletindo as cores pálidas de uma nação cada vez mais daltônica, como indica o nome do disco.

1 - Retaliação
2 - Anos de Luta
3 - Mais um Ano Você
4 - Que Te Fez Você
5 - Sua Historia
6 - Rude Resiliência
7 - Quem Pode Culpá-lo
8 - Tudo o Que Poderia Ser
9 - (Go Ahead) Without Me
10 -Três Passos

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Eloy Fritsch - Spiritual Energy [2014]

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Por Anderson Nascimento em Galeria Musical

Em seu novo disco solo, “Spiritual Energy”, Eloy Fritsch, conhecido músico integrante da banda de Rock progressivo Apocalipse, traz uma interessante trilha rumo ao que parece descrever a conquista ou descoberta de um novo mundo.

Repleto de climas ora transpirando alegria, como na faixa título e também em “Garden of Angels”, ora tensão, caso de “The Prophecy” e da ótima “The Battle of Giant Dragonflies”, o disco vai agradar àqueles que curtem discos instrumentais ricos em melodias, bem como fãs que já sabem o que esperar dos trabalhos solos de Eloy, sempre cheios de detalhes que vão sendo descobertos a cada nova ouvida.

As sonoridades trafegam na autoestrada do Rock progressivo, em determinados momentos mais oitentistas, como em “Warp Drive”, em outros mais setentistas, caso da intensa “The Duet”, além, é claro, das suas já reconhecidas imersões pela New Age.

Mais uma vez Eloy entrega um trabalho de grande qualidade, que nos faz catapultar a imaginação, nos levando para lugares nunca antes explorados em nossa mente.


1 - Spiritual Energy
2 - Sunlight Dance
3 - Warp Drive
4 - Garden of Angels
5 - The Cosmic Spiral
6 - The Prophecy
7 - Flying on the Wings of Eternity
8 - Journey to the Mystical Island Part I
9 - Journey to the Mystical Island Part II
10 - Angelic Touch
11 - Vita Brevis
12 - Love and Light
13 - Wizard of the Winds
14 - The Battle of Giant Dragonflies
15 - The Gates of Heaven
16 - Duet
17 - Evocation

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

David Ganc - Caldo-de-Cana [1999]

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Qualidade e sensibilidade são adjetivos nem sempre associados à música. Mas são fundamentais à boa música e poderiam muito bem definir este suculento CALDO DE CANA (Kuarup) que, no capricho, DAVID GANC nos oferece agora. Poderiam, mas talvez fossem insuficientes. Isso porque o CD - o segundo solo da respeitável e produtiva carreira do artista - merece muitos outros elogios, como elaborado, inspirado, feliz e brasileiro. Esse último, elevado a altíssima potência sonora. Pois se nossa música influenciou meio mundo, faz tempo que anda se embebedando em excesso com as influências acadêmicas americanas e afins. Nada contra; mas nossos ouvidos também gostam (e muito!) do sotaque brasileiro com entonação perfeita e fonte que brota da raiz.

A flauta é o grande destaque de Caldo de Cana. David deixou de lado o saxofone - base do Baladas Brasileiras, seu primeiro CD solo - e dedicou-se a ela, coisa rara em disco no mercado nacional. Um retorno às suas origens com o instrumento que toca desde os 7 anos.

E o melhor som/sotaque brasileiro está bem representado logo no primeiro gole deste Caldo de Cana, Fica Mal com Deus, de Geraldo Vandré, em arranjo do próprio clima agreste sofisticado. “É minha homenagem ao Quarteto Novo, grupo que acompanhava Vandré nos anos 60 e que era formado pelos grandes músicos Hermeto Pascoal, Heraldo do Monte, Airto Moreira e Theo de Barros, para mim, o berço da música instrumental brasileira”, explica David Ganc. Ele é acompanhado por Leandro Braga (piano), Ronaldo Diamante (baixo), Márcio Bahia (bateria), Mingo Araújo (percussão) e pelas cordas do Quarteto Guerra Peixe, solando em flautas em Dó e em Sol.

Divertimento, de Nivaldo Ornelas, é a segunda faixa do CD. Piano (Leandro Braga), cello (Iura Ranevsky) e flauta se alternam em solos e acompanhamento da bela melodia, entremeada por diferentes climas. A faixa título, logo em seguida, foi escrita por David em 1978 e é dedicada a Zé da Flauta. “Naquela época eu circulava muito com o Zé, que havia chegado pouco antes do Recife para lançar o primeiro disco de Alceu Valença”, conta Ganc, que só fez a harmonia de Caldo de Cana em 1999. A alegria nordestina é representada pela percussão de Mingo Araújo e pela viola de João Lyra.

Memento/Catavento, faixa número 4, é o que David classifica como um “maracatu mântrico”. A música foi composta por Nando Carneiro, que também toca violão. “Meu filho Daniel, hoje com 10 anos, disse quando ouviu o tique flautístico que precede a música que as cores mudavam na sua frente. Será que algum adulto ainda consegue ver as cores mudarem sob o efeito do som?” pergunta David. O clima de sonho se mantém, com tempero mais romântico, em Noturno, outra bela composição de Nivaldo Ornelas dedicada ao amigo David Ganc em 1986. Flauta e piano (de Monique Aragão) soam puros, por vezes dobrando a melodia, em outras duelando ou fazendo contraponto um para o outro.

O ritmo muda radicalmente em Na Tradição do Frevo, parceria de David com Vittor Santos. É um tributo a Teca Calazans e aos muitos amigos que Ganc tem em Recife. A bateria de Márcio Bahia segura o pique. A sétima faixa, Impressão de Choro, foi composta pelo pianista Leandro Braga - que acompanha David ao piano - em homenagem ao cantor e compositor Guinga, com melodia elaborada e original bem ao estilo do homenageado.”É mesmo uma impressão de choro, com andamento lento, captando a emoção de uma gravação ao vivo”, diz David. Já Vó Argemira, música seguinte, tem clima mais intimista e foi composta por Nando Carneiro. “Nando e eu somos amigos desde a época de A Barca do Sol e ele sugeriu que não gravássemos o violão, criando uma sonoridade singular com a flauta e o baixo acústico cantante de Zeca Assumpção” conta David.

O samba Pro Marçal È a nona faixa do CD. “Tinha vontade de gravar este samba do baterista César Machado com Fernando Merlino há muitos anos. Me surpreendia o fato de nunca ter sido gravado por instrumento de sopro, como a melodia pede”, diz David. Destaque para as participaçõs de Artur Maia (baixo) e Vittor Santos (trombone) e para o solo de Leandro Braga, ao piano.

Caldo de Cana termina com Inútil Paisagem, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, com um arranjo elaborado de Vittor Santos. Para interpretá-lo, David Ganc se desdobra em nove canais de gravação (picollo, duas flautas em dó, duas flautas em sol, dois saxes altos e dois saxes tenores) e tem a companhia de Cristiano Alves (dois clarinetes e clarone).

Caldo de Cana tem produção musical do próprio David Ganc, foi gravado entre abril e junho de 1999 no Drum Studio e seu projeto gráfico é de Gringo Cardia.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

David Ganc - Baladas Brasilerias [1996]

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Pela primeira vez no país, um instrumentista de sopros grava um disco solo acompanhado de cordas. Partindo para carreira solo , após uma vida dedicada a dar cores em shows e gravações dos maiores nomes da música brasileira, o saxofonista e flautista David Ganc lança seu primeiro CD, Baladas Brasileiras, colocando em primeiro plano arranjos e orquestrações de conhecidas canções brasileiras. O vôo solo de David alcança a França, onde o CD sai pelo selo Buda Musique, que garante a distribuição mundial. No Brasil, a distribuição é da Leblon Records.

A idéia de um solista e cordas não é nova. Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Stan Getz, Coleman Hawkins e tantos outros fizeram discos antológicos nesta linha. Mas, na nossa música, David é o primeiro, e o faz com a experiência de quem está acostumado a realçar a essência da música.

A opção de David em Baladas Brasileiras foi gravar melodias conhecidas do público, de autores consagrados como Lupicínio Rodrigues, Tom Jobim, Edu Lobo, Hermeto Paschoal, Peter Pan, além do próprio David .

Despidas das letras, e levadas pelos saxes e flautas envolventes de David, as canções ganham roupagem totalmente nova. Este é o maior feito do disco de Ganc. Sem mudar uma nota ou descaracterizar as músicas, elas soam com a beleza de sempre, e ao mesmo tempo, diferentes. Os arranjos de David, do pianista Leandro Braga, e do trombonista Vittor Santos são vitais no projeto. A formação jazzística dos três músicos garantiu espaço para as improvisações, que em momento algum “traem” a estrutura brasileirísima, original das composições.”Demorei um ano para escolher as dez músicas do CD”, lembra David, um perfeccionista chamado de “brilhante” pelo amigo Jaques Morelenbaum, seu companheiro dos tempos da Barca do Sol.

O CD Baladas Brasileiras enfatiza a qualidade melódica das canções, simples mas refinadas. O sax alto e tenor e as flautas dominam o tempo todo, ressaltando cada nota. As cordas marcam presença em 6 das 10 faixas. Ganc burilou a concepção e só depois chamou, um a um, os amigos de longa data para os arranjos e gravações. Estrada do Sol, de Tom Jobim, abre o disco, com sax tenor sublinhado pelas cordas em arranjo de Leandro Braga. Zanzibar, de Edu Lobo, ganha comprida introdução no arranjo de David, marcada pela percussão de Mingo Araujo e Marcelo Costa, e um belo improviso de cello de Morelenbaum. Três músicas revelam o arranjador Vittor Santos. Em Esses Moços, David expõe Lupicínio numa seção de 4 flautas seguidas de curto solo de Leandro Braga. As cordas passeiam pela abertura de Nunca, outra de Lupicínio, com David no sax alto. Chovendo na Roseira recebe andamento acelerado realçado pela bateria de Cesar Machado e pelo baixo acústico de Ronaldo Diamante, o tema desenvolvido em sax tenor e improvisos na flauta. Em sua 4ª gravação , a composição Flor, de Monique Aragão, é executada em duo de sax alto e piano de perfeito entendimento .

Balada/Paz é uma rara composição modal de Ganc, gravada com base, trompete-trompete e sax tenor, e intervenção da guitarra de Rodrigo Campello. Song for David foi composta especialmente pelo amigo israelense Adi Yeshaia, quando ambos ainda estavam em Boston. David adaptou-a para uma rara Flauta em Sol, numa viagem melódico-harmônica bem acompanhada por Tomás Improta e Morelenbaum. As cordas brilham novamente no requintado arranjo de Leandro Braga para Se Queres Saber, de Peter Pan. O toque do sax tenor parece trazer a bela e melancólica letra da canção de volta. E em São Jorge de Hermeto Paschoal , Ganc tira partido dos ritmos nordestinos , com o característico pandeiro de Marcos Suzano e a bateria única de Oscar Bolão, criando um festivo clima final.


Ficha técnica AQUI.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Jorge Ben - Ben é Samba Bom [1964]

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Por Tiago Ferreira em Na Mira do Groove

Terceiro disco de Jorge Ben, Ben é Samba Bom muitas vezes é descrito como uma continuação da ruptura estética do compositor que veio com o emblemático Samba Esquema Novo (1963) e foi seguido com Sacundin Ben Samba (1964).

Algumas bem conhecidas deste álbum realmente lembram a fase inicial: temos “Bicho do Mato”, com aquele violão irresistível que introduz uma festança que nos remete a uma “Rosa, Menina Rosa” mais acelerada. Jorge direciona sua letra a uma beleza de pouca percepção – o tal bicho do mato -, sugerindo que essa pequena beleza, por si só, já é motivo de celebração.

Outra canção nesta linha é “Samba Legal”, onde Jorge diz ‘não ter matado o desejo’ por não ter chegado a tempo de sambar. Isso é coisa de “Menina Bonita Não Chora”, em que Jorge também lamenta só de pensar que uma beleza pode ser corroída. No caso de “Samba Legal”, ele se martiriza por ter ‘bobeado’ por ter chegado no final do samba; “Menina Bonita…” é um conselho dado a uma garota que ele está afim (‘estou aqui para lhe consolar’). As duas composições estão conectadas justamente pela ideia do ‘desperdício do belo’. Na primeira, o fato de ter chegado atrasado no samba (que representa o belo); na segunda, o fato de a (bela) garota chorar. Singelezas.

A mudança oriunda em Ben é Samba Bom fica claro logo na primeira faixa: “Descalço no Parque”. A produção de Armando Pittigliani e os arranjos de metais do trombonista Nelsinho a transformam numa marcha dos anos 1940, dando um clima nostálgico a uma canção que fala de estar ‘descalço esperando’ – uma das muitas improbabilidades nas canções de Jorge, que fugiam de clichês de praias, horizontes, carnavais etc.

Esses arranjos, sedutores, se encaixam lindamente em “Onde Anda o Meu Amor”, com direito a sutis passagens de piano. Por incrível que pareça, elas casam bem com o crescendo de Jorge, quando diz: ‘Onde anda o meu amooooor?!?/Sambando/Sacun den den den/Sacun den den den den’.

“Vou de Samba Com Você” exibe um experimento ainda maior nos arranjos – que fazem uma espécie de ligação entre bossa nova, modinha e cool jazz. A composição pode ser entendida como um ‘lado B’ do primeiro álbum, já que fala de ir ao samba com uma garota, em uma roda animada. Nada muito diferente do ‘boom’ de Samba Esquema Novo. No entanto, essa nova forma de colocar os arranjos (ainda mais com a bateria mais ácida de Dom Um Romão) mostra que a música é um horizonte aberto para Jorge Ben, que naquele momento lutava para não ficar preso à estética do debut.

Conforme o disco avança, vemos que as singelezas das canções de Jorge Ben também se aplicam ao seu fator mudança. “Gabriela” retoma o ‘voxê’ sensual e iconoclasta de “Quero Esquecer Você”, mas ganha um acompanhamento mais encorpado: os instrumentos de sopro dão fervor a uma estética que poderia ser bossa nova, mas tem mais a ver com um samba transfigurado. Talvez samba-soul, estética que Ben iria explorar com mais propriedade alguns anos depois.

Mesmo à parte de movimentos como Bossa Nova e Jovem Guarda, Jorge Ben aos poucos foi condensando uma estética própria inimitável.

Ben é Samba Bom pode não ser entendido como um álbum de transição musical como O Bidú: Silêncio no Brooklyn (1967) e Jorge Ben (1969) – chegando ao ápice com A Tábua de Esmeralda (1974) -, mas marca uma mudança de arranjos e novas formas de contornar suas canções que lhe abririam a cabeça para novas possibilidades musicais.


A1 - Descalço No Parque
A2 - Onde Anda O Meu Amor
A3 - Bicho Do Mato
A4 - Vou De Samba Com Você
A5 - Samba Legal
A6 - Ôba Lá Lá

B1 - Gabriela
B2 - Zópe Zópe
B3 - Saída Do Porto
B4 - Dandara, Hei
B5 - Samba Menina
B6 - Guerreiro Do Rei

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Sérgio Ferraz - A Sublime Ciência & o Soberano Segredo [2013]


Mediafire 320kbps


Por Sérgio Ferraz

O segundo cd solo do virtuoso violinista e compositor pernambucano traz de volta a ideia do disco conceitual, muito difundida no início dos anos 70. Esse trabalho nasceu sobre a inspiração do livro sagrado dos Hindus, o Bhagavad-Gîtâ. Em sua forma literal apresenta o Bhagavad-Gitâ um interessante diálogo entre Krishna e o guerreiro Arjuna. Arjuna ver-se na eminente e dura tarefa de travar uma batalha, uma batalha de significado esotérico que se trava no interior de cada Homem, entre o Bem E o Mal, levando-o ao caminho da superação.


1. O Caminho Iniciático
2. A Sublime Ciência e o Soberano Segredo
3. A Grande Batalha de Arjuna
4. O Conselho de Krishna
5. Lamento
6. Zumbi
7. Deus dos Ventos
8. Ventos Solares
9. A Sublime Ciê ncia e o Soberano Segredo, Parte II
10. Xaxado Eletroacustico