terça-feira, 30 de agosto de 2016

Altas Doses - É Tudo Tão Blues [2015]


A banda maranhense Altas Doses é um projeto que já vinha sendo elaborado há um tempo pelos amigos Jacob Viana (guitarra) e Wytanyel (bateria), que já tocavam juntos em outra banda. Depois de um tempo resolveram finalmente tirar a banda do papel, então chamaram Gil (gaita) que já era amigo deles e Wesley Rain (vocal e baixo) para completar o projeto. Todos com o intuito de tocar o blues, pois sentiam essa falta na noite ludovicense.

Formada em agosto de 2014, a Altas Doses tem esse nome em referência à boemia, à vida desregrada na noite, que tem a ver com a vibe da banda. As canções da banda contam o dia a dia de quem vive na noite, de amores trágicos à bebidas. A Altas Doses tem como objetivo levar o blues feito no nordeste para todo o território nacional e quem sabe até internacional.


1 - É tudo tão blues
2 - Blue Sky
3 - Noite no bar
4 - Sem bilhetinho nem tchau/Sweet home Chicago
5 - BVB
6 -Undead man

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Mais Valia [2015]

Link oficial 320kbps



Após dois anos de experimentações fazendo música instrumental autoral por festivais e casas do interior paulista, a Mais Valia finaliza seu primeiro álbum e se prepara para o início de sua turnê de lançamento.

O trio formado por Ricardo Cezario (guitarra), Alexandre Palácio (baixo) e Vitor Martins (bateria) produziu de forma independente, em parceria com Josiel Rusmont, seu primeiro álbum. As sete faixas são influenciadas por elementos do post-rock, agregando pitadas ácidas de stoner e space rock, transitando por diversos momentos climáticos e ambientações.

O álbum é retrato da paisagem sonora ligada à sociedade moderna, seus conflitos, abusos, aflições e necessidades. Mais Valia (será) foi lançado em CD, em edição especial Fita K7.


Banda:
Ricardo Cezario – Guitarra
Alexandre Palácio – Baixo
Vitor Martins – Bateria

Músicas:
01. Belzebu
02. Nova
03. Mumbai
04. Bio
05. Crimeia
06. Guarapuã
07. Metropolis


domingo, 7 de agosto de 2016

Camisa de Vênus - Dançando na Lua [2016]

Yandex 320kbps


Por Mauro Ferreira em G1

Camisa de Vênus volta corrosivo e revigorado no CD 'Dançando na lua'

"Se a dor é constante / Mas o trajeto é comprido / Não reclame da vida / Antes de tê-la vivido", adverte Marcelo Nova em versos do rock Sibilando como cascavel, uma das dez músicas de Dançando na lua, primeiro álbum de músicas inéditas do grupo baiano Camisa de Vênus em 20 anos.

O trajeto da banda é longo e, após sair em turnê nacional com show que percorreu o Brasil em 2015 para celebrar os 35 anos da formação do grupo (em 1980, na Salvador pré-axé), o Camisa de Vênus volta ao mercado fonográfico com repertório novo duas décadas após o álbum de estúdio Quem é você? (1996).

Lançado via Radar Records neste mês de julho, Dançando na lua é álbum que tem pegada e sonoridade roqueira que destacam as guitarras proeminentes de Drake Nova (guitarra solo) e Leandro Dalle (guitarra base). Filho de Marcelo Nova, Drake produziu o disco com o pai. Por isso mesmo, não espere ouvir em Dançando na lua o Camisa de Vênus da década de 1980. Até porque, além do vocalista Marcelo Nova, somente o baixista Robério Santana, integrou a formação original do grupo, fazendo parte do atual quinteto completado com o toque seco (e bem marcado) da bateria de Célio Glouster.

Contudo, o som de músicas como A urna da obsessão e Como no inferno de Dante (em cuja letra Marcelo se queixa do "cheiro insuportável dos domingos") é fiel aos cânones básicos do rock. Sem inventar moda, mas tampouco sem soar retrô, o Camisa de Vênus dança na lua conforme a música ditada pela cartilha do rock.

Marca forte do Camisa, o tom corrosivo das letras do grupo reverbera no disco em músicas como O estrondo do silêncio e, sobretudo, A raça mansa, grande petardo do repertório quase inteiramente autoral. A exceção é Só morto (Burning night), parceria de Jards Macalé com Duda Machado lançada por Macalé em compacto de 1969. O Camisa de Vênus dá peso e se ajusta ao tema tenso de Macalé, de cujo cancioneiro o grupo já gravara Gothan City (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1969) no álbum Batalhão de estranhos (1984).

Por mais que o título Dançando na lua sugira leveza, o álbum é pautado pelas sombras que enevoam o rock do Camisa de Vênus. A hard balada Manhã manchada de medo exemplifica o tom sombrio embutido em repertório que alfineta Deus e a raça humana. O fato é que o Camisa de Vênus volta revigorado, adulto, sem os ímpetos juvenis de sucessos da fase inicial como Simca Chambord (Marcelo Nova, Gustavo Mullen, Karl Hummel e Marcelo Cordeiro), hit radiofônico do álbum Correndo o risco (1986), lançado há 30 anos.

Entre idas, vindas e brigas (algumas resolvidas na Justiça), o trajeto do grupo é dos mais compridos e coerentes do rock nacional. Só que o Camisa de Vênus ainda corre riscos ao lançar autoral álbum de músicas inéditas que dá novo fôlego ao grupo na longa caminhada.


1. Dançando na Lua
2. A Raça Mansa
3. Chamada a Cobrar
4. Vento Insensato
5. Manhã Manchada de Medo
6. Sibilando Como Cascavel
7. A Urna da Obsessão
8. Só Morto/Burning Night
9. O Estrondo do Silêncio
10. Como no Inferno de Dante
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