sábado, 28 de junho de 2014

Neural Code [2009]

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Por Ben Ami Scopinho
em 27 de março de 2010 no Whiplash

Kiko Loureiro se mostra em uma incansável fase criativa... Depois de tantos problemas com o Angra, o guitarrista lançou seu terceiro álbum solo instrumental chamado "Fullblast" quase simultaneamente a este "Neural Code", projeto em que se associou aos amigos de longa data Thiago Espírito Santo (baixo) e Cuca Teixeira (bateria) visando explorar outros territórios musicais.

Este escriba deixará de lado as apresentações acerca de Kiko mas, para melhor compreensão da proposta do "Neural Code", é necessário que se conheça Cuca Teixeira e Thiago Espírito Santo. O primeiro é um baterista de formação jazzística que já trabalhou com personalidades famosas do gênero, como Joe Lovano, Michel Brecker e George Benson, além de figuras da MPB como Paula Lima, Maria Rita e Marina Lima; enquanto Thiago vem fazendo seu nome como baixista de música instrumental brasileira contemporânea, já tendo atuado ao lado de Hamilton de Holanda, Yamandú Costa, Toninho Horta e Hermeto Pascoal.

Assim sendo, nada de teclados por aqui... O que o ouvinte encontrará é música criada através de jams com guitarra, baixo e bateria que experimentam com o Rock, Jazz e inúmeros ritmos tipicamente brasileiros. Tudo é entrelaçado de forma bastante complicada e com toda a liberdade de expressão necessária para que o resultado fosse uma espécie de fusion bem brasileiro, sofisticado mesmo.

Três mentes tão distintas somadas a tanta intimidade com seus respectivos instrumentos musicais certamente fazem de "Neural Code" um álbum respeitável, porém recomendado aos músicos e aficionados em música instrumental brasileira. Há muita coisa bacana em seus 40 minutos de audição, mas tudo é tão desafiador que haverá dificuldades em ser convenientemente compreendido e apreciado pelo grande público

Formação:
Kiko Loureiro - guitarra
Thiago Espírito Santo - baixo
Cuca Teixeira - bateria

01. Drenal
02. For All
03. Ilusão de Ótica
04. Miró
05. Equação do Tempo
06. Sombra da Lua
07. Cangaceiro Marroquino
08. Pensativo

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Cauê Leitão - Lab Guitar Experience [2012]

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Por Junior Frascá em Whiplash

Geralmente, os discos solos de instrumentistas são verdadeiros testes de paciência para o ouvinte comum (não músico), pois, em detrimento da musicalidade, muitos preferem investir apenas em exibicionismos desnecessários e pouco instigantes. Felizmente, esse não é o caso desse disco solo do guitarrista Cauê Leitão, da banda ANDRAGONIA, que demonstra muito bom gosto e conhecimento do instrumento nas onze faixas apresentadas.

Com uma sonoridade bem complexa e, na maioria das vezes pesada, Cauê se preocupou em criar ótimas estruturas, as vezes mais densas, as vezes mais sóbrias, com um talento de dar inveja, inclusive à músicos de maior renome. Assim, ao mesmo que demonstra sua técnica apurada e seu virtuosismo, também consegue passar muito sentimentalismo em suas performances, com um bom feeling, trazendo influências de músicos como Kiko Loureiro, Jeff Loomis, Andreas Kisser e, nos momentos mais “swingados”, do famoso Carlos Santana.

Portanto, embora haja predomínio do metal progressivo no trabalho, há também espaço para diversas outras influências (principalmente de fusion e música latina) e experimentações, ora em faixas mais velozes e agressivas, ora com momentos mais serenos e introspectivos, sendo que, tanto em um quanto o outro, o guitarrista mostra uma qualidade muito acima da média.

A produção, que ficou à cargo de Thiago Larenttes, seu companheiro de Andragonia, e que também participa como convidado no disco, ficou excelente e, como não poderia deixar de ser, embora dando prevalência às guitarras, deixou todos os instrumentos muito bem equilibrados, favorecendo muito o resultado final satisfatório do material.

Há ainda que se destacar as diversas participações especiais no disco em especial do grande guitarrista Joe Mughrabi, e dos bateristas Daniel de Sá e Alexandre Oliveira, com um trabalho impecável e muito técnico.

Temos, pois, um registro de alta qualidade, indicado não só para os apreciadores de música instrumentais, mas para todos os amantes da boa música em geral, surpreendendo e quebrando alguns paradigmas a respeito dos discos solos instrumentais.

Guitar Lab Experience – Caue Leitão
(2012 – Independente – Nacional)

Track List:
1. Corner of the Gods in the Desert
2. Faith in a Miracle
3. Power of a Warrior
4. Taken by the Feeling
5. Shouts of Anguish
6. Reflection in Groove
7. Lab Guitar Experience
8. Beyond of the Fight
9. Chaos on the Ropes
10. Into the Cloud
11. C. G. D. (remix)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Ludov - Miragem [2014]

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Por Rakky Curvelo em Tenho Mais Discos Que Amigos!

São 10 anos de banda. E são 10 faixas de disco. Disco mesmo, LP, o primeiro vinil do Ludov, que saiu graças à ajuda dos fãs em um financiamento coletivo. E são dez faixas que assustam. Quer dizer, você sabe que é o Ludov da voz incrivelmente bela da Vanessa Krongold, dos backing vocals do Habacuque Lima e do Mauro Motoki, das batidas fixas da bateria do Paulo Chapolim… Mas assim como já adiantava o primeiro single do trabalho, “Copo de Mar”, Miragem vem ao mundo com um Ludov mais maduro, mais experiente e, por que não dizer? Mais pesado e melancólico.

Me explico: a alegria inocente de grandes sucessos como “Princesa” e “Dois a Rodar” já não tem mais vez desde que nos acostumamos a ouvir um som mais sério da banda paulista, como “Reprise”, “O Salto e A Queda” e “Contêiner”. Mas ouvindo coisas novas como “Congelar” e “Sétima Arte” só dá para se confirmar: a simplicidade das músicas daquele início de carreira já está longe do que o Ludov quer deixar registrado em sua história.

A primeira canção do trabalho é “Copo de Mar” e, seguida por “Na Fila do B52′s” ela dá o tom de todo o trabalho: um mix de tudo que é possível fazer com o pop cheio de efeitos da banda, misturados à uma melancolia que dói no coração, mas que é gostosa de ouvir. “Cidade Natal”, é uma mistura de saudosismo com orgulho, nos versinhos comoventes “E num mapa ilustrado está / Cada descrição das memórias de um lugar / Escola, prédio, lago, ponte, lar, avenida / De onde veio e pra onde foi? / Quem eu era e quem eu sou?” e com a insistência do violão que permeia a canção.

Outro destaque do trabalho é “De Cima do Muro”, um sinal da alegria solar do Ludov de outros tempos, com vocais em brasa no final e a marcação forte do baixo e da bateria. Uma curiosidade a respeito dessa música é que, assim como quase todas as outras do disco, ela foi composta por toda a banda, dentro do estúdio, mas com cada um em um canto escrevendo versos que não sabiam como iriam se encaixar na música completa. O resultado ficou tão preciso que deixa a sensação de que os 10 anos de convivência do grupo enquanto Ludov realmente os fizeram se conhecer muito, muito bem.

A balada “Reparação” é um presente aos corações partidos. A voz gritada de Vanessa jogando na sua cara os versos “Não é luta, nem competição / Amor é droga! Edifica!” misturados a um teclado setentista te jogam de volta à uma época que você não viveu, mas lhe cairia bem. “Perspectiva” é mais uma daquelas baladas do estilo de “Magnética” e “Zen”, mas dá voz ao amor platônico e a beleza da observação. “Pra admirar melhor me afastei / Eu me afastei / De tanto que admirei…” são os mais repetidos no som, e que ficam na cabeça mesmo dias depois de você ouvir o disco inteiro.


Para finalizar, os Reco-Synths, sintetizadores analógicos construídos pelo Arthur Joly no estúdio Reco-Head, em que a banda se trancou para gravar o trabalho, aparecem com mais força em “O Fim da Paisagem”, com suas nuances tão suaves quanto uma paisagem cheia de cor, de forma, mas que se dissolve depois deixando só a leveza do som, como uma miragem mesmo (opa!).

A sensação de ouvir Miragem é a de reencontrar velhos amigos, daqueles que não se via há um bom tempo, e dedica-lhes algumas horas para contar velhas notícias, descobrindo depois que tudo aquilo não passou de um sonho bom. É o Ludov de volta, depois de um longo jejum de discos cheios, mostrando que esse espaço todo lhes carregou de mais experiência, mais vivência e mais conteúdo para nos presentear com o que há de mais intrínseco na vida desses paulistanos: o dom de fazer beleza em forma de música.

domingo, 15 de junho de 2014

Odair José - O Filho de José e Maria [1979]

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Odair José se redescobre em novo público: "Quero os doidões ao meu lado"
Por Tiago Dias em 13 de junho de 2014 no UOL


Odair José finaliza novo disco de inéditas, "Dia Dezesseis".
"Estou me sentindo o Keith Richards e Mick Jagger", diz
Terror das empregadas, brega, cantor romântico. Odair José passou a vida sendo enquadrado em rótulos que sempre lhe trouxeram desconforto. Prestes a completar 66 anos, ele, enfim, se rebela. "Eu sou um artista de público jovem. Estou convencido que houve uma análise errada sobre meu trabalho", afirmou em entrevista ao UOL. "As pessoas me convidam [para programas de TV], e eu não vou, porque eles querem mostrar o cantor brega, um Odair que não sou eu."

O cantor revisita, neste fim de semana, seu disco mais controverso, "O Filho de José e Maria" no Sesc Belenzinho, em São Paulo, nos dias 13, 14 e 15. Lançado em 1977, o álbum conceitual conta a saga de uma espécie de Jesus Cristo, mais terreno e contemporâneo, fruto de um casamento que não deu certo e que encontra o sentido da vida aos 33 anos.

Usuário de maconha e cocaína na época, Odair sofreu rejeição do público e chegou a ser ameaçado de ser excomungado pela Igreja Católica. "Aquilo foi tomado como blasfêmia. 'Esse cara é um merda, não pode falar isso', diziam. De gravadora a amigos pessoais, todo o mundo olhou com desconfiança."

Trinta e sete anos depois, o disco não apenas é aceito, como ganha eco em um público novo e mais jovem. "O Filho de José e Maria" ganhará em breve DVD ao vivo e especial no Canal Brasil em agosto.

Odair conversou a reportagem enquanto finaliza também as gravações de seu novo disco inédito, "Dia Dezesseis", inspirado pelos novos seguidores. "Agora estou pensando em mim. Eu quero a molecada, eu quero os doidões comigo, os malucos. Essa coisa de gente muito correta pode ficar longe."

UOL - O disco "O Filho de José e Maria" é um importante rompimento na sua carreira. Foi também um esforço em dar um basta na pecha de cantor brega e romântico?
Odair José - Na verdade, quando o projeto surgiu em 1976, não pensei em dar um basta em nada. Sempre tive muita paixão por músicos, tento ser um, mas não sou virtuoso. Naquela época eu estava lendo o livro do Kalil Gibran, "O Profeta", e acreditava em uma proposta musical que estourava no mundo inteiro, com Peter Frampton. Eu queria ser esse cara com a guitarra no pescoço, tocando com uma banda. Eu queria falar de algumas dúvidas minhas sobre a religião, não a religiosidade, mas sim a forma que a religião contava as coisas, que pra mim não batia, como não bate até hoje. Então eu fiz músicas interligadas que contam a história de uma pessoa. Cada música é um momento da vida do cara, tem o casamento, o filho abandonado, a tentativa de se achar. Mas as pessoas ficaram com pé atrás.

Hoje parece que não ficam mais com o pé atrás.
Hoje acho que o trabalho, desculpa a expressão, não tem prepotência, é genial. Hoje ele ainda assusta as pessoas, mas, graças a essa nova geração, tenho a oportunidade de mostrar no palco, e está sendo muito divertido. As pessoas comentavam: vamos fazer aquele disco de novo, naquela época não deu certo, vamos tentar hoje. Não foi uma procura minha. O DVD com o show sai agora, acho que em agosto. Queremos reeditar também o vinil.

E quais eram esses questionamentos religiosos?
Eu acredito e acho que a história de Jesus Cristo muito bonita, mas não vejo a história de Deus como a Igreja conta. Ainda não sabemos se existe nem que forma tem. Acho que a Igreja usa muito a fé e necessidade das pessoas para explorar isso aí. Sou batizado na Igreja Católica, mas, depois dos 18 anos, estou no mundo e tenho meu próprio conceito sobre isso. Na verdade, isso é um paralelo a todos cidadãos. O filho de José e Maria somos todos nós, não especificamente era Jesus Cristo. Mas aquilo, na época, foi tomado como blasfêmia. 'Esse cara é um merda, não pode falar isso'.

Mas parece que agora você encontrou seu público...
Quando eu me propus a fazer o disco, todo mundo foi contra. De gravadora a amigos pessoais, todo mundo olhou com desconfiança. A única pessoa que topou foi o Guilherme Araújo, que era meu empresário na época. Eu era um grande vendedor de discos, estava entre os três mais. As pessoas diziam que eu estava jogando minha carreira no lixo e aquilo vazou para a imprensa. Troquei até de gravadora, a fim de achar um clima mais tranquilo, e não consegui. Quando o disco foi lançado até fui ameaçado de ser excomungado da igreja. Foi um absurdo total. O público de um modo geral seguiu a opinião errada: o cara enlouqueceu. O disco foi mutilado, a gravadora mudou toda a ordem das músicas. Fiquei muito chateado na época, deprimido. Vejo hoje que eu devia ter insistido, eu sou isso aqui mesmo, f***-se. Mas parei ali. Sempre toquei minha guitarra, com banda, nunca coloquei orquestra no palco, não sou um cantor de bolero, sou um cantor pop, um cronista que sempre falou da vida das pessoas, eu não falo da pílula, da prostituta, da empregada, eu canto o que eu vejo na rua, da dureza da vida.

E a audiência mais popular? Desistiu de você?
Na verdade, o público antigo continua com o mesmo conceito. Vão ver o cantor da pílula. O público jovem que na verdade está mudando esse conceito. Estou tocando em festival onde só têm jovens. Se tiver mil pessoas, 700 pessoas são jovens, com menos de 35 anos. Eu sou um artista para o público jovem. Toda vez que programam meu show para um público mais velho, a tendência de fracassar é muito grande. Estou convencido que houve uma analise errada sobre meu trabalho. Por que eu me afastei de televisão? As pessoas me convidam, e eu não vou, porque eles querem mostrar o cantor brega, um Odair que não sou eu. Eu sou isso, mas não sou só isso. Se for dessa forma, não me interessa.

Sua história está no livro "Eu não sou cachorro, não", do jornalista Paulo César de Araújo, que resgata a importância dos cantores chamados de bregas. Anos depois, ele viria a ter um livro proibido pelo Roberto Carlos. O que você acha de tudo isso?
Eu gosto do livro, ele chamou atenção pra esse tipo de música e de determinados artistas que sofreram preconceito conceitual. Eu conheço o Paulo, estive com ele outras vezes. Sempre soube que o Roberto era contrário ao livro desde o início. Eu imaginei que não daria certo, como não deu. Eu tenho o livro e não vejo nada demais. Ao mesmo tempo também, o Paulo me disse que ia fazer um livro sobre a obra, mas tem a vida íntima ali.

Quando o assunto da proibição de biografias não autorizadas voltou à pauta houve um paralelo com a censura. Você teve letras censuradas durante a ditadura...
Tive músicas minhas que só foram liberadas depois do regime militar. Em determinado momento, você cria uma autocensura, 'isso eu não vou falar, porque não vai passar'. Acaba que a música não falava de nada. Eles não queriam que a gente cantasse coisas das ruas, e era o que eu fazia. Vi o Paulo César dizendo que o Roberto seria o último censor do Brasil. Nós sabemos que, em vários países, você encontra biografias autorizadas, não autorizadas, e está tudo certo. Já me procuraram para fazer documentário, livro, mas não me interessei. Houve até uma insistência por conta de algumas produções ligadas a Globo Filmes, eles disseram que o que eu não quisesse mostrar, eles não colocariam no filme. Eu disse: 'bicho, se eu for fazer, tem que colocar tudo, se eu usei drogas vai colocar, se eu tive um problema de homossexualismo, vai colocar. Sou contra proibir, mas tem que achar um meio termo. Teve um cara que disse: qual foi o processo que o Roberto Carlos perdeu? Ficou uma coisa assim: não podemos falar de Roberto, por que ele não quer e vai colocar na bunda de todo mundo.

O que você fez na vida que seria o grande chamariz de sua biografia?
Não tem nada grande. Todas as merdas que eu fiz, eu falo, como todo mundo. Eu me perdi, no casamento fui indisciplinado, bebi muito, me afundei nas drogas.

As drogas foram na mesma época do disco?
Fui careta até 1976, por aí. Depois fui para maconha, uma cocaína ali. Isso perdurou por uns 10 anos. Depois virei careta de novo. Mas o maior a loucura é o estado de lucidez.

Sua relação com Roberto não era próxima, mas vocês trabalharam na mesma gravadora durante os anos 70
Naquele momento, entrar na CBS era como entrar na seleção do Felipão. Era a seleção dos melhores. Foi uma sorte muito grande, mas depois que eu entrei, vi que não havia espaço para nenhuma criação que saísse do padrão Roberto Carlos. Todo mundo fazia aquele tipo de música, que não é ruim, era bom, mas era bom para ele. Eu conversava com a Rauzito, que trabalhava na gravadora na época, e que depois viria a se tornar o Raul Seixas, de que devíamos procurar nosso caminho, que aquele ali era o do Roberto. Quando faço "Vou Tirar Você Desse Lugar", a gravadora rebatia: 'Como é que um cantor que fala de prostituta quer ser pop?' Eu dizia: 'Há algo mais rock n' roll do que se apaixonar por uma puta e que eu vou me casar com ela e f***-se? E estou bem acompanhado na história, Jesus Cristo defendeu isso há dois mil anos'. Contrariando as previsões deles, eu vendi mais que todo mundo.

Você agora tem esse espaço. O que anda fazendo?

Estou terminando um disco que vai se chamar "Dia Dezesseis". Eu queria lançar no dia 16 de agosto, que é meu aniversário, mas acho que não vai dar tempo. Ao lado de "O Filho de José e Maria", é meu disco mais pop. É um disco cheio de guitarras. Tem algumas faixas que eu estou a cara do [Rolling] Stones, me divertindo, estou me sentindo o Keith Richards e o Mick Jagger. Ele está muito rock n' roll, porque não tem ninguém se metendo.

Está pensando nesse público novo?
Agora estou pensando em mim. Aquele ali sou eu. Outro dia eu falei algo que me criticaram bastante, mas vou fazer 66 anos, não vou pra nenhum lugar que não seja meu trabalho e minha casa. Velho não sai de casa, não fica em uma praça, velho não tem ânimo, não tem energia. Eu vi o Paul [McCartney] tocando no estádio para pessoas de oito a oitenta anos e fiquei louco. Mas ele toca como se tivesse vinte anos. É isso que eu quero. Estou fazendo um disco pensando nisso. Eu quero a molecada, eu quero os doidões comigo, os malucos. Essa coisa de gente muito correta, pode ficar longe.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Blezqi Zatsaz - Rise and Fall of Passional Sanity [1991]

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Por Gäel em Natürlich Prog

Banda de Rock Sinfônico do Brasil, baseado nos trabalhos de teclados de Fábio Ribeiro com momentos brilhantes. Às vezes entusiasmados, às vezes clássico, e que parece ser uma grande influência de RickWakeman em Fabio Ribeiro. O álbum inteiro é muito bom, mesmo que não haja super-estruturas complexas, pois as melodias são muito simples, mas o conjunto é muito legal.

A banda:
Fabio Ribeiro - teclados
Chico Mocinho - bateria e percussão
Ronaldo Lobo - baixo e Fretless
Luix Sacoman - guitarras

Músico convidado:
Jose Renato Luiz - guitarra solo em The Steal


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Amplitude Valvulada - A Casa do Blues [2011]


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Por Amplitude Valvuldada

O CD “A Casa do Blues” tem 13 faixas que mesclam influências que vão do Blues Tradicional, passando por Jazz, Country e Rockabilly.

Contamos com a participação de grandes músicos do cenário do blues nacional, como Maurício Sahady, Marcos Ottaviano, Kiko Moura e Ivan Márcio.

A gravação foi toda feita no Estúdio E-Brasil em Caraguatatuba – SP com captação do trio ao vivo pelo técnico Edgar Smidt.

“As sessões foram muito vibrantes e acho que essa energia passou para o CD” comenta Kleber Amorim.

A experimentação ficou por conta do uso de instrumentos inusitados nunca antes usados pela banda, como banjo, colher, bloco sonoro, nota de R$50,00 e escova de engraxar sapato, além de afinações mais baixas. (O desafio está lançado, tente achar esses cacarecos pelo álbum).

A mixagem feita no Cake Walking Estúdio ficou por conta do guitarrista e produtor Edu Gomes.

A arte da capa foi responsabilidade do grande Diego “The Trasherbilly” Cardona e a diagramação e fotos por conta do Felipe Garcia.

Para adquirir o CD, basta entrar em contato pelo e-mail amplitudevalvulada@bol.com.br ou nas lojas E-Brasil, Zezinho Rock Shop, Atena Musical, K-leco Rock Games e Trilha do Som.

Esperamos que vocês gostem!!!

Blues Abraço.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Apocalypse - Refúgio [2003]

Mega FLAC


Por Marcos Cruz
em 19 de novembro de 2003 no Apocalypse Official Site

Este é o sétimo trabalho no qual o APOCALYPSE atingiu um nível de maturidade digno de uma banda que embora se mantenha fiel ao seu estilo, sempre busca novos caminhos e sonoridades, conseguindo a proeza de reciclar velhas idéias, porém com uma roupagem atual.

Quem já os conhece sabe que eles bebem na fonte genesiana, com uma boa influência do MARILLION em início de carreira, mas com algumas pitadas de Progressivo Sinfônico, sendo que este último torna-se cada vez mais evidente a cada novo trabalho, como é o caso deste "Refúgio", cuja faixa-título, logo no início, nos remete diretamente ao EMERSON, LAKE & PALMER lá pelos idos dos anos setenta, principalmente pelo excelente trabalho feito pelo tecladista Eloy Fritsch, que vez por outra chega a lembrar o estilo de Keith Emerson!

De fato, ao contrário dos álbuns anteriores, este trabalho só possui uma faixa ("Liberdade") que pode ser chamada de Neo-Prog, as demais seguem um direcionamento mais Sinfônico, ora com pitadas de YES, ora do citado ELP, mas sempre mantendo uma característica própria, sinal de que a banda já encontrou sua identidade, o que comprova aquela "maturidade" mencionada há dois parágrafos.

O CD conta ainda, como bônus, com dois registros ao vivo nos EUA em 1999, que renderam o álbum "Live In USA".

Quem aprecia o gênero não pode deixar de adquirir este álbum!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Haddad - Eros & Thanatos [2009]


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Rock progressivo 'made in' Vitória
Por Tiago Zanoli em 2 de novembro de 2009. Publicado na A Gazeta

“Eros Thanatos”, sétimo álbum da banda capixaba de rock progressivo Haddad, começou a ser trabalhado a partir de uma fita demo, gravada digitalmente em estúdio caseiro. Ao longo de quatro anos, o grupo desenvolveu os arranjos das 19 faixas que compõem o disco. Entre abril de 2007 e novembro de 2008, no estúdio Nova Arte, em Tabuazeiro, Vitória, a banda gravou, mixou e masterizou o disco.

O álbum foi lançado nos mercados nacional e internacional, mas o grupo não fará shows de lançamento. “É uma característica da banda. Nunca nos propomos a fazer trabalho de palco. Desde o início, a proposta é de fazer discos”, afirma Gustavo Haddad, compositor, arranjador, produtor, tecladista e vocalista.

O grupo é formado por Gustavo, Leandro Haddad (compositor e violonista), Paulo Pelissari (guitarrista), Rubens de Oliveira Mattos (contrabaixista), Sérgio Mello (baterista) e Gustavo Haddad (guitarrista). Além deles, participaram das gravações de “Eros Thanatos”: Zezito Haddad (saxofone), Leo Caetano (guitarras acústica e elétrica), Hariton Nathanalides (violinos e violas), José Benedito Viana Gomes (flauta transversal), Paulo Sodré (contrabaixo) e Geilson, Fabiane e Weruska (coral).

Responsável pela maioria das composições, Gustavo diz que seu processo criativo é atemporal. “É como um livro. Enquanto você não o edita e publica, ele é uma carta aberta. A qualquer momento você pode revisá-lo, reescrevê-lo. Assim são as minhas músicas: até que não assumam um formato definitivo, elas vão sendo aperfeiçoadas. Ficam comigo durante anos.”

A primeira etapa do trabalho foi feita no estúdio caseiro de Gustavo, onde o grupo começou a dar forma às músicas. Dessas primeiras gravações, participaram Paulo Pelissari, Rubens de Oliveira Mattos e Leandro Haddad, que formam o núcleo da banda. A demo levou cerca de um ano para ser concluída e, segundo Gustavo, o repertório era maior do que aquele selecionado para “Eros Thanatos”.

Gustavo conta que fez todos os arranjos, mas procurou respeitar as peculiaridades de cada um dos músicos participantes. “Da parte relativa aos instrumentos sinfônicos já entreguei a partitura pronta para os músicos que foram contratados. Quanto ao baixo e à bateria, apresento uma linha mestra, mas não interfiro. O Sergio Mello é um dos melhores bateristas que conheço, por isso, deixo ele livre para criar, a não ser que chegue com algo muito extravagante, longe do que pensei inicialmente.”

Ele ressalta também o fato de todo o álbum ter sido trabalhado no Espírito Santo, com exceção da prensagem. Gustavo orgulha-se de não precisar sair do Estado e de contar com artistas locais em todas as etapas de produção de um disco que tem alcance internacional e é vendido em sites como o Amazon.com. “O público de outros países compra um produto cem por cento capixaba. Nossa ideia é produzir localmente e pensar universalmente. No mundo, não há fronteira para a arte”, arremata.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Tésis Ársis - Sinos da Eternidade [2011]

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Terceiro e último trabalho de Anderson Rodrigues com projeto Tésis Ársis. Assim como os dois álbuns anteriores, Anderson continua a nos golpear com um trabalho intenso e magnífico.

Os amantes de rock sinfônico vão fica muito satisfeitos e mesmo quem não conhece esse tipo de trabalho também não se decepcionará.