domingo, 30 de junho de 2013

Lincoln Olivetti e Robson Jorge - Babilônia Rock [1983] Compacto

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De We Love´s Rock'n'Roll & Other Things

Lincoln Olivetti (Nilópolis, 17 de abril de 1954) é um músico brasileiro que ficou conhecido pela parceria com o guitarrista Robson Jorge. Instrumentista, arranjador, compositor e produtor musical, Lincoln Olivetti iniciou-se na música ainda menino. Com 13 anos, já se apresentava em bailes do subúrbio com seu conjunto. Cursou as faculdades de música e engenharia eletrônica, mas não as concluiu. Em meados da década de 1970, conheceu Robson Jorge, com quem viria a manter uma grande parceria musical. Ouvintes desavisados já confundiram algumas de suas músicas ("Squash", "Pret-à-porter") com músicas feitas por George Benson. Lincoln Olivetti fez arranjos para numerosos artistas: Gal Costa, Gilberto Gil, Tim Maia, Jorge Ben, Rita Lee, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Ângela Rô Rô, Zizi Possi, Fagner, Wando e Joanna, o que lhe rendeu fama e dinheiro, mas também críticas quanto a uma certa "pasteurização" da MPB. Foi apelidado de "o feiticeiro dos estúdios" e "o mago do pop". Na década de 1990, viveu um período de ostracismo, do qual saiu ao produzir discos para Lulu Santos e Ed Motta.

Robson Jorge (Rio de Janeiro, 23 de abril de 1954 — Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 1993) foi um músico brasileiro, que se notabilizou pela parceria com Lincoln Olivetti. Começou na música com um violão que pertencia ao irmão, aos 11 anos. Aos 15, já tocava em bailes, após passagem pelo Instituto Villa-Lobos. Em meados da década de 1970, conheceu Lincoln Olivetti, com quem viria a ter uma intensa parceria, compondo ao violão, na guitarra e nos teclados músicas próprias e arranjos para outros artistas, o que lhe deu fama e dinheiro, mas também muitas críticas. Na década de 1980, Robson Jorge teve problemas com o alcoolismo, morrendo esquecido e afastado do meio musical no início da década seguinte.

domingo, 16 de junho de 2013

Cálix - A Roda [2002]




Minas Gerais... Porque este estado oferece ao nosso país tanta música de qualidade? Qualidade é o que não falta ao segundo disco da banda Cálix, que se chama "A Roda". Produção nota 10, gravação nota 10, músicas e instrumentação nota 10. O disco não é 100% progressivo (padrão britânico), mas é um disco de rock progressivo 100% nacional. Não há como não se deixar levar pelas melodias de Deserto, Looking Back e Lendas do Mar e também pelas flautas, violinos e violoncelos que preenchem o CD. Um disco perfeito para uma banda de músicos afiados e que sabem o que estão fazendo. Altamente recomendado e certamente entre os 5 melhores discos de rock nacional de 2002.

Renato Savassi: voz, flauta, violão de 6 e 12 cordas, bandolim e harmônio
Sânzio Brandão - guitarra, violão de 6 e 12 cordas e guitarra slide
André Godoy - bateria, percussão, caixa de biscoito e moringa
Marcelo Cioglia - baixo, baixo fretless e vocais
Rufino Silvério - piano, teclados, harmônio, piano de armário e vocais
músicos convidados: Orquestra de Câmara Sesiminas. Regência: Marco Antônio Maia Drummond

Músicas:

Deserto - 4:40
Prá não mais voltar - 3:14
Depois da guerra - 3:46
Homens-pedra - 3:40
Sey dom - 4:12
Looking Back - 4:42
Lenda do mar - 6:16
A Roda - 4:11
Fora do mundo - 3:15
Em pedaços - 3:39
Dois rios - 2:44
Acordei devagar - 6:17

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Made in Brazil - In Blues [1992]



Por Fábio Cavalcanti
publicando em 9 de janeiro de 2012 em Rock em Análise

Após o seu primeiro longo período de inatividade criativa, o Made in Brazil resolveu se "reinventar", ao apostar em um som calcado no blues rock. O resultado é o mediano álbum "In Blues", que foi gravado ao vivo, mas funciona como um disco de estúdio. Apesar da sua boa proposta, o resultado final é um disco lento, longo e arrastado, com poucos traços da antiga dinâmica musical do grupo.

Veja também:
Made in Brazil - Deus Salva... O Rock Alívia [1985]
Made in Brazil - Jack o Estripador [1976]
Made in Brazil - Made in Brazil [1974]
Made in Brazil - Massacre [2005]
Made in Brazil - Minha Vida É Rock and Roll [1981]

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Eloy Fritsch - The Garden of Emotions [2009]

Mega FLAC


Eloy Fritsch lança disco de música eletrônica inspirado no Cosmos
publicado originalmente em 13 de outubro de 2008 no PortoWeb


The Garden Of Emotions é a sequência de um projeto instrumental do músico e professor do Instituto de Artes Eloy Fritsch. Focado em sintetizadores, samplers, computadores e teclados eletrônicos, o trabalho mescla sons orquestrais, corais, eletrônicos e concretos, com temas inspirados no Cosmos. O título do disco, que conta com músicas como Space Station, Lumine Solis e Solar Energy, também dá nome à suíte instrumental composta por seis faixas que inicia o álbum.

Eloy, que além de professor é tecladista do grupo de rock progressivo Apocalypse, foi o primeiro a lançar no Estado (Rio Grande do Sul) um disco totalmente composto e gravado por computador, o Dreams, de 1996. Ele também tem no currículo a menção honrosa do Prêmio Açorianos de Música 2009 e a indicação para melhor álbum e melhor compositor nas edições anteriores do troféu. Em entrevista ao PortoWeb, Fritsch comenta sobre o novo trabalho.

PortoWeb - “The Garden of Emotions” foi inspirado no Cosmos, fale um pouco sobre isso:

Eloy - Em todos os CDs deste projeto de música instrumental com sintetizadores busquei alguma inspiração no Cosmos. Alguns álbuns são mais influenciados pelo espaço como é o caso do CD Space Music de 1998 que foi editado apenas na França, outros são menos influenciados como é o caso do Landscapes. Este novo CD possui temas espaciais como Lumine Solis, Solar Energy, Heaven e Space Station. Mas vai além disso, envolve temas exotéricos e místicos que estão presentes também na suíte de abertura formada por seis movimentos com o mesmo título do CD. Esta suíte torna o trabalho mais conceitual, algo que já havia realizado com prazer nos discos Mythology e Atmosphere

PW - Quando e como surgiu a idéia para o novo CD?

Eloy - Surgiu quando criei a primeira versão da Suíte The Garden of Emotions. Eu finalizei a primeira versão em 2004 logo após ter feito o CD Landscapes. A suíte foi lançada no CD Edition #5 da gravadora holandesa Groove Unlimited. Após participei com esta mesma versão na coletânea Brasil Instrumental 2006 pela Editora HMP. Em 2008, para o novo CD, resolvi adaptar ela para seis movimentos criando interlúdios e modificando radicalmente a ordem das sessões. Inclui mais material eletrônico e trechos que havia guardado. O resultado foi uma versão estendida da composição que funcionou melhor para o contexto do novo álbum que a versão anterior.

PW - Quando começou a produção desse trabalho?

Eloy - A produção começou quando realizei, no início de 2009, uma audição do que havia composto nos últimos quatro anos. Assim percebi que já havia material para mais um CD. Ainda compus a Beyond the Mountais e a Lumine Solis em 2009. Ao enviar os áudios para o artista plástico Edgar Franco, ele pintou essa linda capa e criou toda a arte visual do novo CD. Uma arte forte que esta em harmonia com o projeto de composição musical.

PW - Como foi o processo de composição?

Eloy - O processo varia conforme a música. Mas normalmente sento ao teclado eletrônico e vou tocando livremente. Preciso estar sintonizado com a energia criativa e tentar transformar em música as minhas emoções e sentimentos. Tudo é muito espontâneo e sem limites para a criação. Utilizo o computador como um estúdio digital no qual vou registrando o momento da criação sem que importantes detalhes sejam esquecidos ou perdidos. No computador também trabalho o arranjo e a construção de texturas, ritmos e organização das sessões. Neste álbum usei o sequenciador MIDI em apenas uma música. Outras foram criadas em tempo real com recursos dos teclados eletrônicos. Eu queria fazer um álbum com temas bem distintos, então a alternância de técnicas de composição e a fusão entre sons eletrônicos sintetizados, samples, percussão e a voz deu um colorido especial ao trabalho.

PW - Quais as diferenças desse trabalho para os anteriores?

Eloy - Meu trabalho anterior foi uma coletânea de dez anos do projeto com sintetizadores chamado Past and Future Sounds (1996-2006) lançado apenas na França. O último álbum de inéditas foi o Landscapes feito em 2003 e lançado em 2005. Então esse novo disco veio com uma energia diferente acumulada em todos esses anos sem lançar um trabalho com sintetizadores. Apesar de produzir com o Apocalypse três álbuns, escrever um livro e fazer o DVD de Música Eletrônica, senti que precisava registrar e lançar mais essas criações para continuar a crescer e colher o feedback desse projeto. Eu tenho uma necessidade de criar e registrar as composições para depois possa ouvi-las e mostrar as pessoas que apreciam música. O nascimento de um novo álbum é algo maravilhoso porque ele reúne toda a energia de um tempo que passou, mas que ficou armazenada naquela produção. Por isso, não só a música, mas toda a concepção do álbum é significativa para mim.

* The Garden Of Emotions pode ser adquirido pela Internet nas gravadoras MUSEA (França), Sonhos & Sons (Minas Gerais) e CD Baby (USA).


Veja também:
Eloy Fritsch - Behind The Walls Of Imagination [1997]

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Index - Identidade [2005]

 


Por Cesar Lanzarini
publicado originalmente em 14 de outubro de 2005 no ProgBrasil

Bom, mas apenas para fãs ou admiradores do gênero

Terceiro trabalho dos gaúchos de Caxias do Sul (terra do Apocalypse) liderados pelo carioca Jones Junior. Seguindo à risca o título do CD, a banda Index busca neste trabalho a sua verdadeira identidade: um som totalmente baseado nos anos 1970. Para isso, construíram seu próprio estúdio (The Chapel) e armaram-se de instrumentos da época. Os instrumentos utilizados são a base para que este objetivo seja alcançado (principalmente os teclados): Hammond, Mini Moog, guitarras saturadas e flauta. O andamento das composições (impecáveis por sinal) são todos totalmente progressivos e o CD é um verdadeiro deleite para os ouvidos mais exigentes. No encarte, várias fotos dos instrumentos, músicos e do estúdio. Não tenha dúvida: é ligar o som, fechar os olhos e voltar aos anos 1970. O dueto Hammond e flauta fatalmente remete ao Focus, mas o Index, como diz o CD, tem sua própria identidade


Veja também:
Index - Index [1999]
Index - Liber Secundus [2001]