terça-feira, 23 de abril de 2013

Renato Godá [2008]




Renato Godá é um escritor de músicas endiabradamente românticas. Um cantor que leva ao palco a atmosfera esfumaçada de um cabaré onde o jazz, o folk, o gipsy e a chanson francesa convivem entre a elegância e a vulgaridade.“Não faço cerimônia/Não Sou um bom Partido/Tendo para os vícios/ Posso causar desgosto/Sou um pervertido /Livre leve e solto/ Um vagabundo astuto/ Um vira-lata escroto”. Dessa forma descarada, Godá se apresenta na primeira faixa do disco homônimo lançado pela gravadora Rob Digital. A canção Bom Partido não deixa dúvidas sobre quem é esse paulistano de 38 anos que depois de transitar pelo punk rock e sons eletrônicos no passado encontrou uma sonoridade própria neste que considera seu primeiro disco.


Veja também:
Renato Godá - Canções Para Embalar Marujos [2010]

domingo, 21 de abril de 2013

Labirinto - Kadjwynh [2012]


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Por Paulo Marcondes
publicado em 3 de maio de 2012 em Altnewspaper

Não havia como esperar algo diferente de uma das melhores bandas, senão a melhor, de post-rock nacional, a Labirinto. O EP tem nome difícil e é impossível pronunciar, pelo menos eu nunca consigo, mas o conteúdo musical dele é de uma maestria ímpar. Um pouco noise e psicodélico em alguns momentos, em outros, muito bem tocado.

Kadjwynh significa energia vital na língua Kayapó. Para esse povo, existem três elementos vitais: o corpo, o espírito e a energia vital. Esse é o grupo indígena que mais luta contra a implantação da Usina de Belo Monte desde a década de 80. Para eles, o Kadjwynh seria o mais afetado pela construção da hidrelétrica no Xingu. Então dá pra sacar que esse EP tá cheião de contexto político e social.

Daemones é a primeira faixa de Kadjwynh e é uma breve introdução, uma microfonia, um ruído controlado e apenas 1 minuto e 28 segundos de duração, entretanto, a faixa que vem na sequência se liga de maneira absurda com ela.

Tuira inicia-se com o post-rock clássico que a banda Labirinto vem se propondo a fazer e principalmente com toda aquela técnica que já foi registrada em Anatema, um dos discos mais geniais de 2010. Com camadas sonoras leves e contagiantes, a segunda música do EP te faz querer montar uma banda, estudar por bastante tempo e finalmente conseguir criar algo assim e eu não estou exagerando. Ao longo da faixa o som característico vai dando espaço a uma calmaria até o seu fim, o que não é ruim, querido ouvinte.

Piam Ket parece retomar do ponto que Tuira acabou. Eu sempre gostei desse tipo de disco, que uma coisa vai ligando a outra e parece que você está numa apresentação ao vivo que os caras não param nem pra tomar água (e foi assim o lançamento do Anatema no CCSP). Uma guitarra de fundo surge, distorcida, claro e vai acompanhando toda a faixa, até seu clímax, lá pelos 2 minutos e meio. Depois disso, a faixa fica bem calma, tranquila, chamando a próxima canção, Cairo. Lembrando que até agora todas as músicas foram um tanto quanto curtas, mas pera aí, a próxima vocês conhecem e tão ligados que não é assim.

Cairo é a quarta música de Kadjwynh e a última. Tem lá seus 10 minutos de duração e saiu naquela coletânea que divulgamos aqui, More Hope For Japan, criada para dar uma força ao pessoal que perdeu tudo no último Tsunami que deu no Japão. Vocês devem conhece-la e acharem a faixa foda, entretanto, não custa falar um pouco dela. Ela é, para mim, a música mais post-rock clássica do disco, principalmente pela sua duração e o começo bem suave, indo ao clímax de maneira calma, a passos lentos, uma coisa bem Godspeed You! Black Emperor. Bom, vocês já ouviram Cairo, então acabo minhas pequenas impressões a respeito dela aqui.

Analisando as 4 músicas do novo EP da banda Labirinto é possível dizer que eles deveriam ter gravado logo um full lenght. Fica um gosto de quero mais ao término de Kadjwynh. Eu tô pensando em mandar um email pro Erick e pra Muriel falando “eae galera, ces tão brincando né? Tá faltando mais umas 4 músicas ae pra fechar isso!”. Agora sem brincadeira, se você curtiu Anatema, é fã de post-rock ou acha que esse tipo de som combina com o frio que está fazendo em São Paulo, corre para baixar/comprar o seu. Este é um dos eps mais fodas que já ouvi até agora, tanto por sua técnica, quanto pelo quão cativante é o som, que não torna a parada cansativa e chata, pelo contrário, tudo é muito interessante.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Trem do Futuro - Trem do Futuro [1995]

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O Trem Do Futuro foi formado no estado brasileiro do Ceará no ano de 1981. Nesse período a banda apresentou-se em teatros e festivas em seu estado natal e arredores, com grande repercussão, depois de idas e vindas a estréia em disco aconteceu no ano de 1995.

Seu disco de estréia Trem Do Futuro (1995) foi lançado pela Progressive Rock Worldwide, obtendo excelentes comentários no Japão, Estados Unidos, França, Itália e outros países.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cassiano - Amor Imenso / Tá Dando Mole, Zé [1984]

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Ficha Técnica:

Amor Imenso e Tá Dando Mole,Zé (ambas de Cassiano)

Arranjos, Regências, Rhodes, Piano Acústico e Roland Juno 60: Dom Charles
Violão Giorgio, Guitarra e Percussão: Cassiano
Baixo: Pedrinho
Percussão: Paulo Ribeiro e Tureko
Vocais: Amaro, Camarão, Tureko, Carlinhos, Tinho e Cassiano
Primeiro Trumpete e Flugelhorn:Paulinho
Trompetes: Adoniram e Carlinhos
Sax-alto: Tinho
Sax-Tenor: Netto
Trombone de Vara: Ricochete
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