domingo, 30 de outubro de 2011

Kadu Lambach - Last Blues [1997]



Kadu Lambach fez parte da primeira formação da Legião Urbana, onde era conhecido como Eduardo Paraná. Saiu por divergências na estética musical, na verdade era tocava muito para ficar na Legião que insistia em três acordes e para Kadu que estudou violão clássico isso era algo impossível a se prender.

Em 1997 Kadu nos presenteia com esse álbum fantástico. A gravação contou com uma banda ‘base’ formada por músicos de altíssimo nível: Marcos Brito (teclados), André Vasconcellos (baixo) e Leander Motta (bateria e percussão); além de contar com várias participações, entre as quais destacam-se as de Arthur Maia (baixo e vocais), Widor Santiago (saxofone) e Adriano Faquini (vocais).

sábado, 29 de outubro de 2011

O Sebbo - Porque Não Sabíamos Voar [2008]

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Flocos Leve de Arroz

Ótima banda paranaense que está ativa desde 2001 tendo lançado seu primeiro álbum oficial em 2008. O nome vem em homenagem a bandas como Casa de Máquinas, A Bolha, Patrulha do Espaço, Secos e Molhados e outros que foram esquecidos do grande público em prateleiras empoeiradas de lojas de sebo.

Tem um som calcado no progressivo e psicodélico dos anos 60/70. Ao ouvir as belas músicas as comparações serão inevitáveis com Mutantes, Secos e Molhados e outras bandas da época, sendo que O Sebbo não perde em nada em qualidade. Para quem realmente gosta do progressivo/psicodélico essa banda é um bom presente.

Formação atual:
Rafael Marchiorato - Vocal e teclados
Marga Blask - Vocal e percussão
Geison Budel - Baixo
Hermann Ruthes - Guitarra e vocal
Marcelo Guedes - Bateria

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Massahara - Massahara [2010]


Lugar ao Sol


* Ricardo Seelig


A sonoridade que deu origem ao hard e ao heavy metal até hoje fascina as pessoas. O que algumas bandas pioneiras fizeram no final dos anos 60 e início dos 70 – o chamado 'late 60s, early 70s' – ainda serve de referência para qualquer pessoa que se aventure pelo estilo e, mais do que isso, foi algo tão forte, inovador e intenso que continua conquistando novos admiradores a todo dia.

O quarteto paulista Massahara bebe exatamente nessa fonte. O som apresentado pelos caras em seu debut é um hard contagiante e que pisa fundo na sonoridade setentista. A música de Fábio Gracia (vocal e guitarra), Ronaldo Rodrigues (teclados), Allan Ribeiro (baixo) e Renato Amorim (bateria) irá agradar em cheio quem curte um hard rock temperado com elementos psicodélicos e progressivos, e que segue a linhagem de nomes clássicos como Grand Funk Railroad, Mountain, Captain Beyond e, claro, os primeiros tempos do Black Sabbath.

O disco começa pegando o ouvinte pelo pescoço com a ótima “Contramão”, com bons riffs de guitarra e um solo esperto de teclado. A coesão instrumental da banda salta aos ouvidos, deixando claro desde os primeiros segundos que estamos diante de um trabalho diferenciado. “Lugar ao Sol” tem um riff de guitarra funkeado que é puro James Gang, e mais uma vez um excelente solo do teclado de Ronaldo Rodrigues, feito sob medida para conquistar os órfãos de Jon Lord.

Um dos grandes momentos do álbum é “Cabeça Boa”, uma ótima e multicolorida composição com diversas mudanças de andamento, e com um timbre de guitarra excelente.

As músicas apresentam um hard totalmente calcado na sonoridade dos anos 70, feito na medida para pegar a estrada. Todas as faixas possuem longas passagens instrumentais onde cada músico se reveza no protagonismo, característica que dá um clima de jam e um ar de liberdade ao play. Esse aspecto alcança o seu auge em “Já Nem Ligo Mais”, com um solo de baixo que é puro Sabbath do primeiro disco.

“Mandacaru” une rock e baião sem maiores cerimônias, enquanto “Zóio D'Cobra” é outro grande momento, com um bem-vindo ar oriental cheio de mistério. O hard blues “Tudo o Que Eu Quero” e a excelente instrumental que dá nome à banda fecham o disco.

O Massahara demonstra excelente qualidade nesse seu primeiro álbum. Todas as oito faixas são muito bem construídas, com detalhes que fazem uma enorme diferença, como o uso inteligente do wah-wah e um absoluto bom gosto na hora de explorar o rico background da cada integrante para a construção de uma sonoridade repleta de identidade.

Destaque também para a bela capa do álbum, criada pelo vocalista e guitarrista Fábio Gracia.

Se você curte hard setentista, não pode deixar passar a estreia do Massahara!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Semente [1998]



Semente é uma banda brasileira de rock progressivo que surgiu em meados dos anos 70, mais precisamente em 1976. A banda foi formada pelo guitarrista e flautista Sérgio Benchimol, que através de um amigo de faculdade, o baterista Mário Carvalho, foi apresentado aos irmãos Kosinski (Alexandre e Pedro). E assim ficou formado o Semente, ainda com a entrada de Márcia Kosinski, mulher de Pedro. Os vocais femininos feitos por Márcia dão uma sensação mais husky jazz ao estilo da banda. Entre outros instrumentos usados na banda, poderíamos destacar a flauta, mellotron e sax tenor, todos muito bem utilizados, com arranjos de muito bom gosto. O álbum “Semente”, de 1998, possui cinco músicas, todas com letras em português. O processo de gravação desse disco foi muito curtido e bastante prolongado. As músicas foram compostas entre 76 e 79, depois houve uma parada, e apenas em 1996 as gravações se iniciaram de fato, terminando em dezembro de 1998. Em 2001 eles realiazaram um show que mostrou a excelente qualidade musical da banda infelizmente tão pouco valorizada no Brasil.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Máquina Vapor [2010]

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O disco homônimo da banda lançado pelo selo Café com Leite surgiu a partir da necessidade que os integrantes sentiram de que fossem registradas algumas composições que tinham até então. Assim como as bandas do chamado rock progressivo da década de 1970 que tinham raízes sólidas no rock and roll, mas que agregavam a ele vários outros estilos musicais, a Máquina Vapor lançou seu disco com a essência do rock, unindo, entretanto, outros gêneros no seu repertório, como jazz, música erudita, blues e música popular brasileira.

Assim como o trabalho de um artesão, cuja obra passa por um longo processo de criação e desenvolvimento até estar concluída e poder ser admirada, o CD Máquina Vapor começou a ser concebido ainda no ano de 2007, época em que foram gravadas as primeiras músicas. Até o final das gravações, em 2009, a banda conseguiu concluir as músicas que ainda não estavam finalizadas com bastante maturidade. Houve bastante tempo para que elas fossem trabalhadas e testadas de diferentes maneiras até que houvesse consentimento quanto à qualidade das mesmas. Isso gerou músicas bem acabadas em termos de composição, o que gerou grande satisfação por parte da banda, que viu seu esforço recompensado após um longo caminho percorrido.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vencedores do VMB 2011

PRÊMIOS PELA ACADEMIA MTV

Melhor disco: Nó Na Orelha, do Criolo

Melhor música: Não Existe Amor em SP, do Criolo

Melhor capa: A Coruja e o Coração, da cantora Tiê. Arte por Rita Wainer.

Melhor clipe: Então Toma, do Emicida


Revelação: Criolo
Aposta: Tono
Artista do ano: Emicida


PRÊMIOS PELA AUDIÊNCIA

Webhit: Sou Foda, dos Avassaladores

Webclipe: Shake do Amor, da Banda Uó

Hit do ano: Me Acorde Para Vida, da banda CW7


Avaliação do pessoal:

Eleger o melhor já é cometer injustiças, ainda mais misturando gêneros musicais. Fechando os olhos para essas injustiças e avaliando os vencedores da Academia MTV, posso dizer que se os escolhidos não são os melhores ao menos são foram boas escolhas. Criolo é bom no que faz e a música ganhadora realmete é boa. O clipe do Emicida é espetacular. A capa do álbum da Tiê realmente é bonita.

Já as escolhas do público são umas aberrações. A banda Uó é horrível mas ao menos o clipe é engraçado de tão tosco. Os Avassadores é daqueles grupos funk que executam um atentado ao ouvido. CW7 é um pop bem fraquinho. Mas como quem votam nesses concursos são em sua maioria adolescentes com difusão mental, as escolhas não poderiam ser muitos diferentes.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Tésis Ársis - Estado de Alerta Máximo [2005]

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Segundo trabalho do projeto solo de Anderson Rodrigues. Seu primeiro trabalho, aclamado com louvor em seu lançamento, tomou de assalto os fãs de progressivos carioca. Feliz com esta boa repercussão, Anderson novamente recolheu-se em seu estúdio M&C e nos brinda agora com algo que parecia impossível: o segundo trabalho supera o primeiro! A fórmula de Anderson é a mesma: guitarras choradas, riffs progressivos, teclados imponentes com solos perfeitos, mundaças de andamento, camas sinfônicas... Tudo isso junto prende a atenção do ouvinte do início ao fim. A bateria e o baixo (ambos eletrônicos) estão muito, muito perfeitos! Fico imaginando se este trabalho fosse tocado por uma banda completa. A segunda música tem uma das passagens (2:00 - 3:00) mais belas que o progressivo nacional já nos apresentou! Que duelo de teclado e guitarra, com riffs a la Rush período Grace Under Pressure. Para completar, o disco "foi realizado em solidariedade aos animais mortos de forma indiscriminada em nosso planeta". O título e a capa dá dizem tudo! A menor música tem 10 minutos e a suíte-título é de chorar de tão boa... Em suma: um trabalho MARAVILHOSO!

Coleção Legião Urbana nas bancas


Essa semana chegou as bancas de revistas o primeiro volume da Coleção Legião Urbana, discografia completa da banda que é uma das principais da cena brasileira nos anos 80 e 90. Composta por 15 livros-CD, a obra conta a trajetória do grupo em mais de 700 páginas ilustradas e 170 músicas.

Um CD chega às bancas a cada semana e à partir do quinto volume, serão dois por semana. O primeiro volume custa R$ 9,90 e os demais custarão R$ 17,90. À partir do final de outubro, um livro contendo trechos de entrevistas e versos de músicas, além de um box especial para guardar a coleção, à RS 24,90, também será vendido.

A editora que já lançou duas outras coleçãos, uma com Chico Buarque e outra com Tim Maia, é alvo de reclamações por parte de alguns clientes. A coleção Tim Maia prometia o útltimo volume grátis, para quem adquirisse todos os outros volumes, via cadastro na internet. Mas muitos clientes simplesmente não conseguiam completar o cadastro por erro do site, ficando assim impossibilitados de ter o último volume já que o mesmo só é adquirido por esse cadastro e não está a venda.

Abaixo segue a lista com a ordem de lançamento da coleção Legião Urbana:
1. Legião Urbana (1985)
2. Dois (1986)
3. Que País é Este (1987)
4. As Quatro Estações (1989)
5. V (1991)
6. As Quatro Estações Ao Vivo – Parte 1 (2004)
7. As Quatro Estações Ao Vivo – Parte 2 (2004)
8. Música para Acampamentos – Parte 1 (1992)
9. Música para Acampamentos – Parte 2 (1992)
10. Acústico MTV (1999)
11. O Descobrimento do Brasil (1993)
12. Como É Que Se Diz Eu Te Amo – Parte 1 (2001)
13.Como É Que Se Diz Eu Te Amo – Parte 2 (2001)
14. A Tempestado ou O Livro dos Dias (1996)
15. Uma Outra Estação (1997)

Camisa de Vênus - Mais Vivo Do Que Nunca [2011]

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O Camisa decidiu andar com as próprias pernas já que Marcelo Nova insiste na carreira solo. Para o vocal foi recrutado o ex-Gonorréia, Eduardo Scott. Vejo com bons olhos a iniciativa, ora, a banda não tem que acabar por causa da saída de um membro, mesmo que ele seja um ícone. 

O erro fatal da banda foi lançar uma coletânea ao vivo como primeiro trabalho junto ao novo vocalista. Já que há um novo vocalista o ideal era lançar um material de inéditas para enfocar mais na fase pós-Marceleza diminuindo assim o impacto das comparações, inevitavéis, diga-se de passagem.

Barão Vermelho em breve turnê

 
Em 1982, o álbum Barão Vermelho marcou a estréia da banda que revelou Cazuza e Frejat. Para celebrar os 30 anos do disco, o grupo, que está de férias há três anos, se prepara para uma pequena reunião.

"Temos planos de fazer uma turnê curta em comemoração ao lançamento do disco", contou Frejat em entrevista ao Destak. O cantor e guitarrista, que investe em carreira solo desde 2001, tira, no entanto, qualquer esperança de um retorno definitivo. "Depois da reunião, cada um volta para suas próprias atividades", disse.

A banda, que se formou no Rio de Janeiro em 1981, pretende remixar o álbum de estreia, gravado em dois dias e lançado em setembro de 1982. "Queremos melhorar o álbum", disse Frejat. "Além de colocar algumas faixas extras, que deixamos de fora do disco", disse Frejat.

Gravado em uma época em que a MPB tinha as atenções da indústria musical, o álbum não teve o tratamento necessário para um disco de rock, já que à época não havia profissional capacitado para mixar e masterizar músicas do gênero no país.

A remixagem e remasterização do álbum reúne, então, o quinteto formado, atualmente, por Frejat, Fernando Magalhães, Rodrigo Santos, Guto Goffi e Peninha. A banda não grava um álbum desde 2005, quando lançou o CD e DVD MTV Ao Vivo - Barão Vermelho. Um disco de inéditas do grupo, no entanto, não chega às lojas desde 2004.

"É possível que, quando incluirmos estas faixas extras, possa entrar alguma inédita", disse Frejat, que lançou seu CD mais recente, Intimidade Entre Estranhos, em 2008, mesmo ano em que o Barão Vermelho anunciou um período de férias por tempo indeterminado.

Mesmo com esta possibilidade, o músico descarta uma turnê mais longa para o Barão. "De 2012 ela não passa", afirma Frejat, sobre a duração da reunião.

domingo, 16 de outubro de 2011

Madame Saatan - Peixe Homem [2011]



Segundo álbum dessa boa banda paraense. Tem um som pesado com um vocal feminino de impacto. Já li vários colunistas defenirem seu som de modo diferente, passando do heavy ao punk, blues, trash metal e nu metal, mas para mim essa necessidade de rotular uma banda é pura bobagem. Rotular é uma necessidade do mercado capitalista para classificar algo em prateleiras. Para mim é metal e pronto. Se tem pitadas de punk ou blues ou o que for, isso não é necessariamente algo que deve definir o estilo musical da banda. O Sepultura no seu álbum Roots incrementou aspectos da música xavante e nem por isso deixou de ser considerada essencialmente uma banda de metal.

Excluindo-se as baboseiras que escrevi, creio que é ao menos válido ouvir a banda e torcer para que não seja um tiro curto com foi a Pitty que surgiu, queiram ou não, como algo diferente e de postura no cenário nacional mas no fim se transformou em mais do mesmo.


sábado, 15 de outubro de 2011

Lucy And The Popsonics - A fábula (ou a farsa) de dois eletropandas [2007]


Primeiro álbum da banda, quando ainda era um dueto. Particularmente prefiro o segundo álbum mas nesse também há músicas interessantes. Abaixo vai um texto que peguei no site da Trama em que Mariângela Carvalho faz uma apresentação da banda.
 
"O disco já é seu próprio DJ

A próxima dominação do mundo já está começando. Esqueça os seres extraordinários e extraterrenos, desta vez quem aporta na indie-Terra, vindos de uma outra galáxia sem comprometimento político ou social, são os Eletropandas. Esses pequenos seres dengosos e de fofura sem igual abduziram telepaticamente dois seres humanos e os convenceram a gravar uma obra musical sem precedentes nem antepassados, calcada na extroversão, na moda e nas coisas boas da vida.

Fernanda e Pil Popsonic, parceiros de Lucy, uma bateria eletrônica sentimentalista, foram condicionados às idéias e preceitos destes pequenos seres, os eletropandas, encontrados casualmente durante um ensaio de sua banda Lucy and The Popsonics. Do relacionamento traçado entre Popsonics e Eletropandas surgiu um trabalho pop, sem seguir padrões convencionais ou idéias datadas, ditado primordialmente pelas leis do entretenimento, da pose e até da futilidade.

Este trabalho, que mostra uma evolução quase darwinista dos Popsonics, é composto por oito hot hot trax do melhor que se pode ter da mistura entre o punk, o electro, o college e um casal apaixonado. O plano de dominação dos Eletropandas sugere se utilizar de uma tecnologia sonora potente, nunca ouvida antes e já começou a colher seus resultados quando, agora, o duo Lucy and The Popsonics lança no mercado seu disco de estréia, “A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas”.

Uma pista de dança serve como conceito principal e mantenedor do disco, à proporção que a estética e a teoria dos pequenos mamíferos se baseiam em curtos 22 minutos. Tudo isso junto é capaz de descentralizar o poder de mixers e concordar com a lei do mínimo esforço: você pode ouvi-lo na íntegra sem se preocupar – o disco já é seu próprio DJ.

Tire da cabeça os preconceitos, as dúvidas e se divirta com a fábula, ou talvez com a farsa, destes dois eletropandas que aportaram em nossa indie-Terra há pouco tempo e já se especializaram em fazer rock para dançar, pulsado por corações punks.

Desencane dos rótulos e venha dançar com eles a noite toda."

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Os médicos cantores, se apresentam hoje e amanhã no Teatro Marista

Pessoal, hoje e amanhã acontece no Teatro Marista a apresentação dos médicos cantores de Maringá.
Eu tenho acompanhado esse espetáculo todos anos e a cada ano que passa é possível confirmar o quanto esses profissionais que cuidam da nossa saúde se dedicam para realizar o evento, o show, da forma mais perfeita ao alcance deles, e conseguem, ano passado fui a dois eventos desses realizdos por eles, no primeiro, eles fizeram uma homenagem a Noel Rosa, alguns meses depois realizaram mais duas apresentaçãoes onde cantaram e relembraram a malandragem cantada nas letras da nossa Música Popular Brasileira, em 2009, homenagearam o Rei que naquele ano comemorava 50 anos de carreira, eles já realizam o espetáculo a muitos anos, já passearam pelas obras de ChicoBuarque de Holanda, Tom Jobim e muitos outros grandes nomes da nossa música, este ano pela primeira vez, o show será em homenagem a uma mulher, uma guerreira da nossa música, que desde "Os Mutantes" até os dias de hoje, vem mostrando seu talento e sua criatividade musical, ela já é uma Sessentona, e eu não vejo a hora de chegar ao Teatro amanhã para acompanhar a apresentação desse pessoal que com certeza desenvolveu um roteiro riquíssimo em informações e qualidade músical que vai  levar a platéia a viajar pela parte da história da nossa MPB que cabe a nossa "Rainha do Rock" Brasileiro e que com toda certeza tem créditos e energia de sobra para te fazer um convite deste...

Os convites são limitados, infelizmente hoje já não da mais tempo, mas talvez ainda tenha sobrado alguns para amanhã, o telefone da Sociedade Médica de Maringá é esse, (44)32620066
Site: www.sociedademedicademaringa.com.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Impéria - Em Dias Assim [2011]



Por Reynaldo Trombini


Enquanto algumas novas bandas são adeptas aos diversos subgêneros criados para a música pesada, outras optam por resgatar a real essência do Rock n' Roll através de faixas que primam por arranjos simples e diretos, porém altamente contagiantes.

É com essa ideologia que a banda paulista Impéria, formada em 1996, vem divulgando o seu primeiro registro em estúdio: o disco "Em dias assim" (2011). O material é todo cantado em português, carrega influências de grupos consagrados das décadas de 70 e 80, além de contar com a produção de ninguém menos que Fernando Magalhães, guitarrista do Barão Vermelho.

Faixas como 'Guerra sem sentido' e 'Em dias assim' trazem bases robustas e alguns bons solos das guitarras de Felipe Deliberalli, por exemplo. A sonoridade direta dos paulistas rendeu pontos positivos também para a versátil 'O povo do Caos', aonde os músicos mostram-se competentes mesclando boa melodia com o peso do Rock n' Roll, além de flertes com o Hard Rock.

Bases encorpadas e boa regularidade ao longo das dez faixas tornam agradável a audição de "Em dias assim", tanto que na canção 'Alta dosagem', por exemplo, o quarteto manteve viva a essência do Rock n' Roll, sempre guiado por bons riffs e refrões marcantes. A bela balada 'Dia de Paz', por sua vez, contou com a participação de Fernando Magalhães na guitarra e tem tudo para ser o grande destaque do trabalho!

A animada 'Trilhas Abertas' irá agradar os amantes do Hard Rock e de guitarras bem trabalhadas. Por mais uma vez o guitarrista Felipe Deliberalli roubou a cena e trouxe riffs contagiantes e solos inspiradores! A reta final revelou bons momentos com as faixas 'Eu sou o que eu sou', mantendo o bom nível desde o primeiro ao último minuto de disco.

"Em dias assim" é responsável por revelar ao underground brasileiro uma banda com extrema atitude e que não se deixa levar pelas tendências ou novos estilos que surgem a cada dia. A sonoridade honesta e objetiva feita por Felipe Deliberalli (guitarra), Ricard Ueno (baixo), Flavius Deliberalli (bateria) e Marcio Deliberalli (vocal) transforma o Impéria em um bom nome na cena, afinal, fazer Rock n' Roll com qualidade está em primeiro lugar!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Renato Russo Entrevistas MTV (2006)

Em homenagem aos 15 anos do falecimento do Renato Russo, divido com vocês esse material.

Sinopse:
Renato Russo já era mito em vida. Suas palavras, cantadas ou faladas, reverberam até hoje e neste DVD encontram-se suas três mais longas entrevistas. Guardado por mais de 10 anos, este extenso material teve apenas uma pequena parte aproveitada à época. E hoje, reunido neste lançamento integral, dá a oportunidade de verificar que, como as letras, as boas falas do poeta continuam atuais.

Em aproximadamente 142 minutos, Renato fala de suas origens em Brasília, com a história do Aborto Elétrico, de sua Legião Urbana e de sua carreira solo, além de revelar detalhes sobre suas músicas e seus discos. Fala com ousadia de sua vida, de seu tempo e de suas preocupações. Um documentário único, uma verdadeira aula de história e cultura.

domingo, 9 de outubro de 2011

Três Acordes de Cólera [2005]


Registro histórico !!!

Trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social da PUC, realizado por Paulinha Harumi e Thais. Passou na TV PUC e recentemente foi disponibilizado no youtube (viva a iniciativa !!) é um presente para os fãs da banda. Inclui entrevistas com os integrantes da banda e grandes nomes do punk rock nacional. Imperdível !!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Luiza Maria - Eu Queria Ser Um Anjo [1975]

Primeiro de dois álbuns lançados por Luiza Maria. O disco contou com a participação de Jim Capaldi, Lulu Santos, Rick Ferreira, Antonio Adolfo, Chico Batera, Arnaldo Brandão, Gustavo Schroeter, Dadi Carvalho e Mú Carvalho, entre outros músicos, que atuaram sob produção musical de Sérgio Carvalho e coordenação musical de Rick Ferreira. Lançado na onda do hippie, é um bom  folk/rock.

Curiosidade: No e-bay esse LP sai pela bagatela de 300 dólares.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Celso Blues Boy - Por Um Monte de Cerveja [2011]

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Por um Monte de Cerveja


Mais uma vez admiro uma atitude de Tico Santa Cruz. Há pouco tempo ele ajudou no regresso do Raimundos e agora incentiva e auxília a volta do Celso. Tico está para o resgate do rock nacional assim como Charles Gavin e Marcelo Froés. Minhas deferências.
Sobre o álbum posso dizer que é fantástico. O Celso só melhorou com o tempo. Para quem não conhece o belo trabalho desse grande bluesman está aí uma boa pedida que é tão bom ou melhor que o "Onde Os Anjos Não Ousam Pisar" do Nasi.

Abaixo vai uma release que encontrei no site do Celso. E aqui está o link para os mais curiosos.

por Rubens Herbst

"Muita coisa mudou desde 1998, ano em que Celso Blues Boy lançou Nuvens Negras Choram. Em se tratando apenas de música, vimos o surgimento e a morte de modismos; o descarrilhar das gravadoras; o anúncio do fim do CD; a ressurreição do vinil como objeto cult; o alastramento da pirataria, assim como o de downloads gratuitos; MySpace, YouTube, iTunes, Facebook e outras plataformas vieram pra facilitar a divulgação de novos artistas; e, ainda, a instituição do Brasil como caminho obrigatório pra shows de artistas estrangeiros. Parecem décadas espremidas e pouco mais de uma só.


Enquanto tudo isso transcorria, a vida de Celso Blues Boy também mudava, e radicalmente. Ele concretizou a transferência domiciliar pra um tranquilo bairro em Joinville (SC), onde se refugiou pra ficar longe de tudo - gravadora, imprensa, assédio -, mas não da música. Na verdade, Celso foi justamente atrás do som que vive nele, mas que as pressões que abundavam no Rio de Janeiro o impediam de burilar.


O abrigo verde do maior nome do blues rock nacional lhe proporcionou a chance de experimentar a mesma sensação vivida na hora de gravar seu LP de estreia, Som na Guitarra (1984). Ou seja, a calmaria e ausência de pressão por um novo disco lhe permitiram compor, testar sonoridades, pensar arranjos e, principalmente, debulhar emoções e opiniões. Foram 12 anos nesse intenso processo de empilhar canções e mais canções. No entanto, os shows não foram deixados de lado, tanto é que ele lançou um disco ao vivo em 2008. E, afinal de contas, a estrada lhe deu um grande presente.


Um encontro ocasional com Tico Santa Cruz, vocalista dos Detonautas, foi o empurrão que faltava pra Blues Boy encerrar o jejum discográfico. Fã confesso, Tico ofereceu sua banda pra lhe dar suporte no estúdio. No Mobília Space (RJ), durante a "tempestade de 2010", Celso, o baixista e produtor Roberto Lly e os Detonautas Renato Rocha (guitarra) e Fabio Brasil (bateria), mais os teclados pontuais de Sergio Villarim, registram as 13 faixas que dariam no 11º álbum de Celso, Por um Monte de Cerveja - possivelmente, um dos melhores e mais pessoais de sua extensa carreira.


Celso gosta de dizer a sua vida está nesse novo disco, e também que ele refaz, de certo modo, o caminho até o primeiro álbum, também composto por músicas acumuladas durante um longo período. Enfim, quem quer conhecer Celso Blues Boy na intimidade por meio de sua obra, sinta-se bem-vindo. Do apreciador do malte que intitula o trabalho ao orgulho do carro em sua garagem (Beth Carvalho quer Comprar o meu Fuscão), passando pela ironia de A Vida Faz Mal à Saúde e Odeio Rock'n Roll (a única com o Detonautas completo) e uma ode à vida na estrada (Vim Tocar na sua Cidade), eis aqui o sujeito bem-humorado e bom de conversa. Por outro lado, a melancolia do bluesman transborda em Toneladas de Solidão e Conversando com Horácio Braun, uma nostálgica referência ao berço de sua infância, Blumenau. Sem contar Aprenda a Dar o Troco, um rock vigoroso no qual um Celso escaldado rosna pelo direito de defender-se da violência cotidiana.


Por um Monte de Cerveja exala frescor, energia, coesão, melodias fortes e, não raro, refrões retumbantes. É a mais portentosa coleção de canções que Celso reuniu desde que tornou-se uma referência de blues e guitarra no Brasil. O tempo e o sossego lhe permitiram vislumbrar seus melhores dias e resgatar o grande compositor que habita dentro dele. Há algo do passado aqui, sim, mas transmutado em intensa sinceridade. E, como não poderia deixar de ser, num emocionante som de guitarra."


Por um Monte de Cerveja - "Lembra 'Um punhado de Dólares'? É o Celso Eastwood (risos). Não há muito o que falar. O mais curioso é que na música não tem nenhum solo de guitarra. É uma novidade uma música minha começar com um solo de piano."  - Celso Blues Boy

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Plebe Rude - Rachando Concreto Ao Vivo [2011]

Mega DVD
Download CD

A concepção do show foi genial. Ele começa ao pôr-do-sol da bela Brasília. Melhor ainda, o palco é vazado, assim se consegue ver além do músicos e atrás deles se vislumbra o belo lago da capital e ainda mais ao fundo as edificações da cidade.Realmente um cenário único e belo.

O show começa com a bela "O que se faz", com os plebeus esbanjando talento e energia. Lá pelas tantas anoitece e para compensar o fim da primeira bela vista, a cidade se acende para dar um espetáculo tão belo visualmente quanto o anterior. A edição de imagens também é um show a parte. Com os músicos emanando atitude, as imagens se intercalaram muito em todos integrantes deixando de lado aquela coisa chata de concentrar o vídeo no vocalista.

Clemente dá uma pequena palha de uma canção dos Inocentes para delírio de quem assiste. Aliás a ida do Clemente para a Plebe Rude é algo tão dantesco que seria facilmente comparável a ida de John Lydon (vocal do Sex Pistols) ao Ramones. É uma pena saber que muitos brasileiros (e aí se inclui os "roqueiros") sequer consigam dimensionar isso e outros pior, nem sabem que é Clemente ou a Plebe Rude.

Nota negativa para a gravação do dvd foi o público. O show que foi para poucos pessoas, o que é válido quando se quer uma intensidade e interatividade maior entre público e banda, foi um tiro pela culatra visto que a maioria esmagadora encontrada ali deveria desconhecer quem era a banda tamanha apatia que demonstraram. Ao meu ver os convites foram distribuídos para os "amigos" de alguns que só foram para aparecer em um dvd, quando o certo era fazer com que os fãs clubes tivessem em peso nessa apresentação.

Altamente recomendado.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lobão e Claudio Tognolli - 50 Anos a Mil [2011]

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De certa forma fiquei um pouco decepcionado com o livro pois ele não é transmitido toda irreverência que se encontra nas entrevistas do Lobão. Tirando isso o livro é bem interessante, a parte em que ele retrata seus dias na prisão é chocante.

Livro em formato ePub.

Alinaphere - Alinaphere [2010]

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Primeiro álbum essa interessante banda paulista. Sua formação conta com :

André Sant’Anna (Vocal)
Renato Froes (Guitarra & Back Vocal)
Leandro Rodrigues (Baixo)
Raul Mendes (Guitarra)