quarta-feira, 18 de maio de 2011

50 ANOS A MIL


Acabo de passar no frente de um sebo e me deparo com uma cópia do livro do Lobão: "50 ANOS A MIL". Não pensei duas vezes para comprá-lo. Lobão e Marcelo Nova são duas das figuras mais engraçadas (no bom sentido) do rock nacional. Sua entrevistas são sempre um deleite. Quanto fiquei sabendo do lançamento desse livro autobiografico logo pensei em adquiri-lo, mas quando vi o preço na livraria desanimei. Leitura nesse país infelizmente é algo caro mas ainda bem que existem os sebos e graças ainda mais para as pessoas com grana que não tem medo de comprar esses livros e revende-los no sebo fazendo com que pessoas menos favorecidas, como eu, possam usufruir um pouco da cultura literária.
Bom, sem mais demoras vou começar a ler o livro para depois poder dividir com vocês minha impressão sobre a obra.
Reproduzo abaixo o texto da "orelha" do livro:
"Lobão foi chamado de tudo e recebeu os mais variados diagnósticos. Mas poucos sabem o que realmente é.
Da infância passada sob a sombra da nefrose, de uma mãe superprotetora e de uma história familiar extremamente complicada, passando por choques culturais, influências e amigos, ao período em que foi rotulado como bandido, maconheiro, maluco e iconoclasta, essa autobiografia mergulha fundo na trajetória que levou o menino Xurupito a se transformar em Lobão.
50 anos a mil tem ares de psicodrama, sem deixar de ser cômico, surpreendente e elucidativo. Polêmicas e histórias malcontadas são passadas a limpo pelo próprio Lobão: descobertas, parcerias, drogas, prisões, brigas, amores... As amizades com Cazuza e Júlio Barroso e os encontros inesquecíveis com Nelson Gonçalves, Elza Soares, o Vímana - de Ritchie e Lulu Santos -, Marina e outros tantos nomes da música popular brasileira.
Os bastidores das gravações dos discos, a briga com a indústria fonográfica, culminando com a espetacular campanha da lei numera discos no Brasil e o inesperado recebimento do Grammy de melhor disco de rock de 2007 pelo defenestrado Acústico MTV, em meio a apupos unânimes de toda a imprensa, também estão neste surpreendente livro.
Entre tantas mortes anunciadas e uma improvável capacidade de Lobão de sobreviver e se reinventar, 50 anos a mil é o relato de uma intensa e tempestuosa existência."

sexta-feira, 13 de maio de 2011

João Leopoldo


Ouvi João Leopoldo pela primeira vez no FEMUCIC do ano passado, a forma como ele ao mesmo tempo em que toca o piano, interpreta a sua música é perfeita e me chamou muito a atenção, desde então eu tenho ouvido e procurado conhecer um pouco mais o trabalho do cara, as canções que se propõe a interpretar, são não só performance de voz, mas de interpretações quase sempre teatrais, um músico fantástico, talento impressionante, vale a pena conferir, já postei sobre ele no SSFV, e agora como minha primeira postagem por aqui, Comentei com o Marcelo outro dia, é interessante perceber quantos bons talentos temos em terras tupiniquins, creio que assim como o turismo nacional sempre tem algo de bom para nos mostrar, devemos também nos aventurar a fazer turismos musicais pela nossa terra brasilis e descobrir o que tem de bom escondido por esse imenso território de cheio de cultura mista e rica, um abraço a todos e espero sinceramente poder contribuir com o blog...
O músico, pianista e compositor João Leopoldo, por muito tempo trabalhou com dramaturgia escrevendo peças, atuando, e principalmente, fazendo trilhas para espetáculos teatrais. Este aspecto cênico imprimiu características peculiares a suas composições, fazendo despontar um projeto diferente e criativo.
Influenciado pela vanguarda paulista do início dos anos 80 e por artistas como Walter Franco, Eduardo Dussek, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Luis Tatit e Cida Moreira, João Leopoldo tem como principal alicerce criativo o estilo recitativo.
O seu projeto musical “Ideia Nova Idéia Velha” nasceu há três anos com o intuito de causar ao público um universo de sensações, evidenciadas por projeções de imagens em um telão produzido pelo videomaker Juca Mencacci, que enfatizam os temas e o desenvolvimento das letras.
Seu mais recente trabalho “Cabeça Madura” lançado em abril desse ano na mostra de cinema surrealista de Alejandro Jodorowsky, foi um sucesso de público e crítica, e segue a conduta do formato surrealista na sua concepção artística. O músico explora a concepção música-teatro. E o surrealismo sonoro, marca registrada de seu trabalho, incorpora novas influências da literatura fantástica, antes e do inicio de século XX.
Autores como Hoffmann, Ítalo Calvino, Gérard de Nerval, Edgar Allan Poe, entre outros, estão presentes de forma indireta nas letras apresentadas.
Nessa atmosfera teatral, o músico conduz o espetáculo, num universo cheio de simbolismo, trazendo de forma leve e bem humorada músicas que fazem o público refletir e se deixar levar pelo fantástico mundo do “Absurdo”.
Para saber um pouco mais e conhecer outras músicas, acesse o conteúdo do João Leopoldo no www.ReverbNation.com, clicando aqui
Dica:
Ouça, "Me lembra muito Pink Floyd", "A mentira da verdade"...
Para ouvir, clique no play, depois de ouvir, clique no stop, tudo miudinho, mas da pra achar...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Anjo Gabriel - O culto secreto do Anjo Gabriel [2011]

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"Anjo Gabriel é Psicodélica. Com ecos da cena udigrundi dos anos 60 e 70. Para completar a equação adicione o Kraut Rock alemão produzido nos anos 70 e todo ácido que é possível diluir em sons incrivelmente caóticos que se entrecruzam e soam como aglomerados de galáxias agonizantes perdidas nos corretores do tempo e espaço." Texto do myspace da banda.


Banda pernambucana formada em 2005. Gostei muito da sonoridade. A maior parte do álbum é instrumental com piscodelismo nas alturas. Recomendado.